
Casa da noite 04 - Indomada


 House of Night 4: Untamed
         PC Cast & Kristin Cast

O desconhecido est cada vez mais ameaador e Zoey Redbird para
proteger seus amigos, acabou mentindo e omitindo muitas informaes.
Assim, Zoey Redbird foi de ter trs 'namorados' para nenhum e foi
praticamente excluda de seu grupo de amigos que confiavam e apoiavam
ela. Falando em amigos, dos dois que a Zoey ainda tem, uma esta 'morta'
e a outra foi desmarcada. E Neferet esta declarando guerra aos humanos,
que Zoey sabe em seu corao que alguma coisa esta errada. Mas ser
que alguem ir escut-la? As aventuras de Zoey na escola dos vampiros vai
ter um encerramento selvagem e perigoso. Fazendo com que lealdades
sejam testadas, chocantes e verdadeiras intenes venham a tona, e um
antigo mal seja despertado.


Ttulos anteriores da srie House of Night:
1: Marked
2: Betrayed
3: Chosen


                                                         Crditos:
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                      Esse  para os estudantes, passado e atual,
                 da South Intermediate High School em Broken Arrow,
                Oklahoma. Obrigado pelo entusiasmo, senso de humor,
                         e apoio a essa serie. SIHS  a melhor!
                  E tambm a todas as moas do Tulsa Gatos de rua.
                  Elas no so freiras, mas se qualificam como santas
                                       Para gatos!




UM


A caw! caw! caw! O estpido galo continuou a noite toda. (Bem, mas precisamente, o
dia todo  porque, sabe, eu sou uma vampira caloura e temos todo aquele negcio do
dia e noite serem virados.) De qualquer forma, eu no dormi nada ontem a noite/dia.
Mas dormir mal  atualmente a coisa mais fcil de se lidar, j que a vida  uma droga
quando seus amigos esto bravos com voc. Eu devo saber. Eu sou Zoey Redbird,
atualmente a nada disputada Rainha da Terra de Fazer Meus Amigos Ficarem Fulos.
Persephone, a grande gua que eu podia considerar como minha enquanto vivia na
House of Night, mexeu a cabea e acariciou minha bochecha. Eu beijei o nariz dela
suavemente e acariciei o pescoo. Cuidar de Persephone sempre me ajuda a pensar e
a me sentir melhor. E eu definitivamente preciso de ajuda com as duas coisas.
"Ok, ento, eu consegui evitar o Grande Confronto por dois dias, mas isso no pode
continuar," eu disse a gua. "Sim, eu sei que eles esto na cafeteria agora, jantando
enquanto andam juntos como amiguinhos e me deixam totalmente de fora."
Persephone bufou e voltou a mastigar feno.
"Yeah, eu acho que eles esto sendo idiotas tambm. Claro, eu menti para eles, mas
foi quase uma omisso. E, yeah, eu no disse algumas coisas para eles. Mas para o
prprio bem deles." Eu suspirei. Bem, o negcio sobre Stevie Rae ser morta viva foi
para o bem deles. As coisas sobre eu ter algo com Loren Blake  Vampiro Poeta
Laureate e professor da House of Night  bem, isso foi para o meu prprio bom. "Mas
ainda sim." Persephone virou a orelha para me ouvir. "Eles esto julgando demais."
Persephone bufou de novo. Eu suspirei de novo. Droga. Eu no podia mais os evitar.
Depois de dar um ltimo tapinha na gua, eu andei devagar para fora do estbulo dela
e guardei o almofaar* e as escovas para a crina/rabo que eu estava usando na ltima
hora. Eu respirei fundo o cheiro do couro e cavalo, deixando a mistura acalmar meus
nervos. Vendo meu reflexo na janela, eu automaticamente passei meus dedos pelo
meu cabelo escuro, tentando fazer parecer que eu no estava to mal. Eu fui Marcada
como uma caloura vampira e me mudei para a House of Night a apenas dois meses,
mas meu cabelo j era notavelmente mais grosso e comprido. E um cabelo super bom
 uma das muitas mudanas acontecendo comigo. Algumas delas eram invisveis 
como o fato que eu tenho uma afinidade com os cinco elementos. Algumas eram
muito mais visveis  como as tatuagens nicas que emolduravam meu rosto em
intricados e exticos crculos, diferente de qualquer outro calouro e vampiro adulto, o
design de cor safira se espalhava pelo meu pescoo e ombros, pela minha espinha, e
mais recentemente, ia at a minha cintura , um fato que ningum a no ser minha
gata, Nala, ou nossa deusa Nyx, e eu sabia.
*(para escovar cavalos com uma escova de ferro)
A quem eu posso mostrar?
"Bem, ontem voc tinha no um, mas trs namorados," eu disse para a eu com os
cabelos negros e com um meio sorriso cnico que estava refletida no vidro. "Mas voc
consertou isso, no foi? Hoje no apenas voc no tem nenhum namorado, mas
ningum nunca mais vai confiar em voc de novo, por pelo menos, eu no sei, um
trilho de anos mais ou menos." Bem, a no ser Afrodite, que tambm surtou e fugiu
dois dias atrs porque de repente ela pode ter voltado a ser humana, e Stevie Rae, que
foi correr atrs da apavorada e re-humana Afrodite porque pode ser culpa dela o
problema de calouro-para-humano e eu lancei o circulo e transformei ela de uma
garota bizarra e morta viva para uma estranha-vampira-com-tatuagens-vermelhas-
mas-que-voltou-a-si. "Seja como for," eu disse a mim mesma em voz alta, "voc
conseguiu fazer porcaria com todos que apareceram na sua vida. Muito bem, para
voc!"
Meu lbio estava comeando a tremer e eu senti as lgrimas encherem meus olhos.
No. Chorar no vai ajudar. Eu quero dizer, srio, se fizesse, ento eu e meus amigos
teramos nos beijado (bem, no literalmente) e feito as pazes dias atrs. Eu ia ter que
encarar eles e tentar acertar as coisas.
A fria noite de dezembro estava legal e um pouco enevoada. As luzes na calada que
iam dos estbulos e o campo at de volta ao prdio principal de escola brilhavam com
as pequenas luzes amarelas, parecendo lindas e de um antigo mundo. Na verdade, o
campus todo da House of Night era lindo, e sempre me fazia pensar que era algo que
pertencia a lenda do Rei Arthur mais do que ao sculo vinte. Eu amo isso aqui, eu me
lembrei.  meu lar.  onde eu perteno. Eu vou consertar tudo com meus amigos, e
tudo ficar bem.
Eu estava mordendo meu lbio e me preocupando sobre como eu ia acertar as coisas
com meus amigos quando meu estresse mental foi interrompido por um estranho
barulho de asas batendo que encheu o ar ao meu redor. Algo sobre o som mandou um
calafrio para a minha espinha. Eu olhei para cima. No havia nada acima de mim a no
ser escurido e os galhos nus dos enormes carvalhos que se alinhavam na calada. Eu
tremi, tendo um momento de andando-por-cima-do-meu-tmulo enquanto a noite
passou de suave e enevoada para escura e malvola.
Espera a  escura e malvola? Bem, isso  bobo! O que eu ouvi foi provavelmente
nada mais sinistro do que o vento passando pelas rvores. Jeesh, eu estou
enlouquecendo.
Balanando a cabea para mim mesma, eu continuei andando mas dei apenas alguns
passos quando aconteceu de novo. O estranho barulho de asas batendo acima de mim
fez o ar, que parecia 10 graus mais frio, passar selvagemente contra a minha pele. Eu
automaticamente ergui uma mo, imaginando morcegos e aranhas e todo tipo de
coisas assustadoras.
Meus dedos passaram pelo nada, mas era um nada frio, e uma dor gelada passou pela
minha mo. Completamente apavorada, eu uivei e abracei minha mo no meu peito.
Por um segundo eu no sabia o que fazer, e meu corpo ficou atordoado com medo. As
batidas estavam ficando mais altas e o frio mais intenso quando eu finalmente
consegui me mexer. Abaixando a cabea, eu fiz a nica coisa que podia. Eu corri para a
porta mais perto da a escola.
Depois de entrar, eu fechei a grossa porta de madeira atrs de mim, ofegando, virei
para espiar pela pequena janela. A noite se deslocou e flutuou diante dos meus olhos,
como uma tinta preta jogada no papel. Ainda sim, o terrvel sentimento de medo
gelado continuou em mim. O que estava acontecendo? Quase sem perceber o que eu
estava fazendo, eu sussurrei, "Fogo, venha at mim. Eu preciso do seu calor."
Instantaneamente o elemento respondeu, enchendo o ar ao meu redor com o calor do
fogo. Ainda olhando pela pequena janela, eu pressionei minhas palmas contra a
madeira da porta. "L fora," eu murmurei. "Mande seu calor para l tambm." Com
uma onda de calor, o elemento se moveu, atravs da porta, e passou pela noite. Ouve
um som de assovio, como vapor erguendo de gelo seco. A nvoa rolou, grossa e
ensopada, me dando um senso de vertigem que me deixou um pouco nauseada, e a
estranha escurido comeou a evaporar. Ento o calor afastou completamente o frio,
e to de repente como tinha comeado, a noite de novo voltou a ficar quieta e
familiar.
O que acabou de acontecer?
Minha mo picada chamou minha ateno. Eu a olhei. Pelas costas da minha mo
haviam machucados vermelhos, como se algo com garras, ou unhas, tivesse arranhado
minha carne. Eu esfreguei as marcas que pareciam ser feitas com raiva, que
queimavam como uma queimadura.
Ento o sentimento me atingiu com fora, duramente, e me sobrepujando  e eu sabia
com meu sexto sentido dado pela deusa que eu no deveria estar aqui sozinha. A
escurido que manchou a noite  o fantasmagrico algo que tinha me perseguido e
picado minha mo  me encheu com um terrvel sentimento estranho e pela primeira
vez em muito tempo, eu estava realmente com medo. No por meus amigos. No por
minha av ou meu ex-namorado humano, ou pela minha me estranha. Eu estava com
medo por mim. Eu no apenas queria a companhia dos meus amigos; eu precisava
deles.
Ainda esfregando minha mo, eu fiz minhas pernas se moverem e sabia alm de
qualquer dvida que eu preferia encarar a magoa e desapontamento dos meus amigos
do que o que quer que fosse a coisa negra que estava esperando por mim escondida
na noite.
Eu me revoltei por um segundo fora da porta aberta do cheio "salo de jantar" (AKA
cafeteria da escola) observando os outros garotos conversando facilmente e felizes
entre si, e fiquei quase sobrepujada com o repentino desejo de ser s outra caloura 
sem ter habilidades
extraordinrias ou a responsabilidade que vinha junto com essas habilidades. Por um
segundo eu quis tanto ser normal que foi difcil para mim respirar.
Ento senti a suave brisa do vento contra a minha pele que parecia aquecida pelo calor
de uma chama invisvel. Eu senti o cheiro do oceano, embora no houvesse
definitivamente nenhum oceano perto de Tulsa, Oklahoma. Eu ouvi pssaros cantando
e senti o cheiro da grama recm cortada. E meu esprito se encheu de uma alegria
silenciosa quando reconheci meus poderosos dons dados pela deusa com a afinidade
para cada um dos cinco elementos: ar, fogo, gua, terra, e esprito.
Eu no era normal. Eu no era como ningum, calouro ou vampiro, e era errado da
minha parte desejar o contrrio. E como parte do meu no normal estava me dizendo
que eu tinha que entrar e tentar fazer as pazes com meus amigos. Eu arrumei minhas
costas e olhei ao redor do salo com olhos que estavam limpos de alto piedade, e eu
facilmente encontrei meu grupo especial sentados juntos.
Eu respirei fundo e caminhei rapidamente pela cafeteria, dando um pequeno aceno e
um sorriso para quem disse oi para mim. Eu notei que todos pareciam estar reagindo a
mim com sua mistura usual de respeito e cuidado, o que significa que meus amigos
no estavam falando nada sobre a minha confuso. Tambm significa que Neferet no
tinha comeado seu ataque aberto contra mim. Ainda.
Eu peguei uma rpida salada e uma coca. Ento, segurando minha bandeja com uma
firmeza anormal que estava deixando meus dedos brancos, eu marchei diretamente
para nosso banco e sentei normalmente ao lado de Damien.
Quando eu sentei, ningum olhou para mim, mas a conversa deles morreu
instantaneamente, o que  algo que eu odeio. Eu quero dizer, o que  mais horrvel do
que chegar no seu grupo de supostamente-melhores-amigos e ver todos eles se
calarem para voc saber com certeza que todos estavam falando de voc? Ugh.
"Oi," eu disse ao invs de sair correndo ou comear a chorar como eu queria.
Ningum disse nada.
"Ento, e a?" eu dirigi a pergunta diretamente para Damien, sabendo que meu amigo
gay era naturalmente a link mais fraco da corrente no-fale-com-Zoey.
Infelizmente, foram as Gmeas que responderam e no o gay, e por tanto mais
sensvel e educado, Damien.
"Nenhum merda, certo, Gmea?" disse Shaunee.
" isso mesmo, Gmea, nenhuma merda. Porque no podemos ser confiveis para
saber merda nenhuma," Erin disse. "Gmea, voc sabia que ns somos totalmente
inconfiaveis."
"No at recentemente eu no sabia, Gmea. E voc?" Shaunee disse.
"No sabia at recentemente tambm," Erin terminou.
Ok, as Gmeas no so Gmeas de verdade. Shaunee Cole  uma americana com
descendncia jamaicana de cor caramelo que cresceu na costa Leste. Erin Bates  uma
linda loira que nasceu em Tulsa. As duas se encontraram depois de serem Marcadas e
se mudarem para a House of Night. Elas se ligaram instantaneamente  e como
gentica e geogrfica nunca existiram. Elas literalmente terminam as frases uma das
outras. E nesse momento elas esto olhando para mim com aquele olhar gmeo de
raiva e suspeita.
Deus, elas me cansam.
Elas tambm me deixam irritadas. Sim, eu escondi coisas delas. Sim, eu menti para
elas. Mas eu precisava. Bem, quase precisava. E o comportamento gmeo delas de
raiva estava me irritando.
"Obrigado pelo amvel comentrio. E agora eu vou tentar perguntar isso a algum que
no tem que responder em uma verso streo da odiosa Blair de Gossip Girl." Eu virei
minha ateno para longe delas e olhei diretamente para Damien, embora eu pudesse
ouvir as Gmeas sugando o ar e se aprontando para dizer algo e eu estava esperando
que eles algum dia fossem se arrepender. "Ento, eu acho que o que eu realmente
quero perguntar quando disse "e a," e se voc notou algum assustador e
fantasmagrico bater de asas do lado de fora ultimamente. Notou?"
Damien  alto e realmente fofo com uma excelente estrutura ssea e cujos olhos
marrons so normalmente quentes e expressivos mas estavam, nesse momento,
cuidadosos e mais do que um pouco frios. "Um bater de asas fantasmagrico?" ele
disse. "Desculpe, no fao idia do que voc est falando."
Meu corao se apertou ao estranho tom de voz dele, mas eu disse a mim mesma que
pelo menos ele respondeu minha pergunta. "No caminho para c, algo meio que me
atacou. Eu no consegui ver nada, mas era frio e machucou minha mo." Eu ergui
minha mo para mostrar a ele  e no havia machucado nenhum.
timo.
Shaunee e Erin bufaram juntas. Damien s parecia muito, muito triste. Eu estava
abrindo minha boca para explicar que havia um machucado ali alguns minutos atrs,
quando Jack se aproximou.
"Oh, oi! Desculpe estou atrasado mas quando pus minha camisa encontrei uma
enorme mancha no lado da frente. D para acreditar?" Jack disse enquanto corria com
uma bandeja de comida e sentava no seu lugar ao lado de Damien.
"Uma macha? No naquele adorvel Armani de manga comprida que eu te dei de
natal, n?" Damien disse, se mexendo para dar espao para seu namorado.
"Ohmeudeus, no! Eu nunca derramei nada nele. Eu s amo e " As palavras dele
morreram quando os olhos dele passaram de Damien para mim. Ele engoliu em seco.
"Oh, uh. Oi, Zoey."
"Oi, Jack," eu disse, sorrindo para ele. Jack e Damien estavam juntos. Ol. Eles so
gays. Meus amigos e eu, junto com qualquer um que no tem a mente pequena e 
critico, no tem problemas com isso.
"Eu no estava esperando ver voc," Jack disse. "Eu achei que voc ainda est... uh...
bem..." ele parou, parecendo desconfortvel e corando.
"Voc achou que eu ainda estava escondida no meu quarto?" eu ajudei.
Ele acenou.
"No," eu disse firmemente, "eu terminei com isso."
"Bem, ta-na-hora" Erin comeou, mas antes de Shaunee poder continuar, uma risada
sexy vindo da porta atrs de ns fez todos virarem para olhar.
Afrodite entrou no salo, rindo enquanto piscava para Darius, um dos mais novos e
gostosos Guerreiros Filhos de Erebus, que protegem a House of Night, e virou o cabelo
de forma excelente. A garota sempre foi boa em multi tarefas, mas fiquei totalmente
chocada sobre o quo despreocupada e legal ela parecia. Apenas dois dias atrs ela
quase morreu e surtou porque a lua crescente  que aparece na testa dos calouros, os
Marcando quando eles comeam a Mudana que ou ia transformar em um vampiro ou
matar  tinha desaparecido do rosto dela.
O que significava que de alguma forma ela voltou a ser humana.
DOIS


Ok, eu achei que ela tinha voltado a ser humana, mas mesmo de onde eu estava
sentada eu podia ver que a Marca de Afrodite tinha voltado. Os olhos azuis frios dela
varreram a cafeteria enquanto dava as pessoas que assistia um olhar metido antes de
voltar sua ateno de volta a Darius e deixava a mo dela repousar no peito do
guerreiro.
"Foi to gentil da sua parte me trazer at o salo de jantar. Voc tem razo. Eu deveria
ter tirado dois dias para cortar minhas frias. Com toda essa loucura acontecendo por
aqui,  melhor ficar no campus onde posso ser protegida. E j que voc disse que vai
ficar na porta do nosso dormitrio, isso  definitivamente o lugar mais seguro e
atraente para ficar." Ela praticamente jogou nele. Jeesh, ela era uma vadia. Se eu no
estivesse to surpresa em ver ela, eu teria rido mais apropriadamente. Alto, e
obviamente.
"E eu devo voltar para meu posto l. Boa noite, minha senhora," Darius disse. Ele deu
uma reverencia afiada, o que o fez parecer com um daqueles romnticos e lindos
cavalheiros, fora o cavalo e a brilhante armadura, de antigamente. " um prazer servir
voc." Ele sorriu para Afrodite mais uma vez antes de virar e sair da cafeteria.
"E eu aposto que seria um prazer servir voc," Afrodite disse em sua voz mais nojenta
assim que ele saiu de vista. Ento ela virou para o salo que a encarava silenciosa. Ela
ergueu uma sobrancelha e deu a todos aquele olhar de desprezo. "O que? Parece que
vocs nunca viram nada lindo antes. Diabos, eu s sai por alguns dias. A memria fraca
de vocs deveria ser melhor que vocs. Lembra? Eu sou a linda vadia que todos vocs
odeiam." Quando ningum disse nada, ela virou os olhos. "Oh, tanto faz." Ela foi at
onde estava a salada e comeou a encher seu prato quando o barulho finalmente
comeou e todos fizeram barulhos rudes quando voltaram para sua comida.
Para os desinformados, eu tenho certeza que Afrodite parecia como sempre. Mas eu
podia ver o quo nervosa e tensa ela estava. Diabos, eu entendia exatamente como ela
se sentia - eu mesma tinha passado por isso. Na verdade, eu estava no meio dessa
situao com ela.
"Eu achei que ela tinha voltado a ser humana," Damien disse para todos ns. "Mas a
Marca dela voltou."
"Nyx sempre  misteriosa," eu disse, tentando soar mais como uma Alta Sacerdotisa
em treinamento.
"Eu acho que o caminho de Nyx  outra palavra com M, Gmea," Erin disse. "Voc
pode adivinhar?"
"Muito confusa?" Shaunee disse.
"Exato," Erin disse.
"Essa  a palavra," Damien disse.
"Oh, no seja to metido," Shaunee disse a ele. "Alm do mais, o ponto  que Afrodite
 uma vadia, e estavamos esperando que Nyx tivesse largado ela quando a Marca
desapareceu."
"Mais do que meio esperando, Gmea," Erin disse.
Todos encaravam Afrodite. Eu tentei forar a salada garganta abaixo. V, esse  o
problema: Afrodite costumava ser muito popular, poderosa, e uma caloura nojenta da
House of Night. Desde que ela cruzou o caminho da Alta Sacerdotisa, Neferet, e foi
totalmente afastada, ela foi reduzida a simplesmente a maior vaca da House of Night.
 claro, estranhamente (e tpico o bastante para mim), ela e eu meio que,
acidentalmente nos tornamos amigas  ou pelo menos, aliadas. No que a gente
queira que as massas saibam disso. Ainda sim, estive preocupada com ela quando ela
desapareceu, embora Stevie Rae a tenha perseguido. Eu quero dizer, eu no sei de
nenhuma das duas em dois dias.
Naturalmente, meus outros amigos  Damien, Jack, e as Gmeas  a odiavam. Ento
dizer que eles estavam chocados e no muito confortveis quando Afrodite andou
diretamente para ns e sentou ao meu lado  no exagerar quase tanto quando
aqueles cavalheiros do filme do Indiana Jones dizem "ele escolheu mal" quando o cara
malvado pega a taa errada e bebe e o corpo dele desintegra.
"Encarar no  educado, mesmo algum to linda quanto eu," Afrodite disse antes de
morder a salada.
"O que diabos voc est fazendo, Afrodite?" Erin perguntou.
Afrodite engoliu e ento piscou com um falso ar de inocente para Erin. "Comendo,
retardada." Ela disse suavemente.
"Essa  uma zona longe de vadias," Shaunee disse, finalmente recuperando a
habilidade de falar.
"Yeah, ela est montada aqui," Erin disse, apontando para a placa de mentira atrs do
banco.
"Eu odeio repetir um sentimento que eu disse antes, mas nesse caso vou fazer uma
exceo. Ento de novo eu digo: Morram Gmeas Nerds."
" isso," Erin disse, mal sendo capaz de manter a voz baixa. "Gmea e eu vamos
quebrar a sua Marca do seu rosto."
"Yeah, talvez eu ajude dessa vez," Shaunee disse.
"Parem." Eu disse. Quando as Gmeas viraram seus olhares furiosos para mim, eu
senti meu estmago se apertar. Elas me odiavam tanto para me olharem desse jeito?
Fez o meu corao doer ao pensar nisso, mas eu ergui meu queixo e as encarei. Se eu
completasse a Mudana como vampira, eu algum dia seria uma Alta Sacerdotisa, e isso
significa que  melhor elas me ouvirem. "J passamos por isso. Afrodite  parte das
Filhas Negras agora. Ela tambm  parte do nosso circulo, j que tem uma afinidade
com a terra." Eu hesitei, me perguntando se ela ainda tinha uma afinidade, ou se ela a
tinha perdido quando foi de caloura para humana e ento, aparentemente, voltado a
ser caloura, mas tudo era muito confuso, ento continuei. "Vocs sabem que
concordamos em aceitar ela nessa posio, sem xingamentos e lembranas de dio."
As Gmeas no falaram nada, mas a voz de Damien, soando sem emoo. Veio do meu
outro lado. "Concordamos com isso, mas no concordamos em ser amigos dela."
"Eu no disse que queria ser amiga de vocs," Afrodite disse.
"Idem, vadia!" As Gmeas falaram juntas.
"Tanto faz," Afrodite disse, fazendo parecer que ia pegar a bandeja e sair.
Eu abri minha boca para dizer a Afrodite para sentar e mandar as Gmeas calarem a
boca quando um bizarro barulho ecoou pelo corredor at as portas abertas da
cafeteria.
"O que - ?" eu comecei, mas no terminei a pergunta pelo menos at uma dzia de
gatos entrarem na cafeteria, assoviando e babando feito loucos.
Ok, na House of Night, tem gatos em todos os lugares. Literalmente. Eles nos seguem,
dormem com a gente, e no caso da minha gata, Nala, reclamam bastante para o
calouro da sua escolha. Na aula de Sociologia Vampira, uma das primeiras coisas que
aprendemos  que os gatos a muito tempo so familiares dos vampiros. Isso significa
que estamos acostumados a ter gatos em todos os lugares. Mas eu nunca os vi to
malucos.
O enorme gato cinza das Gmeas, Beelzebub, pulou entre elas. Ele estava duas vezes
do seu tamanho, e ele encarava a porta aberta com olhos mbares cheios de raiva.
"Beelzebub, baby, qual o problema?" Erin tentou acariciar ele.
Nala pulou no meu colo. Ela colocou as patinhas nos meus ombros e me deu um rosno
assustador de gato maluco, enquanto ela, tambm, encarava a porta e para o barulho
catico que vinha do corredor.
"Hey," Jack disse. "Eu conheo esse som."
E me atingiu ao mesmo tempo. " um co latindo," eu disse.
Ento algo que lembrava um enorme urso amarelo mais do que um cachorro entrou
na cafeteria. O cachorro-urso era seguido por um garoto que era seguido por vrios
professores parecendo cansados, incluindo nosso professor de esgrima, Dragon
Lankford, e nossa professora de eqestre, Lenobia, assim como vrios guerreiros Filhos
de Erebus.
"Te peguei," o garoto gritou assim que pegou o cachorro e parou no muito longe de
ns enquanto ele olhava ao redor, colocava a coleira na besta (que eu notei era de
couro rosa com pregos prateados ao redor), e colocava a guia nela. No instante que a
coleira foi presa, o urso parou de latir, sentou no cho, e encarou, ofegando, para o
garoto. "Yeah, timo. Agora voc age certo," eu ouvi ele murmurar para o obviamente
feliz cachorro.
Embora ele tivesse parado de latir, os gatos na cafeteria definitivamente no tinham
parado de surtar. Havia tanto som de assovios, que parecia que ar saia de um tubo de
ar.
"Voc v, James, era o que eu estava tentando explicar para voc mais cedo," Dragon
Lankford disse enquanto comeava a franzir para o cachorro. "Esse animal no pode
ficar na House of Night."
" Stark, e no James," o garoto disse. "E como eu estava tentando explicar a voc
antes  o cachorro tem que ficar comigo.  como . Se voc me quer  voc tambm
tem que ter ela."
Eu decidi que o novo garoto cachorro tinha um jeito diferente. No era como se ele
estivesse sendo abertamente rude e desrespeitoso com Dragon, mas ele tambm no
estava falando com ele com respeito, e algum medo, que era o que acontecia quando
um recm Marcado calouro falava com um vampiro. Eu olhei a frente da camiseta do
Pink Floyd No havia nenhuma insgnia de ano ali, ento eu no fazia idia de que ano
ele estava ou a quanto tempo ele tinha sido Marcado.
"Stark," Lenobia estava dizendo, obviamente tentando ser razovel com o garoto, "no
 possvel integrar um cachorro no campus. Voc pode ver o quanto ele chateia os
gatos."
"Eles vo se acostumar com ele. Eles se acostumaram na House of Night de Chicago.
Ela normalmente se comporta e no os persegue, mas o gato cinza pediu quando
assoviou e tentou arranhar ela."
"Uh, oh," Damien perguntou.
Eu no precisava olhar  eu podia sentir as Gmeas bufando.
"Minha deusa, para que todo esse barulho?" Neferet entrou no salo, parecendo linda
e poderosa e completamente em controle.
Eu vi os olhos do garoto novo se alargarem enquanto ele absorvia a beleza dela. Era
toooo irritante que todos ficassem automaticamente idiotas quando olhavam
pela primeira vez para a nossa Alta Sacerdotisa e minha inimiga, Neferet.
"Neferet, desculpe pela interrupo." Dragon colocou o pulso por cima do corao e se
curvou respeitosamente para a Alta Sacerdotisa. "Esse  meu novo calouro. Ele chegou
recentemente."
"Isso explica como o calouro chegou aqui. No explica como isso chegou aqui." Neferet
apontou para o cachorro.
"Ela est comigo," o garoto disse. Quando Neferet virou seus olhos para ele, ele imitou
a saudao e se curvou como Dragon. Quando ele se ajeitou, fiquei chocada por ver
que ele deu a Neferet um sorriso que parecia mais do que um pouco convencido. "Ela
 a minha verso de um gato.''
"Verdade?" Neferet levantou uma sobrancelha. "E ainda sim ela parece
estranhamente como um urso."
H! Ento eu no estava simplesmente exagerando na minha descrio.
"Bem, Sacerdotisa, ela  uma labradora, mas voc no  a primeira pessoa a dizer que
ela parece um urso. Olha isso," No acreditando, eu observei quando o garoto virou
completamente as costas para Neferet e disse o ao cachorro, " Me d cinco, Duquesa."
O cachorro obedientemente ergueu a bata e bateu na mo de Stark. "Boa garota!" ele
disse, coando as orelhas dela.
Ok, eu tinha que admitir. Era um truque legal.
Ele voltou sua ateno a Neferet. "Mas cachorro ou urso, ela e eu estamos juntos
desde que fui Marcado quatro anos atrs, ento isso a faz um gato o bastante para
mim."
"Um labrador?" Neferet andou ao redor do cachorro o estudando. "Ela  muito
grande."
"Bem, yeah, Duque sempre foi uma garota grande, Sacerdotisa."
"Duque? Esse  o nome dela?"
O garoto acenou e riu, e embora ele fosse um sextanista, eu de novo estava surpresa
com o quo fcil ele falava com os vampiros adultos, especialmente uma poderosa
Alta Sacerdotisa. " apelido para Duquesa."
Neferet olhou para o cachorro e para o garoto, e os olhos dela se estreitaram. "Qual
seu nome, criana?"
"Stark," ele disse.
Eu me perguntei se mais algum viu a mandbula dela cerrar.
"James Stark?" Neferet disse.
"Alguns meses atrs larguei meu primeiro nome.  apenas Stark," ele disse.
Ela ignorou ele e virou para Dragon. "Ele  o aluno transferido que estvamos
esperando da House of Night de Chicaco?"
"Sim, Sacerdotisa," Dragon disse.
Quando Neferet olhou de volta para Stark, eu vi os lbios dela se erguerem num
sorriso calculado. "Eu ouvi bastante sobre voc, Stark. Voc e eu teremos uma longa
conversa em breve." Ainda estudando o calouro, Neferet falou com Dragon. "Se
certifique que Stark tenha acesso 24 horas a qualquer equipamento de arco e flecha
que ele possa querer."
Eu vi o corpo de Stark tremer. Obviamente Neferet viu tambm, porque o sorriso dela
aumentou e ela disse, " claro, as noticias do seu talento te precedem, Stark. Voc no
deve parar de praticar s porque mudou de escola."
Pela primeira vez Stark parecia inquieto. Na verdade, ele parecia mais do que inquieto.
Ao mencionar arco e flecha, a expresso de Stark se transformou de fofa e um pouco
sarcastica para fria e quase maldosa.
"Eu disse a eles quando eles me transferiram, que eu parei de competir." A voz de
Stark era rasa, e as palavras dele mal foram carregadas pela nossa mesa. "Mudar de
escola no muda isso."
"Competir? Voc diz aquela competio de Arco e Flecha entre as Houses of Night?" A
risada de Neferet me arrepiou. "Importa pouco para mim se voc compete ou no.
Lembre-se, eu sou a porta voz de Nyx aqui, e o que eu digo  que  importante voc
no desperdiar seu talento dado pela deusa. Nunca se sabe quando Nyx pode chamar
voc  e no vai ser para uma competio boba."
Meu estmago virou. Eu sabia do que Neferet estava falando, sobre a guerra contra os
humanos. Mas Stark, sem ter noo, s pareceu aliviado sem ter que competir de
novo, e a expresso dele voltou a ser indiferente e um pouco convencida.
"Sem problemas. Eu no me importo de praticar, Sacerdotisa," ele disse.
"Neferet, qual  o seu desejo em relao ao, uh, cachorro?" Dragon disse.
Neferet pausou por um momento; ento se abaixou graciosamente na frente do
labrador amarelo. As enormes orelhas do cachorro foram para frente. Ela ergueu o
nariz vermelho, cheirando com curiosidade bvia a mo erguida de Neferet. Na minha
frente. Beelzebub assoviou ameaador. Nala rosnou baixo. Os olhos de Neferet se
ergueram e encontraram os meus.
Eu tentei manter meu rosto sem expresso, mas no sei o quo bem me sai. Eu no
vejo Neferet a dois dias quando ela me seguiu para fora do auditrio depois que ela
anunciou que a guerra entre humanos e vampiros que ela queria comear devido ao
assassinato de Loren. Naturalmente, ns conversamos. Ela era a amante de Loren. E eu
tambm, mas isso no tinha sido sem conseqncia. Loren no me amava. Neferet
tinha armado tudo entre Loren e eu, e ela sabia que eu sabia que ela tinha feito isso.
Ela tambm sabia que eu sabia que Nyx no aprovava as coisas que ela estava fazendo.
Basicamente, ela machucou seriamente meu corao, e eu odiava Neferet quase tanto
quando a temia. Eu esperei que nada disso se mostrasse no meu resto enquanto nossa
Alta Sacerdotisa ia at nossa mesa. Com um gesto de mo, ela fez Stark e o cachorro
seguirem atrs dela. O gato das Gmeas deu mais um assovio antes de fugir. Eu
freneticamente acariciei Nala, esperando que ela no perdesse a cabea enquanto o
cachorro se aproximava. Neferet parou quando chegou na nossa mesa. Os olhos dela
passaram rapidamente de mim para Afrodite antes de irem at Damien.
"Estou feliz que voc esteja aqui, Damien. Eu gostaria que voc mostrasse a Stark o
quarto dele, e o ajudasse a no se perder no campus."
"Eu ficaria feliz, Neferet," Damien disse rapidamente, com os olhos brilhando quando
Neferet deu a ele um sorriso enorme de agradecimento.
"Dragon vai te ajudar com os detalhes," ela disse. Ento os olhos verdes dela se
moveram para mim. Eu me segurei. "E Zoey, esse  Stark. Stark, essa  Zoey Redbird, a
lder das Filhas Negras."
Ele e eu acenamos um para o outro.
"Zoey, como voc  a Alta Sacerdotisa em treinamento, eu vou deixar o problema do
cachorro de Stark com voc. Eu confio que uma das muitas habilidades que Nyx deu a
voc te ajudar a acostumar Duquesa em nossa escola." Os olhos frios dela nunca
deixaram os meus. Eles contavam uma histria completamente diferente do que a
doce voz dela. Eles diziam, lembre-se que eu estou no comando aqui e voc  apenas
uma criana.
Eu propositalmente quebrei o contato visual com ela e dei a Stark um sorriso apertado.
"Vou ficar feliz em ajudar seu cachorro a se encaixar."
"Excelente," Neferet disse. "Oh, e Zoey, Damien, Shaunee, e Erin." Ela sorriu para
meus amigos, e meus amigos riram para ela como bobos. Ela ignorou Jack e Afrodite
completamente. "Eu chamei uma reunio especial do Conselho para hoje a noite as
10:30." Ela olhou para seu relgio. "So quase 10 horas agora, ento vocs precisam
terminar de comer porque eu espero que os Prefeitos estejam l tambm."
"Vamos!" Eles falaram como ridculos passarinhos.
"Oh, Neferet, isso me lembra," eu disse, erguendo a voz para passar pelo salo.
"Afrodite se juntou a ns. J que ela recebeu um dom de Nyx, uma afinidade pela
terra, todos concordamos que ela tambm deve ser uma Prefeita do Conselho," Eu
segurei o flego, esperando que meus amigos me ajudassem.
Graas a Deus, a no ser o baixo rugido de Nala para Duquesa, ningum disse nada.
"Como Afrodite pode ser uma Prefeita? Ela no  mais membro das Filhas Negras." A
voz de Neferet ficou fria.
Eu irradiei inocncia. "Eu esqueci de te dizer? Eu sinto muito, Neferet! Deve ter sido
por causa de todas as coisas horrveis que aconteceram recentemente. Afrodite voltou
para as Filhas Negras. Ela jurou para mim, e para Nyx, seguir nosso cdigo de conduta,
e eu permiti que ela voltasse. Quero dizer, eu achei que era o que voc queria  fazer
ela voltar a nossa deusa."
" isso mesmo." Afrodite soava subjulgada de uma maneira nada caracterstica. "Eu
concordei com as novas regras. Eu quero me redimir pelos erros do passado."
Eu sabia que Neferet ia parecer maldosa e rancorosa se ela publicamente rejeitasse
Afrodite depois dela deixar bvio que queria mudar. E Neferet se importava com as
aparncias.
A Alta Sacerdotisa sorriu para todos, sem olhar para Afrodite ou eu. "O quo generoso
por parte de Zoey  aceitar Afrodite de volta no seio das Filhas Negras, especialmente
quando ela se responsabiliza pela conduta de Afrodite. Mas nossa Zoey parece estar
confortvel tendo muitas responsabilidades." Ento ela olhou para mim, e o dio no
olhar dela me fez parar de respirar. "Tenha cuidado para no cair devido a tanta
presso, Zoey querida." Ento, como se tivesse ligado um boto, o rosto dela se
encheu de doura e luz de novo, que ela emitiu para o garoto novo.
"Bem vindo a House of Night, Stark."
TRS


"Bem, uh, voc est com fome?" eu perguntei a Stark depois que Neferet e o resto dos
vampiros saram da cafeteria.
"Yeah, acho que sim," ele disse.
"Se voc se apressar, pode comer com a gente, e ento Damien pode te mostrar onde
ser seu quarto antes de irmos para a Reunio do Conselho," eu disse.
"Eu acho que seu cachorro  bonito," Jack disse, passando ao redor de Damien para
olhar melhor a Duquesa. "Eu quero dizer, ela  grande, mas ainda sim muito bonita.
Ela no morde, morde?"
"No se voc no a morder primeiro," Stark disse.
"Oh, eew," Jack disse. "Eu ia ter pelo de cachorro na boca e isso seria nojento."
"Stark, esse  Jack. Ele  o namorado de Damien." Eu decidi fazer as apresentaes e
passar pelo possvel Oh, no! Ele  um bixa! Problema de uma vez.
"Oi," Jack disse com um doce sorriso.
"Yeah, oi," Stark disse. No foi um oi cheio de calor, mas ele no parecia estar
emitindo nenhuma vibrao homofobica.
"E essas so Erin e Shaunee." Eu apontei para cada uma delas. "Elas tambm
respondem por as Gmeas, o que vai fazer sentido depois de voc as conhecer por
tipo, 5 minutos."
"Hey, e a," Shaunee disse, dando a ele um olhar bvio.
"Idem," Erin disse, dando a ele um olhar idntico.
"Essa  Afrodite," eu disse.
O sorriso sarcstico dele voltou. "Ento voc  a deusa do amor. Eu ouvi falar muito
sobre voc."
Afrodite estava olhando para Stark com uma estranha intensidade que no parecia ser
de flerte, mas quando ele falou com ela, ela automaticamente virou o cabelo
espetacularmente e disse, "Ol. Eu gosto quando sou reconhecida."
O sorriso dele aumentou e ficou ainda mais sarcstico quando ele deu a ela uma
pequena risada. "Seria difcil no te reconhecer  o nome  bem bvio."
Eu observei enquanto o olhar intenso de Afrodite instantaneamente se dissipou e foi
substitudo por uma expresso muito mais familiar de desdm, mas antes dela poder
verbalmente acabar com o garoto, Damien falou. "Stark,vou te mostrar onde esto as
bandejas." Ele levantou e parou na frente de Duquesa, parecendo mais do que um
pouco confuso.
"No se preocupe," Stark disse. "Ela vai ficar ai. Desde que os gatos no faam nada
idiota."
O olhar dele passou para Nala, que era a nica gata perto de Duquesa. Nala no
comeou rosnar de novo, mas estava empoleirada no meu colo, olhando para o
cachorro sem piscar, e eu podia sentir a tenso no corpo dela.
"Nala vai se comportar," eu disse, esperando que ela se comportasse. Eu realmente
no tinha controle pela minha gata. Diabos, quem tem controle por qualquer gato?
"Est certo, ento." Ele me deu um rpido aceno antes de dizer ao cachorro,
"Duquesa, fica!" Certo o bastante, quando ele seguiu Damien para a fila, Duquesa
ficou.
"Sabe, cachorros so muito parecidos com gatos," Jack disse, olhando para Duquesa
como se ela fosse uma experincia cientifica.
" porque eles ofegam," Erin disse.
"E so mais flatulentos do que os gatos, Gmea," Shaunee disse. "Minha me tem
aqueles enormes poodles, e eles so umas criaturas cheias de gases."
"Ok, bem, isso realmente no foi divertido," Afrodite disse. "Estou saindo fora."
"Voc no quer ficar e fazer olhinhos para o garoto novo?" Shaunee perguntou numa
voz gentil demais.
"Yeah, ele parece gostar demais de voc," Erin disse docemente.
"Eu deixo o novato para vocs duas, o que  o certo, j que ele gosta tanto de
cachorros. Zoey, passe no meu quarto quando voc terminar com a horda de nerds. Eu
preciso falar com voc sobre algo antes da Reunio do Conselho." E ento com uma
virada de cabelo e um olhar de desprezo as Gmeas, ela saiu da cafeteria.
"Ela no  to ruim quanto finge ser," eu disse as Gmeas. Elas me deram um olhar de
descrena e eu dei nos ombros. " que ela finge muito ser m."
"Bem, dizemos por favor, s por favor, para a atitude horrvel dela," Erin disse.
"Afrodite nos faz entender porque as mulheres afogam seus bebs," Shaunee disse.
"S tentem dar a Afrodite uma chance," eu disse. "Ela vai comear a parar com essa
porcaria que ela faz. Vocs vo ver. Ela pode ser gentil as vezes."
As Gmeas no falaram nada por alguns segundos, ento se olharam, e ao mesmo
tempo balanaram as cabeas e viraram os olhos. Eu suspirei de novo.
"Mas num tpico muito mais importante," Erin disse.
"Yeah, o novo gostozinho," Shaunee disse.
"Olha a bunda dele," Erin disse.
"Eu queria que ele colocasse aquela jeans dele um pouco mais para baixo para poder
olhar melhor," Shaunee disse.
"Gmea, calas baixas so horrveis.  to gangue clich anos 1990. Gostosos s devem
dizer no a ele," Erin disse.
"Ainda sim queria ver a bunda dele, Gmea," Shaunee disse. Ento ela olhou para mim
e sorriu. Era uma verso reservada de sua antiga eu, um sorriso amigvel, mas pelo
menos no  o sarcstico tom que ela tem me dado nos ltimos dias. "Ento, o que
voc acha? Ele  gostoso Christian Bale, ou s Tobey Maguire?"
Eu queria comear a chorar de felicidade e gritar, Yeah! Vocs esto comeando a falar
comigo de novo! Mas ao invs disso eu agi como se tivesse algum senso e me juntei as
Gmeas avaliando o garoto novo. "Ok, ento" elas tem razo. Stark  fofo. Ele tem um
tamanho mdio, no  alto como um quarterback* como meu ex-namorado, Heath, ou
incrivelmente lindo estilo Superman como meu calouro-transformado-em-vampiro ex-
namorado, Erik. Mas ele tambm no era baixo. Na verdade, ele era da altura de
Damien. Ele era meio magro, mas eu podia ver msculos pela camiseta dele, e os
braos dele eram definitivamente gostosos. Ele era fofo, com um cabelo bagunado de
garoto, grandes olhos marrons, e um bom sorriso. Ento, dissecando em partes
separadas, Stark era um cara legal. Enquanto eu observava ele, eu percebi que o que
passava ele de mdio para gostoso era a intensidade e confiana dele. Ele se movia
como se o que fizesse fosse deliberado, mas essa deliberao estava cheia de
sarcasmo. Era como se ele fosse parte do mundo, ao mesmo tempo que ele estava
virando.
(*posio no futebol americano)
E, sim,  estranho eu ter entendido isso sobre ele to rpido.
"Eu acho que ele  definitivamente fofo," eu disse.
"Ohmeudeus! Eu acabei de perceber quem  ele!" Jack arfou.
"Conta," Shaunee disse.
"Ele  James Stark!" Jack disse.
"No brinca," Erin disse, virando os olhos. "Jack, j sabemos disso."
"No, no, no. Voc no entende. Ele  James Stark o melhor arqueiro do mundo!
Voc no lembra ter lido sobre ele? Ele arrasou nos Jogos de Vero ano passado.
Gente, ele compete contra vampiros adultos, na verdade Filhos de Erebus, e ele acaba
com eles. Ele  uma estrela..." Jack terminou com um sonhador suspiro.
"Bem, merda! Me bate e me chama de idiota, Gmea. Jack tem razo!" Erin disse.
"Eu sabia que a gostosura dele tinha grandes propores," Shaunee disse.
"Wow," eu disse.
"Gmea, eu vou tentar gostar desse cachorro," Erin disse.
" claro que vai, Gmea," Shaunee disse.
Naturalmente, ns quatro estvamos olhando para Stark como completas idiotas
quando Damien e ele voltaram para a mesa.
"O que?" ele disse, a boca cheia de sanduche. Ele olhou de ns para a Duquesa. "Ela
fez algo enquanto eu no estava? Ela gosta de lamber os dedos."
"Eesh, isso  " Erin comeou, mas calou a boca quando Shaunee a chutou debaixo da
mesa.
"No, Duquesa foi uma dama perfeita enquanto voc no estava," Shaunee disse,
dando a Stark uma risada muito, muito amigvel.
"Bom," Stark disse. Quando todos continuaram a encarar ele, ele se mexeu
desconfortvel na cadeira. Como se fosse sua deixa, Duquesa se moveu para se inclinar
contra a perna dele e olhou amorosamente para ele. Eu o vi relaxar e ele
automaticamente se ps a acariciar as orelhas dela.
"Eu lembro ouvir falar de voc ter derrotado todos aqueles vampiros no arco e flecha!"
Jack disse; ento apertou os lbios e se calou corando.
Stark no tirou os olhos do prato. Ele s deu nos ombros. "Yeah, sou um bom
arqueiro."
"Voc  aquele calouro?" Damien disse, s agora entendendo. "Bom em arco e flecha?
Voc  um arqueiro incrvel!"
Stark olhou para cima. "Tanto faz.  s algo que eu sou bom desde que fui Marcado."
Os olhos dele foram de Damien para mim. "Falando em calouros famosos, eu vejo que
o rumor sobre suas Marcas extras so verdadeiras."
" verdade." Eu realmente odiava esses primeiros encontros. Me deixava muito
desconfortvel quando eu conhecia algum e eles viam como uma super caloura e no
a Zoey de verdade.
Ento eu entendi. O que eu estava sentindo provavelmente era muito parecido com o
que Stark sentia.
Eu perguntei a primeira coisa que eu podia pensar para mudar do assunto "especial"
que eu e ele estvamos metidos. "Voc gosta de cavalos?"
"Cavalos?" O sorriso sarcstico voltou.
"Yeah, bem, voc parece ser um amante de animais," eu disse, passando meu queixo
em direo ao cachorro dele.
"Yeah, eu acho que gosto de cavalos. Eu gosto da maioria dos animais. A no ser
gatos."
"A no ser gatos!" Jack gritou.
Stark deu nos ombros de novo. "Eu nunca gostei deles. Eles so chatos de mais para o
meu gosto."
Eu ouvi as duas Gmeas bufarem.
"Gatos so criaturas independentes," Damien comeou. Eu ouvi o jeito de professor
dele e sabia que eu tinha conseguido mudar de assunto. "Todos sabemos,  claro, que
eles so adorados em muitas culturas antigas do mundo, mas voc sabia que eles
tambm  ?"
"Uh, gente, desculpe interromper," eu disse, levantando e mudando meu aperto em
Nala para no derrubar ela em cima das costas de Duquesa. "Mas eu tenho que ver o
que Afrodite quer antes da Reunio do Conselho. Eu vejo vocs l, ok?"
"Yeah, ok."
"Eu suponho."
"Tanto faz."
Pelo menos eu tive um tchau.
Eu dei a Stark um sorriso amigvel. "Foi um prazer te conhecer. Se precisar de algo
para Duquesa, s me diga. Tem uma boa loja no muito longe daqui. Eles tem muita
coisa para gatos, mas aposto que tem coisas para cachorro tambm."
"Eu te digo," ele disse.
E ento, enquanto Damien tresumia em sua tima aula sobre gatos, Stark me deu uma
rpida piscada e um aceno que claramente dizia que ele gostou do jeito que mudei de
assunto. Eu pisquei de volta para ele e estava a caminho da porta antes de perceber
que estava rindo como uma idiota ao pensar sobre o fato que a ltima vez que eu
estive do lado de fora algo me atacou.
Eu estava parada na frente da enorme porta de madeira como uma estudante com
necessidades especiais quando um grupo de guerreiros Filhos de Erebus desceram as
escadas que levavam para o salo de jantar dos empregados no segundo andar.
"Sacerdotisa," vrios deles disseram quando me viram, e o grupo todo pausou para me
dar uma reverencia respeitosa, com as mos no punho em cima dos peitos
musculosos.
Eu devolvi a saudao nervosamente.
"Oh, uh, obrigado," eu disse, e ento com uma inspirao repentina acrescentei,
"estava me perguntando se um de vocs podia me levar de volta ao dormitrio e
talvez me dar uma lista do nome dos guerreiros que foram designados a proteger o
dormitrio das garotos. Eu acho que o pessoal vai se sentir mais em casa se eu souber
seus nomes."
"Isso  muita considerao da sua parte, minha senhora," disse o guerreiro mais velho,
que ainda estava segurando a porta para mim. "Eu ficaria feliz em te dar uma lista de
nomes."
Eu sorri e agradeci para ele. No caminho ao dormitrio das garotas, ele conversou
cautelosamente sobre os guerreiros que foram designados a nos proteger enquanto eu
acenava e fazia os barulhos apropriados e tentava olhar para o quieto cu da noite.
Nada passou para resfriar o ar, mas eu no podia me livrar do assustador
pressentimento que algo ou algum estava me observando.
QUATRO


Eu mal tinha tocado na minha maaneta quando a porta foi aberta e Afrodite me
agarrou pelo pulso. "D para pr a bunda aqui? Merda, voc  to devagar quanto
aqueles garotos gordos, Zoey." Ela me puxou para o quarto e bateu a porta
firmemente atrs de ns.
"Eu no sou devagar, e voc tem um diabo de explicaes pra fazer," eu disse. "Como
voc chegou aqui? Onde est Stevie Rae? Quando a sua Marca voltou? O que - ?"
Minhas perguntas foram cortadas por uma alta, e insistente batida vindo da minha
janela.
"Primeiro de tudo, voc  uma idiota.  a House of Night e no a Escola Pblica de
Tulsa. Ningum tranca suas portas, ento eu entrei no seu quarto. Segundo, Stevie Rae
est ali." Afrodite passou por mim e correu at a janela. Eu s fiquei parada ali olhando
para ela enquanto ela abria as cortinas e comeava a destrancar a janela pesada. Ela
me deu um olhar de irritao por cima dos ombros. "Ol! Uma ajudinha seria bom."
Confusa, eu me juntei a ela na janela. Foi preciso ns duas para abrir ela. Eu olhei do
ltimo andar ao antigo prdio de pedra que parecia mais um castelo do que um
dormitrio. A noite de dezembro ainda estava fria e sombria, e agora estava preparada
para chover. Eu podia ver o muro leste atravs da escurido e das rvores. Eu tive um
calafrio, mas calouros raramente sentem frio, e no era o tempo que estava me
fazendo tremer. Foi um deslumbre do muro leste  um lugar de poder e desordem. Ao
meu lado, Afrodite suspirou e se inclinou para frente para poder espiar pela janela.
"Pare de brincar e entra aqui. Voc vai ser pega, e mais importante, a umidade vai
frizzar meu cabelo."
Quando a cabea de Stevie Rae apareceu, eu quase me mijei.
"Oi, Z!" ela disse alegre. "D uma olhada na minha nova ultra legal habilidade de
escalada."
"Ohmeudeus.Entra.Aqui." Afrodite passou pela janela aberta, pegou uma das mos de
Stevie Rae, e a puxou. Como se ela fosse um balo, Stevie Rae parou no meu quarto.
Afrodite rapidamente fechou a janela e as cortinas.
Eu fechei minha boca aberta, mas continuei a olhar Stevie Rae enquanto ela se
levantava, limpando as jeans e colocando a camiseta de manga cumprida para dentro
da cala.
"Stevie Rae," eu finalmente consegui dizer. "Voc escalou o lado de fora do
dormitrio?"
"Yep!" Ela disse com um sorriso para mim, acenando a cabea fazendo o cabelo curto
dela se balanar como uma lder de torcida maluca. "Lega, huh?  como se eu fosse
parte do prdio de pedra, e eu fiquei sem peso, e, bem, aqui estou." Ela ergueu as
mos.
"Como o Drcula," eu disse, e sabia que tinha dito meu pensamento em voz alta
quando Stevie Rae franziu e disse, "O que  como o Drcula?"
Eu sentei pesado na ponta da minha cama. " o livro, Drcula, o antigo de Bram
Stoker," eu expliquei, "Jonathan Harker diz que viu Drcula subindo pelo lado do
castelo."
"Oh, yeah, eu posso fazer isso. Quando voc diz "como Drcula," eu pensei que eu
parecia como o Drcula  assustadora e plida com um pssimo corte de cabelo e
aquelas longas e nojentas unhas. No foi isso que voc quis dizer, foi?"
"No, voc est tima, na verdade." Eu definitivamente estava dizendo a verdade.
Stevie Rae parecia tima, especialmente comparado a quando ela estava parecendo (e
cheirando) ms passado. Ela parecia como a Stevie Rae de novo, antes do corpo da
minha melhor amiga rejeitar a Mudana e ela morrer a quase exatamente um ms
atrs, e ento, de alguma forma, voltar dos mortos. Mas ela estava diferente 
quebrada. A humanidade dela foi quase completamente perdida, e ela no era a nica
garota a que isso tinha acontecido. Havia um bando de nojentos garotos mortos vivos
andando pelos tneis proibidos debaixo de Tulsa perto do depsito abandonado.
Stevie Rae quase virou um deles  eu digo, odiosa, e perigosa. A afinidade dela com o
elemento da terra fui tudo que a ajudou a se manter, mas no foi o suficiente. Ela
estava caindo. Ento, com a ajuda de Afrodite (que tambm recebeu uma afinidade
pela terra), eu lancei um circulo e pedi a Nyx para curar Stevie Rae.
E a deusa tinha, mas durante o processo de cura, pareceu que Afrodite tinha que
morrer para salvar a humanidade de Stevie Rae. Graas a deus, isso no foi verdade.
Ao invs de morrer, a Marca de Afrodite desapareceu enquanto a Marca de Stevie Rae
milagrosamente se coloriu e expandiu, mostrando que ela completou a Mudana para
uma vampira. Mas para acrescentar uma confuso geral, a tatuagem de Stevie Rae no
tinha aparecido na cor tradicional de safira, a Marca de todos os adultos so dessa cor.
A Marca de Stevie Rae  escarlate  a cor de sangue.
"Uh, ol. Terra para Zoey. Algum em casa?" A voz de Afrodite cortou minha tagarelice
mental. "Melhor checar. Ela est surtando."
Eu pisquei. Embora eu estivesse rindo para Stevie Rae, eu no a estava vendo. Ela
estava parada no meio do quarto  o que costumava ser nosso quarto um ms atrs,
quando a morte dela mudou tudo completamente para sempre  olhando ao redor
com enormes lgrimas.
"Oh, querida, desculpe," eu corri at ela e a abracei. "Deve ser difcil para voc voltar
aqui." Ela parecia dura e estranha nos meus braos, e eu me afastei um pouco para
poder olhar para ela.
A expresso no rosto dela gelou meu sangue. As lgrimas foram substitudas por raiva.
Eu me perguntei por um instante porque a raiva dela parecia familiar  Stevie Rae
estava realmente fula. E ento eu percebi o que estava reconhecendo. Stevie Rae
parecia como antes de eu lanar o circulo e receber sua humanidade de volta. Eu me
afastei dela.
"Stevie Rae? Qual o problema?"
"Onde esto minhas coisas?" A voz dela, como o rosto, era maldosa.
"Querida," eu disse gentilmente. "Os vampiros levam as coisas dos calouros quando
eles, uh, morrem."
Stevie Rae virou os olhos estreitos para mim. "Eu no estou morta."
Afrodite se moveu para ficar ao meu lado. "Hey, no fica maluca com a gente. Os
vampiros acham que voc est morta, lembra?"
"Mas no se preocupe," eu disse rapidamente. "Eu fiz eles me devolverem vrias
coisas suas. E eu sei onde o resto est. Eu posso pegar de volta se voc quiser."
E bem assim, a maldade desapareceu e eu estava olhando para minha melhor amiga
de novo. "At minha lmpada feita de uma bota de cowboy?"
"At isso," eu disse, sorrindo para ela. Diabos, eu tambm ficaria fula, se algum
pegasse minhas coisas.
Afrodite disse, "Era de se imaginar que se algum morre seu senso de moda horrvel
fosse mudar. Mas no. Seu mal gosto continua imortal."
"Afrodite," Stevie Rae disse firmemente a ela, "voc deveria ser mais gentil."
"E eu digo tanto faz para voc e seu jeito Mary Poppins de ver a vida," Afrodite disse.
"Mary Poppins era britnica. O que significa que ela no era do campo," Stevie Rae
disse de mau humor.
Stevie Rae soava tanto como a antiga ela que eu dei um grito de felicidade e joguei
meus braos ao redor dela de novo. "Estou to feliz em ver voc! Voc realmente est
bem agora, no ?"
"Meio diferente, mas ok," Stevie Rae disse, tambm me abraando.
Eu senti uma incrvel onda de alivio que se afogou quando ela disse "meio diferente."
Eu acho que estava to feliz em ver ela, inteira de novo, que eu tive que manter esse
conhecimento seguro e especial dentro de mim por um tempo, e essa necessidade no
me deixou considerar que havia algum problema com Stevie Rae. Alm do mais, eu
lembrei de outra coisa. "Espera a," eu disse de repente. "Como vocs voltaram ao
campus sem os guerreiros ficarem malucos?"
"Zoey, voc realmente tem que comear a prestar ateno nas coisas que acontecem
ao seu redor," Afrodite disse. "Eu entrei pela porta da frente. O alarme no tocou, o
que eu acho que faz sentido. Eu digo, eu recebi a mesma notificao da escola no meu
celular sobre as frias de inverno terem acabado assim como todos que estavam longe
do campus. Neferet teve que liberar o alarme ou esse lugar ia ficar insano de se lidar
com o alarme tocando sempre que um estudante aparecesse, sem mencionar um
zilho dos deliciosos Filhos de Erebus que estavam chegando aqui como gostosos
presentes para todos os estudantes."
"Voc no quer dizer que todos os alarmes iam fazer Neferet ficar mais insana do que
ela j ?"
"Sim, Neferet  definitivamente uma maluca," Afrodite disse, por um instante
concordando completamente com Stevie Rae. "De qualquer forma, o alarme est
desligado, at para humanos."
"Huh? At para humanos? Como voc sabe disso?" Eu perguntei.
Afrodite suspirou, e com um estranho movimento em cmera lenta, ela ergueu a mo
e passou pela testa, fazendo as linhas da lua crescente se mancharem.
Eu arfei. "Oh, deus, Afrodite! Voc ..." Minhas palavra foram jogadas enquanto minha
boca se recusava a dizer.
"Humana," Afrodite me ajudou, com uma voz fria.
"Como? Eu digo, tem certeza?"
"Tenho certeza. Muita certeza," ela disse.
"Uh, Afrodite, embora voc seja humana, voc definitivamente no  uma humana
normal," Stevie Rae disse.
"Como assim?" Eu perguntei.
Afrodite deu nos ombros. "No significa merda nenhuma para mim."
Stevie Rae suspirou. "Sabe, voc tem sorte em ter se transformado em humana e no
num garoto de madeira, porque com toda essa mentira, seu nariz iria ficar um
quilmetro mais longo."
Afrodite chacoalhou a cabea enojada. "De novo com a analogia a filmes. Eu no sei
porque eu simplesmente no morri e fui pro inferno. Pelo menos eu no seria
bombardeada com a Disney l."
"D para me dizer o que diabos est acontecendo?" eu disse.
"Melhor explicar a ela. Ela est quase xingando," Afrodite disse.
"Voc  to odiosa. Eu devia ter te comido quando eu estava morta," Stevie Rae disse.
"Voc deveria ter comido sua me quando estava morta," Afrodite disse, agindo como
se ela achasse que era negra. "No  de se admirar que Zoey precise de uma ajuda
nova. Voc  uma dor no traseiro total."
"Zoey no precisa de uma nova ajuda!" Stevie Rae gritou, virando para Afrodite e
dando um passo em direo a ela. Por um instante, eu achei ter visto os olhos azuis
dela brilharem com o horrvel vermelho que iluminava os olhos de Stevie Rae quando
ela estava morta viva e fora de controle.
Sentindo como se minha cabea fosse explodir, eu me meti entre elas. "Afrodite, pare
de mexer com Stevie Rae!"
"Ento  melhor voc checar sua amiga." Afrodite foi at o espelho em cima da minha
pia, pegou um leno, e comeou a limpar o que sobrou da lua crescente na testa dela.
Eu notei que por todo aquele tom despreocupado, as mos dela estavam tremendo.
Eu virei de volta a Stevie Rae, cujos olhos mais uma vez estavam de um familiar azul.
"Desculpe, Z," ela disse, sorrindo como se estivesse culpada. "Eu acho que dois dias
com Afrodite est me irritando."
Afrodite bufou e eu olhei para ela. "S no comecem de novo," eu disse.
"timo, tanto faz." Nossos olhos se encontraram pelo espelho, e eu tenho quase
certeza que vi medo no olhar de Afrodite. Ento ela voltou a arrumar seu rosto.
Me sentindo confusa, eu tentei voltar a onde a conversa tinha ficado estranha. "Ento,
qual  o negcio de voc dizer que Afrodite no  normal? E eu no me refiro a atitude
horrvel dela," eu disse com pressa.
"Fcil-Fcil," Stevie Rae disse. "Afrodite ainda tem vises, e as vises dela no so
normais para humanos." Ela deu a Afrodite aquele olhar de `a'. "V em frente. Conte a
Zoey."
Afrodite virou do espelho e sentou no banco que estava perto dela. Ela ignorou Stevie
Rae e disse, "Yeah, eu ainda tenho minhas vises. Uma bosta. A nica coisa que eu no
gostava em ser uma caloura  a nica coisa que eu ainda tenho agora que voltei a ser
uma humana estpida de novo."
Eu olhei para Afrodite mais de perto, vendo atravs da atuao dela de "sou tudo isso"
que ela gostava de fazer. Ela estava plida, e havia olheiras nos olhos cheios de
maquiagem dela. Sim, ela estava definitivamente parecendo como a garota que tinha
passado por um bando de porcaria, e uma delas podia ser as cansativas vises dela.
No era de se admirar que ela estava sendo uma vaca; eu era uma idiota por no notar
antes.
"O que voc viu na viso?" eu perguntei a ela.
Afrodite me encarou firme por um momento e deixou a parede de arrogncia que ela
gostava de colocar ao redor dela como um escudo. Uma terrvel sombra cruzou o lindo
rosto dela, e as mos dela tremiam enquanto ela a erguia para colocar o cabelo loiro
dela atrs da orelha.
"Eu vi vampiros matando humanos e humanos matando vampiros. Eu vi o mundo
cheio de violncia e dio e escurido. E na escurido eu vi criaturas to horrveis, que
no sei dizer o que eram. Eu  eu nem consigo continuar a olhar para eles. Eu vi o fim
de tudo." A voz de Afrodite era to assombrada quanto o rosto dela.
"Conte o resto," Stevie Rae disse quando Afrodite pausou, e eu estava surpresa pela
repentina gentileza na voz dela. "Diga a ela porque isso estava acontecendo."
Quando Afrodite falou, eu senti as palavras dela como se fossem pedaos de vidro que
ela esmagou na minha cabea.
"Eu vi que tudo isso estava acontecendo porque voc morreu, Zoey. A sua morte faz
isso acontecer."
CINCO


"Ah, diabos," eu disse, ento meus joelhos cederam e eu tive que me sentar na cama.
Meus ouvidos tinham um estranho som neles, e foi difcil para mim respirar.
"Voc sabe que isso no significa que vai se tornar realidade com certeza," Stevie Rae
disse, dando tapinhas no meu ombro. "Quero dizer, Afrodite viu a sua av, Heath, e
at eu morrer. Bem, eu digo morrer pela segunda vez. E nada disso aconteceu. Ento
podemos impedir." Ela olhou para Afrodite. "Certo?"
Afrodite se mexeu inquieta.
"Ah, diabos," eu disse pela segunda vez. Ento me forcei a superar o medo que estava
alojado na minha garganta. "Tem algo diferente sobre a viso que voc teve de mim,
no tem?"
"Pode ser porque eu sou humana," ela disse devagar. " a nica viso que eu tive
desde que voltei a ser humana, ento, yeah, no parece ser muito errado ela ser
diferente das que eu tive quando era caloura."
"Mas?" eu disse.
Ela deu nos ombros e encontrou meus olhos. "Mas ela realmente foi diferente."
"Como?"
"Bem, foi mais confusa  mais emocional  mais misturado. E eu literalmente no
entendi uma parte dela. Eu quero dizer, eu no reconheci as coisas horrveis que
estavam observando pela a escurido."
"Observando?" eu tremi. "Isso no parece bom."
"No foi. Eu estava vendo sombras dentro de sombras dentro da escurido. Era como
se fantasmas estivessem voltando a ser coisas vivas, mas as coisas que eles estavam
voltando a ser eram muito horrveis para se olhar."
"Quer dizer tipo no humano ou vampiro?"
"Yeah, foi o que eu quis dizer."
Automaticamente eu esfreguei minha mo, e uma onda de medo passou pelo meu
corpo. "Ah, diabos."
"O que?" Stevie Rae disse.
"Hoje a noite tinha algo que, bem, meio que me atacou quando estava saindo dos
estbulos e indo a cafeteria. Foi algum tipo de sombra fria que saiu da escurido."
"Isso no pode ser bom," Stevie Rae disse.
"Voc estava sozinha?" Afrodite perguntou, a voz soando dura.
"Sim," eu disse.
"Ok, esse  o problema," Afrodite disse.
"Porque? O que mais voc viu na sua viso?"
"Bem, voc morre de dois jeitos diferentes, o que  algo que eu nunca vi antes."
"D  dois jeitos diferentes?" Estava ficando cada vez pior.
"Talvez devssemos esperar um pouco e ver se Afrodite tem outra viso que deixe as
coisas mais claras antes de falar sobre isso," Stevie Rae disse, sentando perto de mim
na cama.
Eu no tirei os olhos de Afrodite, e vi um reflexo do que eu j sabia. "Quando eu ignoro
as vises, elas se tornam verdade. Sempre," Afrodite disse finalmente.
"Eu acho que parte dela j pode estar acontecendo," eu disse. Meus lbios pareciam
frios e duros, e meu estmago doa.
"Voc no vai morrer!" Stevie Rae chorou, parecendo chateada e totalmente como
minha melhor amiga de novo.
Eu passei meu brao ao redor de Stevie Rae. "V em frente, Afrodite. Me conte."
"Foi uma viso forte, cheia de imagens poderosas, mas foi totalmente confuso. Talvez
porque eu estava sentindo e vendo do seu ponto de vista." Afrodite pausou, engolindo
com fora. "Eu vi voc morrer de duas formas. A primeira voc morre. A gua estava
fria e escura. Oh, e fedia."
"Fedia? Como um daqueles lagos de Oklahoma?" Eu disse, curiosa apesar do horror de
falar sobre a minha morte.
Afrodite balanou a cabea. "No, tenho quase 100% de certeza que no foi em
Oklahoma. Era gua demais.  difcil explicar como posso ter certeza, mas parecia
grande e profundo demais para ser um lago." Afrodite pausou de novo, pensando. Os
olhos dela se alargaram. "Eu lembro outra coisa sobre a viso. Tinha algo perto da
gua que parecia como um palcio de verdade em uma ilha prpria, o que significa
dinheiro, e provavelmente europia, e no uma verso brega da classe mdia de um
oohh-eu-tenho-dinheiro-vamos-comprar-um-castelo."
"Voc  uma metida, Afrodite," Stevie Rae disse.
"Obrigada," Afrodite disse.
"Ok, ento voc viu eu me afogar perto de um lugar em uma ilha de verdade talvez na
europa. Voc viu outra coisa que pode ser til?" eu perguntei.
"Bem, alm do fato de voc se sentir isolada  eu quis dizer realmente sozinha nas
duas vises, eu vi o rosto de um cara. Ele estava com voc no muito depois de voc
morrer. Algum que eu nunca vi antes. Pelo menos no at hoje."
"O que? Quem?"
"Eu vi aquele garoto Stark."
"Ele me mata?" Eu senti que ia vomitar.
"Quem  Stark?" Stevie Rae perguntou, pegando minha mo.
"Garoto novo que chegou hoje transferido da House of Night de Chicago." Eu disse.
"Ele me mata?" eu repeti a pergunta a Afrodite.
"Eu acho que no. Eu no olhei ele direito, estava escuro. Mas pareceu, mesmo no
ltimo deslumbre que voc teve dele, que voc se sentia segura com ele." Ela ergueu
uma sobrancelha para mim. "Parece que voc vai superar aquela confuso do
Erik/Heath/Loren."
"Eu sinto muito sobre isso. Afrodite me contou o que aconteceu," Stevie Rae disse.
Eu abri a boca para agradecer a Stevie Rae, ento percebi que Afrodite e ela no
sabiam a profundidade da confuso de Erik/Heath/Loren. Elas estavam longe da
escola, e a mdia humana no tinha reportado nada sobre a morte de Loren Blake. Eu
respirei fundo. Eu quase preferia ouvir sobre minha morte do que falar sobre isso.
"Loren morreu," eu disse.
"O que?"
"Como?"
Eu olhei para Afrodite. "Dois dias atrs. Foi como a professora Nolan. Loren foi
decapitado e crucificado e pregado na frente do porto da escola com um bilhete que
citava um verso bblico sobre ele ser detestavelmente empalado." Eu falei rpido, sem
querer experimentar o gosto das palavras na minha boca.
"Oh no!" Afrodite ficou branca e sentou do lado de Stevie Rae na cama.
"Zoey, isso  to horrvel," Stevie Rae disse. Eu podia ouvir as lgrimas na voz dela
enquanto ela passava um brao ao meu redor. " como Romeu e Julieta."
"No!" Ento porque a palavra saiu mais afiada do que eu pretendia, eu virei para
Stevie Rae e sorri. "No," eu repeti numa voz mais s. "Ele nunca me amou. Loren me
usou."
"Para sexo? Ah, Z, isso  horrvel," Stevie Rae disse.
"Infelizmente, no, embora eu tenha feito uma confuso e transado com ele. Loren
estava me usando por Neferet. Ela disse a ele para vir at mim. Ela era a amante de
verdade dele." Eu fiz careta, lembrando da cena de cortar o corao que eu
testemunhei entre Loren e Neferet. Eles estavam rindo de mim. Eu dei a Loren meu
corao e meu corpo e, atravs do nosso Imprint, um pedao da minha alma. E ele
estava rindo de mim.
"Pera. Volta um pouco. Voc disse que Neferet fez Loren ir para voc?" Afrodite disse.
"Porque ela faria isso se eles fossem amantes?"
"Neferet me queria sozinha." Meu corao congelou enquanto os pedaos do quebra
cabea se juntavam.
"Huh? Isso no faz sentido. Porque Loren agir como se fosse seu namorado te deixaria
sozinha?" Stevie Rae perguntou.
"Simples." Afrodite disse. "Zoey tinha que fugir para ver Loren, j que ele  era um
professor e tudo mais. Meu palpite  que ela no disse a ningum da horda de nerds
que ela estava agindo como uma m estudante com o professor Blake. Meu palpite 
tambm que Neferet tem algo srio a ver com o nosso garoto Erik encontrar Zoey
fazendo aquilo com algum que definitivamente no era ele."
"Uh, estou bem aqui. Voc no tem que falar sobre mim como se eu tivesse sado do
quarto."
Afrodite bufou. "Se meus palpites esto certos, eu digo que seu bom senso saiu do
quarto."
"Voc adivinhou certo," eu admiti relutante. "Neferet se certificou que Erik me
encontrasse com Loren."
"Droga! No  de se admirar que ele estivesse to fulo," Afrodite disse.
"O que? Quando?" Stevie Rae disse.
Eu suspirei. "Erik me pegou com Loren. Ele surtou. Ento eu descobri que Loren estava
com Neferet e que ele no se importava comigo, embora a gente tivesse tido um
Imprint."
"Imprint! Merda!" Afrodite disse.
"Ento eu surtei," eu ignorei Afrodite. Eu j estava cheia. Eu definitivamente no
queria reviver os detalhes. "Eu estava chorando quando Afrodite, as Gmeas, Damien,
Jack, e  "
"Oh, merda, e Erik. Foi quando te encontramos debaixo da rvore," Afrodite
interrompeu.
Eu suspirei de novo, percebendo que no podia ignorar ela. "Yeah. E Erik anunciou as
noticias sobre Loren e eu para todo mundo."
"No que eu poderia chamar de um jeito muito maldoso," Afrodite disse.
"Droga," Stevie Rae disse. "Deve ter sido muito horrvel para Afrodite dizer que foi
maldoso."
"Foi. Horrvel o bastante para os amigos dela acharem que ela dormir com Loren foi
um tapa no rosto deles. Ento seguindo a bomba de Erik de "Zoey  uma vadia" e
"Zoey tem escondido o segredo de Stevie Rae morta viva," e voc tem um bando de
nerds totalmente fulos que no vo confiar em Zoey de novo."
"O que significa que Zoey est sozinha, exatamente como Neferet planejou," eu
terminei por ela, achando perturbador ser to fcil falar sobre mim na terceira pessoa.
"Essa foi a segunda morte que eu vi para voc," Afrodite disse. "Voc estava
completamente sozinha. No houve ltimo deslumbre de um garoto bonito ou da
horda de nerds. Sua solido foi a imagem sobrepujada que eu tive na segunda viso."
"O que me mata?"
"Bem, essa parte fica confusa de novo. Eu tenho uma imagem de Neferet como uma
ameaa a voc, mas a viso fica confusa e estranha quando voc  realmente atacada.
Eu sei que isso vai soar bizarro, mas no ltimo momento eu vi algo negro flutuando at
voc."
"Como um fantasma ou algo assim?" Eu engoli com fora.
"No. Na verdade no. Se o cabelo de Neferet fosse preto, eu diria que era o cabelo
dela passando ao redor de voc em um enorme vento, como se ela estivesse atrs de
voc. Voc est sozinha e realmente, realmente assustada. Voc tenta chamar ajuda,
mas ningum te responde e voc fica to apavorada que congela e no luta. Ela, ou o
que quer que seja, te alcana e de alguma forma, usando escurido e uma garra, corta
sua garganta.  to afiada, que corta seu pescoo e separa sua cabea do corpo,"
Afrodite d nos ombros e acrescenta, "O que, caso esteja se perguntando, sangra.
Muito."
"Nojento, Afrodite! Voc tem que entrar nos detalhes?" Stevie Rae disse, colocando os
braos de volta ao meu redor.
"No, est tudo bem," eu disse rapidamente. "Afrodite tem que dar todos os detalhes
que puder lembrar  como ela fez quando ela viu as vises sobre as mortes da vov e
Heath.  o nico jeito de sabermos como mudar as coisas. Ento, o que mais voc viu
sobre a minha segunda morte?" Eu perguntei a Afrodite.
"S que voc chama ajuda, mas nada acontece. Todos te ignoram," Afrodite disse.
"Eu estava assustada hoje quando o que quer que fosse que veio at mim me atacou.
To assustada que por um segundo eu congelei e no soube o que fazer," eu disse, me
sentindo tremula s de lembrar.
"Neferet pode ter algo a ver com o que te aconteceu mais cedo?" Stevie Rae
perguntou.
Eu dei nos ombros. "Eu no sei. Eu no vi nada a no ser uma assustadora escurido."
"Assustadora escurido foi tudo que eu vi tambm. Por mais que eu odeie dizer, voc
tem que se certificar que a horda de nerds no fique mais fula com voc, porque voc
ficar sem amigos no  uma coisa boa," Afrodite disse.
"Mais fcil falar do que fazer," eu disse.
"Eu no vejo porque," Stevie Rae disse. "S conte a eles a verdade sobre Neferet estar
atrs do Loren e voc, e diga que no pode dizer nada sobre mim ser morta viva
quando eu estava morta porque Neferet iria..." As palavras de Stevie Rae morreram
quando ela percebeu o que estava dizendo.
"Yeah, isso  brilhante. Diga a eles que Neferet  uma vadia do mal que est por trs
de fazer vrios garotos mortos vivos e assim que algum deles entrar na distncia de um
pensamento de Neferet, toda a merda vai acontecer. O que significa que nossa
maldosa vaca de Sacerdotisa no vai s saber o que sabemos, mas provavelmente vai
fazer algo muito ruim com seus amiguinhos." Afrodite pausou e bateu no queixo.
"Huh, pensando bem, uma parte desse cenrio no parece to ruim."
"Hey," Stevie Rae disse. "Damien e as Gmeas e Jack j sabem que algo que vai meter
eles em grandes problemas com Neferet. Eles sabem sobre mim."
"Ah, diabos," eu disse.
"Bem, merda," Afrodite disse. "Eu esqueci totalmente sobre o detalhe de Stevie Rae
no estar morta. Me perguntou porque Neferet no arrancou isso dos seus amigos e j
no surtou sobre isso?"
"Ela est muito ocupada tramando uma guerra," eu disse. Quando Afrodite e Stevie
Rae piscaram confusas para mim, eu percebi que Loren no era a nica noticia que elas
no sabia. "Quando Neferet soube do assassinato de Loren, ela declarou guerra contra
os humanos. No uma guerra aberta,  claro. Ela quer que seja uma horrvel guerra
estilo terrorismo. Deus, ela  to nojenta. Eu no sei porque todos no conseguem
ver."
"Sangue e entranhas com humanos? Huh. Isso  interessante. Acho que os Filhos de
Erebus devem ser nossa arma de destruio em massa," Afrodite disse. "Yum, estamos
numa pssima situao."
"Como voc pode estar to tanto faz sobre isso?" Stevie Rae disse, saindo da cama.
"Primeiro de tudo, eu realmente no gosto muito de humanos." Afrodite levantou
para impedir Stevie Rae de falar, "Ok, yeah, eu sei. Eu sou humana agora. O que me faz
dizer ugh. Segundo, Zoey est viva e bem, ento no estou particularmente assustada
com essa pequena guerra."
"Do que diabos voc est falando, Afrodite?" Eu disse.
Afrodite virou os olhos. "D pra voc me acompanhar? Ol  faz perfeito sentido
agora. Minha viso era sobre uma guerra entre humanos e vampiros e algum monstro
nojento. Na verdade, foram eles que provavelmente te atacaram e podem muito bem
ser amiguinhos de Neferet que no conhecemos." Ela pausou, parecendo
temporariamente confusa, ento deu nos ombros e continuou, "Mas, tanto faz. Com
sorte no vamos ter que descobrir o que so, porque a guerra s acontece depois de
voc ser morta. Tragicamente e grotescamente, eu devo dizer. De qualquer forma,
acho que se te mantermos viva, vamos impedir a guerra de acontecer."
Stevie Rae respirou fundo. "Voc tem razo, Afrodite." Ela virou para mim. "Temos que
te manter viva, Zoey. No apenas porque te amamos muito, mas porque voc tem que
salvar o mundo."
"Oh, timo. Eu devo salvar o mundo?" Tudo que eu podia pensar era, e eu costumava
a me estressar com geometria.
Ah, diabos.
SEIS


"Yep, voc tem que salvar o mundo, Z, mas estaremos l com voc," Stevie Rae disse,
sentando na mesa de novo ao meu lado.
"No, nerd. Eu vou estar com ela. Voc precisa sair daqui at descobrirmos o que dizer
ao resto da horda de nerds sobre voc e seus amigos desafiadores de higiene,"
Afrodite disse.
Stevie Rae franziu para Afrodite.
"Huh? Amigos?" eu disse.
"Eles passaram por muita coisa, Afrodite. Tudo o que eu digo  que tomar banho no 
muito importante quando voc est morto. Ou  um morto vivo," Stevie Rae disse.
"Alm do mais, voc sabe que eles esto melhor agora e esto usando as coisas que
voc comprou para eles."
"Ok, vocs vo ter que voltar. De que amigos voc - ?" E ento eu parei quando
percebi de quem elas deviam estar falando. "Stevie Rae, no me diga que voc ainda
est andando com aqueles garotos nojentos dos tneis."
"Voc no entende, Zoey."
"Traduo: Sim Zoey, ainda estou andando com aqueles rejeitados nojentos dos
tneis." Afrodite disse, imitando o sotaque Okie de Stevie Rae.
"Pare," eu disse a Afrodite automaticamente antes de virar para Stevie Rae. "No, eu
no entendo. Me faa entender."
Stevie Rae respirou fundo. "Bem, eu acho que isso"  ela apontou para as tatuagens
escarlates  "significa que eu preciso ficar perto do resto deles para ajudar eles a
completarem a Mudana, tambm."
"O resto daqueles garotos mortos vivos tem tatuagens vermelhas como voc?"
Ela deu nos ombros e parecia desconfortvel. "Bem, mais ou menos. Eu sou a nica
com tatuagens completas, o que acho que significa que eu Mudei. Mas as linhas da lua
crescente na testa deles agora ficou vermelha. Eles ainda so calouros. Eles s, bem,
so um tipo diferente de calouros."
Wow! Eu sentei ali, sem fala, tentando absorver o que Stevie Rae estava dizendo. Era
incrvel que agora havia um novo tipo de calouros, o que,  claro, significa que existe
um tipo novo de vampiros adultos, e por um segundo isso me excitou. O que tambm
significava que todos que foram Marcados iriam passar por algum tipo de Mudana,
ento mais nenhum calouro iria morrer! Ou pelo menos no permanentemente. Eles
s se transformarim em calouros vermelhos. O que quer que isso signifique.
Ento lembrei do quo horrveis aqueles garotos eram. Eles mataram adolescentes. De
forma horrvel. Eles tentaram matar Heath. Fui eu que o salvei. Diabos, eles teriam me
matado se eu no tivesse usado minha afinidade com os cinco elementos para nos
salvar.
Eu tambm lembrei do flash de vermelho que eu vi nos olhos de Stevie Rae mais cedo
e da avareza que parecia to deslocada no rosto dela, mas vendo ela agora, soando e
agindo como si mesma, era fcil me convencer que eu estava errada  que eu imaginei
e exagerei no que eu vi.
Eu mentalmente me chacoalhei e disse, "Mas Stevie Rae, aqueles outros garotos so
horrveis."
Afrodite fez uma cara feia. "Eles ainda so horrveis e vivem num lugar nojento. E, sim,
eles ainda so muito grossos."
"Eles no esto fora de controle como costumavam ser, mas eles tambm no so o
que podemos chamar de normal," Stevie Rae disse.
"Eles so garotos nojentos,  isso que eles so," Afrodite disse. "Como crianas ruivas
adotadas."
"Yeah, alguns deles tem problemas e no so exatamente populares, mas e da?"
"S estou dizendo que seria mais fcil descobrir o que vamos fazer com voc se s
tivssemos que lidar com voc."
"Nem sempre  pelo que  mais fcil. Eu no me importo com o que temos que fazer,
ou o que eu tenho que fazer. Eu no vou deixar Neferet usar aqueles garotos," Stevie
Rae disse a ela firmemente.
E o que Stevie Rae disse me ligou. Eu tremi horrorizada enquanto um pressentimento
me dizia meu terrvel novo pensamento. "Oh meu Deus!  por isso que Neferet fez o
que precisava fazer para trazer de volta os calouros mortos. Ela quer usar eles na
guerra contra os humanos."
"Mas, Z, os garotos so mortos vivos a um tempo agora, e a professora Nolan e Loren
foram mortos, ento Neferet s declarou guerra agora," Stevie Rae disse.
Eu no disse nada. Eu no podia. O que eu estava pensando era muito horrvel para
falar em voz alta. Eu tinha medo que se eu falasse as palavras elas se transformassem
em pequenas armas, e se colocadas juntas, destruriam a todos ns.
"O que ?" Afrodite estava me observando de perto.
"Nada," eu tirei as palavras da minha mente para que elas fossem suportveis. " s
que essa coisa toda me faz pensar que Neferet tem esperado haver uma razo para
lutar contra os humanos a muito tempo. Eu realmente no ficaria surpresa se ela criou
os garotos mortos vivos como seu exrcito particular. Eu a vi com Elliott no muito
depois dele estar supostamente morto. Era nojento o quanto de controle ela tinha
sobre ele." Eu tremi, lembrando claramente como Neferet tinha ordenado a Elliot e
como ele se curvou e passou na frente dela, e ento provando o sangue dela de um
jeito nojento e sexual demais. Ver aquilo foi completamente nojento.
" por isso que eu tenho que voltar para eles," Stevie Rae disse. "Eles precisam de mim
para cuidar deles e mostrar que eles tambm podem mudar. Quando Neferet
descobrir sobre a diferena na Marca deles, ela vai tentar controlar e manter eles 
bem, vamos apenas dizer, no muito legais. Eu acho que eles podem ficar bem de
novo, como eu estou bem de novo."
"E aqueles que nunca ficarem bem? Lembra daquele garoto Elliott que Zoey acabou de
falar? Ele era um perdedor ao vivo e ele  um perdedor morto vivo. Ele ainda vai ser
um perdedor se conseguir Mudar para um vermelho tanto faz." Afrodite deu um
suspiro exagerado de sofrimento quando Stevie Rae olhou para ela. "O ponto  que
estou tentando dizer que eles no so normais. Talvez no haja nada para salvar eles."
"Afrodite, voc no pode escolher quem pode ser salvo e quem no pode. Eu posso ter
sido bem normal antes de morrer, mas eu no sou exatamente normal agora," Stevie
Rae disse. "E eu mereci ser salva!"
"Nyx," eu disse, fazendo as duas virarem e olharem para mim confusas. "Nyx escolhe
quem pode ser salvo. No eu, nem Stevie Rae, e nem voc, Afrodite."
"Acho que esqueci de Nyx," Afrodite disse, virando seu rosto para longe de ns para
esconder a dor em seus olhos. "No  como se a deusa tivesse muito a ver com uma
garota humana de qualquer forma."
"Isso no  verdade," eu disse. "As mos de Nyx ainda esto em voc, Afrodite. A
deusa est trabalhando muito aqui. Se ela no se importasse com voc, ela teria tirado
suas vises quando ela tomou sua Marca." Enquanto eu falava, eu tive o
pressentimento que eu tinha frequentemente quando eu tinha certeza que o que eu
estava falando era verdade. Afrodite era um saco, mas por alguma razo, ela 
importante para nossa deusa.
Os olhos de Afrodite encontraram os meus. "Voc est chutando, ou voc sabe disso?"
"Eu sei." Eu continuei a olhar ela nos olhos firme.
"Promete?" ela disse.
"Prometo."
"Bom, isso foi gentil e tudo mais, Afrodite," Stevie Rae disse, "mas voc deve manter
em mente que voc no  exatamente normal tambm."
"Mas eu sou muito atraente, e eu no ando em tneis nojentos e mostro os dentes
para as visitas."
"Que trs outro ponto. Porque voc foi para os tneis?" Eu perguntei para Afrodite.
Ela virou os olhos. "Porque a senhora K 95.5 FM ali tinha que dar uma de cowboy e me
seguir."
"Bem, voc surtou quando sua Marca desapareceu, e diferente de algumas pessoas, eu
no sou uma bruxa cheia da grana. Alm do mais, pode ter sido minha culpa voc
perder sua Marca e foi a coisa certa a se fazer me certificar que voc estava bem,"
disse Stevie Rae.
"Voc me mordeu, nerd," Afrodite disse. " claro que foi sua culpa."
"Eu j disse que sinto muito por isso."
"Uh, gente, vocs poderiam por favor no fugir do assunto?"
"Ok. Eu fui para os estpidos tneis porque a sua estpida amiguinha iria queimar viva
se fosse pega pelo sol."
"Mas porque voc ficou longe por dois dias?"
Afrodite parecia desconfortvel. "Levou dois dias para mim decidir se eu deveria
voltar. Alm disso, eu tive que ajudar Stevie Rae a comprar algumas coisas para os
tneis e os malucos de l. At eu no podia ir embora e deixar eles serem"  ela parou
e tremeu delicadamente para dar efeito  "serem ecaaa."
"No estamos acostumados a ter visitas ainda," Stevie Rae disse.
"Voc diz, exceto as pessoas que seus amigos gostam de comer?" Afrodite disse.
"Stevie Rae, voc no pode deixar eles comerem as pessoas. Nem pessoas de rua," eu
acrescentei.
"Eu sei. Essa  outra razo do porque eu preciso voltar para eles."
"Voc precisa levar empregadas e um bom decorador com voc," Afrodite murmurou.
"Eu te ofereceria os empregados dos meus pais, mas seus amigos podem comer eles, e
como minha me diria, bons empregados ilegais so difceis de se achar."
"Eu no vou deixar aqueles garotos comerem mais as pessoas, e estou trabalhando
para organizar os tneis," Stevie Rae disse defensivamente.
Eu lembrei do jeito assustador escuro e nojento que aqueles tneis eram.
"Stevie Rae, no tem outro lugar para voc e seus, uh, calouros vermelhos ficarem?"
"No!" Ela disse rapidamente, e ento ela sorriu se desculpando. "V,  que ficar
debaixo da terra parece o certo, para mim e eles. Precisamos ficar dentro da terra." Ela
passou seus olhos para Afrodite, que estava enrugando o nariz para Stevie Rae e
fazendo uma cara de nojo. "Sim, eu sei que isso no  normal, mas eu j disse que no
sou normal!"
"Uh, Stevie Rae," eu disse. "Eu concordo totalmente com voc sobre o negcio de no
haver nada errado em ser diferente. Eu quero dizer, olhe para mim." Eu passei minhas
mos pelas minhas muitas tatuagens, que decididamente no eram normais. "Eu sou a
Rainha da Terra do Anormal, mas talvez voc devesse explicar o que voc quer dizer
com no ser normal."
"Isso vai ser bom," Afrodite disse.
"Ok, bem, eu ainda no sei tudo sobre mim mesma ainda. Eu s estou viva e Mudada a
dois dias, mas eu tenho algumas habilidades que eu acho que vampiros adultos no
tem."
"Tipo...," eu disse quando ela sentou e mordeu o lbio.
"Como virar parte das pedras que eu fiz quando subi para seu dormitorio. Mas pode
ser que eu consiga fazer isso devido a minha habilidade com a terra."
Eu acenei com minha cabea, considerando. "Faz sentido. Eu descobri que posso
chamar os elementos para mim e posso mais ou menos desaparecer enquanto me
transformo em nvoa e vento e tudo mais."
Stevie Rae se alegrou. "Oh, yeah! Eu lembro de voc praticamente invisvel aquela
vez."
"Yep. Ento talvez ter essa habilidade no seja to anormal. Talvez todos os vampiros
com afinidades a um elemento possam fazer algo assim."
"Merda, eu acabei de pensar! Vocs duas tem habilidades legais. Eu tenho chatas
vises," Afrodite disse.
"Isso pode ser porque voc  chata," Stevie Rae disse.
"O que mais?" Eu disse antes delas comearem a brigar de novo.
"Eu vou pegar fogo se for para o sol."
"Ainda? Tem certeza?" Eu j sabia que o sol era um problema quando ela estava morta
viva.
"Sim, certeza," Afrodite disse. "Lembra, foi por isso que tivemos que ir para aqueles
tneis nojentos. O sol estava nascendo. Estvamos no centro. Stevie Rae surtou."
"Eu sabia que algo ruim ia acontecer se ficssemos l em cima," Stevie Rae disse.
"ento eu no surtei de verdade, eu s estava muito preocupada."
"Yeah, bem, voc e eu vamos ter que concordar em discordar sobre suas mudanas de
humor. Eu digo que voc totalmente surtou depois que seu brao recebeu um pouco
de luz. Olha isso, Z." Afrodite apontou para o brao direito de Stevie Rae.
Stevie Rae relutantemente ergueu o brao e puxou a manga da blusa. Eu podia ver
uma mancha de pele vermelha no ante brao e cotovelo dela, como se ela tivesse tipo
uma queimadura de sol.
"No parece to ruim. Um pouco de protetor solar, sombra, e um bon e voc vai ficar
bem," eu disse.
"Uh, no." Afrodite falou de novo. "Voc deveria ter visto antes dela beber sangue. O
brao dela estava seriamente nada atraente e tostado. Beber sangue fez ela passar de
uma queimadura de terceiro grau para uma queimadura chata, mas quem sabe o que
diabos pode acontecer se o corpo dela todo for fritado."
"Stevie Rae, querida, me deixe esclarecer que eu no estou julgando, mas voc no
comeu uma pessoa de rua nem nada disso depois que voc pegou fogo, comeu?"
Stevie Rae balanou a cabea para frente e para trs com tanta fora, que os cabelos
dela se balanaram feito loucos. "Nuh-uh. No caminho para os tneis, eu fiz um
pequeno desvio e peguei emprestado um pouco de sangue do banco de sangue da
Cruz Vermelha."
"Emprestado significa devolver quando terminar," Afrodite disse. "E a no ser que
voc ir ser a primeira vampira bulemica, eu no acho que voc vai devolver o
sangue." Ela deu a Stevie Rae um olhar metido. "Ento, na verdade, voc roubou. O
que trs a sua outra habilidade nova. Essa eu testemunhei. Mais de uma vez, na
verdade. E, sim, foi perturbador. Ela controla bizarramente bem a mente dos
humanos. Por favor note que a parte chave do que eu acabei de dizer  a palavra
bizarra."
"Terminou?" Stevie Rae perguntou.
"Provavelmente no, mas voc pode continuar," Afrodite disse.
Stevie Rae franziu para ela, ento continuou a me explicar. "Afrodite tem razo. 
como se eu pudesse entrar na mente humana e fazer coisas."
"Coisas?"
Stevie Rae deu nos ombros. "Coisas que fazem eles virem at mim, ou esquecer que
me viram. No tenho certeza do que mais. Eu podia fazer isso mais ou menos antes de
Mudar, mas nada como eu posso fazer agora, e realmente no estou confortvel com
o controle de mente. S parece to, eu no sei, maldoso."
Afrodite bufou.
"Ok, o que mais? Voc ainda precisa de convite para entrar na casa de algum?" E
ento respondi minha prpria pergunta. "Espera, isso deve ter mudado, porque eu no
te convidei a entrar, e aqui est voc. No que eu no fosse te convidar. Eu
definitivamente te convidaria," eu acrescentei rapidamente.
"Eu no sei quanto a essa. Eu entrei na Cruz Vermelha tranqilo."
"Voc quis dizer que entrou logo depois que controlou a mente daquela tcnica de
laboratrio para destrancar a porta para voc." Afrodite disse.
Stevie Rae corou. "Eu no machuquei ela nem nada, e ela no vai lembrar de nada."
"Mas ela no te convidou a entrar?" eu perguntei.
"No, mas a Cruz Vermelha  um prdio pblico, e parece diferente para mim. Oh, eu
no acho que voc tem que me convidar pra entrar, Z. Eu costumava viver aqui,
lembra?"
Eu sorri para ela. "Eu lembro."
"Se vocs vo comear a dar as mos e cantar, eu vou me dar licena para no
comear a vomitar," Afrodite disse.
"No d para usar um pouco de controle mental e fazer ela parar de uma vez?" eu
perguntei.
"No. Eu tentei. Tem algo no crebro dela que me impede."
" a minha inteligncia superior," Afrodite disse.
"Pare mais sua chatice superior," eu disse. "Continue, Stevie Rae."
"Me deixe ver, o que mais..." Ela pensou por alguns segundos, ento disse, "Sou muito
mais forte do que costumava ser."
"Vampiros normais so fortes tambm." Eu disse. Ento eu lembrei que ela teve que
parar pelo sangue. "Ento, voc ainda precisa de sangue?"
"Yep, mas se eu no tiver, eu no acho que vou ficar louca como antes. Eu no gosto
de ficar sem, mas no acho que vou virar um monstro sugador de sangue."
"Mas ela no tem certeza," Afrodite disse.
"Eu odeio quando ela est certa, mas ela est certa," Stevie Rae disse. "Tem tanta
coisa que eu no sei sobre o tipo de vampiro que eu Mudei que  mais do que um
pouco assustador."
"No se preocupe. Temos muito tempo para descobrir isso."
Stevie Rae sorriu e deu nos ombros. "Bem, vocs tero que descobrir isso sozinhas
porque eu tenho que ir." Me surpreendendo, ela comeou a ir para a janela.
"Espera. Temos muito mais para conversar. E com o anuncio que as frias de inverno
terminaram, vai haver muitos calouros e vampiros aqui de novo, sem mencionar os
Filhos de Erebus e a guerra contra os humanos para lidar se eu tentar sair do campus
para ver voc, ento no sei quando vou poder te ver de novo." Eu estava comeando
a me sentir um pouco sem ar devido as muitas coisas que eu tinha para fazer.
"No se preocupe, Z. Eu ainda tenho o celular que voc me deu. S ligue, e eu posso
vir aqui a qualquer hora."
"Voc diz a qualquer hora antes do sol nascer," Afrodite disse, me ajudando a abrir a
janela para Stevie Rae.
"Yeah, foi isso que eu quis dizer." Stevie Rae olhou para Afrodite. "Voc sabe que pode
vir comigo se no quiser ficar aqui e fingir."
Eu pisquei para minha amiga surpresa. No era como se ela pudesse suportar Afrodite,
mas ela estava, oferecendo a ela um lugar para ficar, e usando um tom gentil de voz
para isso, o que era exatamente como a Stevie Rae que eu conheo e amo  e eu me
senti uma droga por que em algum lugar no fundo da minha mente eu a imaginei
agindo como uma morta viva e desumana de novo.
"Verdade, voc pode vir comigo," Stevie Rae repetiu, e quando Afrodite no disse
nada, ela disse algo que pareceu muito estranho para mim. "Eu sei como  fingir. Voc
no ter que fazer isso nos tneis."
Eu esperei que Afrodite fizesse uma cara feia para ela e fizesse um comentrio sobre
calouros vermelhos e m higiene, mas o que ela disse me surpreendeu mais do que a
oferta de Stevie Rae.
"Eu tenho que ficar aqui e fingir que eu ainda sou uma caloura. Eu no vou deixar Zoey
sozinha, e eu no confio no garoto gay e nas Gmeas Nerds para serem companheiras
agora. Mas obrigado, Stevie Rae."
Eu sorri para Afrodite. "V, voc pode ser gentil quando tenta."
"Eu no estou sendo gentil. Estou sendo pratica. Um mundo cheio de guerra no 
atraente. Sabe, com todo o suor e luta e matando uns aos outros. No  condizente a
um bom cabelo ou unhas bem feitas."
"Afrodite," eu disse cuidadosamente, "Ser gentil no  uma coisa ruim."
"Assim diz a Rainha da Terra do Anormal," Afrodite respondeu.
"O que significa que ela  uma rainha para voc, Garota da Viso," Stevie Rae disse.
Ento ela me deu um rpido abrao. "Tchau, Z. Te vejo logo. Prometo."
Eu a abracei, amando que ela parecia e cheirava e soava como sua antiga eu. "Ok, mas
eu queria que voc no tivesse que partir."
"Vai ficar tudo bem. Voc vai ver. Isso tudo vai funcionar." Ento ela passou pela
janela. Eu a observei comear a descer pelo lado do dormitrio. Ela parecia
assustadoramente como um inseto at o corpo dela se ondular e praticamente
desaparecer. Na verdade, se eu no soubesse que ela estava ali, eu no iria ver.
" como se ela fosse um daqueles lagartos que podem mudar de cor e o corpo deles
combina com seus arredores," Afrodite disse.
"Camalees," eu disse. " assim que eles se chamam."
"Tem certeza? Lagartixa parece muitos mais com a Stevie Rae para mim."
Eu franzi para ela. "Tenho certeza. Pare de ser uma espertinha e me ajude a fechar a
janela."
Com a janela fechada eu fechei as cortinas de novo, suspirei e balancei a cabea. Mais
para mim do que para ela, e disse, "Ento o que vamos fazer?"
Afrodite comeou a procurar pela bolsa que ela usava como uma decorao por cima
dos ombros. "Eu no sei, mas vou usar esse ridculo lpis delineador para desenhar
minha Marca de novo. Da para acreditar que achei esse tom na Target?" Ela deu nos
ombros. "Tipo, quem iria usar isso? De qualquer forma, eu vou arrumar isso, ento
vamos para a estpida reunio que Neferet convocou."
"Eu quero dizer, o que vamos fazer sobre todas essas coisas de vida ou morte que vo
acontecer?"
"Eu no sei! Eu no quero isso." Ela apontou para a Marca falsa. "Eu no quero nada
disso. Eu s quero ser o que eu era antes de voc aparecer aqui e o inferno comear.
Eu quero ser popular e poderosa e namorar o cara mais gostoso da escola. Agora eu
no sou nada disso, e eu sou uma humana que tem vises assustadoras e no sei o que
fazer sobre nada disso."
Eu no disse nada por um segundo, pensando sobre o fato de eu ser a causa de
Afrodite perder a popularidade, o poder, e o namorado. Quando eu finalmente falei,
eu me surpreendi dizendo exatamente o que estava na minha cabea.
"Voc deve me odiar."
Ela me encarou por muito tempo. "Eu odiava," ela disse devagar. "Mas agora eu
principalmente me odeio."
"No," eu disse.
"E porque diabos eu no deveria me odiar? Todos me odeiam." As palavras dela
soavam afiadas e maldosas, mas os olhos dela estavam cheios de lgrimas.
"Lembra as coisas ruins que voc disse para mim no muito tempo atrs quando voc
achou que eu era to perfeita?"
Um pequeno sorriso apareceu nos lbios dela. "Voc tem que me lembrar. Eu te disse
muitas coisas ruins."
"Bem, dessa vez em particular voc disse algo sobre o fato que o poder muda as
pessoas e os faz fazer porcaria."
"Oh, yeah. Est voltando para mim agora. Eu disse que o poder muda as pessoas, mas
estava falando das pessoas ao teu redor."
"Bem, voc estava certa sobre eles e sobre mim, e eu entendo isso agora. Eu tambm
entendi muitas coisas estpidas que voc fez," eu sorri e acrescentei, "no todas as
coisas estpidas que voc fez, mas muitas delas. Porque agora eu fiz minha parte de
coisas estpidas, e eu acho que no parei de fazer coisas idiotas  por mais deprimente
que isso seja."
"Deprimente, mas verdade," ela disse. "Oh, e por sinal, enquanto estamos falando
sobre poder mudar as pessoas, voc precisa lembrar disso quando estiver lidando com
Stevie Rae."
"Como assim?"
"Exatamente o que eu disse. Ela mudou."
"Voc vai ter que fazer mais que isso," eu disse, me sentindo enjoada.
"No finja que voc no notou algo estranho nela," Afrodite disse.
"Ela passou por muita coisa," eu justifiquei.
"Exatamente meu ponto. Ela passou por muita coisa, e isso mudou ela."
"Voc nunca gostou de Stevie Rae, ento no espero que voc de repente comece a se
dar bem com ela, mas no vou ouvir sua merda sobre ela  especialmente depois que
ela acabou de te oferecer a ir com ela para no ter que ficar aqui e fingir ser algo que
voc no ." Eu estava tentando ficar muito fula, e no sabia dizer se eu estava
fazendo isso porque o que Afrodite estava dizendo era horrvel e errado, ou porque o
que ela estava dizendo era assustadoramente verdade e eu no queria encarar isso.
"Voc pensou que talvez ela queira que eu v com ela porque Stevie Rae no quer que
eu passe algum tempo com voc?"
"Isso  idiota. Porque ela iria se importar? Ela  minha melhor amiga, no meu
namorado."
"Porque ela sabe que eu vi atravs da atuao dela e que eu iria te contar sobre o
problema dela. A verdade  que ela no  o que costumava ser. Eu no tenho certeza
do que ela  agora, e eu acho que ela tambm no sabe disso, mas ela com certeza
no  a boazinha Stevie Rae que costumava ser."
"Eu sei que ela no  exatamente como costumava ser." Eu surtei. "Como ela poderia?
Ela morreu, Afrodite! Nos meus braos. Lembra? E eu sou uma amiga boa o bastante
para no virar as costas para ela porque passar por algo que muda a sua vida
realmente a mudou."
Afrodite ficou parada ali e me encarou muito tempo sem dizer nada  tanto que meu
estmago comeou a doer de novo. Finalmente ela ergueu um ombro. "timo.
Acredite no que quiser. Espero que voc tenha razo."
"Estou certa, e no quero mais falar sobre isso," eu disse, me sentindo estranhamente
abalada.
"timo," ela repetiu. "Parei de falar sobre isso."
"timo. Ento termine de desenhar sua Marca e vamos para a reunio."
"Juntas?"
"Yep."
"Voc no se importa que as pessoas saibam que no nos odiamos?" ela disse.
"Bem, veja desse jeito: Pessoas, especialmente meus amigos, vo estar pensando
muitas coisas no-to-gentis sobre a possibilidade de voc e eu de repente nos
tornamos amigas."
Os olhos de Afrodite se alargaram. "O que vai impedir o crebro pequeno deles de
pensar sobre Stevie Rae."
"Meus amigos no tem crebro pequeno."
"Tanto faz."
"Mas, sim, Damien e as Gmeas vo ficar ocupados pensando em coisas irritadas sobre
voc, o que definitivamente vai manter a mente deles ocupadas caso Neferet esteja
ouvindo," eu disse.
"Parece o comeo de um plano para mim," ela disse.
"Infelizmente,  tudo o que eu tenho para um plano."
"Bem, pelo menos voc  consistente em no saber o que diabos est fazendo."
" to bom voc olhar o melhor das coisas."
"Qualquer coisa que eu possa fazer para ajudar," Afrodite disse.
Quando ela terminou sua Marca falsa, fomos para a porta. E logo antes de eu abrir, eu
olhei para ela. "Oh, e eu tambm no te odeio." Eu disse. "Na verdade, estou
comeando a gostar de voc."
Afrodite me deu seu melhor olhar de desprezo e disse, "V, isso  o que eu quis dizer
sobre voc ser consistente sobre no saber o que diabos voc est fazendo."
Eu estava rindo quando abri a porta e dei um encontro em Damien, Jack e as Gmeas.
SETE


"Queremos falar com voc, Z," Damien disse.
"E estamos felizes por ver que ela est indo embora," Shaunee disse, apontando para
Afrodite.
"Yeah, no deixe a porta te bater na bunda enquanto sai," Erin disse.
Eu vi a magoa que passou no rosto de Afrodite. "timo. Estou saindo fora," ela disse.
"Afrodite, voc no vai a lugar nenhum," eu tive que esperar as Gmeas fazerem seus
sons de descrena antes de continuar. "Nyx est trabalhando forte na vida de Afrodite.
Vocs confiam no julgamento de Nyx?" Eu perguntei, olhando para meus amigos.
"Sim,  claro que sim," Damien falou por todos eles.
"Ento vo ter que aceitar que Afrodite  uma de ns," eu disse.
Ento houve uma longa pausa em que as Gmeas, Jack, e Damien dividiram olhares, e
ento Damien finalmente disse, "Eu suponho que realmente a gente tenha que admitir
que Afrodite  especial para Nyx, mas a verdade  que nenhum de ns confia nela."
"Eu confio nela," eu disse. Ok, talvez eu no confiasse nela 100%, mas Nyx estava
trabalhando nela.
"O que  irnico, porque temos problema de confiana com voc," Shaunee disse.
"Horda de nerds, vocs no fazem sentido," Afrodite disse. "Sem pestanejar vocs
esto todos Oh, sim! Confiamos em Nyx! E no outro minuto vocs dizem que tem
problema de confiana com Zoey. Zoey  A Caloura. Ningum  vampiro ou calouro 
teve tantos dons feitos por Nyx. D pra fazer sentido?" Afrodite virou os olhos.
"Afrodite pode ter razo," Damien disse atravs do silncio.
"No brinca?" Afrodite disse sarcasticamente. "Aqui tem outra noticia para a horda de
nerds  minha ltima viso  de Zoey sendo morta e o mundo sendo jogado no caos
total por causa disso. E adivinhem quem  responsvel pelo assassinato da suposta
amiga de vocs?" Ela pausou, erguendo uma sobrancelha para Damien e as Gmeas
antes de responder sua prpria pergunta. "Todos vocs. Zoey  morta porque vocs
viraram suas costas para ela."
"Ela teve uma viso da sua morte?" Damien perguntou. O rosto dele ficou
repentinamente branco.
"Yeah, duas vezes na verdade. Mas as vises so bem confusas. Ela viu do meu ponto
de vista, o que foi meio ruim. De qualquer forma, eu s tenho que ficar longe da gua
e " minhas palavras morreram quando eu quase disse Neferet. Graas a Deus,
Afrodite assumiu.
" Ela tem que ficar longe da gua, e ela no pode ficar isolada," ela disse. "O que
significa que vocs vo ter que se beijar e fazer as pazes. Mas faam enquanto eu no
estou olhando, porque definitivamente vai me deixar enjoada."
"Voc nos irritou, Z," Shaunee disse, parecendo quase to plida quanto Damien.
"Mas no queremos que voc morra," Erin terminou, parecendo igualmente chateada.
"Eu vou morrer se voc morrer," Jack disse, fungando. Ento ele pegou a mo de
Damien.
"Bem, ento, vocs vo ter que superar e serem o bando de amiguinhos de novo,"
Afrodite disse.
"Desde quando voc se importa se Z vive ou morre?" Damien perguntou.
"Desde que estou trabalhando para Nyx, e no para mim mesma. E Nyx d bola para
Zoey; portanto, eu dou bola para Zoey. E  uma boa coisa. Vocs deveriam ser os
melhores amigos dela, e um segredo ou dois e um estpido mal entendido faz vocs
largarem ela na mo." Afrodite olhou para mim e bufou, "Diabos, Zoey, com amigos
como esses,  uma boa coisa no termos inimigos."
Damien virou para Afrodite, balanando a cabea e parecendo mais magoado do que
com raiva. "O que realmente me confunde sobre isso  que est perfeitamente claro
que voc est escondendo coisas de ns e contando para ela."
"Oh, por favor, garoto gay. No vem com essa para cima de mim e tome seu lugar ao
lado de Zoey.  simples o porque dela me contar coisas. Vampiros no podem ler
minha mente."
Damien piscou surpreso. Ento, com olhos bem abertos entendendo, ele olhou para
mim. "Eles no podem ler sua mente tambm, podem?"
"No, no podem."
"Oh, merda!" Shaunee disse. "Quer dizer que nos contar algo  como contar a todos?"
"No pode ser to fcil para vampiros lerem a mente dos calouros, Z," Erin disse. "Se
fosse, muitos garotos iriam ficar encrencados o tempo todo."
"Espera, eles ignoram coisas como calouros saindo do campus e tudo mais," Damien
disse devagar, como se ele estivesse somando 2 + 2 enquanto falava. "Os vampiros no
se importam sobre pequenas regras quebradas e coisas tpicas de adolescentes, ento
eles no ouvem tudo o tempo todo."
"Mas se eles acharem que tem algo acontecendo e que  mais do que uma ou outra
regra quebrada, e tivessem uma idia sobre um certo grupo de calouros que podem
saber algo," eu disse.
"Eles vo focar seus pensamentos nesse grupo de calouros," Damien concluiu por
mim. "Voc realmente no pode nos contar certas coisas!"
"Droga," Shaunee disse.
"Muito pssimo," Erin disse.
"Levou tempo hein," Afrodite disse.
Damien a ignorou. "Isso tem algo a ver com Stevie Rae, no ?"
Eu acenei.
"Hey, falando nisso," Shaunee disse.
"O que aconteceu com ela?" Erin perguntou.
"Nada aconteceu com ela," Afrodite disse. "Ela me encontrou. Eu voltei ao normal
quando a minha Marca voltou, e ento eu voltei para c."
"E para onde ela foi?" Damien perguntou.
"Eu pareo uma bab? Como diabos eu devo saber onde sua amiguinha vai? Tudo o
que ela disse era que tinha que ir porque tinha problemas. Como se isso fosse um
choque."
"Voc vai ter problemas com meu punho no seu rosto se voc comear a falar mal de
Stevie Rae," Shaunee disse.
"Eu seguro ela para voc, Gmea," Erin disse.
"Vocs duas dividem um crebro?" Afrodite disse. "Oh.Meu.Deus! Chega!" Eu gritei.
"Eu posso morrer. Duas vezes. Alguma coisa estranha e fantasmagrica me atacou
hoje, e agora estou me sentindo fudidamente assustada sobre isso. Eu no tenho
certeza de que merda est acontecendo com Stevie Rae, e Neferet nos chamou para
uma reunio do Conselho provavelmente para comear os planos sobre a guerra 
uma guerra que totalmente no  a coisa certa a fazer. E vocs no param de brigar?
Vocs esto me dando dor de cabea e me irritando."
" melhor ouvir ela. Eu contei dois palavres e um quase palavro no discurso dela. Ela
est falando srio", Afrodite disse.
Eu vi as Gmeas realmente sorrirem. Jeesh. Porque eu no xingar  algo demais?
"Ok, Vamos tentar nos dar bem," Damien disse.
"Por Zoey," Jack disse, me dando um doce sorriso.
"Por Zoey," as Gmeas falaram juntas.
Meu corao se apertou enquanto eu olhava para meus amigos. Eles iam cuidar da
minha retaguarda. No importa o que  eles ficariam do meu lado.
"Obrigado, gente," eu disse, limpando as lgrimas.
"Abrao grupal!" Jack disse.
"Ah, diabos no," Afrodite disse.
"Essa  uma coisa que podemos concordar com Afrodite," Erin disse.
"Yeah, hora de ir," Shaunee disse.
"Ah oh, Damien, temos que ir tambm. Voc disse a Stark que iramos checar se ele
estava bem instalado antes da reunio," Jack disse.
"Oh,  verdade," Damien disse. "Tchau, Z. Te vejo logo."
Ele e Jack seguiram as Gmeas para fora do meu quarto. Me dando tchau, eles
encheram o corredor, ento comearam a conversar sobre o quo lindo Stark era, me
deixando com Afrodite.
"Ento, meus amigos no so to ruins, huh?" eu disse.
Afrodite virou seu olhar frio para mim. "Seus amigos so nerds," ela disse.
Eu ri e dei nos ombros. "Ento isso te faz uma nerd."
"Era o que eu temia," ela disse. "Falando em mim estar no inferno  venha ao meu
quarto. Tem algo que voc tem que me ajudar a descobrir antes da Reunio do
Conselho."
Eu dei nos ombros. "Tudo bem." Na verdade, eu estava me sentindo muito bem. Meus
amigos estavam falando comigo de novo, e parece que todos tem uma chance de se
dar bem. "Hey," eu disse enquanto andava pelo corredor at o quarto de Afrodite.
"Voc notou que as Gmeas falaram algo gentil para voc antes de sairem?"
"As Gmeas so simbiticas, e eu espero que muito em breve as levem para fazer uma
experincia cientifica nelas."
"Essa atitude no ajuda," eu disse.
"Podemos s nos focar no que  importante?"
"Tipo?"
"Eu,  claro, e no que eu preciso da sua ajuda." Afrodite abriu a porta do seu quarto, e
entramos no que eu gosto de pensar que  o palcio dela. Eu quero dizer, jeesh, o
lugar parece que foi decorado pelo Guia do Design de Gossip Girl  se existe tal coisa.
O que, infelizmente, provavelmente tem. (No que eu no adore Gossip Girl!)
"Afrodite, algum te disse que voc pode ter um desvio de personalidade?"
"Vrios psiclogos bem pagos. Como se eu me importasse." Afrodite andou pelo
quarto e abriu a porta do seu armrio pintado a mo (e provavelmente uma
antiguidade muito cara) que ficava na frente da cama dela talhada a mo (com certeza
uma antiguidade muita cara). Enquanto ela mexia nele, ela disse, "Oh, por sinal, voc
tem que fazer um jeito para o Conselho achar tudo bem para voc, e tragicamente, eu
e  por mais que eu odeie dizer  sua horda de nerds tambm, sairmos do campus."
"Huh?"
Afrodite suspirou e virou seu rosto para mim. "D para me acompanhar? Temos que
ser capazes de sair e entrar para descobrir o que diabos vamos fazer com Stevie Rae e
os amigos nojentos dela."
"Eu j te disse que no vou deixar voc falar assim sobre Stevie Rae. Nada est
acontecendo com ela."
"Isso ser discutido, mas j que voc se recusa discutir isso agora, estou falando sobre
os nojentos com quem ela anda. E se voc estiver certa e Neferet queira usar eles
contra os humanos? No que eu particularmente goste de humanos, mas eu
definitivamente no gosto de uma guerra. Ento acho que voc precisa checar isso."
"Eu? Porque eu? E porque eu tenho que descobrir um jeito para nos tirar da escola?"
"Porque voc  uma super caloura. Eu s uma ajudante muito mais atraente. Oh, e a
sua horda de nerds so seus servos."
"timo," eu disse.
"Hey, no se estresse sobre isso. Voc vai pensar em algo. Voc sempre pensa."
Eu pisquei surpresa para ela. "Sua confiana em mim  chocante." E eu no estava
brincando. Quero dizer, ela realmente parecia achar que eu poderia descobrir toda
essa baguna.
"Eu deveria." Ela virou voltando a procurar algo no armrio. "Eu sei mais do que
qualquer um que recebeu um dom de Nyx. Voc  poderosa, bl, bl, tanto faz. Ento
voc vai descobrir. Finalmente! Deus, eu queria que houvesse uma empregada aqui.
Eu nunca consigo achar nada quando eu me foro a limpar sozinha." Afrodite emergiu
com uma vela verde dentro de um vidro bonito de cristal e um isqueiro chique.
"Voc precisa que eu te ajude a descobrir algo sobre a vela?"
"No, gnia. Algo que eu realmente me pergunto sobre a escolha de Nyx." Ela me
entregou o isqueiro. "Eu quero que voc me ajude a descobrir se eu perdi minha
afinidade com a terra."
OITO


Eu olhei da vela verde para Afrodite. O rosto dela estava plido e os lbios dela
estavam comprimidos em uma fina linha. "Voc no tentou evocar a terra desde que
perdeu sua Marca?" eu perguntei gentilmente.
Ela balanou a cabea e continuou a parecer enjoada.
"Ok, bem, voc tem razo. Eu posso te ajudar a descobrir. Eu provavelmente deveria
lanar um circulo."
"Foi o que eu pensei." Afrodite deu um abalado suspiro. "Vamos acabar com isso." Ela
andou at a parede que ficava do lado oposto da cama dela. Ela ficou parada ali
segurando a vela. "Aqui  o norte."
"Est certo." Eu fui decidida parar na frente de Afrodite. Virada para o leste, eu fechei
meus olhos e me concentrei. "Enche nossos pulmes e nos da vida. Eu chamo a ar para
o meu circulo." Mesmo sem a vela amarela representando o elemento  e sem a
afinidade de Damien com o ar  eu senti a resposta instantnea do elemento enquanto
uma suave brisa acariciava meu corpo.
Eu abri meus olhos e virei para a direita, me movendo na direo do relgio, ao redor
do circulo at o sul, onde eu parei. "Ele nos aquece e nos mantm seguros e quentes.
Eu chamo o fogo para o meu circulo." Eu sorri enquanto o ar ao meu redor se
esquentava com o segundo elemento.
Me movendo para minha direita de novo, eu parei perto do oeste. "Ele nos lava e nos
afoga. Eu chamo a gua para o meu circulo." Imediatamente eu senti as ondas
invisveis contra as minhas pernas. Sorrindo, eu me movi para parar na frente de
Afrodite.
"Pronta?" eu perguntei a ela.
Ela acenou e fechou os olhos e ergueu a vela verde que representava o elemento dela.
"Ela nos sustenta e nos cerca. Eu chamo a terra para o meu circulo." Eu acendi o
isqueiro e ergui a chama at a vela.
"Ow, merda!" Afrodite chorou. Ela derrubou a vela como se ela tivesse sido picada. Ela
se despedaou no cho de madeira aos ps dela. Quando os olhos dela se ergueram da
baguna, eu vi que eles estavam cheios de lgrimas. "Eu perdi." A voz dela era um
pouco mais do que um sussurro enquanto as lgrimas caiam pelas bochechas dela.
"Nyx tirou de mim. Eu sabia que ela iria fazer isso. Eu sabia que no era boa o bastante
para ela me dar um dom como uma afinidade por algo to incrvel como o elemento
terra."
"Eu no acredito que foi isso que aconteceu," eu disse.
"Mas voc viu. Eu no sou mais a terra. Nyx no me deixa representar o elemento," ela
chorou.
"Eu no quis dizer que voc ainda tem uma afinidade pela terra. O que eu quis dizer 
que eu no acho que Nyx tirou de voc porque voc no  digna."
"Mas eu no sou," Afrodite disse de forma quebrada.
"Eu no acredito nisso. Aqui, me deixe te mostrar."
Eu dei um pequeno passo para trs. Dessa vez sem a vela de Afrodite, eu disse, "ela
nos sustenta e nos cerca. Eu chamo a terra para o meu circulo."
O cheiro e o som da campina instantaneamente me cercou. Tentoi ignorar o fato de
que o que eu estava fazendo fez Afrodite chorar ainda mais, eu fui at o centro do meu
invisvel circulo e chamei o ltimo dos cinco elementos para mim. " o que somos
antes de nascer, o que eventualmente voltaremos a ser. Eu chamo o esprito para o
meu circulo." Minha alma cantou comigo enquanto o ltimo elemento me preenchia.
Segurando firme o poder que sempre vinha at mim quando eu evocava os elementos,
eu ergui meus braos por cima da cabea. Eu ergui minha cabea, vendo no o teto em
cima de mim, mas imaginando atravs da escurido no cu da noite incomparvel. E
eu rezei  no do jeito que minha me e o marido dela, o padrasto-perdedor, faziam,
cheia de falsa humildade e com muitos amns decorativos e tudo mais. Eu no mudei
quem eu era enquanto rezava. Eu rezei para deusa como se eu estivesse falando com
minha av ou minha melhor amiga.
Eu gostava de acreditar que Nyx gosta da minha honestidade.
"Nyx, desse lugar de poder que voc me deu, eu peo que oua minha reza. Afrodite
perdeu muito, e eu no acho que  porque voc no se importa mais com ela. Eu acho
que tem outra coisa acontecendo aqui, e eu realmente gostaria que voc dissesse a ela
que ainda est com ela  no importa o que."
Nada aconteceu. Eu respirei fundo e me concentrei de novo. Eu ouvi a voz de Nyx
antes. Eu digo, as vezes ela realmente fala comigo. As vezes eu s tenho
pressentimentos. Qualquer um dos dois seria bom agora, eu acrescentei essa parte
silenciosamente a minha reza. Ento tentei me concentrar mais. Eu fechei meus olhos
e ouvi tanto que eu estava apertando os olhos e segurando o flego. Na verdade, eu
estava ouvindo tanto, que eu quase no ouvi o chocado arfar de Afrodite.
Eu abri meus olhos, e minha boca se abriu.
Flutuando entre Afrodite e eu estava a brilhante imagem prateada de uma linda
mulher. Mais tarde, quando Afrodite e eu tentamos descrever uma a outra
exatamente como ela parecia, percebemos que no conseguamos lembrar nenhum
detalhe a no ser que ns duas dissssemos que ela parecia como se o esprito de
repente tivesse ficado visvel  o que no  uma descrio.
"Nyx!" Eu disse.
A deusa sorriu para mim, e eu achei que meu corao ia bater para fora do peito de
tanta felicidade. "Saudaes, minha u-we-tsi-a-ge-y" ela disse, usando a palavra
Cherokee para "filha," como minha av geralmente fazia. "Voc estava certa em me
chamar. Voc deveria seguir seus instintos com mais freqncia, Zoey. Ele nunca vai te
levar para o caminho errado."
Ento ela virou para Afrodite, que, chorando, caiu no cho diante da deusa.
"No chore, minha preciosa criana." Nyx ergueu suas mos delicadas para tocar ela, e
como um lindo sonho que ganhou substncia, ela acariciou a bochecha de Afrodite.
"Me perdoe, Nyx!" Ela chorou. "Eu fiz tantas coisas idiotas, e cometi tantos erros. Eu
sinto muito por tudo. De verdade. Eu no te culpo por tirar minha Marca e minha
afinidade com a terra. Eu sei que no mereo nenhuma delas."
"Filha, voc entendeu errado. Eu no removi sua Marca. Foi a fora da sua
humanidade que a retirou, assim como a fora da sua humanidade foi o que salvou
Stevie Rae. Goste ou no, voc sempre ser mais sublime humano do que qualquer
outra coisa, o que  parte do motivo para eu te amar to profundamente. Mas no
acredite que voc  apenas humana agora, minha criana. Voc  mais que isso, mas
exatamente o que isso significa, voc deve descobrir  e escolher  sozinha." A deusa
pegou a mo de Afrodite e a ergueu do cho. "Eu quero que voc entenda que a
afinidade com a terra nunca foi sua, filha. Voc simplesmente a protegeu para Stevie
Rae. V, a terra no podia verdadeiramente viver com ela at que a humanidade dela
fosse restaurada. Foi voc em quem confiei para manter esse precioso dom protegido,
assim como voc foi o vaso pelo qual a humanidade de Stevie Rae retornou para ela."
"Ento voc no est me punindo?" Afrodite disse.
"No, filha. Voc se puniu o bastante sozinha sem precisar de mim," Nyx disse
gentilmente.
"E voc no me odeia?" Afrodite sussurrou.
O sorriso de Nyx era radiante e triste. "Como eu j disse, eu te amo, Afrodite. Eu
sempre amarei."
Dessa vez eu soube que as lgrimas que caiam no rosto de Afrodite eram lgrimas de
felicidade.
"Vocs duas tem uma longa estrada a percorrer. A maior parte vo viajar juntas.
Dependendo uma da outra. Ouam seus instintos. Confiem na voz firme dentro de
vocs."
A deusa virou para mim. "U-we-tsi-a-ge-ya, tem um grande perigo se aproximando."
"Eu sei. Voc no pode querer essa guerra."
"Eu no quero, filha. Embora no seja esse o perigo do qual eu falo."
"Mas se voc no quer a guerra, porque no parar ela? Neferet tem que te ouvir! Ela
tem que fazer o que voc manda!" eu disse, sem ter certeza do porque me sentia to
frentica, especialmente com o olhar sereno da deusa em mim.
Ao invs de me responder, Nyx fez uma pergunta. "Voc sabe qual  o maior dom que
eu dei aos meus filhos?"
Eu pensei muito, mas minha mente parecia ser um emaranhado de palavras cruzadas
de pensamentos e fragmentos da verdade.
A voz de Afrodite parecia forte e clara. "Livre arbtrio."
Nyx sorriu. "Exatamente, Afrodite. E quando eu dou um dom, eu nunca o retiro. O dom
se torna a pessoa, e se eu me intrometesse e exigisse obedincia, especialmente
retirando as afinidades, eu destruiria a pessoa."
"Mas talvez Neferet te ouvisse se voc falasse com ela como est falando com a gente.
Ela  sua Alta Sacerdotisa," eu disse. "Ela deveria ouvir voc."
"Me entristece, mas Neferet escolheu no mais me ouvir. Esse  o perigo do qual eu
me referi a voc. A mente de Neferet est virada para outra voz, uma que tem
sussurrado para ela a muito tempo. Eu esperei que o amor dela por mim fosse afastar
a outra, mas isso no aconteceu. Zoey, Afrodite  inteligente sobre muitas coisas.
Quando ela disse que o poder muda, ela estava certa. O poder sempre muda quem o
possui e aqueles que esto perto dele, embora acreditar que ele sempre corrompe as
pessoas seja muito simplista."
Enquanto ela falava, eu notei que ondas brilhosas comearam a passar ao redor do
corpo de Nyx, como nvoa se erguendo dos campos, e a imagem dela estava ficando
cada vez mais difcil de se ver.
"Espera! No v ainda," eu chorei. "Eu tenho tantas perguntas."
"A vida vai revelar a voc as escolhas que voc ter de fazer para responder essas
perguntas," ela disse.
"Mas voc disse que Neferet est ouvindo a voz de outra pessoa. Isso significa que ela
no  mais sua Alta Sacerdotisa?"
"Neferet saiu do meu caminho e escolheu o caos." A imagem da deusa se balanou.
"Mas lembre-se, o que eu dei eu nunca tiro. Ento no subestime o poder de Neferet.
O dio que ela est tentando acordar  uma fora poderosa."
"Isso me assusta, Nyx. Eu  eu sempre estou errando," eu gaguejei. "Especialmente
ultimamente."
A deusa sorriu de novo. "Sua imperfeio  parte do seu poder. Procure na terra fora,
e nas histrias do povo da sua av respostas."
"Seria mais seguro se voc me dissesse o que eu preciso saber e o que fazer," eu disse.
"Como em tudo minha filha, voc deve encontrar seu prprio caminho, e atravs dessa
descoberta, voc ir decidi o que cada criana da terra vai ter que decidir  escolher
entre caos ou amor."
"As vezes caos e amor parecem a mesma coisa," Afrodite disse. Eu pude ver que ela
estava tentando ser respeitosa, mas havia uma clara quantidade de expectativa na voz
dela.
Nyx no pareceu se importar com o comentrio dela. A deusa simplesmente acenou e
disse, "De fato, mas quando voc olha mais profundamente, consegue ver que embora
caos e amor sejam poderosos e sedutores, eles tambm so to diferentes quanto a
luz da lua e a luz do sol. Lembre-se... eu nunca estou longe do corao de vocs,
minhas preciosas filhas."
Com um flash de luz prateada final, a deusa desapareceu.
NOVE


"Bem, droga. Caos e amor so o mesmo, mas no so. Neferet ainda tem seus
poderes, e ela no est mais ouvindo Nyx. Oh, e ela est tentando acordar algo
perigoso. O que isso significa?  um acordar abstrato como, "acordar" o perigo na
forma de uma guerra contra os humanos, ou ela est literalmente tentado acordar
algo horrvel e assustador que pode comer a todos ns? Como aquela coisa
assustadora que me arranhou antes, o que eu nem tive a chance de perguntar para
ela. Droga de novo!" Eu fiquei tagarelando enquanto Afrodite e eu corramos para fora
do dormitrio feminino. Infelizmente, parecia que amos nos atrasar para a Reunio do
Conselho.
"No olhe para mim. Eu tenho mistrios meus o bastante para resolver. Eu sou
humana, mas no sou? O que isso significa? E como minha humanidade pode ser to
grande e forte  se eu nem gosto de humanos?" Afrodite suspirou e afofou o cabelo.
"Merda, meu cabelo est uma baguna." Ela virou o rosto para mim. "D para
perceber que eu estava chorando?"
"Pela zilhionsima vez, no. Voc est bem."
"Merda. Eu sabia. Eu estou horrvel."
"Afrodite! Eu acabei de dizer que voc est bem."
"Yeah, bem, bem est timo para a maior parte das pessoas. Para mim  terrvel."
"Ok, nossa deusa, a imortal Nyx, acabou de se manifestar e falar com a gente e voc
est pensando como voc se parece?" Eu balancei a cabea. Isso  incrivelmente
superficial, at para Afrodite.
"Yeah, isso  incrvel. Nyx  incrvel. Eu nunca disse que ela no era. Ento qual  o seu
ponto?"
"Meu ponto  que depois de experimentar uma visita da nossa deusa, voc devia, eu
no sei, talvez se importar com algo mais importante do que o seu j perfeito cabelo,"
eu disse, completamente exasperada. Era ela com quem eu deveria batalhar em uma
perigosa batalha que iria balanar o mundo com um perigoso mal? Jeesh, Nyx 
absolutamente e totalmente misteriosa. Em falar em anncio.
"Nyx sabe exatamente quem eu sou e ela me ama. Essa  quem eu sou." Ela passou a
mo ao seu redor. "Ento, voc realmente acha que meu cabelo  perfeito?"
" to perfeito quanto a sua atitude chata e superficial," eu disse.
"Oh, timo. Ok, j me sinto melhor."
Eu franzi para ela, mas no disse mais nada enquanto corramos pela escada at a sala
do Conselho que era oposta a biblioteca. Eu nunca estive nessa sala antes, mas eu
espiava l para dentro freqentemente. Quando estava vazia, a porta ficava raramente
fechada, e as milhares de vezes que eu ia e saia da biblioteca, eu no podia me impedir
de olhar e ficar surpresa com a enorme e linda mesa redonda que ficava no meio da
sala. Srio, eu at perguntei a Damien se aquela mesa redonda podia ser A Mesa
Redonda, do Rei Arthur e de Camelot. Ele disse que achava que no, mas no tinha
certeza.
Hoje a sala do Conselho no estava vazia. Estava cheia de vampiros e Filhos de Erebus
e,  claro, os poucos calouros que eram do Conselho de Prefeitos. Graas a Deus,
entramos enquanto Darius estava fechando a porta e se posicionando, alto e
musculoso, ao lado dela. Afrodite deu a ele um enorme sorriso flertando, e eu reprimi
um suspiro quando os olhos dele brilharam em resposta. Ela tentou ficar atrs para
falar com ele. Mas eu agarrei o brao dela e praticamente a arrastei at as duas
cadeiras vazias ao lado de Damien.
"Obrigado por nos guardar um lugar," eu sussurrei para ele.
"Sem problemas," ele respondeu, me dando seu sorriso familiar. Ele me acalmou e me
ajudou com os nervos.
Eu olhei ao redor da mesa. Afrodite e eu estvamos sentadas a direita de Damien. Ao
lado de Afrodite estava Lenbia, a professora de equitao. Ela estava conversando
com Dragon e Anastacia Lankford, que estavam ao lado dela. Na esquerda de Damien
estavam as Gmeas. Elas me deram balanos de cabea iguais, e tentaram parecer
indiferentes, mas eu podia ver que elas se sentiam to nervosas e deslocadas quanto
eu. Eu sabia que o Conselho era formado pelos mais poderosos membros da equipe da
escola, mas junto com os professores, vrios outros pareciam familiar embora eu
nunca os tenha visto em aula e no fazia idia de onde diabos eles ficavam, eram os
Filhos de Erebus, incluindo um enorme cara que tinha sentado perto da porta. Ele era
a maior pessoa, humana ou vampiro, que eu j tinha visto. Eu estava tentando no
encarar ele e perguntar a Damien, o Sr. Rei das Regras, se os guerreiros realmente
eram permitidos na Reunio do Conselho, quando Afrodite se inclinou e sussurrou,
"Aquele  Ate, o Lider dos Filhos de Erebus. Darius me disse que ele estava vindo hoje.
Ele  enorme, no ?"
Antes de eu poder responder que ele parecia muito mais como vrios caras enormes, a
porta da sala abriu e Neferet entrou.
Eu percebi que algo estava errado mesmo antes de ver a mulher que entrou na sala
depois dela. O rosto pblico de Neferet normalmente era perfeito  ela  mais do que
a personificao da calma. Mas isso estava abalando Neferet. As lindas feies dela
pareciam de alguma forma apertadas, como se ela estivesse lutando para se controlar,
e a luta a estivesse esticando. Ela deu alguns passos para dentro da sala e ento se
moveu para o lado para podermos ver a vampira que entrou na sala atrs dela.
Quando eles a viram, o choque que passou pelos vampiros foi imediato e bvio. Os
Filhos de Erebus foram os primeiros a levantar, mas o Conselho os seguiu de perto.
Junto com todo mundo, Damien, as Gmeas, Afrodite, e eu, tambm levantamos,
automaticamente imitando a saudao de respeito dos vampiros com o punho em
cima do corao e curvamos a cabea.
Ok, eu admito que eu espiei para poder olhar a nova vampira. Ela era alta e magra. A
cor dela era de uma rica e bem polida madeira escura, e como mogno, era lisa e sem
falhas, manchada apenas pelas intrincadas tatuagem safiras, que eram, incrivelmente,
da forma de linhas curvadas da figura de deusa que todos os professores usavam
bordada em seus bolsos acima de peito. As figuras femininas eram iguais, seus corpos
se esticando at as bochechas dela e do lado do rosto. Os braos estavam erguidos, as
mos abertas para segurar a lua crescente no meio da testa dela. O cabelo dela era
impossivelmente longo. Passava muito alm da cintura dela, em uma onda pesada e
brilhante seda preta. Ela tinha olhos escuros grandes que eram amendoados, um longo
e reto nariz, e lbios cheios. Ela tinha a postura de uma rainha, com o queixo erguido e
o olhar firme enquanto varria a sala. Foi apenas quando o olhar parou brevemente em
mim e eu senti a fora dela que eu percebi que ela era algo que eu nunca tinha visto
em um vampiro antes  ela era velha. No que ela tivesse rugas, como uma velha
humana teria. Essa vampira parecia ter uns 40 anos, o que  traduzido como antiga
para um vampiro. Mas no eram rugas que a faziam parecer velha. Era um senso de
idade e dignidade que eram como uma jia cara que decorava o corpo dela.
"Merry meet." Ela tinha um sotaque que eu desconhecia. Parecia do Oriente Mdio,
mas no. Britnico, mas no. Basicamente, fazia a voz dela ser to rica quanto a pele.
Ela preencheu a sala.
Todos ns respondemos automaticamente. "Merry meet."
Ento ela sorriu, e a repentina semelhana entre ela e Nyx, que tinha acabado de sorrir
para mim momentos antes, fez meus joelhos tremerem, ento eu fiquei aliviada
quando ela fez meno para todos ns sentarmos.
"Ela me lembra Nyx," Afrodite sussurrou para mim.
Aliviada por no estar imaginando coisas, eu acenei. No houve tempo para mais nada
porque Neferet tinha se recomposto o bastante para falar.
"Eu estava, como todos vocs estavam, surpresa e honrada pela rara visita sem ser
programada de Shekinah a nossa House of Night."
Eu ouvi Damien respirar de forma trmula e dei a ele um enorme olhar de pergunta.
Como sempre o Sr. Estudioso, tinha um papel e um lpis bem apontado que ele
segurava pronto para poder,  claro, fazer anotaes. Ele rapidamente escreveu
algumas palavras bem grande para eu poder ler: SHEKINAH = ALTA SACERDOTISA DE
TODOS OS VAMPIROS.
Ohmeudeus. No  de se admirar que Neferet esteja apavorada.
Shekinah continuou a sorrir serenamente enquanto ela fazia meno para Neferet
sentar. Neferet curvou a cabea num gesto que eu tinha certeza era para parecer
respeitoso, mas para mim o movimento parecia duro, uma ao de respeito forada.
Ela sentou, ainda se mantendo com uma estranha rigidez. Shekinah continuou de p
enquanto comeou a falar.
"Se essa fosse uma visita normal, eu iria,  claro, anunciar apropriadamente a minha
chegada e teria permitido que se preparassem. Isso est longe de ser uma visita
normal, o que  o certo porque esta est longe de ser uma Reunio do Conselho
normal.  rara o bastante para admitir Filhos de Erebus, mas eu entendo que a
presena deles aqui  necessria nessa hora de tumulto e perigo. Mas ainda mais raro,
tem a presena de calouros."
"Eles esto aqui porque "
Shekinah ergueu a mo, instantaneamente cortando a explicao de Neferet.
Eu no sabia o que me assustava mais  o poder e presena parecida como uma deusa
de Shekinah, ou o fato de Neferet calar a boca to facilmente.
Os olhos escuros de Shekinah foram das Gmea para Damien, Afrodite, e ento
finalmente pararam em mim. "Voc  Zoey Redbird," ela disse.
Eu limpei minha garganta e tentei no me incomodar com o olhar direto dela. "Sim,
senhora."
"Ento esses quatro devem ser os calouros que receberam afinidades com o ar, fogo,
gua, e terra."
"Sim, senhora, eles so," eu disse.
Ela acenou. "Eu entendo agora porque vocs foram includos aqui." Shekinah abaixou a
cabea para que os olhos dela espetassem Neferet. "Voc deseja usar o poder deles."
Eu me endureci ao mesmo tempo que Neferet se endureceu, embora por uma razo
diferente. Shekinah sabia o que eu apenas estava comeando a suspeitar  que
Neferet estava abusando de seu poder e instigava uma guerra entre humanos e
vampiros?
Neferet falou afiadamente, parando com todo o fingimento de cordialidade. "Eu
desejo usar a vantagem que a deusa nos deus para manter nosso povo seguro." Os
outros vampiros do Conselho de remexeram nos assentos claramente desconfortveis
pela bvia falta de respeito dela.
"Ah, e  exatamente por isso que estou aqui." Completamente calma com a atitude de
Neferet, Shekinah virou seu olhar para os Membros do Conselho. "Foi afortunado eu
estar fazendo uma visita no anunciada para a House of Night de Chicago quando
fiquei sabendo da tragdia. Se eu estivesse em casa em Veneza, as noticias teriam
vindo at mim tarde demais para mim agir, e mortes no poderiam ser impedidas."
"Impedidas, Sacerdotisa?" Lenobia falou. Eu olhei para ela e vi a amante de cavalos
parecer muito mais relaxada que Neferet. O tom dela era quente, embora respeitoso.
"Lenobia, minha querida.  adorvel ver voc de novo," Shekinah disse familiarmente.
" sempre uma alegria ver voc, Sarcerdotisa." Lenobia curvou a cabea, fazendo o
cabelo prata-loiro dela ir para frente como um vu delicado. "Mas, eu acho que falo
por todo o Conselho quando digo que estou confusa. Patricia Nolan e Loren Blake
esto mortos. Se voc se referiu a impedir a morte deles, voc est atrasada."
"Eu estou, de fato," Shekinah disse. "E a morte deles entristece meu corao, mas no
estou atrasada para impedir mais mortes." Ela pausou e ento disse devagar e
distintivamente, "No haver uma guerra entre humanos e vampiros."
Neferet levantou, quase derrubando a cadeira. "No haver guerra? Ento deixaremos
assassinos impunes por seus crimes hediondos contra ns?"
Eu podia mais sentir do que ver a teno que surgiu entre os Filhos de Erebus
enquanto eles imitaram o choque de Neferet.
"Voc chamou a policia, Neferet?" Shekinah perguntou em um tom suave de conversa,
mas eu senti o poder passar pela minha pele e perturbar algo dentro de mim.
"Chamar a policia humana e pedir a eles para pegar o assassino humano para o
julgarem numa corte humana? No, eu no chamei."
"E voc tem tanta certeza que no ir encontrar justia que est disposta a comear
uma guerra."
Os olhos de Neferet se estreitaram e ela encarou Shekinah, mas no disse nada em
resposta. No horrvel silncio, eu pensei no Detetive Marx, o policial que me ajudou
quando Heath foi seqestrado pelos arrepiantes garotos mortos vivos. Ele foi incrvel.
Ele sabia que eu tinha inventado a histria sobre uma pessoa de rua seqestrar Heath
e matar os dois outros humanos, e ele confiou em mim o bastante para acreditar
quando eu expliquei que o perigo tinha acabado, e me cobriu o tempo todo. O
Detetive Marx tinha explicado que a sua irm gmea passou pela Mudana, e ele ficou
perto dela, ento ele definitivamente no odiava vampiros. Ele era um detetive de
homicdios snior  eu sabia que ele faria tudo que pudesse para descobrir quem
estava matando vampiros. E ele no poderiia ser o nico em Tulsa que era verdadeiro
e honesto.
"Zoey Redbird, o que voc sabe sobre isso?"
A pergunta de Shekinah foi um choque. Como se ela tivesse puxado uma corda
estranha dentro de mim para me fazer falar, eu disse, "eu conheo um honesto policial
humano."
Shekinah sorriu aquele sorriso parecido com o de Nyx de novo, e meus nervos se
acalmaram um pouco. "Eu acho que todos conhecemos, ou pelo menos eu achei que
todos conhecamos at que a noticia dessa declarao de guerra saiu  sem sequer
uma tentativa de deixar que a policia cuide dos seus."
"Voc no v o quo impossvel isso soa?" Os olhos cor de lodo de Neferet estavam
brilhando. "A policia cuidar dos seus, como se eles pudessem!"
"Eles cuidaram, muitas vezes atravs das dcadas. Voc sabe disso, Neferet." As
palavras calmas de Shekinah contrastaram dramaticamente com as palavras de raiva
de Neferet.
"Eles a mataram, eles mataram Loren." A voz de Neferet era quase um assovio.
Shekinah gentilmente tocou o brao de Neferet. "Voc est muito prxima a isso. Voc
no consegue pensar racionalmente."
Neferet se afastou do que toque dela. "Eu sou a nica que est pensando
racionalmente!" ela surtou. "Humanos passaram sem ser punidos por seus atos tempo
demais."
"Neferet, pouco tempo passou desde esses assassinatos, e voc no deu aos humanos
a oportunidade de tentar punir os seus. Ao invs disso voc instantaneamente julga
todos eles de desonestos. Nem todos os humanos so, apesar do seu histrico
pessoal."
Quando Shekinah falou, eu lembrei do que Neferet tinha me dito, que a Marca dela
tinha sido sua salvao porque o pai dela abusava dela a anos. Ela foi Marcada a quase
100 anos. Loren tinha sido morto a dois dias. A professora Nolan foi morta um dia
antes disso. Era bvio para mim que o assassinato deles no era o nico "ato
selvagem" que Neferet estava falando. Parecia que Shekinah tinha chegado a uma
concluso similar.
"Alta Sacerdotisa Neferet,  minha concluso que o seu julgamento no assunto dessas
mortes est comprometido. Seu amor por nossa irm e irmo cados, e desejo de
retribuio, atrapalha seu julgamento. Sua declarao de guerra foi rejeitada pelo
Conselho de Nyx."
"Assim do nada!" A raiva de Neferet passou de apaixonada para firme e pequena. Eu
estava mega feliz por Shekinah ser o foco dessa raiva porque Neferet era assustadora.
"Voc no est pensando claramente, voc nem percebeu que o Conselho de Nyx
nunca toma decises precipitadas. Eles pesam a situao cuidadosamente, embora a
noticia da sua declarao de guerra no ter vindo de voc, como deveria," ela disse.
"Voc sabe, minha irm, que algo dessa magnitude deveria ser apresentado antes ao
Conselho de Nyx para ser levado em considerao."
"No havia tempo," Neferet surtou.
"Sempre h tempo para sabedoria!" Os olhos de Shekinah brilharam, e eu tive que
lutar contra a vontade de me agarrar no assento. Eu pensava que Neferet era
assustadora? Shekinah fazia ela parecer uma pirralha mimada. Shekinah fechou os
olhos brevemente e respirou fundo, se acalmando antes de continuar falando em um
tom suave e de entendimento. "Nem o Conselho de Nyx nem eu ignoramos o fato que
o assassinato de dois dos nossos  repreensvel, mas guerra  improvvel. Vivemos em
paz com os humanos a mais de dois sculos. No vamos quebrar essa paz devido a
duas aes obscenas de alguns fanticos religiosos."
"Se ignorarmos o que est acontecendo aqui em Tulsa, ento sero os tempos da
fogueira de novo. Lembre-se que as atrocidades de Salem tambm comearam por
causa do que voc chamou de alguns fanticos religiosos."
"Eu lembro bem. Eu nasci um pouco antes de um sculo depois dessa poca negra.
Estamos mais poderosos agora do que ramos no sculo 17. E o mundo mudou,
Neferet. Superstio foi substituda por cincia. Humanos so mais razoveis agora."
"O que vai ser preciso para fazer voc e o todo-poderoso Conselho de Nyx ver que no
temos escolha a no ser revidar?"
"Seria necessrio uma mudana no pensamento do mundo, e eu rezo para Nyx que
isso nunca acontea," Shekinah disse solenemente.
Os olhos de Neferet passaram ao redor da sala at encontrarem o Lider dos Filhos de
Erebus. "Voc e os Filhos vo ficar parados enquanto os humanos nos matam um por
um?" A voz dela era um frio desafio.
"Eu vivo para proteger, e nenhum Filho de Erebus ir permitir nenhum protegido seu
ser ferido. Vamos proteger voc e essa escola. Mas, Neferet, no vamos ficar contra o
julgamento do Conselho," Ate disse solenemente em uma voz profunda e forte.
"Sacerdotisa, o que voc est sugerindo  que Ate deveria seguir seu desejo do que o
Conselho   injusto da sua parte." O tom de Shekinah no era mais de entendimento.
O olhar dela estava fixo em Neferet, e os olhos dela se estreitaram.
Neferet no disse nada por muito tempo, e ento um tremor passou pelo corpo dela.
Os ombros dela caram e ela pareceu envelhecer diante dos meus olhos.
"Me perdoe," ela disse suavemente. "Shekinah, voc tem razo. Estou muita prxima
disso. Eu amava Patricia e Loren. E no estou pensando claramente. Eu devo... eu
preciso... por favor, com licena," ela finalmente conseguiu dizer. E ento, parecendo
distrada, ela saiu com pressa da sala do Conselho.
DEZ


Ningum falou pelo que pareceu ser muito tempo, mas provavelmente foi apenas
alguns tensos segundos. Ver que Neferet se perdeu foi completamente bizarro, e
embora eu soubesse que ela tinha dado as costas para Nyx e estava planejando algo
realmente ruim, me chocou ver algum to poderoso desmoronar to completamente.
Ela estava louca? Era isso que estava acontecendo com ela? Poderia ser a "escurido"
que Nyx me avisou sobre a escurido dentro da mente louca de Neferet?
"Sua Alta Sacerdotisa passou por coisas terrveis nos ltimos dias," Shekinah estava
dizendo. "Eu no desculpo a falta de julgamento dela, mas eu entendo. O tempo ir
curar as feridas dela, assim como as aes da policia local." Os olhos dela foram para o
enorme guerreiro. "Ate, gostaria que voc levasse os detetives pelo local da
investigao. Eu entendo o quanto das evidncias foi destrudo, mas talvez a cincia
moderna ainda possa descobrir algo." Ate acenou solenemente, enquanto ela virava
seu olhar para mim. "Zoey, qual  o nome do detetive humano honesto que voc
conhece?"
"Kevin Marx," eu disse.
"Ele ser contactado," Ate disse.
Shekinah sorriu em aprovao. Ento ela continuou, "Quanto ao resto de ns vai ser..."
Ela pausou, e o sorriso angelical dela se alargou. "Sim, eu digo ns porque eu decidi
permanecer aqui, pelo menos at Neferet se recompor."
Eu olhei rapidamente ao redor da mesa, tentando absorver a reao dos professores
ao inesperado anncio de Shekinah. Eu vi expresses que passavam de surpresa a
prazer. Eu acredito que meu rosto era um dos que demonstrava prazer. Eu quero dizer,
o quo maluca Neferet podia agir com a lder de todas as sacerdotisas aqui?
"Eu acho que  importante, e o Conselho de Nyx concorda comigo, que vamos tentar
manter a escola o mais normal possvel. O que significa que as aulas voltam amanh."
Vrios professores pareciam desconfortveis, mas foi Lenobia que falou de novo.
"Sacerdotisa, estamos todos ansiosos que as aulas recomecem, mas esto faltando
dois instrutores importantes."
"De fato, e esta  outra razo do porque planejo continuar aqui, pelo menos por um
tempo. Eu vou assumir as aulas de poesia de Loren Blake."
Eu no precisei olhar para as Gmeas que odeiam poesia para saber o quo duro
estava o franzido delas. Eu estava na verdade tentando no sorrir quando as prximas
palavras de Shekinah me cortaram.
"E eu tive sorte o bastante de pegar Erik Night no aeroporto. Eu sei que no  comum
ter uma vampiro recm Mudado dando aulas to cedo, mas  apenas temporrio e
estamos trabalhando em circunstncias extenuantes. Alm do mais, os calouros
conhecem Erik. Ele ser uma boa transio para eles devido a amada professora
Nolan."
Ohmeudeus, Erik vai voltar e eu estou fazendo uma aula que ele vai ensinar. Eu no
sabia se queria me alegrar ou vomitar, ento me contentei com silncio e um
estmago chateado.
"Quanto ao feitio de barreira que Neferet lanou ao redor da escola  ele no
retornar. Embora eu concorde com a ao imediata dela de o lanar  afinal de
contas, havia poucos Filhos de Erebus presentes e um assassinato tinha acabado de ser
cometido  essas aes de emergncia no so mais apropriadas. Selar a escola seria
declarar um estado de sitio, e isso  algo que definitivamente eu desejo evitar. E, 
claro, estamos totalmente protegidos pelos Filhos de Erebus." Ela acenou para Ate,
que devolveu o gesto com uma reverencia de reconhecimento. "Apesar de tudo, eu
gostaria que nossas vidas voltassem ao mais normal possvel. Aqueles que tem laos
com a comunidade humana, devem exercer essas relaes. Lembre-se da lio que
nossos ancestrais aprenderam com seu sangue precioso: Medo e inveja criam a
isolao e a ignorncia."
Ok, eu no sei o que diabos se apoderou de mim, mas de repente eu tive uma idia, e
como se tivesse vida prpria, minha mo se ergueu por cima da minha cabea como se
eu achasse que estvamos no meio da sala de aula e ns (minha mo, boca e no o
meu crebro) tivssemos descoberto uma brilhante resposta.
"Zoey, voc tem algo a acrescentar?" Shekinah perguntou.
Oh, diabos no!  o que eu deveria ter dito. Ao invs disso minha boca falou,
"Sacerdotisa, eu estava me perguntando se seria uma boa hora para implementar uma
idia que eu tive de ter as Filhas Negras envolvidas com a caridade humana local."
"Continue. Estou intrigada, mocinha."
Eu engoli em seco. "Bem, eu pensei que as Filhas Negras podiam contactar as pessoas
que cuidam dos Gatos de Rua. , uh, um abrigo de caridade para gatos sem casa. Eu,
bem, eu achei que seria bom se misturar com a comunidade humana," eu terminei
idiotamente.
O sorriso de Shekinah era luminoso. "Um abrigo de caridade para gatos  que perfeito!
Sim, Zoey, eu acho que  uma idia excelente. Amanh voc ser dispensada das suas
aulas mais cedo para comear seu contato com as pessoas do Gatos de Rua."
"Sacerdotisa, eu devo insistir que calouros no viagem pela comunidade sozinhos," Ate
disse rapidamente. "No at sabermos exatamente quem  responsvel pelos crimes
contra a nossa gente."
"Mas os humanos no sabero que somos calouros," Afrodite disse.
Os olhos de todos foram para ela, e eu vi ela arrumar a coluna e erguer o queixo.
"E voc ?" Shekinah perguntou.
"Meu nome  Afrodite, Sacerdotisa," ela disse.
Eu observei Shekinah de perto, esperando para ver uma reao que dizia que ela sabia
sobre os rumores que Neferet tinha espalhado sobre Afrodite  que Nyx tinha virado
suas costas para ela e tirado seus poderes, etc, etc, mas a expresso de curiosidade da
sacerdotisa no mudou. Ela simplesmente disse, "Qual  a sua afinidade, Afrodite?"
Eu congelei. Droga! Ela no tinha mais uma afinidade!"
"Terra  o elemento que Nyx me deu," Afrodite disse. "Mas meu maior dom dado pela
deusa  minha habilidade para ter vises de futuros perigos."
Shekinah acenou. "Est certo, eu ouvi falar sobre as suas vises, Afrodite. O que voc
tem a dizer?"
Uma onda de alivio passou por mim. Afrodite tinha respondido a pergunta sobre
afinidade, e graas ao jeito que ela falou, no foi uma mentira exatamente.
"Eu s estava pensando que os humanos no sabem quando samos da escola de
qualquer forma, porque cobrimos nossas Marcas. As nicas pessoas que saberiam que
um bando de calouros so voluntrios para ajudar os Gatos de Rua seriam as pessoas
dos Gatos de Rua, e qual a chance deles estarem envolvidos nos assassinatos?" Ela
parou e deu nos ombros. "Ento devemos estar seguros."
"Ela tem razo, Ate," Shekinah disse.
"Eu ainda acredito que calouros devem ser protegidos por um guerreiro," Ate disse
teimosamente.
"Isso iria chamar ateno para ns," Afrodite disse.
"No se o guerreiro tambm cobrir sua Marca," Darius disse.
Dessa vez todos viraram para olhar para Darius, que ainda estava parado como uma
montanha muito muscular e atraente perto da porta.
"E qual seu nome, Guerreiro?"
"Darius, Sacerdotisa." Ele ergue a mo por cima do corao e fez uma reverencia.
"Ento, Darius, voc est dizendo que estaria disposto a cobrir sua Marca?" Shekinah
disse. Eu me senti to surpresa quanto ela soou. Calouros tem que cobrir suas Marcas
para sair da escola  era uma regra da House of Night. E faz sentido. Honestamente,
adolescentes podem agir de forma estpida as vezes (especialmente garotos), e no
seria uma boa coisa um bando de calouros (garotos principalmente) serem alvos de
garotos humanos (ou  claro  pais super protetores). Mas quando um Calouro passa
pela Mudana e sua Marca se preenche e expande, de jeito nenhum ele vai cobrir ela.
Era sobre orgulho e solidariedade e ser adulto. Mas aqui estava Darius, claramente
jovem e no Marcado a muito tempo, sendo voluntario a fazer algo que a maior parte
dos vampiros, especialmente caras vampiros, normalmente diriam no.
Darius fechou o punho por cima do corao de novo e saudou Shekinah. "Sacerdotisa,
eu cobriria minha Marca para poder acompanhar os calouros e os manter a salvo. Eu
sou um Filho de Erebus, e a proteo do meu povo  mais importante do que um
orgulho tolo."
Os lbios de Shekinah se curvaram levemente enquanto ela virava para Ate. "O que
voc diz ao pedido do seu guerreiro?"
A resposta do vampiro veio sem hesitao, "Eu digo que isso  algo que podemos
aprender dos jovens."
"Ento est certo. Zoey, voc ir se apresentar nos Gatos de Rua amanh, mas quero
que escolha um calouro para ir com voc. Trabalhar em pares  uma boa idia agora.
Darius, voc os acompanha com sua Marca disfarada."
Todos fizemos pequenas reverencias para ela.
"E agora, se no h mais pedidos"  ela pausou, e os olhos dela foram de Lenobia para
Afrodite, Darius, e finalmente, eu  "ou comentrios, eu vou terminar essa Reunio do
Conselho. Eu irei fazer um Ritual de Limpeza na escola nos prximos dias. Eu senti
pesar e medo quando adentrei nesses muros hoje a noite, e s a beno de Nyx pode
erguer tamanho peso." Vrios membros do Conselho acenaram concordando. "Zoey,
antes de voc sair amanh, eu gostaria que voc fosse at mim e me diga quem vai se
juntar a voc."
"Eu vou," eu disse.
"Eu desejo a todos que sejam abenoados," ela disse formalmente.
"Abenoados seja," respondemos.
Shekinah sorriu de novo. Com um leve movimento de mo, ela gesticulou para Lenobia
e Ate seguirem ela, e os trs saram da sala.
"Wow," Damien disse, parecendo mais do que um pouco sonhador. "Shekinah! Isso foi
realmente inesperado, e ela  mais resplendorosa do que eu imaginei. Quero dizer, eu
queria dizer algo, mas eu fiquei completamente confuso."
Estvamos no corredor esperando a sala de esvaziar de Membros do Conselho e
guerreiros, ento Damien mal falou em um sussurro excitado.
"Damien, pela primeira vez no vamos brigar com voc sobre o seu chato
vocabulrio," Shaunee disse.
"Yeah, porque  necessrio palavras grandes para descrever Shekinah," Erin disse.
"Mais tarde," Afrodite disse para mim depois de virar os olhos para as Gmeas.
"Vamos ver se eu posso fazer uma pequena confuso com Darius."
"Huh?" eu disse.
"Esse no  o uso correto da palavra," Damien disse a ela.
"Yeah, mas voc estava pensando em outra palavra," Erin disse.
"Mas comea com um T, o que provavelmente te confundiu," Shaunee disse.
"Divisoras de Cerebro e Garoto Vocabulario  eu digo um enorme tanto faz para
vocs." Ela comeou a andar pelo corredor na direo que Darius tinha tomado. "Oh, e
eu tambm digo no fiquem com inveja e fulos quando Zoey contar a vocs que sou eu
quem ela vai levar amanh," Afrodite disse, me dando O Olhar, o que claramente
significa que existe uma razo dela ter que ir comigo. Ento ela jogou o cabelo para
trs e se afastou.
"Odeio ela," Erin disse.
"Idem, Gmea," Shaunee disse.
Eu suspirei. Minha av diria que eu estava dando um passo para frente e dois para trs
na situao de fazer meus amigos gostarem de Afrodite. Eu s digo que eles esto me
dando dor de cabea.
"Ela  uma chata, mas eu acho que voc devia levar ela com voc para os Gatos de Rua
amanh," Damien disse.
"Yeah, voc achou certo," eu disse relutantemente. Eu realmente no queria irritar
meus amigos de novo, mas mesmo sem saber as razes de Afrodite querer ir comigo,
s fazia sentido. Talvez ela tivesse um plano para se livrar de Darius e encontrar Stevie
Rae.
"Voc podia nos ter dito antes sobre o negcio psquico," Damien disse enquanto
comeamos a sair do prdio principal e ir para o dormitrio.
"Yeah, voc provavelmente tem razo, mas eu achei que quanto menos falasse sobre
isso, menos vocs pensariam nisso e nas razes do porque no estou dizendo nada
para vocs, " eu disse.
"Faz sentido agora," Shaunee dise.
"Yeah, entendemos agora," Erin disse.
"Estou feliz que voc no esteja simplesmente escondendo coisas de ns," Jack disse.
"Mas voc ainda deveria ter nos contado sobre Loren," Erin disse.
"Na verdade, quando voc terminar de sentir o pesar e tudo mais, ainda queremos
saber sobre os detalhes com Loren," Shaunee disse.
Eu ergui minhas sobrancelhas para os olhares de curiosidade delas. "No contem com
isso," eu disse.
Elas franziram.
"Dem para garota um pouco de privacidade," Damien disse. "O negcio com Loren foi
muito traumtico para ela, com o Imprint e a perda de virgindade e Erik!"
A parte "Erik" do mini sermo de Damien saiu muito esganiado. Eu abri minha boca
para perguntar qual o problema com ele quando notei que os olhos dele tinham ficado
enormes e redondos e estavam fixados em cima do meu ombro atrs de mim, onde eu
ouvi um som distinto de uma porta lateral do prdio principal se fechando. Com um
terrvel aperto no estmago, eu, junto com as Gmeas e Jack, viramos para ver Erik
emergindo da ala da escola que tnhamos acabado de passar, onde que,  claro, ficava
a sala de teatro.
"Ol, Damien, Jack." Ele deu a Jack, seu ex colega de quarto, um quente sorriso, e eu
podia ver o garoto quase pulando de prazer quando ele devolveu um grande ol.
Meu estmago, naturalmente, tentou se revirar quando eu lembrei de uma das muitas
razes do porque eu gostava de Erik. Ele era popular e lindo, mas ele tambm era um
cara legal.
"Shaunee, Erin," Erik continuou, acenando para elas. As Gmeas sorriram, batendo os
clios, e disseram oi juntas. Pelo menos, ele olhou para mim. "Ol, Zoey." A voz dele
mudou do tom fcil e amigvel que ele usou com todo mundo. Mas ele no soava com
odio. Ao invs disso ele parecia frio e educado. Eu achei que era uma melhora, mas
ento lembrei do quo bom ator ele era.
"Oi," eu no consegui dizer mais nada. Eu no sou uma particularmente boa atriz, e
fiquei com medo de minha voz soar to tremula quanto meu corao sentia.
"Acabamos de saber que voc vai ensinar a aula de teatro," Damien disse.
"Yeah, me deixa um pouco desconfortvel, mas Shekinah pediu, e no  possvel dizer
no para ela," ele disse.
"Eu acho que a professora Nolan ficaria feliz por voc assumir," eu falei antes de
conseguir fazer minha boca ficar quieta.
Erik olhou para mim. Os olhos azuis dele no tinham expresso nenhuma, o que
parecia completamente errado. Aqueles mesmo olhos tinham me mostrado felicidade
e paixo e calor e at mesmo o comeo do amor. Ento eles me mostraram magoa e
raiva. E agora eles no me mostravam nada? Como isso podia ser possvel?
"Voc ganhou uma afinidade nova?" O tom dele no era de dio, mas as palavras dele
definitivamente eram fria, "Voc consegue falar com os mortos agora?"
Eu senti meu rosto ficar quente. "N-no," eu disse. "Eu apenas... bem, eu achei que a
professora Nolan gostaria que voc estivesse ali pelos estudantes dela."
Ele abriu a boca, e eu vi algo maldoso brilhar nos olhos dele, mas ao invs de falar ele
tirou os olhos de mim e olhou para a escurido. A mandbula dele se cerrou e ele
passou a mo pelos cabelos em um gesto que eu reconheci que ele fazia sempre que
se sentia confuso.
"Eu espero que ela goste que eu esteja aqui. Ela sempre foi minha professora favorita,"
ele finalmente disse sem me olhar.
"Erik, vamos ser colegas de quarto de novo?" Jack perguntou tentadoramente atravs
do silncio desconfortvel que aumentava.
Erik respirou fundo e deu a Jack um rpido e fcil sorriso. "No, desculpe. Eles me
colocaram no prdio dos professores."
"Oh,  verdade. Eu fico esquecendo que voc passou pela Mudana," Jack disse com
uma risada nervosa.
"Yeah, as vezes eu mesmo quase esqueo," Erik disse. "Na verdade,  melhor eu ir
para meu quarto novo  eu tenho caixas para abrir e planos de aula para fazer. Vejo
vocs depois." Ela pausou, e ento os olhos dele grudaram nos meus, "Tchau, Zoey."
Tchau. Meus lbios se moveram, mas nenhum som saiu.
"Tchau, Erik!" Todos falaram quando ele virou e andou rapidamente para longe de ns
e voltou para a parte dos professores da escola.
ONZE


Meus amigos tagarelavam sobre nada em particular enquanto andamos o resto do
caminho at o dormitrio. Todos ignoraram propositalmente o fato de termos
acabado de nos encontrar com meu ex-namorado e que foi realmente constrangedor,
e uma cena horrvel. Ou pelo menos foi para mim.
Eu odeio me sentir assim. Fui eu que fiz Erik terminar comigo, mas eu sinto falta dele.
Muito. E eu ainda gosto dele. Muito. Claro, ele estava agindo como um chato agora,
mas ele me pegou fazendo sexo com outro homem  bom, outro vampiro, na verdade.
Como se isso importasse. De qualquer forma, fui eu que fiz essa confuso e foi
incrivelmente frustrante no poder consertar isso, porque eu ainda me importo com
Erik.
"O que voc acha dele, Z?"
"Dele?" Erik? Diabos, eu acho que ele  incrvel e frustrante e... e eu percebi que
Damien no estava me perguntando sobre Erik quando ele franziu e me deu um olhar
de se liga. "Huh?" Eu disse brilhantemente.
Damien suspirou. "O novo garoto. Stark. O que voc acha dele?"
Eu dei nos ombros. "Ele parece legal."
"Legal e gostoso," Shaunee disse.
"Bem do jeito que a gente gosta," Erin terminou.
"Voc passou mais tempo com ele do que ns. O que voc acha dele?" Eu perguntei a
Damien, ignorando as Gmeas.
"Ele  legal. Mas parece distante. Eu suponho que no ajuda ele no poder ter um
colega de quarto por causa da Duquesa. Voc sabe, aquele cachorro  realmente
grande," Damien disse.
"Ele  novo, gente. Todos sabemos como isso . Talvez ele lide com isso agindo
distante," eu disse.
" estranho um garoto com tamanho talento no estar disposto a usar ele," Damien
disse.
"Pode ser mais do que isso," eu disse, pensando sobre o quo legal e confiante Stark
agiu quando estava enfrentando os vampiros por causa do cachorro, mas ento aquela
indiferena mudou quando Neferet fez ele pensar que ela queria usar o talento dele
para competir. Ele ficou estranho, talvez assustado. "As vezes ter poderes incomuns
pode ser assustador." Eu falei mais para mim mesma do que para Damien, mas ele
sorriu para mim e bateu seu ombro no meu.
"Acho que voc sabe como  ser diferente," ele disse.
"Acho que eu sei." Eu sorri para ele, tentando melhorar o humor pssimo que eu fiquei
depois de encontrar com Erik.
O celular de Shaunee tocou, e ela recebeu uma mensagem de texto, e ela tirou seu
iPhone.
"Oooh, Gmea!  o Sr. To boooomm, Cole Clifton. Ele e T.J querem saber se estamos
a fim de uma maratona dos filmes de Bourne no dormitrio dos garotos," Shaunee
disse.
"Gmea, eu nasci pronta para uma maratona de Bourne," Erin disse. Ento as Gmeas
riram e fizeram uma batida de mos que fez todos ns virar os olhos.
"Oh, e vocs tambm esto convidados," Shaunee disse para Damien, Jack, e eu.
"Legal," Jack disse. "Eu nunca vi o ltimo. Como  o nome?"
"O ultimato Bourne," Damien disse imediatamente.
"Isso." Jack pegou a mo dele. "Voc  inteligente sobre filmes! Voc conhece todos."
Damien corou. "Bem no todos. Eu gosto mais dos antigos clssicos. Quando havia
verdadeiras estrelas de cinema neles, como Gary Cooper e Jimmy Stewart e James
Dean. Hoje tem tantos atores que so " Ento as palavras dele pararam
abruptamente.
"O que ?" Jack disse.
"James Stark," ele disse.
"O que tem ele?" Eu perguntei.
"James Stark  o nome do personagem de James Dean no velho filme, Rebelde sem
Causa. Eu sabia que o nome dele era familiar, mas eu achei que era s porque ele era
famoso."
"Gmea, voc viu esse filme?" Erin perguntou a Shaunee.
"No, Gmea. No posso dizer que vi."
"Huh," eu disse. Eu vi esse filme  com Damien,  claro  e me perguntei se o nome era
dele antes de ser Marcado. Ou ele tinha, como muitos garotos, decidido um novo
nome quando a vida de calouro dele comeou. Se foi, isso diz algo bem interessante
sobre a personalidade dele.
"Ento, voc vem, Z?" A voz de Damien penetrou minha tagarelice interna.
Eu olhei para ver quatro pares de olhares me encararem de forma questionadora.
"Vem?"
"Jeesh, terra para Zoey! Voc vem com a gente ao dormitrio dos garotos assistir os
filmes de Bourne?" Erin disse.
Eu respondi automaticamente. "Oh, isso. No." Eu estava feliz por meus amigos no
estarem mais fulos comigo, mas eu no estava com vontade de sair. Na verdade, eu
me sentia meio machucada e diferente de mim mesma por dentro. Em alguns dias, eu
tive um Imprint e perdi minha virgindade com um homem/vampiro que no me
amava, e ento ele foi horrivelmente morto. Eu quebrei o corao do meu namorado.
Dos dois. Uma guerra quase comeou e ento terminou. Mais ou menos. Minha
melhor amiga no era mais uma morta viva, mas ela no era uma caloura "normal" e
nem uma vampira, e nem os garotos que viviam com ela. Mas eu no podia contar isso
a meus amigos, e a ningum que no fosse Afrodite, sobre os estranhos calouros
vermelhos, porque  melhor Neferet no saber o que eu sei. E agora Erik, um dos meus
dois namorados de corao partido, ia ser meu professor de Teatro  como se ele
voltar a House of Night no ser drama o bastante. "No," eu repeti mais firmemente.
"Eu acho que vou checar Persephone." Ok, eu percebei que eu estive no estbulo no
a muito tempo atrs, mas eu definitivamente podia usar a presena quieta e quente
dela.
"Tem certeza?" Damien perguntou. "Ns realmente queramos que voc viesse com a
gente."
O resto dos meus amigos acenaram e sorriram, acabando com a ltima onda de medo
que tinha se congelado no meu estmago desde que eles tinham ficado irritados
comigo.
"Obrigado, gente. Mas no estou no humor para sair hoje a noite," eu disse.
"Ok," disse Erin.
"Ok," disse Shaunee.
"Te vejo mais tarde," Jack disse.
Eu achei que Damien ia me dar o seu tpico abrao de tchau, mas ao invs disso ele
disse a Jack, "vo indo na frente, e eu alcano vocs. Eu vou levar Z at os estbulos."
"Boa idia," Jack disse. "Eu vou preparar uma pipoca para voc."
Damien sorriu. "Me guarda um lugar, tambm?"
Jack tambm sorriu e deu a ele um rpido e doce beijo. "Sempre."
Ento as Gmeas e Jack saram numa direo, e Damien e eu fomos para a posio
contraria. Espero que esse no fosse o pressagio de para onde nossas vidas estavam
indo.
"Voc realmente no precisa me levar at o estbulo," eu disse. "No  to longe."
"Voc no disse mais cedo que algo te atacou e machucou sua mo quando estava
saindo das estbulos e indo para a cafeteria?"
Eu ergui uma sobrancelha. "Eu achei que voc no tinha acreditado em mim."
"Bem, vamos dizer que a viso de Afrodite me converteu. Ento quando voc acabar
de se comunicar com seu cavalo, me ligue. Jack e eu vamos fingir que somos muito
mais msculos do que somos e viremos escoltar voc de volta."
"Oh, por favor. Voc no  o que eu chamo de estridente e feliz de mais."
"Bem, eu no sou, mas Jack ."
Ns rimos. Eu estava considerando discutir com ele sobre todo o Zoey-precisa-de-
escolta quando um abutre comeou a grasnar. Na verdade, agora que eu estava
acordada e ouvindo, o grasnado parecia muito mais com um estranho grasnado, mas
no era menos irritante.
No, talvez irritante no seja a palavra certa. Assustador. Assustador  a palavra exata.
"Voc ouviu isso, no foi?" eu disse.
"O corvo? Yeah."
"Corvo? Eu achei que era um abutre."
"No, eu acho que no. Se eu lembro correto um abutre grasna, mas o choro de um
corvo  mais como um coaxo." Damien pausou, e o estranho coaxou mais algumas
vezes. Parecia perto, e a horrvel voz fez eu me arrepiar. "Yep, definitivamente um
corvo."
"Eu no gosto. E porque ele est fazendo tanto barulho?  inverno  no pode estar
acasalando, pode? Alm do mais,  noite. Ele no deveria estar dormindo?" Eu olhei
para a escurido enquanto eu falava, mas no vi nenhum pssaro idiota, o que no era
to estranho. Eu quero dizer, eles so pretos como a noite. Mas esse corvo pareceu
encher o ar ao meu redor, e algo sobre o chamado dele fez minha pele tremer.
"Eu realmente no sei muito sobre os hbitos deles." Damien pausou, e olhou
cuidadosamente para mim. "Porque isso est te incomodando tanto?"
"Eu ouvi bater de asas antes, quando o que quer que fosse me atacou. E parece to
assustador. Voc no consegue sentir?"
"No."
Eu suspirei e pensei que ele fosse me dizer que talvez eu precisasse lidar com o
estresse e minha imaginao, mas ele me surpreendeu dizendo, "Mas voc  mais
intuitiva do que eu. Ento se voc diz que o pssaro parece errado, eu acredito em
voc."
"Voc acredita?" Estvamos perto dos estbulos, e eu parei e virei para ele.
O sorriso dele era cheio de calor e familiar. " claro que sim. Eu acredito em voc,
Zoey."
"Ainda?" eu perguntei.
"Ainda," ele disse firmemente. "E eu vou proteger sua retaguarda."
E bem assim o corvo parou de fazer barulho e o assustador sentimento parou.
Eu tive que limpar a garganta e piscar com fora antes de conseguir dizer, "Obrigado,
Damien."
Ento a voz mau humorada de senhora de Nala "mee-uf-owed" para mim enquanto
minha gatinha laranja gorda saia da escurido para se esfregar nas pernas de Damien.
"E ai, garotinha," ele disse, dando uma coada no queixo dela. "Parece que ela est
aqui para assumir o dever de cuidar da Zoey."
"Yep, eu acho que voc definitivamente foi substitudo," eu disse.
"Se voc precisar de mim quando quiser voltar, s me ligue. Eu realmente no me
importo," ele disse enquanto me abraava com fora.
"Obrigada," eu disse de novo.
"Sem problemas, Z." Ele sorriu mais uma vez e ento cantarolando "Seasons of Love"
do Rent, ele desapareceu pela calada.
Eu ainda estava sorrindo quando abri a porta que levava at os estbulos. Misturado
com o cheiro de feno e cavalo que j estava vindo dos estbulos na minha direita, e
aliviada por saber que meus amigos no estavam mais com raiva de mim, eu j podia
me sentir relaxar. Estresse  jeesh! Eu realmente preciso fazer um ioga ou algo assim
(provavelmente mais algo assim do que ioga). Se eu continuar com essa tenso, 
provvel que eu desenvolva uma ulcera. Ou pior, rugas.
Eu estava virando para a direita e tinha a mo na porta do estbulo quando eu ouvi um
estranho thwap! Seguindo por uma abafada pancada. O barulho estava vindo da
minha esquerda. Eu olhei para o lado e vi a porta para o campo aberta. Outro thwap! E
uma batida e eu fiquei curiosa, e tipicamente, ao invs de mostrar algum senso e ir
para o estbulo como eu pretendia, eu fui at o campo.
Ok, o campo  basicamente um campo de futebol que no  um campo de futebol a
no ser pelo campo e pela pista ao redor dele. Dentro o pessoal joga futebol e faz
corridas. (Eu no participo disso, mas eu sei como o lugar funciona, em teoria.) Ele 
coberto para que os calouros no tenham que lidar com o sol, e luzes o ilumina para
no incomodar nossos olhos. Hoje a noite a maior parte das luzes no estava acessa,
ento foi o prximo som de thwap! que chamou minha ateno do outro lado do
campo.
Stark estava parado virado de costas para mim, arco na mo, encarando um dos alvos
que tinham cores diferentes para cada rea de alvo. O centro vermelho desse alvo em
particular foi atingido por uma estranha flecha grossa. Eu dei uma olhada, mas no
pude ver atravs da fraca luz, e o alvo estava muito longe de onde Stark estava parado,
o que significa que estava muito, muito longe de onde eu estava parada.
Nala deu um pequeno ronronado, e eu notei que uma pilha loira de coisas ao lado de
Stark era Duquesa toda espalhada, aparentemente dormido aos ps dele.
"E ela  um co de guarda," eu sussurrei para Nala.
Stark passou a mo na testa, como se estivesse limpando o suor do rosto e remexeu os
ombros, os relaxando. Mesmo a distncia, ele parecia confiante e forte. Ele parecia
muito mais intenso que os outros caras da House of Night. Diabos, ele era mais intenso
do que adolescentes humanos em geral, e eu no podia deixar de achar isso intrigante.
Eu estava parada ali, tentando descobrir uma escala de beleza para comparar ele,
quando ele pegou outra flecha do coldre aos ps dele, virou de lado, ergueu o arco, e
num rpido movimento, soltou a flecha e o thwap! e lanou outra flecha, que saiu
como uma bala diretamente no centro do alvo. Bam!
Com uma arfada de surpresa, eu percebi porque a flecha no centro do alvo parecia to
estranha. No era apenas uma flecha. Eram vrias flechas que tinham sido atingidas
uma em cima da outra. Toda flecha que ele lanou atingiu o centro da flecha que ele j
tinha acertado. Chocada, meus olhos voltaram a Stark, que ainda estava parado em
sua forma de arqueiro. E eu percebi qual era a escala de beleza para ele: A escala do
Gostoso Bad Boy.
Ah, oh. Como se eu precisasse achar que um bad boy era intrigante? Diabos, eu no
precisava achar que nenhum garoto era intrigante no momento. Eu deveria afastar os
caras. Totalmente. Eu estava comeando a virar para poder sair de fininho quando a
voz dele me impediu.
"Eu sei que voc est ai," Stark disse sem nem olhar para mim.
Como se fosse a deixa dela, Duquesa levantou, bocejou, e andou feliz at mim, rabo
balanando enquanto me dava um latido de "oi." Nala arcou as costas, mas no
assoviou, e ela permitiu que o labrador cheirasse ela um pouco antes de espirrar no
rosto dela.
"Oi," eu disse para os dois enquanto acariciava a orelha de Duquesa.
Stark virou em minha direo. Ele estava usando o seu quase sorriso convencido. Eu
estava comeando a entender que essa expresso provavelmente era a normal dele.
Eu notei que ele parecia mais plido do que estava no jantar. Ser o garoto novo 
difcil, e tende a te cansar  mesmo que voc seja um gostoso bad boy.
"Eu estava indo para o estbulo e ouvi algo aqui. Eu no queria te interromper."
Ele deu nos ombros e comeou a dizer algo, e ento ele parou e limpou a garganta,
como se no falasse a muito tempo. Ele deu uma seca meia tosse e finalmente disse,
"Sem problemas. Na verdade estou feliz que esteja aqui. Me poupa de ter que te
procurar. "
"Oh, voc precisa de algo para Duquesa?"
"Nah, ela est bem. Eu trouxe varias coisas dela comigo. Na verdade eu queria falar
com voc."
No. Eu absolutamente no estava insanamente curiosa ou lisonjeada por ele dizer
que queria falar comigo. Muito calmamente e despreocupada, eu disse, "Ento, o que
voc quer?"
Ao invs de responder, ele me fez uma pergunta. "Essas suas Marcas especiais
significam que voc realmente tem uma afinidade com os cinco elementos?"
"Yeah," eu disse, tentando no cerrar os dentes. Eu realmente odeio ser interrogada
sobre meus dons por garotos novos. Eles tendem ou a me adorar feito uma herona ou
me tratar como se eu fosse uma bomba que pode explodir neles a qualquer segundo.
De qualquer forma eu fico super desconfortvel e isso definitivamente no  lisonjeiro
ou intrigante.
"Havia uma sacerdotisa na minha antiga House of Night em Chicago que tinha uma
afinidade pelo fogo. Ela podia fazer as coisas queimarem. Voc pode usar os cinco
elementos assim?"
"Eu no posso fazer a gua queimar nem nada bizarro assim." Eu evitei responder a
pergunta dele diretamente.
Ele franziu e balanou a cabea, passando a mo na testa de novo. Eu tentei no notar
que era meio que um suor sexy. "Eu no estou perguntando se voc pode virar os
elementos. S preciso saber se voc  poderosa o bastante para controlar eles."
Isso tirou minha ateno da fofura dele. "Ok, olha. Eu sei que voc  novo, mas isso
no  da sua conta."
"O que significa que voc deve ser bem poderosa."
Eu estreitei meus olhos para ele. "De novo, no  da sua conta. Se voc precisar de
algo que  da sua conta, como pedir algo para o cachorro, venha me procurar. Fora
isso, estou indo."
"Espera." Ele deu um passo na minha direo. "Parece que estou sendo um
espertinho, mas eu tenho uma boa razo para perguntar sobre isso."
Ele perdeu o semi-sorriso sarcstico, e ele parecia estar me dando uma obsessiva
expresso de vamos-ver-o-quo-estranha-Zoey-realmente-. Ele parecia como um fofo
e plido garoto novo que precisava saber de algo seriamente.
"timo. Sim. Sou bem poderosa."
"E voc pode controlar elementos. Tipo, se algo ruim acontecer, voc pode proteger as
pessoas que voc gosta?"
"Ok, chega," eu disse. "Voc est ameaando meus amigos e eu?"
"Oh, merda no!" Ele disse rapidamente, erguendo a mo, palmas abertas, como se
estivesse se rendendo.  claro, era difcil no notar que na outra mo ele estava
segurando um arco com o que ele estava atirando flechas uma em cima da outra e
acertando bem no alvo. "No estou ameaando ningum. Eu no expliquei direito. O
negcio  o seguinte  eu quero que voc saiba sobre meu dom."
Ele disse a palavra dom to desconfortavelmente que eu ergui uma sobrancelha e
repeti. "Dom?"
" assim que  chamado, ou pelo menos  assim que as pessoas chamam.  porque eu
sou to bom com isso." Ele lanou o queixo em direo ao arco nos ps dele.
Eu no disse nada, mas ergui as sobrancelhas para ele e esperei (impacientemente) ele
continuar.
"Meu dom  que eu no posso errar," ele finalmente disse.
"No pode errar? E da? Porque isso tem a ver com minha afinidade com os
elementos?"
Ele balanou a cabea de novo. "Voc no entende. Eu sempre atinjo meu alvo, mas
isso no significa que meu alvo  sempre aquilo que estou mirando."
"Voc no est fazendo sentido, Stark."
"Eu sei, eu sei. Eu disse no sou bom nisso." Ele passou a mo pelo cabelo, o que fez
ele levantar como o rabo de Duquesa. "O melhor jeito de explicar  dar um exemplo.
Voc j ouviu falar de um vampiro chamado William Chidsey?"
Eu balancei a cabea. "No, mas isso no deve te chocar. Eu s fui Marcada a alguns
meses. Eu no sou exatamente atualizada na poltica vampira."
"Will no era um poltico. Ele era um arqueiro. Por quase duzentos anos, ele foi o
melhor arqueiro do campeonato dos vampiros."
"O que significa o mundo todo, porque os vampiros so os melhores arqueiros que
existem," eu disse.
"Yeah." Ele acenou. "De qualquer forma, Will venceu todo mundo por quase duzentos
anos. Pelo menos at seis meses atrs foi isso que ele fez."
Eu pensei por um segundo. "Seis meses atrs era vero. Foi quando tivemos a verso
vampira das olimpadas, certo?"
"Yeah, eles chamam de Jogos de Vero."
"Ok, ento esse Will  muito bom no arco e flecha. Parece que voc tambm . Voc o
conhece bem?"
"Conhecia. Ele est morto. Mas sim. Eu o conhecia muito bem." Stark pausou e ento
acrescentou. "Ele era meu mentor e melhor amigo."
"Oh, desculpe," eu disse constrangida.
"Eu tambm. Fui eu que o matei."
DOZE


"Voc acabou de dizer que matou ele?" Eu tinha certeza que ouvi errado.
"Yeah, foi o que eu disse. Eu fiz isso por causa do meu dom." A voz de Stark soava fria,
como se o que ele disse no fosse nada demais, mas os olhos dele diziam outra coisa.
A dor neles era to bvia que eu tive que desviar o olhar. Como se a dor fosse to
bvia para Duquesa, a labradora trotou de mim para o mestre dela e sentou ao lado
dele, se inclinando contra ele, encarando ele com adorao, e reclamando
suavemente. Automaticamente, Stark abaixou e acariciou a cabea dela suavemente
enquanto falava. "Aconteceu durante os Jogos de Vero. Foi logo antes da final. Will e
eu estvamos na liderana, ento era certo que a medalha de ouro e de prata iam ser
nossas." Ele no olhou para mim enquanto falava. Ao invs disso ele encarava o arco
dele, e a mos dele continuou na cabea de Duquesa. Estranhamente, Nala andou at
ele e comeou a se esfregar na perna dele (a que Duquesa no estava encostada)
enquanto ela ronronava como um cortador de grama. Stark continuou falando.
"Estvamos mirando nos alvos de pratica. Eles so reas longas, e estreitas divididas
por linhas brancas. Will estava na minha direita. Eu lembro de pegar meu arco e estar
mais concentrado do que algum dia eu j tive. Eu realmente queria ganhar." Ele
pausou de novo, e balanou a cabea. A boca dele se torceu em uma auto-zombao.
"Isso era o que mais me importava. A medalha de ouro. Ento eu mirei e pensei, No
importa o que, eu quero que atinja a marca e bata na de Will. Eu atirei a flecha, vendo
o alvo com meus olhos, mas imaginando vencer Will." Stark abaixou a cabea, e
respirou profundamente. "A flecha foi direto para o alvo na minha mente. Mas atingiu
Will no corao e o matou instantaneamente."
Eu senti minha cabea se balanar para frente e para trs. "Mas como isso pode ter
acontecido? Ele estava perto do alvo?"
"Ele no estava nem perto. Ele estava parado a no mais que 10 passos a minha
direita. Estvamos separados apenas pela linha branca. Eu estava virado para frente
quando mirei e atirei, mas isso no importou. A flecha foi direto para o peito dele." Ele
riu com a dor que a memria ainda causava a ele. "Foi to rpido, tudo  um borro.
Ento eu vi o sangue dele se espalhar pela linha branca que nos separava, e ele estava
morto."
"Mas Stark, talvez no tenha sido voc. Talvez tenha sido alguma mgica estranha."
"Foi o que eu pensei, ou pelo menos era o que eu esperava. Ento eu tentei meu
dom."
Meu estmago se apertou. "Voc matou outra pessoa?"
"No! Eu testei em coisas que no estavam vivas. Como um trem de carga que
costumava passar pela nossa escola todo dia mais ou menos no mesmo horrio. Sabe,
um daqueles antigos, com uma engrenagem preta e grande e aquelas cabines
vermelhas. Eles ainda passam bastante por Chicago. Eu imprimi uma figura na cabine e
coloquei num alvo na escola. Eu pensei sobre atingir a cabine e atirei."
"E?" Eu me estimulei quando ele no disse nada.
"A flecha desapareceu. Mas s temporariamente. Eu a encontrei no outro dia quando
esperei nos trilhos. Estava enfiada dentro da cabine real."
"Puxa vida!" eu disse.
"Agora voc entende." Ele andou at mim para me olhar mais de perto. Os olhos dele
capturaram os meus com aquela intensidade nica dele. " por isso que tive que te
contar sobre mim, e  por isso que eu preciso saber se voc  forte o bastante para
proteger as pessoas que voc gosta."
Meus estmago, j se apertando, virou do avesso. "O que voc vai fazer?"
"Nada!" ele gritou, fazendo Duquesa reclamar de novo e Nala parar o seu
ronronado/esfrego e o encarar. Ele limpou a garganta e fez um esforo bvio para se
recompor. "Eu no pretendo fazer nada. Mas eu no pretendia matar Will, e eu
matei."
"Voc no sabia sobre os seus poderes, agora voc sabe."
"Eu suspeitava," ele disse suavemente.
"Oh," foi tudo que eu pude dizer.
"Yeah," ele disse, pressionando os lbios antes de continuar. "Yeah, eu sabia que tinha
algo estranho sobre meu dom. Eu deveria ter ouvido meus instintos. Eu deveria ter
tomado mais cuidado, mas eu no ouvi e no tomei cuidado, e Will est morto. Ento
eu queria que voc soubesse a verdade sobre mim caso eu faa besteira de novo."
"Espera a! Se eu entendi o que voc est dizendo, s voc pode saber no que voc
realmente est mirando porque acontece dentro da sua mente."
Ele fez uma careta sarcstica. " de se imaginar isso, mas no  assim que funciona.
Uma vez eu achei que era perfeitamente seguro eu treinar um pouco. Eu fui para o
parque perto da House of Night. No havia ningum por perto para me distrair; eu me
certifiquei disso. Encontrei um enorme carvalho e armei um alvo na frente do que eu
decidi ser o centro da rvore."
Ele me olhou como se esperasse uma resposta, ento eu acenei. "Voc quer dizer o
centro do tronco?"
"Exato! Foi nisso que eu achei que estava mirando  algo que era o centro da rvore.
Mas voc sabe como  chamado o centro da rvore as vezes?"
"No, eu realmente no sei muito sobre rvores," eu disse idiotamente.
"Nem eu sabia. Eu pesquisei depois. Os antigos vampiros, com uma afinidade com a
terra, chamam o centro da rvore de corao. Eles acreditavam que as vezes animais,
ou at pessoas, podiam representar o corao de uma rvore em particular. Ento eu
atirei, pensando sobre acertar o centro ou o corao da rvore." Ele no disse mais
nada; ele s encarou o arco.
"O que voc matou?" eu perguntei suavemente. Sem pensar, eu ergui minha mo e a
descansei no ombro dele. Eu nem tenho certeza do porque o toquei. Talvez seja
porque ele parecia precisar do toque de uma pessoa. E talvez seja porque, apesar dele
admitir ser perigoso, eu ainda me sentia atrada a ela.
Ele cobriu minha mo com a dele, e os ombros dele caram. "Uma coruja," ele disse. "A
flecha atravessou o peito dela. Ela foi perfurada no parte de cima dentro dos galhos do
carvalho. Ela gritou at cair no cho."
"A coruja era o corao da rvore," eu sussurrei, lutando contra a insana necessidade
de colocar ele nos meus braos para confortar ele.
"Yeah, e eu a matei." Ele olhou para cima e encontrou meus olhos. Eu pensei nunca ter
visto um olhar to assombrado pelo arrependimento, e enquanto os dois animais o
confortavam e pelo menos por Nala, agiam mais intuitivamente do que o normal, na
minha cabea se passou a idia de que Stark pode ter mais dons do que atingir o que
quer que ele mire, mas eu usei o senso e no disse nada. Como se ele precisasse de
mais dons para se preocupar? Stark continuou falando. "V? Eu sou perigoso, mesmo
quando no quero."
"Eu acho que eu vejo sim," eu disse cuidadosamente, ainda tentando acalmar ele com
meu toque. "Talvez voc devesse largar seu arco e flecha, pelo menos at voc
controlar esse seu dom."
"Isso  o que eu deveria fazer. Eu sei disso. Mas se eu no praticar  se eu me afastar e
tentar esquecer   como se parte de mim estivesse sendo arrancada. Eu posso sentir
algo dentro de mim morrendo." Ele soltou a mo dele da minha e deu um passo para
trs para no me tocar mais. "Voc deve saber essa parte tambm; eu sou um covarde
porque no suporto a dor."
"No te faz um covarde querer evitar a dor," eu disse rapidamente, seguindo a voz que
sussurrou na minha mente. "Te faz humano."
"Calouros no so humanos," ele disse.
"Na verdade, no tenho certeza disso. Eu acho que a melhor parte de todos  humana,
sejam calouros ou vampiros."
"Voc  sempre to otimista?"
Eu ri. "Oh, diabos no!"
O sorriso dele era menos sarcstico e mais real dessa vez. "Voc no me faz pensar em
Debbie Downer, mas eu no te conheo a tanto tempo."
Eu ri para ele. "Eu no sou exatamente to pessimista, ou pelo menos no costumava
ser." Meu sorriso sumiu. "Acho que d para dizer que recentemente no estou to
segura como sempre."
"O que aconteceu recentemente?"
Eu balancei minha cabea. "Mais coisas do que eu posso contar."
Ele encontrou meus olhos, e eu estava surpresa por ver entendimento neles. Ento ele
me surpreendeu ainda mais se aproximando de novo e tirando o cabelo do meu rosto.
"Eu sou um bom ouvinte se voc precisar falar. As vezes a opinio de algum de fora
pode ser uma coisa boa."
"Voc no prefere no ser algum de fora?" eu perguntei, tentando no ser
sobrepujada pela proximidade do corpo dele e o quo fcil parecia para ele se
aproximar de mim e debaixo da minha pele.
Ele deu nos ombros, e o sorriso dele ficou sarcstico. " mais fcil desse jeito.  uma
das razes de no ter ficado fulo por ter que me mudar da minha House of Night."
"Eu queria te perguntar sobre isso." Eu pausei. Fingindo que eu precisava de espao
para pensar, eu me afastei um pouco dele enquanto minha mente pensava sobre o
quo atraente ele era para sobre como formular essa pergunta sem fazer ele pensar o
que ele no deveria pensar, especialmente perto de Neferet. "Voc se importa se eu te
perguntar algo sobre voc vir aqui?"
"Voc pode me perguntar qualquer coisa, Zoey."
Ele olhou para cima e eu encontrei os olhos marrons dele e eu vi mais no que ele disse
do que apenas as simples palavras. "Ok. Bem, eles no te moveram por causa do que
aconteceu com Will?"
"Eu acho que sim. Eu no tenho certeza. Todos os vampiros da minha antiga escola
diriam que foi o pedido da Alta Sacerdotisa daqui que fez eu ser transferido. Acontece
as vezes quando um calouro tem um dom especial que outra escola pode precisar ou
querer." A risada dele foi sem humor. "Eu sei por fato que a nossa House of Night
estava tentando roubar o grande ator de vocs, qual o nome dele? Erik Night?"
"Yeah, Erik Night  o nome dele. Ele no  mais um calouro. Ele passou pela Mudana."
Eu seriamente no queria pensar em Erik quando estava me sentindo to atrada por
Stark.
"Oh, huh. De qualquer forma, sua House no o liberou, e ele no queria ir embora.
Minha House no lutou para me manter. E eu no tinha razo para ficar. Enquanto
quando eu descobri que Tulsa me queria, eu disse que no ia competir de novo, no
importava o que. No pareceu fazer diferena, porque eles ainda me quiseram, ento
aqui estou." O sarcasmo na expresso dele sumiu, e por um segundo ele s parecia
doce e gentil e inseguro. "Estou comeando a achar muito bom Tulsa ter me querido
tanto."
"Yeah." Eu sorri, totalmente balanada por estar me sentindo to conectada a ele.
"Estou comeando a ficar muito feliz por Tulsa te querer, tambm." Ento minha
mente absorveu tudo que ele disse, e uma terrvel premonio passou por mim. Eu
tive que limpar a garganta antes de perguntar a prxima pergunta. "Todos os vampiros
sabem como Will morreu?"
Dor passou pelos olhos dele de novo, e fiquei arrependida de ter perguntado.
"Provavelmente. Todos os vampiros da minha antiga escola sabiam, e voc sabe como
eles so   difcil manter algo escondido deles."
"Yeah, eu sei como eles so," eu disse suavemente.
"Hey, eu peguei uma estranha vibrao entre voc e Neferet?"
Eu pisquei surpresa. "Uh, como assim?"
"Eu s senti tenso entre vocs duas. Tem algo que eu deveria saber sobre ela?"
"Ela  poderosa," eu disse cuidadosamente.
"Yeah, eu peguei isso. Todas as Altas Sacerdotisas so poderosas."
Eu pausei. "E que tal eu dizer que ela tambm no  exatamente o que parece ser, e
que voc deve tomar cuidado perto dela, e deixar assim no momento. Oh, e ela 
muito intuitiva  praticamente psquica."
"Bom saber. Vou tomar cuidado."
Decidindo me afastar antes desse garoto novo, que parecia intenso e confiante, mas
por outro lado parecia obviamente vulnervel e completamente fascinante para mim
que me fazia querer esquecer que eu jurei nunca mais transar. Transar!? Eu quis dizer
caras. Eu jurei nunca mais me aproximar de caras. E sexo. Com eles. Oh, jeesh. "
melhor eu ir. Eu tenho um cavalo para escovar," eu disse.
" melhor no manter um animal esperando  eles podem ser bem exigentes." Ele
sorriu para Duquesa e acariciou as orelhas dela. Quando eu comecei a ir embora, ele
agarrou meu pulso e deixou a mo deslizar para que os dedos dele se entrelaassem
aos meus. "Hey," ele disse suavemente. "Obrigado por no surtar pelo que acabei de
te dizer."
Eu sorri para ele. "Infelizmente, com o tipo de semana que estou tendo, seu estranho
dom parece quase normal."
"Infelizmente,  bom ouvir isso." Ento ele ergueu minha mo e a beijou. Assim do
nada. Como se ele beijasse a mo das garotas todos os dias. Eu no sabia o que dizer.
Qual o protocolo quando um cara beija a sua mo?  para dizer obrigado? Eu meio que
queria o beijar tambm, e estava pensando sobre o como eu no deveria estar
pensando nisso e olhando para os olhos dele quando ele disse, "Voc vai contar a todo
mundo sobre mim?"
``Voc quer que eu conte?"
"No, a no ser que precise."
"Ento no vou contar a no ser que precise," eu disse.
"Obrigado, Zoey," ele disse. Ele apertou minha mo, sorriu, e me soltou.
Eu fiquei parada ali por um segundo o observando pegar o arco e andar at onde as
flechas estavam. Sem olhar para mim de novo, ele pegou uma flecha, suspirou, e a
deixou voar livre at o alvo de novo. Srio, ele era totalmente misterioso e sexy, e eu
estava caindo fora. Eu virei, me dizendo que eu realmente precisava controlar meus
hormnios, e estava quase na porta quando eu ouvi a primeira tosse dele. Eu congelei,
esperando que se eu pausasse por um segundo, ele fosse limpar a garganta como
antes e o prximo som que eu fosse ouvir seria o barulho da flecha atingindo o alvo.
Stark tossiu de novo. Dessa vez eu pude ouvir o liquido na garganta dele. E ento o
cheiro me atingiu  o lindo, e terrvel cheiro de sangue fresco. Eu cerrei meus dentes
contra meu nojento desejo.
Eu no queria virar. Eu queria correr at o prdio, chamar algum para ajudar ele, e
nunca, nunca voltar. Eu no queria testemunhar o que eu sabia que iria acontecer.
"Zoey!" Meu nome estava cheio de liquido e medo quando saiu da boca dele.
Eu me forcei a virar.
Stark j tinha cado de joelhos. Ele estava curvado, e eu podia ver que ele estava
vomitando sangue fresco na suave e areia dourada no campo. Duquesa reclamava
terrivelmente, e embora ele estivesse sufocando no sangue, Stark ps uma mo no
cachorro. Eu podia ouvir ele sussurrando para ela entre as tosses que tudo ficaria bem.
Eu corri de volta at ele.
Ele caiu quando eu o alcancei, e eu s fui capaz de o agarrar e o colocar no meu colo.
Eu tirei o casaco dele, o rasgando no meio para que ele ficasse s de camiseta e jeans.
Eu usei o casaco para limpar o sangue que estava saindo dos olhos nariz e boca.
"No! Eu no quero que isso acontea agora." Ele pausou, tossindo mais sangue do
que eu continuei a limpar. "Eu acabei de te encontrar  eu no quero te abandonar to
cedo."
"Eu te peguei. Voc no est sozinho." Eu tentei soar calma e relaxada, mas eu estava
sendo quebrada por dentro. Por favor no o leve! Por favor o salve! Minha mente
gritava.
"timo," ele arfou, e tossiu de novo, mandando novos riachos de sangue pelo nariz e
boca. "Estou feliz por ser voc. Se isso tem que acontecer, estou feliz que voc esteja
aqui comigo."
"Sssh," eu disse. "Eu vou chamar ajuda." Eu fechei meus olhos e fiz a primeira coisa
que apareceu na minha cabea. Eu chamei Damien. Pensando muito sobre vento e a
doce e linda brisa do vero, eu de repente senti um quente e questionador vento
contra o meu rosto. Chame Damien aqui e faa ele trazer ajuda! Eu comandei o vento.
Ele passou ao meu redor, como um tornado, uma vez, e ento desapareceu.
"Zoey!" Stark chamou meu nome e ento tossiu de novo e de novo.
"No fale. Guarde suas foras," eu disse, segurando ele com fora com um brao e
tirando o cabelo molhado gentilmente do rosto dele com minha mo livre.
"Voc est chorando," ele disse. "No chore."
"Eu  eu no posso evitar," eu disse.
"Eu deveria ter beijado mais do que a sua mo... eu achei que teria tempo," ele
sussurrou entre ofego liquido das respiraes. "... muito tarde agora."
Eu olhei nos olhos dele e esqueci completamente do resto do mundo. Naquele
momento, tudo o que eu sabia era que segurava Stark nos braos, e eu iria o perder
muito, muito em breve.
"No  tarde demais," eu disse a ele. Eu me curvei e pressionei meus lbios nos dele.
Os braos de Stark passaram ao meu redor, ainda fortes o bastante para me segurar
com fora. Minhas lgrimas se misturaram com o sangue dele, e o beijo foi
absolutamente maravilhoso e terrvel e acabou rpido demais.
Ele separou os lbios dele dos meus, virou a cabea, e tossiu o sangue da vida dele no
cho.
"Shhh," eu gritei enquanto as lgrimas caiam pelo meu rosto. Eu segurei ele perto de
mim e murmurei, "Estou aqui. Eu te peguei."
Duquesa reclamou penosamente e deitou ao lado do dono, olhando com um medo
bvio o rosto ensangentado dele. "Zoey, me oua antes de eu ir."
"Ok, ok. No se preocupe. Estou te ouvindo."
"Me prometa duas coisas," ele disse fracamente. Ele tossiu e teve que se inclinar para
longe de mim de novo. Eu segurei os ombros dele, e quando ele deitou nos meus
braos ele estava tremendo e to branco, que ele parecia quase transparente.
"Sim, qualquer coisa," eu disse.
Uma mo ensangentada tocou minha bochecha. "Prometa que no vai me esquecer."
"Eu prometo," eu disse, virando minha bochecha na mo dele. A polegar dele
tremendo tentou limpar minhas lgrimas, o que me fez chorar ainda mais. "Eu no
poderia te esquecer."
"E prometa que vai cuidar da Duquesa."
"Um cachorro? Mas eu "
"Prometa!" a voz dele de repente estava cheia da fora. "No deixe eles a enviarem
para estranhos. Pelo menos ela conhece voc e sabe que eu me importo com ela."
"Ok! Sim, eu prometo. No se preocupe," eu disse.
Stark pareceu se dobrar com minha ltima promessa. "Obrigada. Eu s queria que
ns..." A voz dele parou e ele fechou os olhos. Ele virou a cabea no meu colo e ps as
mos ao redor da minha cintura. Lgrimas vermelhas silenciosamente lavaram o rosto
dele, e ele ficou duro. A nica parte dele que ainda se movia era o peito dele enquanto
ele tentava respirar apesar do sangue que enchia os pulmes dele.
Ento eu lembrei e senti uma onda de esperana. Mesmo que eu estivesse errada,
Stark tinha que saber.
"Stark, me oua." Ele no mostrou sinal nenhum de estar me ouvindo, ento eu
balancei os ombros dele. "Stark!"
Os olhos dele entre abriram.
"Voc pode me ouvir?"
O aceno de Stark mal foi perceptvel. Os lbios ensangentados dele se ergueram no
fantasmas do sarcstico e arrogante sorriso dele. "Me beije de novo, Zoey," ele
sussurrou.
"Voc tem que me ouvir." Eu abaixei minha cabea para poder falar no ouvido dele.
"Esse pode no ser o seu fim. Nessa House of Night, calouros morrem, e ento eles
nascem com outro tipo de Mudana."
Os olhos dele abriram ainda mais. "Eu  eu posso no morrer?"
"No para sempre. Calouros tem voltado. Minha melhor amiga voltou."
"Mantenha Duquesa segura para mim. Se eu puder, eu volto por ela, e por voc " As
palavras dele passaram pela hemorragia de sangue vermelho que saia da boca, nariz,
olhos, e lgrimas dele.
Ele no pode mais falar, e tudo o que eu pude fazer foi segurar ele nos meus braos
enquanto a vida dele era drenada. Foi quando ele estava respirando pela ltima vez
que Damien, seguido por Dragon Lankford, Afrodite, e as Gmeas, entraram no campo.
TREZE


Afrodite me alcanou primeiro. Ela me ajudou a levantar enquanto o corpo de Stark
caiu pesadamente do meu colo. "Tem sangue na sua boca," ela sussurrou, me dando
um leno que ela tirou da bolsa.
Eu limpei minha boca e meus olhos, logo antes de Damien me alcanar.
"S venha com a gente. Vamos te levar de volta para o dormitrio para trocar de
roupa," Damien disse. Ele se moveu para o meu lado, pegando meu cotovelo firme na
mo dele. Afrodite estava do meu outro lado e segurava meu outro cotovelo. As
Gmeas estavam com os braos entre suas cinturas, tentando no chorar.
Alguns dos Filhos de Erebus chegaram com uma maca e um cobertor. Afrodite e
Damien estavam tentando me afastar, mas eu resisti. Ao invs disso eu observei,
chorando silenciosamente enquanto os guerreiros silenciosamente pegavam o corpo
encharcado de Stark e o deitavam na maca. Ento eles o cobriram com o cobertor,
cobrindo o rosto dele.
Foi ento que Duquesa ergueu a cabea e comeou a uivar.
O som era horrvel. Duquesa encheu a noite encharcada de sangue com um pesar e
solido e perda. As Gmeas imediatamente comearam a chorar. Eu ouvi Afrodite
dizer, "Oh, deusa, isso  to terrvel." Damien sussurrou, "Pobre garota...," e ento ele,
tambm, comeou a chorar suavemente. Nala se aproximou do cachorro e estava a
observando com grandes olhos tristes como se ela no tivesse certeza do que fazer.
Eu tambm no sabia o que fazer. Eu me sentia estranhamente atordoada, embora eu
no pudesse parar de chorar, mas eu estava me aprontando para me soltar dos meus
amigos e ir at Duquesa para descobrir o impossvel, quando Jack apareceu no meio do
campo. Ele parou. A boca aberta em choque. Uma mo foi para a garganta dele, e a
outra pressionou a boca dele, tentando no arfar em horror. Ele olhou para o corpo
tapado na maca, e para areia ensangentada, para o cachorro em luto. Fungando,
Damien apertou meu brao e ento me soltou para ir at o namorado quando Jack,
ignorando tudo e todos, correu at Duquesa e caiu de joelhos ao lado dela.
"Oh, querida! Meu corao est quebrado por voc!" ele disse ao cachorro.
Duquesa parou de uivar e olhar durante muito tempo firmemente para Jack. Eu no
sabia que cachorros podiam chorar, mas eu juro que Duquesa estava chorando.
Lgrimas estavam deixando rastros molhados pelos cantos dos olhos dela at o rosto e
focinho.
Jack tambm estava chorando, mas a voz dele parecia doce e firme quando ele disse a
Duquesa, "se voc vier comigo, eu no vou te deixar ficar sozinha."
O grande labrador loiro deu um passo para frente devagar, como se tivesse
envelhecido dcadas nos ltimos minutos, e deitou a cabea no ombro de Jack.
Atravs das minhas lgrimas, eu vi Dragon Lankford tocar as costas de Jack
gentilmente. "Leve ela para o quarto. Eu vou ligar para o veterinrio e pegar algo que
vai ajudar ela a dormir. Fique perto dela  ela est sofrendo tanto quanto um gato
sofre quando perde seu vampiro. Ela  uma garota leal," Dragon continuou
tristemente. "A perda dele ser difcil para ela."
"Eu  eu vou ficar ela," Jack disse, limpando o rosto com uma mo e acariciando
Duquesa com a outra. Ento Jack passou os dois braos ao redor do pescoo do grande
cachorro enquanto os guerreiros carregavam o corpo de Stark pelo campo.
S foi quando eles saram que Neferet apareceu. Ela estava corada e sem ar. "Oh, no!
Quem foi?"
"O novo calouro, James Stark," Dragon disse.
Neferet se moveu at a maca e dobrou o cobertor. Todos estavam olhando para Stark,
mas eu no podia me fazer olhar o rosto morto dele, ento eu no tirei os olhos de
Neferet. Eu fui a nica que vi a onda de triunfo puro e nojenta alegria que irradiava do
rosto dela. Ento ela respirou fundo e voltou a ser uma preocupada Alta Sacerdotisa,
triste pela perda de um calouro.
Eu achei que ia vomitar.
"Leve ele para o necrotrio. Eu vou cuidar que ele seja atendido propriamente,"
Neferet disse. Sem olhar para mim, ela disse, "Zoey, se certifique que o cachorro do
garoto seja bem cuidado." Ento ela fez meno que os guerreiros continuassem e a
seguissem para fora.
Por um segundo eu no pude falar. O jeito sem corao que ela agiu com a morte de
Stark me atingiu com fora. Eu acho que uma pequena parte de mim, especialmente
numa hora como essa quando algo horrvel acaba de acontecer, ainda deseja que ela
seja a mulher que eu acreditava que ela fosse quando eu a encontrei pela primeira vez
 a me que iria me amar pelo que eu era.
Eu os vi levar o corpo de Stark e limpei minhas lgrimas com as costas da minha mo.
Haviam pessoas que precisavam de mim. Pessoas a quem eu fiz promessas. Era hora
de eu encarar o fato de que Neferet tinha ficado m e parar de ser to fraca.
Eu virei para Damien. "Fique perto de Jack hoje a noite. Ele precisa da sua ajuda mais
do que eu preciso."
"Voc vai ficar bem?" Damien me perguntou.
"Eu cuido dela," Afrodite disse.
"Ns tambm," as Gmeas falaram juntas.
Damien acenou, me abraou com fora, e ento foi at Jack. Ele se abaixou perto do
namorado e do cachorro, e hesitando a principio, e ento com mais confiana e calor,
comeou a acariciar Duquesa.
"Voc est toda ensangentada, sabia?" Afrodite disse, tirando minha ateno da cena
de cortar o corao em que Damien e Jack tentavam confortar o cachorro de Stark.
Eu olhei para baixo. Eu parei de sentir o cheiro de sangue depois que beijei Stark. Eu
tirei isso da cabea para que a doura disso no me deixasse louca, e fiquei surpresa de
ver que minhas roupas estavam escuras e grudadas com o sangue dele.
"Eu preciso tirar essas roupas," eu disse, soando muito mais abalada do que eu queria.
"Eu preciso de um banho."
"Anda. Eu vou te deixar visitar meu SPA," Afrodite disse.
"SPA?" eu perguntei estupidamente, sem ser capaz de perceber o que diabos ela
estava dizendo. Stark tinha acabado de morrer nos meus braos e ela queria que eu
fosse a um SPA?"
"Voc no sabia que eu refiz o chuveiro do meu quarto?"
"Talvez Z queira tomar banho no prprio quarto," Shaunee disse.
"Yeah, talvez ela queira as prprias coisas perto dela," Erin disse.
"Yeah, bem, talvez ela no queira lembrar que da ltima vez que ela tomou banho
para limpar sangue, sozinha, no quarto dela, foi depois que a melhor amiga dela
morreu nos braos dela," Afrodite disse. E ento ela acrescentou, "Alm do mais, eu
tenho certeza que ela no tem um chuveiro Vichy* no quarto dela, porque o meu  o
nico no campus."
(*http://www.heronisland.com/images/heron/hrn_conferences_4lg.jpg)
"Chuveiro Vichy?" eu disse, me sentindo um pouco como se estivesse tendo um
pesadelo.
Shaunee suspirou. " como um pedao do cu."
Erin deu a Afrodite um olhar apreciativo. "Voc tem um no prprio banheiro?"
"Parte de ser muito rica e muito, muito mimada," Afrodite disse.
"Uh, Z," Erin disse devagar, movendo seu olhar de Afrodite para mim. "Talvez voc
devesse ir para o SPA dela. Um chuveiro Vichy  um jeito excelente de aliviar o
estresse."
Shaunee limpou as lgrimas. "E todos sabemos que voc tem um estresse para lidar
hoje a noite."
"Ok, yeah. Eu vou at o quarto de Afrodite me limpar." Eu me movi duramente pela
porta e andei entre Afrodite e as Gmeas.
Eu senti o beijo de Stark nos lbios todo o caminho de volta ao dormitrio quando o
barulho de corvos encheu a noite.


Um chuveiro Vichy acabou sendo quatro cabeas grande de chuveiro (duas do teto e
duas dos lados do chuveiro de mrmore de Afrodite) que jogavam um zilho de gua
quente por meu corpo ao mesmo tempo. Eu fiquei parada ali e deixei elas passarem
pelo meu corpo e levar o sangue de Stark de mim. Eu vi a gua passar de vermelho
para rosa para limpa, e algo sobre a ausncia do sangue dele me fez comear a chorar
de novo.
Parece ridculo porque eu s o conheci por um breve tempo, mas eu senti a ausncia
de Stark como um buraco no meu corao. Como pode ser? Como eu posso sentir
tanta falta dele quando eu no o conheci de verdade? Ou talvez eu j o conhecesse 
talvez exista algo que acontece entre algumas pessoas em um nvel que vai alm do
tempo e do que a sociedade acha apropriado. Talvez o que aconteceu entre Stark e eu
naqueles poucos minutos no campo foi o suficiente para nossas almas se
reconhecerem.
Almas gmeas? Isso  possvel?
Quando minha cabea doa de tanto chorar e minhas lgrimas finalmente se
acabaram, eu sai do banho. Afrodite tinha um grande robe pendurado na porta do
banheiro, que eu coloquei antes de sair no quarto dela. Nada surpreendente, as
Gmeas saram do quarto dela.
"Aqui, beba isso," Afrodite me deu uma taa de vinho tinto.
Eu balancei a cabea. "Obrigado, mas eu realmente no gosto de lcool."
"S beba.  mais do que apenas vinho."
"Oh..." eu peguei e tomei com vontade, como se eu achasse que fosse explodir. E
explodiu  dentro do meu corpo. "Tem sangue nele." Eu no soava acusadora. Ela
sabia que eu j sabia o que o comentrio "mais do que vinho" significava.
"Vai te ajudar a se sentir melhor," Afrodite disse. "E isso tambm." Na mesa ela me
apontou para um caixa aberta onde havia um enorme e gorduroso cheeseburger e
batatas fritas grandes com uma garrafa de coca cola  cheia de cafeina e acar,
esperando.
Eu bebi o resto do vinho com sangue e, me surpreendendo com quanta fome eu
sentia, comecei a comer o hambrguer. "Como voc sabia que eu adoro esse
cheeseburger?"
"Todos amam esses hamburgueres. Eles so horrveis para voc, ento achei que voc
estava precisando de um."
"Obrigado," eu disse com a boca cheia.
Afrodite sorriu para mim, delicadamente pegando uma batata frita do meu prato, e
ento sentando na cama. Ela me deixou comer por um tempo e ento, em uma voz
que era hesitante, ela perguntou, "Ento, voc o beijou antes dele morrer?"
Eu no podia olhar para ela, e o hamburguer de repente tinha gosto de papelo.
"Yeah, eu o beijei."
"Voc est bem?"
"No," eu disse suavemente. "Algo aconteceu entre ns..." Minha voz morreu quando
no consegui encontrar as palavras.
"O que voc vai fazer em relao a ele?"
Eu ento a olhei. "Ele est morto. No tem nada " eu parei. Como eu posso ter
esquecido?  claro que Stark estar morto no era necessariamente o fim das coisas,
no nessa House of Night, no ultimamente. E ento eu lembrei do resto. "Eu contei a
ele," eu disse.
"Sobre?"
"Que pode no ser o fim para ele. Antes dele morrer, eu disse a ele que ultimamente
calouros tem morrido e voltado dos mortos e passado por outra Mudana."
"O que significa que se ele voltar, um dos primeiros pensamentos dele ser sobre voc,
e o fato de que voc disse a ele que pode no ser o fim de tudo. Vamos esperar que
Neferet no esteja ali para ouvir."
Meu estmago se apertou, parcialmente com esperana, parcialmente com medo.
"Bem, o que eu deveria ter feito? Deixar ele morrer nos meus braos sem dizer nada
para ele?"
Ela suspirou. "Eu no sei. Provavelmente no. Voc se importa com ele, no?"
"Yeah, eu me importo. Eu no sei porque. Eu quero dizer, claro ele , uh, quero dizer
era um cara lindo. Mas ele me contou coisas antes de morrer e ns meio que nos
conectamos." Eu tentei lembrar o que exatamente Stark tinha me contado, mas estava
tudo uma confuso com o beijo e ver ele sangrar at morrer. Eu tremi e tomei um
enorme gole de coca.
"Ento, o que voc vai fazer sobre ele?" ela continuou.
"Afrodite, eu no sei! Eu deveria ir at o necrotrio e pedir aos Filhos de Erebus para
entrar e sentar com Stark at ele talvez voltar a vida?" Quando eu disse, eu percebi
que era exatamente isso que eu queria fazer.
"Essa provavelmente no  uma boa idia," ela disse.
"No sabemos o que acontece, o quo rpido, ou se vai acontecer." Ela pausou
pensando. "Espera, voc disse que viu Stark numa das vises da minha morte, certo?"
"Yeah."
"Ento o que havia no rosto dele? Uma lua crescente azul, uma lua vermelha, ou
tatuagens completas e vermelhas?"
Ela hesitou. "Eu no sei."
"Como voc pode no saber? Voc disse que o reconheceu da sua viso."
"Eu reconheci. Eu lembro dos olhos dele e da boca."
"No fale dele desse jeito," e surtei.
Ela realmente parecia estar se sentindo culpada. "Desculpe, eu no quis dizer isso. Ele
realmente te afetou, no ?"
"Sim . Ele me afetou. Ento tente lembrar como ele parecia na sua viso."
Ela mordeu o lbio. "Eu no lembro. Eu s tive um rpido deslumbre dele."
Meu corao estava batendo com tanta fora, e minha cabea estava to tonta da
repentina onda de esperana que passou por mim. "Mas isso significa que ele no est
realmente morto. Ou pelo menos no morto para sempre. Voc o viu numa viso do
futuro, ento ele tem que estar no meu futuro. Ele vai voltar!"
"No necessariamente," ela disse gentilmente. "Zoey, o futuro  fluido  est sempre
mudando. Eu quero dizer, eu vi voc morrer duas vezes. Uma vez sozinha porque voc
estava isolada dos seus amigos. Bem, eles voltaram a ser sua Horda de Nerds." Ela
pausou e acrescentou, "Desculpe. Eu sei que voc passou por um bando de merda hoje
a noite. Eu no quis soar to maldosa. Mas o negcio  o seguinte. Por causa dos nerds
 eu quero dizer, porque voc no est mais isolada, a viso de Zoey-sendo-morta-
sozinha provavelmente  nula e vazia. V, o futuro muda. Quando eu tive a viso com
Stark ele podia ainda estar vivo. Esse pode ser um desafio agora."
"Mas no necessariamente?"
"No necessariamente," ela concordou relutantemente. "Mas no fique cheia de
esperana. Eu sou apenas a Garota Viso, no uma expert em coisas como calouros
voltarem a vida."
"O que precisamos  de uma expert no negcio do morto/morto vivo." Eu tentei no
soar muito esperanosa, mas percebi pelo jeito triste que Afrodite olhou para mim que
eu no estava escondendo muita coisa dela.
"Yeah, bem, eu odeio dizer isso, mas voc tem razo. Voc precisa falar com Stevie
Rae."
"Eu vou voltar para o meu quarto e ligar pra ela e pedir para nos encontrar nos Gatos
de Rua amanh. Voc acha que pode manter Darius ocupado enquanto eu falo com
ela?"
"Oh, por favor. Eu vou fazer mais do que apenas manter ele ocupado. Eu vou o manter
TOTALMENTE ocupado." Ela ronronou a palavra.
"Ugh. Tanto faz. Eu s no quero ouvir e nem ver." Me sentindo um pouquinho mais
otimista, eu agarrei minha coca.
"Nenhum problema nisso. Eu vou ficar feliz de manter isso privativo."
"De novo eu digo ugh." Eu fui at a porta. "Hey, como voc se livrou das Gmeas hoje
a noite? Eu vou ter que fazer controle de danos amanh?"
"Simples. Eu disse a elas que se elas ficassem iramos fazer a unha dos ps uma das
outras, e que eu era a primeira."
"Yeah, eu entendi porque elas fugiram."
De repente Afrodite ficou sria. "Zoey, eu falei srio. No fique muito esperanosa em
relao a Stark. Voc sabe que mesmo que ele volte, ele pode no ser o mesmo. Stevie
Rae diz que os calouros vermelhos esto melhor agora, e eles esto, mas eles tambm
no esto normais, e nem ela."
"Eu sei de tudo isso, Afrodite, mas eu ainda digo que Stevie Rae est bem."
"E eu ainda digo que vamos ter que concordar e discordar sobre isso. Eu s quero que
voc tenha cuidado. Stark no "
"No!" Eu ergui minha mo e a cortei. "Me deixe ter um pouco de esperana. Eu quero
acreditar que pode haver uma chance para ele."
Afrodite acenou devagar. "Eu sei que voc quer, e  isso que me preocupa."
"Estou cansada demais para continuar falando nisso," eu disse.
"Ok, eu entendo. S pense no que eu disse." Eu comecei a abrir a porta, e ela
acrescentou, "Voc quer ficar aqui hoje a noite? Voc no iria ficar sozinha."
"Nah, mas obrigado. E eu no estou realmente sozinha num dormitrio cheio de
calouros." Com a mo na maaneta, eu olhei por cima dos ombros para Afrodite.
"Obrigado por cuidar de mim. Eu me sinto melhor. Muito melhor."
Ela despencou meu agradecimento e parecia embaraada. Ento soando mais como
ela mesma ela disse, "No se preocupe. S acho que quando voc for rainha, vai me
dever."


Stevie Rae no atendeu. Ele foi direto para a caixa postal dela. Eu no deixei
mensagem. O que eu podia dizer, "Oi, Stevie Rae.  a Zoey. Hey, um calouro acabou de
sangrar at a morte nos meus braos hoje a noite, e eu quero saber o que acontece
agora? Ele vai voltar como um monstro sugador de sangue morto vivo, ou ele vai ser
meio estranho como voc diz que seus calouros so, ou ele vai continuar morto? Eu
gostaria de saber porque apesar de eu ter acabado de conhecer ele, eu realmente
gostei dele. Ok, ento me liga!" Uh, no. Isso no iria funcionar.
Eu sentei pesadamente na minha cama e tinha comeado a desejar que Nala
aparecesse quando minha gata abriu a porta, e com um mau humorado "mee-uf-
owed" passou pelo quarto, pulou na minha cama, e se aninhou no meu peito,
pressionando o rosto contra o meu pescoo e ronronando feito louca.
"Estou realmente, realmente feliz por ver voc." Eu acariciei as orelhas dela e a beijei
acima do nariz. "Como est Duquesa?" Ela piscou para mim, espirrou, e ento
pressionou a cabea contra mim e ronronou um pouco mais. Eu assumi que isso
significava que o cachorro estava sendo bem cuidado por Jack e Damien.
Me sentindo melhor agora que Nala tinha comeado sua mgica de ronronar comigo,
eu tentei me perder no livro que eu estava lendo. Troca de Tinta, por minha atual
escritora vampira favorita, Melissa Marr, mas nem as histrias dela podiam me fazer
no pensar.
O que estava pensando? Em Stark,  claro. Eu toquei meus lbios, ainda sentindo o
beijo dele ali. O que havia de errado comigo? Porque eu estava deixando Stark me
afetar tanto? Ok, sim. Ele morreu nos meus braos e isso foi horrvel, realmente
horrvel. Mas havia mais do que isso acontecendo entre ns, ou pelo menos eu achei
que poderia haver. Eu fechei meus olhos e suspirei. Eu no precisava gostar de outro
cara. Eu no tinha superado Erik ou Heath.
Ok, a verdade  que eu no superei Loren.
No, eu no estava apaixonada por Loren. O que eu no tinha superado era a dor que
ele me causou. Meu corao ainda di, e eu no estava pronta para deixar outro cara
entrar.
Eu lembro de Stark pegando minha mo e entrelaando seus dedos ao meu redor e do
jeito que os lbios dele pareciam contra a minha pele.
"Droga. Eu acho que ningum disse ao meu corao que eu no estou pronta para
outro cara," eu sussurrei.
E se Stark realmente voltar?
Pior  e se ele no voltar?
Eu estava cansada de perder as pessoas. Uma lgrima caiu atravs dos meus olhos
fechados e eu a limpei. Eu me curvei de lado e pressionei meu rosto contra a
suavidade de Nala. Eu estava s cansada. Foi um dia terrvel. Amanh no seria to
ruim. Amanh eu iria falar com Stevie Rae, e ela iria me ajudar a fazer sentido no que
ia acontecer com Stark.
Mas eu no consegui dormir. Minha mente continuou dando voltas, se focando nos
meus erros e nas pessoas que eu magoei. Stark tinha morrido como alguma
penalidade por eu ter magoado Erik e Heath?
No! Minha mente racional me disse. Isso  ridculo! Nyx no trabalha assim. Mais
minha conscincia culpada sussurrou coisas mais negras. Voc no pode magoar as
pessoas tanto quanto magoou Erik e Heath sem uma resposta.
Pare! Eu disse a mim mesma. Alm do mais, Erik no parecia to devastado hoje. Na
verdade ele parecia um idiota, e no algum cujo corao estava partido.
No, isso no estava certo. Erik e eu estavamos nos apaixonando quando eu fiz
besteira com Loren. O que eu esperava que Erik fizesse  andasse chorando e me
implorasse para voltar para ele? Diabos no. Eu o magoei, e ele no estava sendo um
idiota  ele estava tentando proteger o corao dele de mim.
Eu no precisava ver Heath para saber que o corao dele tambm estava partido. Eu
o conhecia bem o bastante para saber exatamente o quanto eu o tinha magoado. Ele
foi parte da minha vida desde que a gente se gostou no ensino fundamental. Ele
sempre estava l  da fase de amor infantil para namorado/namorada do ensino
fundamental, para "sair" no ensino mdio, e finalmente, mais recentemente, para o
voc-teve-um-imprint-com-ele-e-suga-o-sangue-dele. Isso  um jeito gentil de dizer
que o Imprint e beber o sangue humano dispara os receptores de sexo no crebro dos
calouros e dos humanos, ento eu estive pensando em fazer mais com Heath do que
s beber o sangue dele. Sim, eu sei que isso parece muito vadio, mas pelo menos estou
sendo honesta comigo mesma.
Ento. Heath e eu tivemos um Imprint, mas quando eu transei com Loren e tive um
Imprint com ele durante o ato (ainda  estranho pensar que eu no sou mais virgem 
to estranho quanto perturbador e meio assustador), o que quebrou meu Imprint com
Heath. Dolorosamente e horrivelmente, se o que Loren tinha me dito era verdade. E
eu no fiquei mais sabendo de Heath desde ento.
E Stark achou que era um covarde por querer evitar dor? Comparado a mim, eu
definitivamente digo difcilmente. Eu me pergunto se a conexo que Stark e eu
sentimos teria durado se ele descobrisse as coisas que eu fiz no passado. Eu quero
dizer, ele foi bem honesto comigo, mas eu no tinha contado a ele nada sobre mim.
E tinha muita coisa para contar. Sem mencionar muitas pontas soltas.
Eu estive evitando Heath porque eu o magoei. E, desde que eu estava sendo honesta
comigo mesma, eu tinha que admitir que outra parte do porque eu estar evitando
Heath tinha muito a ver com o fato de eu estar com medo da reao dele comigo.
Heath era nada se ele no fosse confivel. Eu poderia depender do fato de que ele era
louco por mim. Eu poderia depender do gato dele ser meu namorado (as vezes eu
querendo ou no) desde a terceira srie. Eu poderia depender do fato de que ele
sempre esteve ali por mim.
De repente eu percebi que eu precisava de Heath. Hoje eu me senti machucada e
abatida e confusa, e eu precisava saber que eu no tinha perdido todos eles... que um
deles realmente me amava, mesmo que eu no merecesse.
Meu celular estava carregando no meu bid. Eu o abri rapidamente mandei uma
mensagem para ele antes de mudar de idia.
Como vc estah?
Eu comecei simples, com uma pequena mensagem. Quando ele responder, se ele
responder, eu parto da.
Eu me aconcheguei com Nala e tentei dormir.
Depois do que pareceu ser uma eternidade, eu olhei as horas. Eram quase 8:30 da
manh. Ok, ento Heath estava dormindo. Ele ainda estava no feriado de inverno, e se
ele no tinha que levantar e ir para a escola, ele dormia at meio dia. Literalmente.
Ento ele est dormindo, eu repeti teimosamente para mim mesma.
Isso no teria importado antes, minha mente disse. Antes ele teria me respondido um
segundo depois e me implorado para encontrar com ele. Heath nunca teria dormido
depois de uma mensagem minha.
Talvez eu devesse ligar para ele.
E ouvir ele me dizer que ele no quer me ver de novo? Eu mordi o lbio e me senti
enjoada. No. No, eu no podia fazer isso. No depois do que aconteceu hoje a noite.
Eu no poderia suportar ouvir ele dizer coisas maldosas para mim. As ler seria ruim o
bastante.
Se ele responder.
Aconchegada com Nala, eu tentei me concentrar no ronronar dela e tirar minha
ateno do silncio do meu celular.
Amanh, eu disse a mim mesma quando comecei a adormecer. Se eu no ficar
sabendo de Heath at amanh, eu ligo para ele.
Logo antes de eu adormecer, eu juro que ouvi o som de um corvo do lado de fora da
minha janela.
QUATORZE


Eu no precisei ligar meu alarme para despertar as 5 da tarde (que na verdade  minha
manh  lembre-se, o dia e noite de um calouro  virado, e nossa escola comea as 20
horas e termina as 3 da manh). Eu estava deitada bem acordada, acariciando Nala e
tentando no pensar sobre Stark ou Heath ou Erik quando meu alarme tocou.
Totalmente grogue eu tropecei pelo meu quarto, coloquei uma jeans e um suter
preto. Eu me olhei no espelho. Ok, s ugh.Eu tinha que ter dormido ontem  as minhas
olheiras esto com olheiras.
Nala tinha acabado de curvar as costas e assobiar para a porta quando algum bateu.
"Zoey! D para se apressar?"
Eu abri a porta e vi uma Afrodite descontente vestida com uma saia muito curta (e
muito bonita), um pulver prpura, e umas botas pretas lindas de morrer. Ela estava
batendo o p com irritao.
"O que?" eu disse.
"Eu sei que j te disse isso antes, mas voc  devagar como uma pessoa gorda de
muleta," ela disse.
"Afrodite, voc  maldosa. Eu sei que j te disse isso antes tambm," eu disse,
tentando parar com a grogus e de alguma forma me despertar. "E eu no sou
devagar, estou pronta," eu finalmente disse.
"No, no est. Sua Marca no est coberta."
"Ah, jeesh. Esqueci disso " Meus olhos automaticamente foram para a testa dela, que
estava completamente limpa da Marca de um calouro.
"Yeah, uma das poucas vantagens de fingir que sou uma caloura  que eu no tenho
que me apressar para cobrir minha Marca quando eu saio do campus." O tom de
Afrodite era impertinente mas eu podia ver a magoa nos olhos dela.
"Hey, lembre-se do que Nyx disse. Voc ainda  especial para ela."
Afrodite virou os olhos. "Yeah, especial. Tanto faz. D para se apressar? Darius est
esperando, e voc ainda tem que contar a Shekinah que eu vou com voc."
"E eu preciso da minha tigela de cereal," eu disse enquanto passava a maquiagem por
cima da minha Marca.
"No tem tempo," Afrodite disse enquanto corramos pelas escadas. "Temos que ir at
os Gatos de Rua antes dos humanos idiotas fecharem a loja e voltarem para suas
ridculas casas de classe media.."
"Voc  uma humana estpida," eu sussurrei.
"Eu sou uma humana especial," ela me corrigiu, em uma voz igualmente baixa, e ela
continuou. "Quando Stevie Rae vai nos encontrar? No vai ter problema se nos
atrasarmos um pouco, certo?"
"Ah, droga!" eu sussurrei. "Eu no consegui falar com ela ontem."
"No estou surpresa. O sinal de celular  horrvel naqueles tneis. Eu vou bolar uma
desculpa para Darius do porque do seu atraso. Ligue de novo. Dessa vez vamos esperar
que ela atenda."
"Eu sei, eu sei," eu disse.
"Hey, Z!" Shaunee chamou quando Afrodite e eu passamos pela cozinha.
"Como voc est se sentindo essa manh? Melhor?" Erin perguntou.
"Eu estou  obrigada, meninas." Eu disse, sorrindo para elas. As Gmeas eram alm de
alegres. Era necessrio mais do que uma amostra de morte para as assustar por muito
tempo.
"Excelente. Temos a sua caixa de Count Chocula bem aqui," Erin disse.
"Hey, Gmeas Nerds, vocs duas querem me fazer uma pedicure hoje a noite?
Podemos fazer uma grande conexo da horda de nerds com o enorme calo que eu
tenho no meu p direito." Afrodite ergueu a bota e fingiu que ia abrir ela.
"Temos o seu caf da manh pronto tambm, Afrodite," Erin disse.
"Yeah, conseguimos uma boa tigela de Count Vadiula," Shaunee disse.
"Vocs duas no so to engraadas. Zoey, eu vou pegar Darius e te encontramos no
estacionamento. Se apresse." Ela virou o cabelo para trs e saiu apressada.
"Odiamos ela," Erin e Shaunee falaram juntas.
"Eu sei," eu suspirei. "Mas ela realmente foi gentil ontem."
"Provavelmente porque ela tem desordem de personalidade," Erin disse.
"Yeah, eu acho que ela  uma daquelas pessoas com dupla personalidade," Shaunee
disse. "Hey, talvez ela seja internada logo!"
"Excelente idia, Gmea. Eu gosto que voc sempre olhe para o melhor lado," Erin
disse.
"Aqui, Z. Como o seu cereal," Shaunee disse.
Eu suspirei na caixa do meu cereal favorito. "Eu no tenho tempo para comer. Tenho
que ir at os Gatos de Rua e comear nosso trabalho comunitrio."
"Voc deveria conversar com eles sobre fazer um mercado de pulgas*," Erin disse.
(*vrios vendedores seu renem para comercializar diversas coisas)
"Yeah. Precisamos limpar nossos armrios para a mudana de estao, e  melhor
vender nossas coisas antigas para dar espao para novas," Shaunee disse.
"Essa no  uma m idia. Alm do mais, os Gatos de Rua podem fazer as vendas do
lado de dentro e o sol no iria nos incomodar," eu disse.
"Gmea, vamos l ver nossos sapatos," Shaunee disse.
"Vamos, Gmea," Erin disse. "Eu fiquei sabendo que tons metlicos so o top para a
prxima estao."
Eu deixei o dormitorio enquanto as Gmeas estavam conversando sobre compras de
novos sapatos e roupas.
O Filho de Erebus que estava parado do lado de fora no era Darius, mas era
igualmente grande e parecia mal, e ele me deu uma rapida saudao de respeito. Eu a
retornei e corri pela calada em direo ao prdio principal, acenando oi's para os
calouros que iam e vinham. Abrindo meu celular, eu digitei o nmero do celular de
Stevie Rae. Graas a Deus, dessa vez ela atendeu no primeiro toque.
"Hey, Zoey!"
"Oh, graas a Deus." Eu no disse o nome dela, mas mantive a voz baixa. "Eu tentei te
ligar mais cedo, mas voc no atendeu."
"Desculpe, Z. A recepo aqui nos tneis  uma droga."
Eu suspirei. Temos que fazer algo sobre isso, mas agora eu no tenho tempo para
pensar no que fazer. "Bem, esquece. Voc pode me encontrar nos Gatos de Rua daqui
a pouco?  importante."
"Gatos de Rua? Onde fica isso?"
"E na 16 com a Sheridan naquele prdio de tijolos. Atrs da Cozinha do Charlie. Voc
pode ir l?"
"Yeah, eu acho. Eu vou ter que pegar o nibus, ento posso levar um tempo. Espera,
voc no me d uma carona?"
Eu abri minha boca para explicar porque eu no podia dar a carona e porque era to
importante falar com ela hoje, quando ouvi o barulho de um grito seguido por uma
risada do lado dela no telefone.
"Uh, Zoey. Preciso ir," Stevie Rae disse.
"Stevie Rae, o que est acontecendo?"
"Nada," ela disse rapidamente.
"Stevie Rae " Eu comecei, mas ela me cortou.
"Eles no esto comendo ningum. Verdade. Mas tenho que me certificar que o
entregador de pizza no lembre muito dessa entrega. Te vejo nos Gatos de Rua 
tchau!"
E ela desligou. Eu fechei o telefone (e desejei poder fechar meus olhos me colocar em
uma posio fetal e ir dormir). Ao invs disso eu entrei pelas grandes portas de
madeira parecidas com a de um castelo da entrada principal da House of Night. Ns
no temos o que podemos chamar de sala do diretor, mas temos uma rea
administrada por uma atraente vampira jovem chamada Sra. Taylor. Ela na verdade
no  uma secretaria, mas uma assistente de Nyx. Damien explicou para mim que
parte do treinamento de sacerdotisa dela era ajudar a House of Night  por isso o fato
dela poder ser encontrada ocupada atendendo telefones, fazendo Xerox, e correndo
atrs de professores quando no estava na capela para os rituais e coisas assim.
"Ol, Zoey," ela disse com um doce sorriso.
"Oi, Sra. Taylor. Eu deveria falar para a Shekinah quem vai comigo aos Gatos de Rua,
mas no fao idia de onde ela est."
"Oh, ela fez a sala do Conselho o escritrio dela enquanto no est ensinando. E j que
o primeiro perodo no comeou ainda, ela est l agora."
"Obrigado," eu disse e corri pelo corredor para a esquerda e ento subi as escadas
circulares que levavam para a biblioteca e a sala do Conselho do outro lado. Eu no
tinha certeza se eu deveria s entrar ou no, e estava erguendo a mo para bater
quando a voz de Shekinah chamou, "Voc pode entrar, Zoey."
Jeesh, vampiros so to assustadores com o seu estranho ns-sabemos-quem-vai-
ligar-antes-dele-ligar. Eu endireitei os ombros e entrei.
Shekinah estava usando um vestido preto que parecia ser feito de veludo, com a
insgnia prateada de Nyx, a silhueta de uma mulher com os braos erguidos pegando a
lua, bordado no peito dela. Ela sorriu para mim e eu fui atingida pela extica beleza
dela e o senso de idade e sabedoria que a cercava.
"Merrey meet, Zoey," ela disse.
"Merreu meet," eu respondi automaticamente.
"Como voc est hoje? Eu soube do jovem calouro que morreu ontem a noite e que
voc testemunhou o falecimento dele."
Eu engoli. "Sim, eu estava com Stark quando ele morreu. E estou to bem quanto
possvel hoje."
"Voc ainda quer visitar os Gatos de Rua? Eu sei que pode ser uma difcil primeira
reunio."
"Eu sei, mas eu ainda quero ir. Ajuda a me manter ocupada."
"Muito bem. Voc se conhece melhor."
"Eu gostaria de levar Afrodite comigo, se estiver tudo bem por voc."
"Ela  a caloura com a afinidade com a terra, no ?"
Eu dei um rpido e nervoso aceno e disse, "terra  a afinidade que Nyx deu a ela." Ok,
bem, eu no estava tecnicamente mentindo.
"Terra  uma influncia calmante. Normalmente aqueles com uma afinidade por ela
so p no cho e confiveis. Voc fez uma excelente escolha sobre quem ir te
acompanhar hoje, jovem sacerdotisa."
Eu tentei no parecer culpada. Afrodite p no cho e confivel? Como as Gmeas
diriam, por favor s por favor. "Bem, ela e Darius esto me esperando, ento  melhor
eu ir."
"S um segundo." Shekinah olhou para o papel que segurava na mo e o passou para
mim. "Aqui est seu novo horrio de aula. Com minha aprovao, Neferet te transferiu
da primeira aula de Sociologia Vampira para as aulas de um sextanista." Ela olhou para
a minha estranha Marca, j completa embora eu ainda seja uma caloura. E  claro,
nenhum vampiro ou calouro teve as tatuagens expandidas que eu tenho no pescoo,
ombros, costas e cintura. Shekinah no podia ver essas, mas o olhar conhecedor dela
dizia que ela sabia que elas estavam ali. "Voc est muito desenvolvida para ficar
numa aula to simples de sociologia. Eu tenho o pressentimento, e sua Alta
Sacerdotisa concorda, que voc vai precisar saber mais detalhes sobre a vida vampira
do que normalmente um terceiranista precisa."
"Sim, senhora," foi tudo que eu consegui dizer.
"Te colocar numa aula avanada alterou seu horrio. Eu me certifiquei que voc seja
dispensada das aulas at depois do almoo. S se certifique de voltar nesse horrio, e
ir para as aulas certas."
"Ok, eu vou. Oh, voc poderia fazer Afrodite ser liberada tambm?"
"J fiz isso," ela disse.
Eu engoli com fora. "Bem, obrigado. Eu quero dizer, muito obrigada." Como sempre,
o super conhecimento dos vampiros me deixou extremamente nervosa. "Um, eu
estava pensando em sugerir para os Gatos de Rua que as Filhas Negras vo patrocinar
um mercado de pulgas, e o dinheiro iria para eles. Voc acha que est tudo bem?"
"Eu acho que  uma excelente idia. Tenho certeza que as Filhas e Filhos Negros vo
ter uns itens interessantes para vender."
Eu pensei no enorme quantidade de sapatos de marca das Gmeas, na coleo de
bonecos do Star Wars de Erik (quem sabe  ele pode ter crescido agora que  um
vampiro "adulto"), e na obsesso de Damien por colares, e tive que concordar com ela.
"Yeah, interessante  um bom jeito de descrever as coisas."
"Estou de dando autonomia para decidir como quer proceder com o seu trabalho de
caridade. Eu concordo com voc que mais interao com a populao local  uma boa
idia. Eu j comecei a trabalhar com a policia local sobre os assassinatos, e concordo
com eles que parece ser o trabalho de um pequeno e muito perturbado grupo de
humanos. Eu tenho minhas dvidas sobre permitir que voc interaja com humanos
agora, mas acredito que o bem na sua idia supera os riscos."
"Eu tambm."
"E voc ficar bem protegida na companhia de Darius."
"Yeah, ele me lembra uma montanha," eu disse sem pensar, ento corei por minha
descrio imbecil.
Mas Shekinah sorriu. "Ele, de fato, lembra uma montanha."
"Ok, bem, eu te informo sobre como foi com os Gatos de Rua."
"Por favor me d um relatrio amanh. Falando em amanh, eu decidi chamar um
Ritual de Ano novo especial em que vou me focar na limpeza de energias negativas na
escola. Depois da morte dos dois professores e agora esse pobre calouro, o territrio
precisa de uma poderosa limpeza. Eu ouvi que voc tem conhecimento de rituais de
limpeza, j que foi criada com o conhecimento da sua herana Nativo Americana."
"Sim!" Eu no consegui esconder a surpresa na minha voz. "Minha av segue os
ensinamentos dos Cherokee."
"timo. Ento conto com voc e com seu grupo de muito dotados amigos para fazer o
ritual de limpeza. Amanh  ano novo, ento vamos fazer o ritual no inicio da meia
noite. Vamos fazer a limpeza perto do muro leste."
"No muro leste? Mas l  onde..." eu parei, me sentindo enjoada.
"Sim,  onde o corpo da professora Nolan foi encontrado.  tambm um lugar de
grande poder, e aquele deve ser o foco da nossa limpeza."
"No foi isso que Neferet fez quando fez o ritual dela l?" Neferet tinha feito um tipo
de funeral para a professora Nolan no lugar que o corpo dela foi encontrado. Aquele
tambm foi o lugar onde Neferet lanou um poderoso feitio ao redor da escola e que
a informou sempre que algum entrava ou saia da House of Night.
"Limpeza e proteo so duas coisas bem diferentes, Zoey. Neferet estava se focando
em proteo naquela vez, o que foi uma resposta admirvel para tal tragdia. Houve
tempo para nossa mente clarear agora, e  hora de buscar o futuro. Para isso, vamos
precisar de uma limpeza. Voc entende?"
"Eu acho que sim," eu disse.
"Espero ansiosa pelo seu circulo," ela disse.
"Eu tambm," eu menti.
"Seja vigilante e sbia hoje, Zoey."
"Farei meu melhor," eu disse. Eu dei uma saudao de respeito a ela e uma pequena
reverencia quando sai.
Ento eu tinha que liderar um ritual de limpeza para a escola toda amanh  sem o
elemento da terra  embora todos acreditem que Afrodite ainda tem uma afinidade
com a terra. Bem, todos acreditam que Afrodite ainda  uma caloura tambm. Oh,
jeesh. Eu estou com srios problemas. De novo.
QUINZE


Tentando no surtam totalmente sobre o ritual de limpeza, eu olhei meu horrio
enquanto corria at o estacionamento. Bem, Shekinah estava certa  me trocar para
uma aula de sociologia mais avanada mexeu totalmente com meu horrio,
misturando as minhas primeiras quatro aulas e movendo Teatro do segundo perodo
para o quinto, logo antes da nica aula que ficou no mesmo horrio, Equitao.
"timo," eu murmurei para mim mesma. "Ento alm de um ritual totalmente
atrapalhado, eu tenho a aula com Erik para esperar." Eu estava tentando impedir meu
estmago vazio de virar do avesso quando eu vi Afrodite e Darius parados perto de um
Lexus preto muito legal. Ok, na verdade eu vi o enorme e muscular Darius. Afrodite
estava parada na sombra dele, batendo os olhos para ele.
"Desculpe por demorar," eu disse e sentei no banco traseiro do carro. Afrodite, que
deslizou graciosamente do lado do passageiro, disse, "Hey, sem problemas. No se
estresse."
Eu virei os olhos. Agora est tudo bem se atrasar? Jeesh, ela  to transparente.
"Uh, Afrodite," e disse docemente enquanto Darius dirigia para fora da escola. "Se
certifique de marcar seu calendrio para meia noite amanh."
"O que?" Ela olhou por cima do ombro de uma forma que claramente dizia que ela
queria que eu desaparecesse para ela ficar sozinha com Darius.
"Amanh  meia noite  voc  eu  Damien  as Gmeas  grande ritual com um
circulo para limpeza na frente da escola toda."
Os olhos dela ficaram enormes e redondos e ela ficou vidrada. "Isso vai ser " ela
comeou, soando sem ar e semi-histrica.
"Divertido!" Eu disse a palavra antes dela poder dizer algo como um desastre total.
"Estou ansioso por isso," Darius disse, sorrindo docemente para Afrodite. "O poder do
seu circulo  nico."
Eu podia ver Afrodite se ajeitando para que quando ela retornou o sorriso de Darius,
ela soasse flertando (e meio vadia) quando disse, "Bem, nico  definitivamente um
jeito de descrever."
"Eu nunca vi tantos calouros dotados de poderosos dons," Darius disse.
"Querido, voc no tem idia do to dotada eu sou," ela disse, se inclinando at ele e
rindo suavemente.
Yeah, eu pensei enquanto estava sentada ali e mordendo a parte de dentro da minha
bochecha e quase sangrando enquanto Afrodite flertava de forma ultrajante e um
pouco nauseante com Darius, ele e todo mundo  exceto Afrodite e Stevie Rae 
ningum tem idia do que realmente est acontecendo com a gente. Diabos, no que
ns trs sabemos exatamente o que est acontecendo, muito menos o que vamos
fazer quando eu tiver que lanar um circulo sem um dos cinco elementos. Eu lembrei
do que aconteceu quando Afrodite tentou invocar a terra no quarto dela, e eu sabia
que seria mais do que bvio a qualquer um vendo que ela no tinha mais uma
afinidade com a terra. E como vamos explicar isso?
Damien e as Gmeas provavelmente ficariam fulos comigo de novo por esconder isso
deles. timo.
O que eu precisava era de uma enorme distrao durante o circulo para ningum notar
a o detalhe da falta de afinidade. Ok, no. O que eu realmente preciso so de frias.
Ou um Advil* extra forte.
(*analgsico)
Eu procurei na minha bolsa pelo Advil mas no consegui encontrar nenhum   claro,
drogas no funcionam em calouros muito bem, ento provavelmente no vai ajudar
com a minha dor de cabea. No parecia que eu iria conseguir uma distrao tambm.
O que parecia era que eu ia conseguir o tpico para mim  mais problemas e estresse e
provavelmente uma boa dose de diarria.
Darius no teve problemas em encontrar os Gatos de Rua. O prdio era aconchegante
e quadrado construdo de tijolos com grandes janelas lotadas de coisas de gatos. Eu fiz
uma nota mental de pegar algo para Nala da loja de presentes. Minha gata  mal
humorada o bastante sem ela achar que eu estou traindo ela (traduo: eu iria cheirar
a milhes de gatos) e nem comprar um presente para ela.
Darius abriu a porta para mim e Afrodite, e entramos na parte da loja bem iluminada
do prdio. Sim, ns trs usvamos culos de sol, mas as luzes ainda incomodavam
nossos olhos. Eu olhei para a recm humana de novo Afrodite. Bem, elas
incomodavam pelo menos dois pares de olhos.
"Bem vindos aos Gatos de Rua.  a primeira visita de vocs?"
Eu olhei de Afrodite para a 
Freira?!
Eu pisquei surpresa e senti a necessidade de esfregar os olhos. A freira sorriu para mim
de onde estava sentada atrs do balco, os olhos profundos e marrons dela pareciam
vivos e brilhavam no rosto palido que era obviamente velho mas surpreendentemente
suave e emoldurado por um chapu preto de freira.
"Mocinha?" ela disse para mim, o sorriso dela sem sumir.
"Oh, uh, sim. Eu quero dizer, sim.  nossa primeira visita aos Gatos de Rua," eu disse
nada brilhantemente. Minha mente estava voando. O que uma freira estava fazendo
aqui? Da minha viso lateral, eu vi outras vestimentas pretas e percebi que haviam
mais freiras no corredor da loja. Freiras? Haviam vrias delas? Elas no iriam surtar
quando descobrissem que vampiros calouros queriam fazer caridade para os Gatos de
Rua?
"Bem, excelente. Sempre damos boas vindas a quem visita pela primeira vez. O que os
Gatos de Rua podem fazer por vocs?"
"Eu no sabia que as Irms Beneditas estavam envolvidas com os Gatos de Rua,"
Afrodite me surpreendeu dizendo.
"Porque, sim. Estamos controlando os Gatos de Rua a dois anos. Gatos so criaturas
muito espirituais, voc no acha?"
Afrodite bufou. "Espirituais? Eles so mortos por serem familiares de bruxas e ligados
com o demnio. Se um preto cruza o seu caminho, as pessoas acham que d azar. 
isso o que voc quer dizer com espiritual?"
Eu queria socar ela por ter soado to desrespeitosa, mas a freira no contestou. "Voc
no acha que isso  porque gatos sempre estiveram perto das mulheres?
Especialmente aquelas consideradas mulheres sbias pelo pblico em geral? Ento,
naturalmente, em uma sociedade predominantemente dominada por homens, um
certo tipo de pessoas iria ver coisas sinistras sobre eles."
Eu senti o olhar surpreso de Afrodite. "Sim,  o que eu acho. Estou surpresa que voc
tambm ache, no entanto." Ela disse honestamente. Eu notei que Darius parou de
fingir comprar e estava ouvindo a conversa com interesse.
"Mocinha, s porque eu uso um hbito, no significa que eu no penso ou tenho idias
prprias. E eu posso garantir a voc que eu tenho muito mais problemas com a
dominao masculina do que voc." O sorriso dela fez as palavras menos duras do que
seriam sem ele.
"Hbito!  assim que se chama," eu ouvi minha estpida boca falar, e ento me senti
corar.
"Sim,  assim que se chama."
"Desculpe. Eu nunca  eu nunca encontrei uma freira antes," eu disse, e corei ainda
mais.
"Isso no  uma surpresa. No tem muitas de ns. Eu sou a Irm Mary Angela, diretora
do nosso convento e administradora do Gatos de Rua." Ela virou o sorriso para
Afrodite. "Voc reconheceu nossa ordem porque  catlica, criana?"
Afrodite deu uma pequena risada. "Eu definitivamente no sou catlica. Mas sou a
filha de Charles LaFonte."
Irm Mary Angela acenou em entendimento. "Ah, nosso prefeito. Ento,  claro, voc
sabe do trabalho de caridade da nossa ordem." Ento as sobrancelhas dela se
ergueram quando ela percebeu o que mais significava Afrodite ser a nica filha do
prefeito de Tulsa. "Voc  uma vampira caloura."
Ela no soou muito assustada, mas eu decidi que era uma boa hora de avisar a freira
que Satan estava na loja. Eu respirei fundo e apertei a mo para ela no tremer, e disse
com pressa: "Sim, Afrodite  uma caloura e eu sou Zoey Redbird, vampira caloura e
Lider das Filhas Negras."
Ento eu esperei por uma exploso que no aconteceu.
A Irm Mary Angela levou um tempo para responder. Ento ela apertou minha mo
firmemente. "Saudaes Zoey Redbird." Ela olhou cuidadosamente de Afrodite para
mim e ento para Darius, para quem ela ergueu uma sobrancelha e disse, "Voc
parece ser bem maduro para ser um calouro."
Ele acenou com a cabea em uma pequena e respeitosa reverencia. "Voc 
observadora, Sacerdotisa. Eu sou um vampiro adulto, um Filho de Erebus."
Oh, timo. Ele chamou ela de sacerdotisa. De novo esperei um surto que no
aconteceu.
"Ah, entendo. Voc  o acompanhante das calouras." Ela virou sua ateno de volta
para mim. "O que significa que vocs duas devem ser importantes jovens para precisar
de tal ateno."
"Bem, como eu disse, eu sou a Lider das Filhas Negras e "
"Somos importantes," Afrodite me interrompeu de novo, "mas essa no  a nica
razo de Darius estar conosco. Dois vampiros foram encontrados assassinados nos
ltimos dias, e nossa Alta Sacerdotisa no nos deixou sair sem proteo."
Eu dei um olhar a Afrodite de O que diabos. Eu realmente no estava gostando dela
falar demais.
"Dois vampiros foram mortos? Ouvi apenas sobre um assassinato."
"Nosso Poeta Laureate foi morto trs dias atrs." Eu no consegui dizer o nome dele.
Irm Mary Angela parecia chateada. "So noticias horriveis. Eu irei colocar ele na nossa
lista de reza."
"Voc rezaria por um vampiro?" A pergunta pareceu escapar da minha boca sem
avisar, e eu me senti corar de novo.
" claro que sim, assim como as minhas irms."
"Desculpe. Eu no quero ser rude, mas voc no acha que todos os vampiros so
demnios do inferno porque adoramos uma deusa?" eu perguntei.
"Criana, o que eu acredito  que sua Nyx  s outra encarnao da nossa Abenoada
Me, Maria. Eu tambm acredito devotamente em Mateus 7:1, que diz "No julgues, e
no ser julgado."
"Pena que as Pessoas de F no acreditam nisso como voc," eu disse.
"Alguns acreditam, criana. Tente no colocar eles no mesmo saco. Lembre-se que a
parte do no julgues vale pelos dois lados. Agora, o que os Gatos de Rua podem fazer
pela House of Night?"
Minha mente ainda estava tento problemas em absorver o fato que essa freira estava
totalmente ok com vampiros, mas eu mentalmente me chacoalhei o bastante para
dizer, "Como a Lider das Filhas Negras, eu achei que seria uma boa idia nos
envolvermos na caridade da comunidade local."
O sorriso quente da Irm Mary Angela voltou. "E, naturalmente, voc pensou em
resgate de gatos."
Eu devolvi o sorriso dela. "Sim! A verdade  que, eu no fui Marcada a muito tempo, e
eu acho que  estranho que mesmo que nossa escola esteja no meio de Tulsa, sermos
to isolados da escola. S no parece certo para mim." Ela era bem fcil de conversar,
e eu me encontrei me abrindo para ela. "Foi isso que me trouxe "
Eu vi o franzido de Afrodite com a minha viso lateral e rapidamente acrescentei, "ns
 foi o que nos trouxe aqui. Achamos que seria legal se fossemos voluntarias para
ajudar com os gatos, e tambm levantar dinheiro para os Gatos de Rua. Talvez
podemos patrocinar um mercado de pulgas e dar a vocs o dinheiro que
arrecadarmos."
"Sempre precisamos de dinheiro e voluntarios experientes. Voc  dona de um gato,
Zoey?"
Meu sorriso aumentou. "Na verdade Nala  minha dona, e ela te diria isso se estivesse
aqui."
"Voc, de fato, tem um gato," ela disse. "E quanto a voc, guerreiro?"
"Nefertiti, a mais linda do mundo, me escolheu como dela seis anos atrs," Darius
disse.
"E voc?"
Afrodite parecia inquieta, e eu de repente percebi que eu nunca tinha visto um gato
com ela.
"No. Eu no tenho um," Afrodite disse. Quando ns trs olhamos para ela, ela deu
nos ombros desconfortvel. "Eu no sei porque, mas nenhum gato me escolheu."
"Voc no gosta deles?" a freira perguntou.
"Eu gosto deles, eu acho. S parece que eles no gostam de mim," Afrodite admitiu.
"Huh," eu disse com uma suprimida diverso, e ela olhou para mim.
"Est tudo bem," Irm Mary Angela disse suavemente. "Ainda podemos colocar uma
voluntaria para trabalhar."
Jeesh, a freira no estava brincando sobre nos colocar para trabalhar. Eu disse a ela
que tnhamos tempo para dar a ela algumas horas mais ou menos, antes de termos
que voltar para a escola, e ela comeou a bater o chicote. Afrodite automaticamente
fez par com Darius, claramente gostando da parte dela no plano de "manter o
guerreiro ocupado para que Zoey possa conversar com Stevie Rae" (que ainda no
tinha aparecido), e a Irm Mary Angela mandou os dois para a sala de gatos para
limpar caixas de areia e escovar gatos com as duas outras freiras, Irm Bianca e Irm
Fatima, a quem Irm Mary Angela apresentou para ns trs num jeito muito "por
sinal," como se fosse totalmente normal calouros e vampiros (com Marcas cobertas)
serem voluntrios na comunidade. Eu no aprendo devagar, ento quando eu parei de
achar que as freiras iam surtar, e percebi que aquelas mulheres eram um tipo
totalmente diferente dos "religiosos" que meu horrvel padrasto-perdedor e do Povo
da F sociopata. (Sim, obrigado a Damien pelo meu aumento de vocabulrio.)
Infelizmente, Irm Mary Angela me mandou fazer um inventario do inferno.
Aparentemente as freiras tinham recebido um grande carregamento de brinquedos de
gatos  um GRANDE carregamento, tipo vrias caixas de mais de duzentos ratos de
borracha, e brinquedos de gato  e Irm Mary Angela me pediu para catalogar cada
um separadamente (e irritantemente felizes) brinquedos no sistema do computador.
Oh, e ela tambm me ensinou como usar o sistema do computador para registrar
dinheiro, e ento ela me deu um firme, "Vamos ficar abertos at mais tarde hoje, e
voc est encarregada da loja," e desapareceu na sala que ficava ao lado da loja e pelo
corredor de onde estavam os gatos que esperavam ser adotados.
Ok, no foi como se ela realmente tivesse me deixado encarregada. Eu podia ver Irm
Mary Angela pela enorme janela de vidro que tomava o espao da parede do lado da
loja, o que significa que ela tambm podia me ver. Sim, ela era mega ocupada, fazendo
ligaes e outras coisas importantes, mas eu sentia os olhos dela em mim
freqentemente.
Ainda sim, eu tenho que admitir que eu achei legal que a Irm Mary Angela  uma
mulher que supostamente deveria estar casada com Deus  nos aceitar tanto. Me fez
perguntar se eu realmente estava, para usar as palavras da freira, incorretamente
colocando todos no mesmo saco (a no ser o pessoal que acreditava em Nyx). Eu no
gosto muito de admitir quando estou errada, especialmente j que tive que admitir
muito isso ultimamente, mas essa mulher definitivamente me deu algo para pensar.
Ento eu estava ponderando muito profundamente sobre coisas religiosas do que o
meu normal, e literalmente at os cotovelos com coisas de gatos quando a porta abriu
e Stevie Rae entrou.
Ns nos olhamos. Eu no posso dizer o quo incrvel  ver minha melhor amiga no
estar morta. Nem mesmo morta viva. Ela parecia como a minha Stevie Rae de novo
com o cabelo loiro curto, as sardas, e o jeans Roper familiar com uma camiseta com
botes (infelizmente). Sim, eu amo a garota. No, ela no tem um bom senso se moda.
E no, eu no ia deixar Afrodite me fazer duvidar da minha amiga.
"Z! Ohminhadeusa, eu senti sua falta! Hey, voc ouviu as novidades?" Ela disse com
pressa com o adorvel sotaque Okie.
"Novidades?"
"Yeah, sobre o "
Mas ela foi interrompida por uma batida na janela do escritrio da Irm Mary Angela.
As sobrancelhas da freira estavam erguidas de forma questionadora. Eu apontei para
Stevie Rae e fiz com a boca um "minha amiga." A freira desenhou uma lua crescente
de brincadeira no meio da testa com o dedo e apontou para Stevie Rae (que estava
olhando para Irma Mary Angela com a boca aberta). Eu acenei vigorosamente. A freira
me deu um rpido aceno, sorriu, e acenou dando boas vidas a Stevie Rae, e ento
voltou para sua ligao.
"Zoey!" Stevie Rae sussurrou. "Aquela  uma freira."
"Sim," eu disse numa voz normal. "Eu sei. Irm Mary Angela administra esse lugar.
Tem mais duas freiras na sala de gatos com Afrodite e um Filho de Erebus que ela est
mantendo ocupado com um nojento flerte."
"Bleck! Afrodite e o flerte dela so nojentos. Mas, mais importante, freiras?" Stevie
Rae piscou confusa. "E elas sabem que somos calouros e tudo mais?"
Eu adivinhei que ela estava se referindo a si mesma com o comentrio do tudo mais,
ento acenei. (Bem, eu certamente no ia tentar explicar as freiras sobre vampiros
vermelhos.) "Sim, aparentemente elas esto tranqilas com a gente porque elas
acham que Nyx  s outra forma da Virgem Maria. Alm do mais parece que freiras
no devem julgar os outros."
"Bem, eu gosto da parte do no julgar, mas Nyx como a virgem Maria? Ohminhadeusa,
 a coisa mais estranha que eu j ouvi."
"O que faz disso uma coisa muito estranha, porque eu imagino que quando voc
morre e virarmorta viva voc ouve algumas coisas bem estranhas," eu disse.
Stevie Rae acenou solenemente e disse, "To estranho que, como meu pai diria,
derruba o falco do vago de carne."
Eu balancei a cabea, ri, e joguei meus braos ao redor dela. "Stevie Rae, sua louca, eu
senti sua falta!"
DEZESSEIS


Nosso abrao foi interrompido por uma irritante risada de Afrodite no corredor da sala
onde ficavam os gatos. Stevie Rae e eu viramos os olhos juntas.
"O que voc disse que est fazendo l trs, e com quem?"
Eu suspirei. "S podemos sair do campus com um acompanhante dos Filhos de Erebus,
ento esse guerreiro chamado Darius "
"Ele deve ser gostoso se Afrodite est dando tanto em cima dele."
"Yeah, ele definitivamente  gostoso. De qualquer forma, Darius disse que iria nos
escoltar. Ela disse que iria manter ele ocupado para podermos conversar."
"Aposto que isso  um problema para ela," Stevie Rae disse sarcasticamente.
"Por favor  todos sabemos que ela  meio vadia," eu disse.
"Meio?"
"Estou tentando ser gentil," eu disse.
"Oh, certo. Ok. Eu, tambm. Ento ela est mantendo esse guerreiro gostoso ocupado
para a gente poder conversar."
"Yeah, e "
Mais duas batidas na janela fizeram Stevie Rae e eu olharmos para a Irm Mary Angela,
que disse, "Menos conversa  mais trabalho!" alto o bastante para a gente ouvir
atravs do vidro.
Stevie Rae e eu acenamos abertamente como se tivssemos medo dela. (uh, quem no
tem medo de freiras?)
"V at as caixas e pegue todos aqueles ratos cinza e rosa  cheios de erva de gato  e
me d. Eu vou continuar fazendo o inventario," eu disse, segurando o estranho
aparato parecido com uma arma que a freira tinha me ensinado a usar. "Vamos
conversar enquanto eu conto brinquedos de gato."
"Tudo bem." Stevie Rae comeou a mexer na grande caixa marrom da UPS*.
(* tipo um sedex)
"Ento o que voc estava dizendo antes sobre novidades?" eu perguntei, passando o
rato que ela me entregou como se estivesse jogando um daqueles antigos jogos
rcade.
"Oh, yeah! Voc no vai acreditar! Kenny Chesney vai vir fazer um show na nova rea
BOK!"
Eu olhei para ela. E olhei mais. E ento um pouco mais. Sem dizer nada.
"O que? Voc sabe que eu amo Kenny Chesney."
"Stevie Rae," eu finalmente consegui dizer. "Com todas as porcarias que esto
acontecendo, eu no sei como voc arranja tempo para alimentar sua obsesso com
msica country nerd."
"Retire isso, Z. Ele no  nerd."
"timo. Eu retiro. Voc  a nerd."
"timo," ela disse. "Mas quando eu descobrir como conseguir acesso a internet l nos
tneis para comprar os ingressos, no me pea um."
Eu balancei a cabea para ela." Computadores? Nos tneis?"
"Freiras? No Gatos de Rua?" ela respondeu.
Eu respirei fundo. "Ok, voc fez seu ponto. As coisas esto estranhas agora. Vamos
recomear. Como voc tem estado? Senti sua falta."
O franzido de Stevie foi imediatamente substitudo por um sorriso bobo. "Estou bem. E
voc? Oh, e eu tambm senti muito a sua falta."
"Ando confusa e estressada," eu disse. "Me d alguns daqueles brinquedos de pena
prpura. Eu acho que acabamos com o rato cinza e rosa."
"Bem, tem muitas penas prpuras, ento vamos ficar aqui um tempo." Ela comeou a
me dar os grandes e bizarros brinquedos. (Eu definitivamente no iria pegar um desses
para Nala  ela provavelmente iria inchar como um daqueles peixes baiacu.) "Ento,
que tipo de confuso e estresse? As coisas normais ou as novas e melhoradas coisas?"
"Novas e melhoradas,  claro." Eu encontrei os olhos de Stevie Rae e, mantendo a voz
baixa, eu disse," Ontem a noite um calouro chamado Stark morreu nos meus braos."
Eu pausei enquanto Stevie Rae recuava, como se o que eu tivesse acabado de dizer a
tivesse machucado fisicamente. Mas eu tinha que continuar. "Voc faz idia se ele vai
voltar?"
Stevie Rae no disse nada por um tempo, e eu deixei ela organizar os pensamentos
enquanto me entregava brinquedos dos gatos. Finalmente ela olhou para cima e
encontrou meus olhos de novo. "Eu queria poder te dizer que ele vai voltar  que ele
vai ficar bem. Mas eu no sei."
"Quanto tempo leva para saber?"
Ela balanou a cabea, parecendo muito frustrada. "Eu no sei! Eu no consigo
lembrar. Naquela poca, os dias no importavam para mim."
"O que voc lembra?" eu perguntei gentilmente.
"Eu lembro de acordar e estar com fome  tanta fome, Zoey. Foi terrvel. Eu precisava
de sangue. Ela estava l, ela me deu." Stevie Rae fez carreta para a memria. "Dela. Eu
me alimentei do pulso dela quando eu acordei."
"Neferet?" eu sussurrei o nome.
Stevie Rae acenou.
"Onde voc estava?"
"Num terrvel necrotrio. Voc sabe,  do lado da escola perto do muro sul e dos
pinheiros. Tem aquele negcio da cremao."
Eu estremeci. Eu sabia sobre o negcio da cremao. Todos sabem disso.  para onde
supostamente o corpo de Stevie Rae foi.
"E da o que aconteceu? Quero dizer, depois que voc se alimentou?"
"Ela me levou para os tneis com o resto dos garotos. Ela costumava nos visitar
bastante. As vezes ela at levava pessoas de rua para a gente comer." Stevie Rae
desviou o olhar, mas no antes de eu ver a dor e a culpa que encheram os olhos dela.
Ela era uma alma to doce  uma garota to boa  lembrar como era quando ela
estava perdendo a humanidade deve ser horrvel para ela. " duro para mim pensar
sobre isso, Zoey. E  ainda mais difcil falar sobre isso."
"Eu sei, desculpe, mas  importante. Eu preciso saber o que acontece se Stark voltou."
Stevie Rae olhou para os meus olhos, e de repente a voz dela parecia estranha. "Eu
no sei o que vai acontecer. As vezes nem eu sei o que vai acontecer comigo."
"Mas voc est diferente agora. Voc Mudou."
A expresso dela se endureceu, e eu vi raiva nos olhos de Stevie Rae. "Yeah, eu Mudei,
mas no  to simples quanto o que acontece com vampiros normais. Eu ainda tenho
que escolher minha humanidade, e as vezes essa escolha no  to preto-e-branco
como voc acha que seria." O olhar dela se afiou. "Voc disse que o nome do garoto
morto  Stark? Eu no lembro de ningum com esse nome."
"Ele era novo. Ele foi transferido da House of Night em Chicago."
"Como ele era antes de morrer?"
"Stark era um garoto legal," eu disse automaticamente, e ento parei, percebendo que
eu no sabia realmente que tipo de cara ele era, e pela primeira vez eu me perguntei
se a atrao que eu sentia por ele manchou o jeito que eu o via. Ele admitiu matar o
mentor dele  como eu podia ter deixado isso de lado to facilmente?
"Zoey? O que ?"
"Eu estava comeando a gostar dele. Realmente gostar dele, mas eu no o conhecia
muito bem," eu finalmente disse, de repente relutante em contar tudo sobre Stark a
Stevie Rae.
A expresso dela se suavizou, e ela parecia minha melhor amiga de novo. "Se voc
gosta dele, voc vai ter que ir ao necrotrio e tirar ele de l. O mantenha em algum
lugar por alguns dias, e veja se ele volta. Se ele voltar, ele vai sentir fome e
provavelmente estar um pouco louco quando acordar. Voc vai ter que alimentar ele,
Zoey."
Eu passei minha mo tremula pela testa, tirando o cabelo do rosto. "Ok... ok... eu dou
um jeito. Eu s tenho que dar um jeito."
"Se ele acordar, traga ele para mim. Ele pode ficar com a gente," Stevie Rae disse.
"Ok," eu repeti, me sentindo sobrepujada. "No tem muita coisa acontecendo na
House of Night agora.  diferente de antes."
"Diferente como? Me conte, e talvez eu possa te ajudar."
"Bem, para uma coisa, Shekinah apareceu na House of Night."
"Esse nome parece familiar. Como se ela fosse importante ou algo assim."
"Ela  muito importante, tipo a lder de todas as Alta Sacerdotisas. E ela acabou com
Neferet na frente do Conselho."
"Nossa, eu queria ter visto isso."
"Yeah, foi timo, mas meio assustador tambm. Quero dizer, se Shekinah tem poder o
bastante para colocar Neferet no lugar dela  bem, isso  assustador."
Stevie Rae acenou. "Ento o que Shekinah disse?"
"Voc sabe que Neferet fechou a escola, embora tenha terminado com o feriado de
inverno e feito todos voltar."
"Yeah." Stevie Rae acenou de novo.
"Shakinah reabriu a escola." Eu me inclinei mais perto de Stevie Rae e baixei ainda
mais minha voz enquanto continuei. "E ela cancelou a guerra."
"Ooooh! Eu sei que isso irritou Neferet," Stevie Rae respondeu.
"Absolutamente. Shekinah parece ser legal, ou pelo menos at onde eu sei dizer. Mas
voc entende o que eu disse sobre ela ser assustadoramente poderosa?"
"Yeah, mas tambm parece que voc pode ter algum do seu lado que  mais
importante que Neferet. Ela parou a guerra, o que  uma boa coisa."
" uma boa coisa, mas Shekinah tambm quer fazer um ritual de limpeza na escola. Eu
vou fazer o ritual. Eu com meu grupo de super dotados calouros. Voc sabe: As
Gmeas. gua e fogo  Damien, que  o Sr. Ar  e, em cima de tudo, Afrodite com a
terra,  claro."
"Uh-oh," Stevie Rae disse. "Uhm, Zoey, Afrodite ainda tem uma afinidade com a
terra?"
"Absolutamente no," eu disse.
"Ela pode fingir?"
"Absolutamente no."
"Ela tentou?'
"Yep. A vela verde voou da mo dela. Ela no  apenas menos a terra, ela  menos a
terra ao quadrado.
"Droga, isso  uma porcaria. Eu realmente queria ajudar." Ento ela se alegrou. "Hey!
Talvez eu possa! E se eu entrar de fininho no ritual e ficar atrs de Afrodite? Eu aposto
que se voc se concentrar quando chamar a terra, e eu me concentrar na terra ao
mesmo tempo, a vela vai se acender e tudo vai parecer normal."
Eu abri a boca para dizer obrigado mas no obrigado  seria muito fcil ela ser pega e
todos descobrirem sobre ela. Mas ento eu fechei a boca. O que exatamente seria to
ruim sobre Stevie Rae ser encontrada? No ser pega entrando de fininho no ritual, 
claro, mas apenas descoberta. O quente e familiar sentimento dentro de mim me disse
que eu estava no caminho certo (para variar).
"Algo assim pode funcionar."
"Verdade? Voc quer me esconder? Ok, s me diga quando e onde."
"E se eu no te escondesse? E se voc se mostrasse?"
"Zoey, eu amo Damien e tudo mais, mas no sou gay. Eu quero dizer, eu sei que no
tenho um namorado oficial a muito tempo, mas eu ainda me sinto meio quente e
formigando quando penso sobre o quo fofo Drew Partain . Voc lembra como ele
gostava de mim antes de eu morrer e ficar louca?"
"Ok, primeiro  sim. Eu lembro que Drew gostava de voc. Segundo, voc no est
morta e louca mais, ento ele provavelmente ainda iria gostar de voc  se ele
soubesse que voc est viva. O que me trs para o meu terceiro ponto: Quando eu
disse se mostrar, eu no me referi a voc ser gay. Eu quis dizer mostrar voc." Eu fiz
um pequeno movimento em direo a tatuagem vermelha no rosto dela que ela
cuidadosamente escondeu antes de sair em pblico.
Stevie Rae olhou para mim por um tempo, parecendo chocada. Quando ela finalmente
falou, a voz dela soava estrangulada. "Mas eles no podem saber sobre mim."
"Porque no?" eu perguntei calmamente.
"Porque se eles descobrirem sobre mim, eles vo descobrir os outros."
"E?"
"Isso seria ruim," ela disse.
"Porque?"
"Zoey. Como eu disse antes, eles no so calouros normais."
"Stevie Rae, que diferena faz?"
Ela piscou para mim. "Voc no entende. Eles no so normais, eu no sou normal."
Eu olhei para ela por muito tempo, considerando o que eu sabia  que Stevie Rae
recebeu a humanidade dela de volta, e que eu meio que suspeitava e no queria
admitir  que embora ela tivesse a humanidade dela de volta, ela ainda tinha lados
negros dentro dela que eu no podia entender.
Eu sabia que tinha que tomar uma deciso. Ou eu confiava nela, ou no. E quando se
tratava disso, essa era uma deciso fcil de fazer.
"Eu sei que voc no  exatamente como costumava ser, mas confio em voc. Eu
acredito na sua humanidade, e sempre vou acreditar."
Stevie Rae parecia prestes a chorar. "Tem certeza?"
"Totalmente."
Ela respirou fundo. "Ok, ento qual seu plano?"
"Bem, eu no pensei sobre isso, mas me parece que os vampiros e calouros deveriam
saber sobre voc e o resto, especialmente agora que um calouro morreu. No
sabemos tudo que queramos sobre isso, mas temos certeza que Neferet de alguma
forma cria vocs, ou pelo menos abre uma porta estranha para vocs serem criados,
certo?"
"Eu acho que sim. A verdade , eu ainda me preocupo que os calouros possam ser
controlados, ou pelo menos influenciados por ela, embora eles sejam diferentes agora
e ela ns deixou em paz."
"Ento no faz sentido que  ruim Neferet ser a nica vampira adulta a saber sobre
vocs? Especialmente se ela pode ter algum tipo de controle sobre vocs?
Especialmente agora que pode haver um novo calouro vermelho pronto para
acordar?" E ento outra idia me atingiu. "Stark tem um dom. Ele nunca erra o que
mira com o arco e flecha. E eu digo nunca."
"Ela com certeza ir querer usar ele," Stevie Rae disse. "Antes da minha Mudana, ela
com certeza estava usando os outros, ou pelo menos tentando." Ela parecia
apologtica. "Eu sinto muito por no poder lembrar das coisas que aconteceram antes
de eu Mudar, e o resto do pessoal diz que a memria deles no  muito boa tambm.
Eu s posso adivinhar a maior parte das coisas."
"Bem, pelo pouco que eu vi, era bvio que Neferet no iria fazer nada bom."
"Nenhuma surpresa nisso, Z," ela disse.
"Eu sei. Mas isso nos traz de volta sobre os outros vampiros saberem sobre vocs. Se
vocs aparecerem, ser mais difcil Neferet usar vocs para o plano de dominar o
mundo dela."
"Ela tem um plano assim?"
"Eu no sei. Soa como algo que ela pode planejar."
"Verdade," Stevie Rae disse.
"Ento? O que voc acha?"
Ela no respondeu por um tempo, e eu mantive a boca fechada e deixei ela pensar.
Isso era importante. At onde a gente sabia, Stevie Rae e os calouros vermelhos eram
algo que nunca existiu antes. Se Stark no morresse, se ele acordasse como um
calouro vermelho, Stevie Rae seria a primeira da nova raa de vampiros, e ser a
primeira em algo  uma sria responsabilidade. Eu definitivamente sabia disso.
"Eu acho que voc pode ter razo," ela finalmente disse em uma voz que era mais alta
que um sussurro. "Mas estou assustada. E se os vampiros normais acharem que somos
aberraes?"
"Voc no  uma aberrao," eu disse mais convincentemente do como eu me sentia.
"Eu no vou deixar nada acontecer com voc ou eles."
"Promete?"
"Prometo. Alm do mais,  uma questo de ser a hora perfeita. Shekinah  mais
poderosa que Neferet, e tem vrios guerreiros Filhos de Erebus pela escola."
"E como isso me ajuda?"
"Se Neferet surtar, eles podem lidar com ela."
"Zoey, eu no quero que voc use isso como desculpa para pegar Neferet
abertamente," Stevie Rae disse, parecendo de repente plida.
As palavras dela me deram uma onda de choque. "Eu no estou!" eu disse muito alto,
ento continuei numa voz mais baixa. "Eu no iria te usar assim."
"Eu no quis dizer que voc fez isso de propsito para pegar Neferet. Eu s quis dizer
que eu no acho esperto voc, ou qualquer um de ns, ser contrario a ela to
abertamente, e eu no acho que importa tanto que os Filhos de Erebus e Shekinah
estarem aqui. Tem algo mais acontecendo com Neferet do que a loucura normal. Eu
sei dentro de mim. Eu no posso lembrar do que eu sei, mas ela  perigosa.
Realmente, realmente perigosa. Algo bsico foi mudado nela, e essa mudana no 
uma boa coisa."
"Eu queria que voc conseguisse lembrar o que aconteceu com voc."
Stevie Rae fez uma careta. "Eu tambm, as vezes. E as vezes eu realmente, realmente
ficou feliz por no poder. O que aconteceu comigo no foi bom, Zoey."
"Eu sei," eu disse solenemente.
Contamos brinquedos de gatos silenciosamente por um tempo, as duas perdidas em
pensamentos de morte e escurido. Eu no podia me impedir de pensar sobre o quo
horrvel foi quando Stevie Rae morreu nos meus braos  e ento como foi um
pesadelo a luta que foi quando ela estava morta viva e lutando para no perder a
humanidade completamente. Eu olhei para ela e vi que ela estava mordendo o lbio
nervosamente enquanto pegava mais brinquedos de pena prpura na caixa. Ela
parecia assustada e jovem e, apesar dos poderes e responsabilidades dela, muito
vulnervel.
"Hey," eu disse suavemente. "Vai ficar tudo bem. Eu prometo. Nyx tem que estar
trabalhando nisso."
"O que significa que a deusa est do nosso lado?"
"Exato. Ento amanh a meia noite vamos fazer o ritual de limpeza no muro leste." Eu
no precisei acrescentar que era um lugar de poder assim como um lugar de morte.
"Acha que pode entrar no campus e ficar por perto at eu chamar a terra para o
circulo?"
"Yeah," ela disse relutantemente, claramente 100% concordando comigo ainda.
"Ento se eu for, voc acha eu deveria trazer os outros comigo?"
"Voc decide sobre isso. Se voc acha que trazer eles  melhor, ento sou a favor."
"Eu tenho que pensar. E tenho que falar com eles."
"Ok, sem problemas. Eu confio no seu julgamento em voc decidir vir e se decidir
trazer os calouros."
Ela sorriu para mim. " muito bom ouvir voc dizer isso, Z."
"Eu falei srio." Ento  porque embora ela tivesse sorrido para mim, ela ainda
parecesse preocupada e indeciso sobre o que fazer  eu temporariamente mudei de
assunto enquanto ela pensava sobre isso. "Hey, quer saber um pouco mais sobre meu
novo e melhorado estresse?"
"Definitivamente."
"Quando acabarmos aqui, eu tenho que voltar para aula, e j que meu horrio mudou
esse semestre, eu tenho que ir para a aula de teatro hoje, que vai ser ensinada pelo
sempre popular, que me odeia, novo professor na House of Night: Erik Night."
"Uh-oh," Stevie Rae disse.
"Yeah, eu no estou exatamente esperando um 10."
"Mas tem um jeito dele te dar um 10," ela disse, rindo travessamente.
"Nem comea. Eu parei com os ex. Acabada. Fim. Eu aprendi minha lio. Alm do
mais,  realmente nojento voc dizer para mim trocar sexo por um 10."
"No, Z. Eu no estava falando sobre voc transar com Erik por um 10. Eu estava
falando sobre voc dar a ele um grande bordado vermelho 10 por sua camiseta."
"Huh?" eu disse, sem noo como sempre.
Ela suspirou. "Como em Na Carta Escarlate. A herona tem que usar na camiseta dela
porque ela faz besteira. Voc precisa ler mais, Zoey."
"Oh, yeah. E obrigado pela linda analogia. Me fez sentir to bem melhor."
"No fique brava." Ela jogou um brinquedo de penas em mim. "Estava s brincando."
Eu ainda estava franzindo para ela quando o celular dela tocou. Stevie Rae olhou para
o nmero e suspirou. Ela olhou rapidamente para Irm Mary Angela, cuja cabea
estava na frente do computador, e ento respondeu. "Hey, Venus, e a?" Ela soava
propositalmente animada. Houve uma pausa enquanto ela ouvia, no qual a felicidade
dela sumiu. "No! Eu te disse que iria voltar logo e da riamos conseguir algo para
comer." Outra pausa  mais franzidos  e ela disse, meio que se afastando de mim e
baixando a voz, "No! Eu disse que riamos conseguir algo para comer e no algum
para comer. Vocs se comportem. Eu volto daqui a pouco. Tchau."
Stevie Rae virou com um falso sorriso no rosto preocupado dela. "Ento, o que voc
estava dizendo?"
"Stevie Rae, por favor me diga que eles no esto comendo uma pessoa."
DEZESSETE


" claro que eles no esto comendo pessoas!" Stevie Rae colocou a quantidade
apropriada de choque na voz  tanto que vimos Irm Mary Angela levantar do
computador e virar um franzido na nossa direo.
Ns acenamos e sorrimos e levantamos brinquedos de gatos. Ela nos deu um longo
olhar, mas logo o rosto dela se suavizou em um quente sorriso, e ela voltou sua
ateno de volta para o computador.
"Stevie Rae, o que realmente est acontecendo com aqueles garotos?" Eu sussurrei e
contei mais monstruosidades de pena prpuras no inventario.
Ela deu nos ombros de forma despreocupada demais. "Eles s esto com fome. S
isso. Voc conhece adolescentes  esto sempre com fome."
"O que significa que eles esto jantando da onde?"
"Entregadores de pizza na maior parte," ela disse.
"Eles esto comendo entregadores de pizza?" eu sussurrei freneticamente.
"No! Ns ligamos pelo celular e damos um endereo de um dos prdios perto do
depsito e da entrada dos tneis. A gente diz que estamos trabalhando no PAC ou que
vivemos em Lofts do Tribunal, e ento esperamos pelo entregador de pizza." Ela
hesitou.
"E?" eu disse impaciente.
"Ento encontramos o entregador a caminho dos prdios pegamos as pizzas e eu fao
ele esquecer que nos viu e ele volta a fazer suas coisas e ns comemos pizza e no o
cara," ela disse com pressa.
"Vocs esto comendo pizza?"
"Bem, yeah, mas  melhor que comer o entregador, no ?"
"Uh, yeah," eu disse, virando os olhos para ela. "E voc tambm est roubando sangue
da banco de sangue no centro?"
"De novo, melhor que comer o entregador," ela disse.
"V, essa  outra razo para a gente ter que mostrar voc."
"Porque estamos roubando pizza e sangue? Temos que contar aos vampiros? Quero
dizer, eu acho que temos problemas o bastante para lidar sem mencionar essas
indiscries menores."
"No, no porque voc est roubando, mas porque vocs no tem dinheiro e nenhum
jeito legal," eu disse, dando um olhar duro, "para cuidarem de si mesmos."
"Me faz desejar que Afrodite voltasse comigo. Ela tem muita grana e mais do que um
carto de ouro," Stevie Rae murmurou.
"Da voc iria ter que agentar ela," eu disse.
Stevie Rae franziu. "Eu realmente queria poder mexer com a cabea dela como eu fao
com o entregador de pizza. Eu daria a ela uma boa dose de "seja gentil," e iramos
viver felizes para sempre."
"Stevie Rae, voc no pode continuar a viver naqueles tneis."
"Eu gosto dos tneis," ela disse teimosamente.
"Eles so nojentos e midos e sujos," eu disse.
"Eles esto melhor agora do que da ltima vez que voc os viu, e vo ficar muito
melhor se a gente consertar eles um pouco mais."
Eu a encarei.
"Ok, talvez mais do que um pouco."
"Tanto faz. Meu ponto , voc precisa de dinheiro e do poder e proteo da escola
atrs de voc."
Os olhos de Stevie Rae encontraram os meus firmemente, e de repente ela parecia
muito mais velha e madura do que eu jamais a tinha visto parecer antes. "O dinheiro o
poder e a proteo da escola no ajudaram a professora Nolan ou Loren Blake ou nem
aquele garoto Stark."
Eu no sabia o que dizer. Ela tinha razo, mas eu ainda tinha o sentimento que as
pessoas  especialmente os vampiros  precisavam saber que calouros vermelhos
existiam. Eu suspirei. "Ok, eu sei que no  um plano 100% bom, mas eu
honestamente acredito que todos precisam saber sobre vocs."
"Honestamente, como em um daqueles pressentimentos de eu preciso fazer isso dado
por Nyx?"
"Yep," eu disse.
O suspiro dela foi muito mais profundo e cheio de mais preocupao e estresse do que
o meu. (Jeesh, quem iria saber que isso poderia acontecer?) "Ento est certo. Estarei
l amanh. Estou contando com voc para consertar tudo, Zoey."
"Eu vou." Silenciosamente mandei uma curta reza para Nyx: Estou contando com voc
como ela conta comigo...
Stevie Rae e eu terminamos o inventario de brinquedos de gatos bem quando eu olhei
para o relgio e percebi que iramos nos atrasar para ir para escola se no corrssemos
feito loucos. E  claro, Stevie Rae tinha que voltar para o grupo de calouros antes deles
cometerem mais do que roubo de pizza. Ento dissemos tchau rapidamente, e eu
repeti que a veria no dia seguinte. Ela parecia um pouco plida, mas me deu um
abrao e prometeu estar l. Ento eu enfiei minha cabea no escritrio da Irm Mary
Angela.
"Com licena, senhora." Eu tinha certeza do que chamar uma freira quando estava
sendo ultra respeitosa por precisar chamar a ateno dela enquanto ela estava
distrada no que parecia mensagens instantneas* no laptop.
(*MSN)
O senhora pareceu funcionar bem, porque ela olhou para mim com um quente sorriso.
"Terminou com o inventario, Zoey?"
"Sim, e precisamos voltar para escola."
A Irm Mary Angela olhou para o relgio, e os olhos dela se alargaram de surpresa.
"Meu deus! Eu no fazia idia que era to tarde. E eu esqueo que o dia de vocs 
virado."
Eu acenei. "Deve parecer uma hora estranha para voc."
"Eu s penso em voc como um ser noturno  como nossos amados felinos. Voc sabe
que eles tambm preferem a noite. O que me lembra, o que voc acha de
estendermos nossas horas no sbado a noite para que voc possa ser voluntaria nesse
dia?"
"Isso parece timo. Eu vou falar com nossa sacerdotisa para me certificar, e eu ligo
para voc. Oh, e voc quer que eu v em frente com a idia do mercado de pulgas?"
"Sim. Eu vou falar com os reitores da nossa igreja, e depois de uma breve discusso,
eles vo concordar que a idia  boa."
Eu notei o endurecimento na voz dela e o jeito que eu arrumei minhas costas ficou
ainda mais reto. "Nem todo mundo no tem problemas com calouros, huh?" eu disse.
O olhar dela era quente. "Isso no  para voc se preocupar, Zoey. Eu geralmente
esqueo meu caminho e estou acostumada a cortar as ervas daninhas e outras
barreiras do caminho."
Eu senti meus olhos ficarem enormes e no duvidei nem por um minuto que essa
freira durona pode no ter dito isso apenas figurativamente. E parte do que ela disse
me fez perguntar, "quando voc disse que tinha que checar com os reitores da sua
igreja, voc diz que eles so da sua igreja, ou de outras?"
"Eles no so da nossa ordem, o que no  exatamente uma igreja, porque nossa
congregao  formada de Irms Beneditas. Os reitores da Igreja de quem eu falo so
vrios lideres das igrejas locais."
"Como as Pessoas da F?"
Ela franziu. "Sim. As Pessoas da F tem uma grande representao na nossa diretoria,
o que reflete no tamanho da congregao deles."
"Aposto que eles so ervas daninhas para se cortar," eu murmurei.
"Me perdoe, Zoey. Eu no entendi," ela disse, os olhos dela se apertavam
travessamente com um sorriso que ela estava tentando (sem sucesso) esconder.
"Oh, nada. Eu s estava pensando alto."
"Um terrvel hbito, e um em que voc pode se meter em problemas se no tomar
cuidado," ela disse, sorrindo completamente.
"E eu no sei," eu disse. "Ento voc tem certeza que o mercado de pulgas vai sair?
Voc sabe, se for muito estresse, podemos descobrir outro jeito de "
A irm Mary Angela ergueu a mo me calando. Ela simplesmente disse, "Fale com a
sua Alta Sacerdotisa e veja que dia ms que vem seria bom para sua escola fazer o
mercado de pulgas. Ns iremos nos acomodar no horrio de vocs."
"Ok, legal," eu disse, me sentindo orgulhosa de mim mesma por o quo bem minha
idia de servios comunitrios estava funcionando. " melhor eu pegar Afrodite e
irmos. Fomos liberadas apenas da primeira parte das nossas aulas hoje, e precisamos
voltar."
"Eu acredito que seus amigos terminaram a um tempo, mas eles estavam bem " ela
pausou os olhos dela brilhando de novo. "Distrados."
"Huh?" eu estava me sentindo meio chocada. Era legal Irm Mary Angela no surtar
sobre calouros e vampiros em geral, mas ela achar to divertido o nojento flerte de
Afrodite com Darius era liberal demais  at para mim.
Obviamente a freira deve ter adivinhado o que eu estava pensando pelo olhar dela,
porque ela riu, me virou pelos ombros, e me deu um gentil empurro para fora do
escritrio dela e em direo do canil dos gatos. "Vai l  voc vai ver o que eu quis
dizer," ela disse.
Totalmente confusa, eu andei pelo curto corredor at a sala que mantinha os gatos
para adoo. No havia freiras por perto, mas (certamente) Afrodite e Darius estavam
sentados no "playground dos gatos," apertados juntos como amantes com as costas
viradas para mim. Eles estavam fazendo algo (ugh) com as mos. Na verdade, parecia
que eles estavam fazendo muita coisa com as mos (duplo ugh). Eu limpei a garganta
dramaticamente. Ao invs de darem um pulo e se separarem, Darius olhou por cima
dos ombros para mim e sorriu  Afrodite (a vadia) nem virou para ver quem tinha
acabado de pegar os dois na lata. Jeesh, podia ter sido uma freira a entrar na sala ou a
me de algum.
"Uh, eu odeio interromper essa ceninha relaxante mas precisamos ir," eu disse
sarcasticamente.
Com um grande suspiro, Afrodite finalmente virou dizendo, "Ok. Vamos. Mas eu vou
levar ela com a gente." E eu vi o que ela e Darius estavam fazendo com as mos.
" um gato!" eu disse.
Afrodite virou os olhos. "No brinca? Imagine s  tem um gato nos Gatos de Rua."
" um gato feio," eu continuei.
"No chame ela assim." Afrodite foi instantaneamente defensiva e lutou para levantar
segurando o enorme gato com os braos. Pegando o cotovelo dela, Darius se certificou
que Afrodite no casse de bunda. "Ela no  feia. Ela  nica, e tenho certeza que bem
cara."
"Ela  um gato dos Gatos de Rua," eu disse. "Ela s custa a taxa de adoo, como o
resto deles."
Afrodite acariciou a gata distraidamente, e ela fechou os olhos e sentou com o rosto
totalmente amassado e comeou a ronronar, dando batidas de vez em quando, como
uma engrenagem quebrada, o que provavelmente significa que ela estava com uma
bola de pelo. Afrodite ignorou o barulho e sorriu amavelmente para a gata. "Malvola
 claramente uma Persa* pura que acabou nessas circunstncias porque  a nica
sobrevivente de uma terrvel tragdia." Afrodite enrugou o nariz, e o olhar dela passou
pelas jaulas onde estavam os gatos. "Ela definitivamente no pertence a um lugar to
comum."
(*http://www.world4pets.com/catbreeds/persian.jpg )
"Voc disse que o nome dela  Malvola? Esse no  o nome da bruxa em A bela
Adormecida?"
"Sim, e Malvola  muito mais interessante do que a doce, e boazinha Princesa Aurora.
Alm do mais, eu gosto do nome.  poderoso."
Eu hesitantemente fui para frente para acariciar a enorme bola de pelos brancos.
Malvola abriu os olhos e rosnou ameaadoramente para mim. "A palavra raiz de
Malvola  malevolncia," eu disse, tirando minha mo do alcance da pata dela.
"Sim, e malevolncia  uma palavra poderosa," Afrodite disse, fazendo barulhos de
beijo para a besta.
"Ela no tem garras?" eu perguntei.
"No," Afrodite disse feliz. "Ela poderia arrancar um olho com essas patinhas dela."
"Que lindo," eu disse.
"Eu acho que ela  adorvel e nica e linda como a nova senhora dela," Darius disse.
Eu notei que quando ele acariciou Malvola, a gata estreitou os olhos para ele mas no
rosnou.
"E eu acho que seu julgamento est danificado. Mas tanto faz. Vamos. Estou faminta.
Eu no tomei caf, e j perdemos o almoo, ento vamos ter que pegar algo no
caminho para a escola."
"Eu vou pegar as coisas de Malvola," Darius disse, indo para o lado da sala pegar uma
bolsa pequena que tinha escrito Para seu Novo Gatinho com uma letra cursiva do lado.
"Voc j pagou por ela?" eu perguntei.
"Ela absolutamente pagou," disse Irm Mary Angela da porta. Eu notei que ela andou
cuidadosamente ao redor de Afrodite e Malvola, ficando fora do alcance de patas. "
maravilhoso as duas terem se encontrado assim."
"Quer dizer que mais ningum podia tocar a gata?" eu perguntei.
"Ninguem," Irm Mary Angela disse com um sorriso. "Pelo menos no at a adorvel
Afrodite entrar na porta do nosso canil. Irm Bianca e Irm Fatima disseram que no
foi nada menos que um milagre Malvola aceitar Afrodite imediatamente."
Afrodite deu um sorriso 100% autentico, e isso a fez parecer jovem e linda de morrer.
"Ela estava esperando por mim," ela disse.
"Sim," a freira concordou. "Ela estava, de fato. Vocs duas combinam." Ento ela olhou
para mim e Darius, incluindo ns todos nas prximas palavras dela. "Eu acho que os
Gatos de Rua e a House of Night combinam tambm.Eu sinto timas coisas para ns
no futuro." Ento ela ergueu a mo direita por cima de ns e disse, "Vo sobre os
cuidados da sua Abenoada Me."
Ns murmuramos nossos agradecimentos a Irm Mary Angela. Eu tive a estranha
vontade de abraar ela, mas a roupa dela  o vestido/robe preto e branco  no
parecia bom para abraos. Ento ao invs disso eu dei um exuberante sorriso e acenei
enquanto samos do prdio.
"Voc est sorrindo e acenando feito uma boba," Afrodite disse enquanto ela esperava
Darius abrir a porta dela e ajudar ela e o rabo que se debatia, com o rosto chato
Malvola no banco da frente do Lexus.
"Eu estava sendo educada. Alm do mais, eu gosto dela," eu disse, abrindo minha
prpria porta. Eu deslizei no banco traseiro e depois de colocar o cinto e olhar para
cima para ver os olhos de Melevola, que estava se esticando no peito de Afrodite e por
cima dos ombros para poder me encarar. "Uh, Afrodite, voc no deveria colocar ela
num carregador de gatos ou algo assim?"
"Oh meu deus! Voc  maldosa e odiosa ou o que?  claro que ela no anda em um
carregador de gatos." Afrodite acariciou a besta dela, fazendo pelo branco flutuar ao
nosso redor como um nojento chuveiro de pelo de gato.
"Jeesh, esquece. Eu s estava pensando na segurana da gata," eu menti. Na verdade
eu estava pensando na minha segurana. Malvola parecia que iria adorar ter Zoey
para jantar. O que me lembrou. "Hey, estou faminta," eu disse a Darius quando ele
ligou o carro. "Temos que parar em algum lugar rapidamente para mim comer algo."
"Por mim tudo bem. O que voc quer?" ele disse.
Eu olhei para o horrio no painel do carro. Incrivelmente, eram mais de 11 da noite.
"Bem, a hora vai definitivamente limitar o que est aberto." Eu ouvi Afrodite
murmurar algo sobre "humanos-idiotas-que-vo-para-cama-cedo" para Malvola, o
que eu ignorei. Eu olhei ao redor, tentando lembrar os lugares decentes de Fast Food
(que so, Taco Bueno e Arby contra MecDonalds e Wendy) que eram perto. E ento
um adorvel e familiar aroma passou pela janela aberta do Lexus at mim. Minha boca
j tinha comeado a salivar quando eu vi uma placa grande e amarela. "Oh, yum!
Vamos para a Cozinha do Charlie!"
" horrivelmente engordurado," Afrodite disse.
"Isso  parte do sabor. Heath e eu costumvamos comer o tempo todo.  cheio dos
bsicos grupos alimentares: gordura, batata amassada, e coca."
"Voc  nojenta," Afrodite disse.
"Eu pago," eu disse.
"Fechado," ela disse.
DEZOITO


Darius se voluntariou para ficar no carro cuidando de Malvola enquanto Afrodite e eu
pegvamos algo para comer, o que eu achei que era muito alm do dever dele.
"Ele  bom demais para voc," eu disse a Afrodite. Mesmo sendo to tarde, Charlie
estava cheio, e parecendo um rebanho, ns nos juntamos com o resto da horda de
animais, finalmente entrando na fila atrs de uma mulher obesa que tinha horrveis
dentes e um cara careca que cheirava a p.
" claro que ele  bom demais para mim," Afrodite disse.
Eu pisquei surpresa pelo o que ela disse, "Desculpa? Eu no te ouvi direito."
Afrodite fez uma cara feia. "Voc acha que eu no sei que sou horrvel com meus
namorados? Por favor  eu sou egosta, no idiota. Darius provavelmente vai se encher
de mim em alguns meses. Eu vou dar um p na bunda dele antes dele me largar, mas
pelo menos vai ser divertido at l."
"Voc j pensou em ser gentil e no fazer as suas merdas de sempre?"
Afrodite encontrou meus olhos. "Na verdade, eu estive pensando sobre isso e posso
considerar mudar as coisas com Darius." Ela pausou e acrescentou. "Ela me escolheu."
"Ela quem?"
"Malvola."
"Bem, yeah, ela te escolheu. Ela  sua gata. Como Nala me escolheu e o gato de Darius,
qualquer que seja o nome dela... uh..."
"Nefertiti," Afrodite disse.
"Yeah, Nefertiti, ela escolheu ele. Ento qual o problema? Acontece sempre. Gatos
escolhem seus calouros, ou as vezes os seus vampiros. Na maior parte cada vampiro
eventualmente tem um e "
E de repente eu percebi porque a gata escolher ela deu tamanho impacto em Afrodite.
"Me faz pertencer," ela disse quietamente. "De alguma forma eu ainda sou parte do
tudo,"  ela pausou, falando to baixo, que eu tive que me inclinar para ouvir  "eu
ainda sou parte dos vampiros. Eu no sou uma completa forasteira."
"Voc no poderia ser uma forasteira," eu respondi. "Voc  parte das Filhas Negras.
Voc  parte da escola. E mais importante, voc  parte de Nyx."
"Mas desde que isso aconteceu"  ela passou a mo pela testa onde ela no precisou
de maquiagem para cobrir a Marca que j no estava mais ali  "desde que isso
aconteceu, eu no senti que era parte de algo. Mas Malvola mudou isso."
"Huh," eu disse, mais do que um pouco apegada a sinceridade de Afrodite.
Ento ela se balanou, deus nos ombros, e  parecendo muito mais como a Afrodite
que eu conhecia e no agentava  disse, "Tanto faz. Minha vida ainda  uma droga. E
depois de eu comer essa porcaria engordurada com voc, eu provavelmente vou
quebrar."
"Hey, um pouco de gordura  bom para o cabelo e unhas. Tipo vitamina E." Eu bati no
ombro dela. "Eu at vou pedir para voc."
"Eu no posso comer algo diet?"
"Por favor. No tem nada diet em Charlie."
"Eles tem coca diet," ela disse.
Eu fiz careta para o tamanho 34 perfeito dela. "No para voc."
J que realmente era fast food, eu no levei muito tempo para pedir, e Afrodite e eu
encontramos uma mesa semi-limpa e comeamos a devorar nossas engorduradas
galinhas fritas e fritas. Agora, no entenda errado. Mesmo que eu esteja devorando
galinha e fritas porque precisamos voltar para a escola e seria rude deixar Darius como
bab da gato do inferno de Afrodite por muito tempo, eu aproveitei cada mordida. Eu
quero dizer, depois de alguns meses de comida realmente nutritiva, e excelente da
House of Night, minha papilas gustativas precisam de uma boa dose de algo
nojentamente delicioso e nada bom para mim. Yum. Srio.
"Ento," eu disse entre mordidas. "Stevie Rae e eu conversamos."
"Yeah, eu achei ter ouvido o sotaque dela da outra sala." Afrodite disse pegando
delicadamente uma perna de galinha e enrugou o nariz para mim quando eu
acrescentei sal nas j totalmente salgadas fritas. "Voc vai inchar como um peixe
morto."
"Se eu inchar, eu vou apenas usar malhas enquanto eu elimino tudo pela urina." Eu ri e
dei outra mordida no frango.
Ela deu nos ombros. "Voc  to nojenta. No acredito que somos amigas, o que prova
minha crise de personalidade. De qualquer forma  quais as novidades com Stevie Rae
e o zoolgico de animais?"
"Bem, a gente no falou muito sobre ela ou os outros," eu disse, sem querer falar a
Afrodite que Stevie Rae admitiu no ser ela mesma.
"Ento j que vocs no falaram muito sobre os loucos, meu palpite  que vocs
falaram sobre Stark."
"Yeah. E no  bom."
"Bem, no. O garoto est morto. Ou possivelmente morto vivo. Seja como for no 
bom. O que Stevie Rae disse sobre o tempo para ele voltar? Ou a gente espera at ele
comear a feder e descobrir que ele no vai acordar."
"No fale sobre ele assim!"
"Desculpe, eu esqueo que voc teve algo por ele. O que Stevie Rae disse?"
"Infelizmente, ela no pode me dar detalhes. A memria dela de tudo que aconteceu
antes dela Mudar est bem ruim. O melhor conselho dela  roubar o corpo dele e ver
se ele acorda, e se ele acordar vai precisar ser alimentado imediatamente."
"Alimentado? Como em hamburguer e fritas, ou alimentado com uma veia aberta?"
"O segundo palpite  o certo."
"Oh, ugh. Eu sei que voc gosta de sugar sangue, mas ainda  nojento para mim."
"Tambm  nojento para mim, mas no tem como negar o poder disso," eu admiti
desconfortvel.
Ela me deu um longo olhar de contemplao. "O livro de Sociologia diz que  muito
como sexo. Talvez melhor."
Eu dei nos ombros.
"Voc vai ter que fazer melhor que isso. Eu quero detalhes."
"Ok. Yeah.  muito como sexo."
Os olhos dela se alargaram. " bom?"
"Sim. Mas o que acontece por causa disso nem sempre  bom." Eu pensei em Heath e
decidi que definitivamente era hora de mudar de assunto. "De qualquer forma, eu
devo descobrir um jeito de pegar o corpo talvez-temporariamente-morto de Stark e o
esconder em algum lugar que possamos, em teoria, observar ele pra ver se ele acorda.
Da ns o alimentamos "
"Uh, voc no quer dizer voc alimenta ele? Eu digo um grande de jeito nenhum sobre
ter alguma coisa a ver com aquele garoto me morder."
"Sim, eu quis dizer eu alimento ele." Um fato que era mais do que um pouco atraente
para mim, embora eu definitivamente no iria discutir isso com Afrodite. "Eu no fao
idia de como roubar ele ou o esconder."
"Bem, vai ser difcil mover ele, especialmente j que estou assumindo que Neferet est
mantendo os olhos nele."
"Voc assumiu certo  ou pelo menos  isso que Stevie Rae disse." Eu tomei um
grande gole de coca.
"Me parece que voc precisa de uma cmera bab," ela disse.
"Huh?"
"Voc sabe, uma daquelas cmeras escondidas que mes ricas usam para ver seus
preciosos bebs enquanto esto no clube bebendo Martini as 11 da manh."
"Afrodite, voc  de um mundo totalmente diferente."
"Obrigado," ela disse. "Serio, uma cmera bab funcionaria. Eu posso comprar uma na
RadioShack. Aquele garoto Jack no  bom com equipamentos eletrnicos?"
"Yeah," eu disse.
"Ele poderia instalar uma no necrotrio, e voc poderia manter um monitor no seu
quarto. Diabos, eu poderia at comprar o tipo que vem com um monitor porttil, para
voc manter ele com voc."
"Verdade?"
"Totalmente."
"Excelente! Estava me assustando mais do que eu posso dizer pensar em colocar Stark
no meu armrio."
"Uh, nojento." Ns mastigamos felizes por um tempo, e ento Afrodite disse, "Ento o
que mais a caipira disse?"
"Na verdade, falamos sobre voc," eu disse presumidamente.
"Eu?" Afrodite estreitou os olhos.
"Bem, honestamente, s um pouco. Na maior parte falamos sobre ela assumir a
posio da terra durante o ritual de limpeza amanh."
"Voc diz se tipo ela se esconder atrs de mim e tentar parecer que eu evoquei a terra,
mas na verdade ela fazer?"
"Uh, no. No exatamente. Eu quero dizer voc dar espao e deixar Stevie Rae tomar o
lugar dela no circulo."
"Na frente de todo mundo?"
"Yep."
"Voc est brincando, n?"
"No."
"E ela vai fazer?"
"Yep," eu disse com mais confiana do que eu sentia.
Afrodite mastigou por um tempo, e ento acenou devagar. "Ok, eu entendo. Voc est
contando com Shekinah para te salvar."
"Nos salvar na verdade. O que inclui voc, eu, Stevie Rae, os calouros vermelhos, e
Stark  se ele for um morto vivo. Eu acho que se todos souberem sobre eles, ser difcil
Neferet usar eles para seus planos malignos."
"Parece bem filme B*."
(*filmes com baixo oramento e atores nada famosos)
"Pode soar pattico assim, mas no . Estou falando srio.  melhor todos falarmos.
Neferet  assustadora. Ela tentou comear uma guerra com humanos, e eu no acho
que ela vai parar de tentar. Alm do mais," eu adicionei hesitando, "eu tenho um mal
pressentimento."
"Merda. Que tipo de mal pressentimento?"
"Bem, honestamente, eu estive tentando ignorar, mas eu estou com um mal
pressentimento sobre Neferet desde que Nyx apareceu para ns."
"Zoey, fala srio. Voc tem um mal pressentimento sobre Neferet a meses."
Eu balancei a cabea. "No assim. Isso  algo diferente. Algo pior. E Stevie Rae tambm
sente." Eu hesitei de novo, e ento acrescentei, "e depois do que pulou em mim
ontem, a noite tem me assustado."
"A noite?"
"A noite," eu repeti.
"Zoey, somos criaturas da noite. Como a noite pode te assustar?"
"Eu no sei! Tudo o que eu sei  que parece que algum est me observando. O que
voc sente?"
Afrodite suspirou. "Sobre?"
"Sobre a noite ou Neferet ou o que for! S me diga se voc notou alguma vibrao
negativa."
"Eu no sei. Eu no tenho pensado sobre vibraes. Estive ocupada com meus prprios
problemas."
Eu mantive minha mo ocupada com frango e fritas para que elas no tentassem
estrangular ela. "Bem, porque voc no passa mais tempo pensando sobre isso? Eu
quero dizer,  um pouco importante." Eu baixei a voz, embora todos estivessem
ocupados comendo sua prpria gordura para prestar ateno na gente. "Voc teve
aquelas vises sobre eu ser morta. Duas vises, e pelo menos uma delas envolve
Neferet."
"Yeah, e isso pode contar para o seu novo mal pressentimento sobre ela." Ela fez uma
citao para as palavras mal sentimento. "E eu dizer a voc que eu vi sua morte pode
ajudar o seu fator para estar assustada."
"Parece mais do que isso para mim. Muitas coisas aconteceram comigo nos ltimos
meses, e at recentemente eu nunca senti medo. Eu quero dizer honestamente, medo
de me fazer querer chorar. Eu " minhas palavras se quebraram quando uma risada
familiar me fez olhar para a entrada do salo de jantar. E todo o ar pareceu sair do
meu corpo, como se algum tivesse me dado um soco no estmago.
Ele estava carregando uma bandeja cheia da comida combo favorita dele (o numero 3,
com fritas extra-grandes), junto com uma refeio de criana. Voc sabe, uma
daquelas refeies que garotas compram quando esto num encontro para parecer
que no comem muito, e ento voltam para casa e assaltam a geladeira quando esto
sozinhas. A garota com ele no carregava nada, mas ela estava colocando a mo no
bolso da frente dele (Bolso! Da frente!), brincando tentando tirar umas notas dele.
Mas ele sente muitas ccegas, que  o do porque, embora ele estivesse de modo no
naturalmente plido e tivesse olheiras nos olhos, ele estava rindo como um idiota
enquanto ela sorria um sorriso de flerte para ele.
"Qual o problema?" Afrodite disse.
Quando eu s fiquei sentada ali e no consegui responder, ela se remexeu na cadeira
para poder ver o que eu estava encarando.
"Hey, aquele no , qual o nome dele? O seu namorado humano?"
"Heath," eu disse, mal capaz de sussurrar a palavra.
Deveria ser impossvel. Estvamos do outro lado do sala e ele no podia ter me ouvido,
mas no momento que o nome dele saiu dos meus lbios, a cabea dele se virou e os
olhos dele encontraram os meus instantaneamente. Eu vi a risada dele morrer. O
corpo dele se endureceu  realmente se endureceu  como se quando ele me viu eu
tivesse causado a ele dor fsica. A garota do lado dele parou de brincar com o bolso
dele. Ela seguiu a direo que ele estava olhando, me viu, e os olhos dela se alargaram.
Heath olhou rapidamente de mim para ela, e eu vi ele dizer, "preciso falar com ela." A
garota acenou solenemente, pegou a bandeja, e foi para a mesa que era o mais longe
de mim possvel. Ento Heath andou devagar at mim.
"Ol, Zoey," ele disse com uma voz to contida, que ele soava um estranho.
"Oi," eu disse. Meus lbios pareciam congelados e meu rosto parecia quente e frio ao
mesmo tempo.
"Ento voc est bem? Voc no est machucada nem nada disso?" ele disse com uma
quieta intensidade que o fez parecer muito mais velho do que 18 anos.
"Estou bem," eu consegui dizer.
Ele soltou muito ar como se estivesse segurando o flego a dias, tirou o seu olhar de
mim, e ento comeou a olhar o nada, como se ele no agentasse me ver. Logo ele
pareceu se recuperar e voltou para mim. "Algo aconteceu na outra noite " ele
comeou, mas parou quando olhou significativamente para Afrodite.
"Oh, uh, Heath, essa  minha, uh, minha amiga da, da, uh, House of Night, Afrodite,"
eu disse, mal sendo capaz de fazer minha voz funcionar.
Heath olhou de Afrodite para mim questionadoramente.
Quando eu no disse nada, Afrodite suspirou, e no tom sarcstico dela disse, "O que
Zoey quer dizer  que sim, est tudo bem em falar sobre Imprints e coisas assim na
minha frente." Ela pausou, e ergueu uma sobrancelha para mim. Quando eu ainda no
disse nada, ela falou, "Ele pode falar na minha frente. No , Zoey?" Quando eu no
consegui me fazer falar, ela deu nos ombros e continuou, "a no ser que voc queira
falar com ele sozinha. Por mim est tudo bem. Vou esperar no carro e "
"No! Voc pode ficar. Heath, voc pode falar na frente de Afrodite." Eu finalmente
consegui dizer atravs da dor que se formou na minha garganta.
Heath acenou e olhou rapidamente para longe de mim, mas no antes de eu ver uma
onda de dor e desapontamento que de alguma forma eram uma sombra nos olhos
marrons deles.
Ok, eu sabia que ele queria falar comigo sozinha.
Mas eu no podia. Eu no podia ficar sozinha com ele enquanto ele me magoava.
Ainda no. No to cedo depois de perder Loren e Erik e Stark. Eu no poderia
suportar ouvir ele me dizer o quanto ele me odiava e agora o quanto ele se sentia
arrependido por termos ficado juntos. Ele no podia dizer tudo isso na frente de
Afrodite. Eu conhecia Heath. Sim, ele vai terminar comigo, mas (diferente de Erik) ele
no iria me xingar publicamente e fazer uma cena. A me e o pai de Heath o criaram
bem. Ele era um cavalheiro, 100%, e sempre seria.
Quando ele olhou de novo para mim, a expresso dele era cuidadosamente vazia. "Ok.
Como eu estava dizendo. Algo aconteceu na outra noite. Eu acho que o Imprint entre
ns quebrou."
Eu consegui acenar.
"Ento desapareceu. Para sempre?"
"Sim. Desapareceu para sempre."
"Como?" ele perguntou.
Eu respirei fundo e disse, "quebrou quando eu tive um Imprint com outra pessoa."
Ele estava olhando para mim com a cabea meio curvada um pouco, e quando eu falei,
o rosto dele foi para o lado como se eu tivesse batido nele. "Voc esteve com outro
humano?"
"No!"
Ele cerrou os dentes antes de dizer, "ento com o calouro que voc me contou?
Aquele tal de Erik?"
"No," eu disse suavemente.
Dessa vez ele no desviou o olhar  no fez uma tentativa de esconder a dor nos olhos
dele e na voz. "Tem outra pessoa? Outro alm do cara que voc j me contou?"
Eu abri minha boca para dizer a ele que tinha havido outra pessoa, mas que no havia
mais, e que eu cometi um enorme erro, mas ele no me deixou falar.
"Voc fez com ele."
Heath no disse como uma pergunta, mas eu acenei mesmo assim. Ele j sabia  ele
tinha que saber. Nosso Imprint tinha sido forte, e mesmo que ele no tivesse sentido o
que estava acontecendo com Loren e eu atravs dele, ele teria adivinhado que algo
grande tinha acontecido para quebrar o lao que ns dividamos.
"Como voc pode, Zo? Como voc pode fazer isso comigo? Com a gente?"
"Desculpe, Heath. Eu nunca quis te magoar. Eu s "
"No!" Ele ergueu a mo como se pudesse parar minhas palavras. "No quis me
machucar uma mentira. Eu te amei desde o fundamental. Voc ficar com outra pessoa
me machuca. No tem como no machucar."
"Voc est com outra pessoa hoje a noite." As palavras frias de Afrodite pareceram
cortar o ar entre ns trs.
Os olhos de Heath passou para ela. "Eu deixei uma amiga me convencer de sair de casa
pela primeira vez em dias. Uma amiga," ele repetiu. Ento ele virou para mim, e eu
notei de novo o quo plido e doente ele parecia. " Casey Young. Lembra dela? Ela
costumava ser sua amiga tambm."
Eu olhei para a mesa onde Casey estava sentada sozinha, parecendo mais do que um
pouco desconfortvel. Eu nem notei que era ela quando eles entraram. Agora eu
reconheci o cabelo grosso, os olhos cor de mel, e as fofas sardas. Heath tinha razo 
ela tinha sido minha amiga. No minha melhor amiga, como Kayla, mas ns
andvamos juntas. Heath sempre a tratou como uma irm. Ela gostava dele, mas eu
nunca senti a vibrao de eu-quero-roubar-seu-namorado como eu senti tanto da
minha suposta melhor amiga Kayla. Casey viu eu olhar para ela, e hesitantemente,
ergueu a mo e acenou tristemente. Eu consegui dar um pequeno aceno de volta.
"Voc sabe o que acontece com um humano quando o Imprint se quebra?" As palavras
de Heath chamaram minha ateno de volta para ele. Ele no soava frio ou triste mais.
A voz dele era afiada, como se ele cortasse cada palavra da alma dele.
"Isso  isso causa dor no humano," eu disse.
"Dor? Isso  pouco. Zoey, primeiro eu achei que voc tinha morrido. E quando eu
pensei isso, eu desejei morrer tambm. Eu acho que parte de mim morreu ai."
"Heath," eu sussurrei o nome dele, horrorizada pelo que eu tinha causado. "Eu sinto "
Mas ele no terminou. "Mas eu soube que voc no estava morta porque eu podia
sentir parte do que estava acontecendo com voc." Ele fez uma careta. "Uma parte do
que ele estava fazendo voc sentir. Ento eu no soube nada a no ser que minha
alma tinha um buraco no lugar em que voc tinha estado. Eu ainda sinto como se
houvesse uma parte de mim faltando. Uma grande parte de mim. Doi o tempo todo.
Todo dia." Ele fechou os olhos contra a dor e balanou a cabea. "Voc nem me ligou."
"Eu queria," eu disse miseravelmente.
"Oh, espere. Voc me mandou uma mensagem essa manh. Muito obrigado por isso,"
ele disse sarcasticamente.
"Heath, eu queria falar com voc. Eu s no podia. Eu estava..." eu pausei, tentando
descobrir como poderia explicar Loren para ele em apenas algumas frases. Mas no
havia como explicar. No assim. No aqui. Ento ao invs disso eu s disse, "eu estava
errada. Desculpe."
Ele balanou a cabea de novo. "Desculpe isso no  bom o bastante, Zo. No dessa
vez. No sobre isso. Voc sabe quando voc dizia que eu s te amava e te queria tanto
por causa do nosso Imprint?"
"Sim." Eu me segurei para ele me dizer a verdade  que ele nunca esteve realmente
apaixonado por mim e nunca realmente me quis, e que ele estava feliz por se livrar de
mim e do nosso estpido Imprint.
"Eu te falei que voc estava errada. Voc ainda est errada. Eu me apaixonei por voc
na terceira srie. Eu te amei sempre. Eu te amo e te quero agora; eu provavelmente
sempre amarei." Os olhos de Heath estavam cheios de lgrimas. "Mas eu nunca mais
quero te ver. Amar voc di demais, Zoey."
Heath andou devagar at Casey. Quando ele voltou para a mesa, ela disse algo to
suave que eu no consegui ouvir. Ele acenou, e ento, sem olhar para mim, Casey
passou os braos dela ao redor dele e os dois deixaram a comida parada na mesa e
Heath saiu da minha vida.
DEZENOVE


Eu no disse nada enquanto Afrodite agarrou meu brao, me ergueu, e me levou para
fora da Cozinha do Charlie. Darius olhou para ns e saiu do carro em um nano
segundo.
"Onde est o perigo!" ele surtou.
Afrodite balanou a cabea. "Nenhum perigo  drama de ex-namorado. Vamos s sair
daqui."
Darius fez um gemido enquanto voltava para o carro. Afrodite me empurrou no banco
traseiro. Eu no soube que estava chorando at que Afrodite, segurando uma mal
humorada Malvola, me passou um leno atravs do banco.
"Voc est toda imprestvel e sua maquiagem est escorrendo seriamente," ela disse.
"Obrigado," eu murmurei, e assoprei o nariz.
"Ela est bem?" Darius perguntou, olhando pelo espelho retrovisor para mim.
"Ela vai ficar bem. Merdas de ex-namorado normalmente  uma droga. O que
aconteceu com ela l definitivamente no  normal e, bem, isso  uma droga
duplamente."
"No fale sobre mim como se eu no estivesse aqui." Eu funguei e enxuguei os olhos.
"Ento vai ficar tudo bem?" Darius repetiu, dessa vez falando comigo.
"Se ela disser no, voc vai voltar e matar aquele garoto idiota?" Afrodite perguntou.
Uma risada saiu da minha surpresa boca. "Eu no quero ele morto, eu vou ficar bem."
Afrodite deu nos ombros. "Faa como quiser, mas eu acho que o garoto precisa ser
morto." Ento ela bateu no brao de Darius e apontou para uma loja em que
estavamos nos aproximando. "Querido, voc pode parar aqui para eu poder ir no
RadioShack? Meu estpido iPod Touch est com problemas, e eu quero comprar um
novo."
"Tudo bem por voc?" Darius me perguntou.
"Sem problemas. Eu preciso de tempo para me recompor antes de voltar para a
escola. Mas, uh, voc pode ficar no carro comigo?"
" claro, Sacerdotisa." O sorriso gentil de Darius refletido no espelho retrovisor me fez
sentir culpada.
"Eu volto em dois segundos. Segure Malvola para mim." Afrodite jogou o enorme
gato em Darius e praticamente correu para RadioShack.
Depois de arrumar a besta de Afrodite, Darius olhou por cima do banco para mim. "Eu
poderia falar com o garoto se voc quiser."
"No, mas obrigado." Eu assoprei o nariz e limpei o rosto. "Ele tem todo o direito de
estar bravo. Eu fiz besteira."
"Humanos que se envolvem com vampiros podem ser sensveis demais," Darius disse,
obviamente escolhendo as palavras com cuidado. "Um humano ser consorte de um
vampiro, especialmente uma poderosa Alta Sacerdotisa,  um caminho difcil."
"Eu no sou uma vampira e nem uma Alta Sacerdotisa," eu disse, me sentindo
sobrepujada. "Eu sou s uma caloura."
Darius hesitou, obviamente se perguntando o quo ele podia dizer para mim. Foi s
quando Afrodite voltou para o carro, segurando o pacote falso do iPod Touch, que ele
finalmente falou.
"Zoey, voc deveria manter em mente que Altas Sacerdotisas no nascem do dia para
noite. Elas comeam seu caminho mesmo quando so calouras. O poder delas cresce
cedo. Seu poder est crescendo, Sacerdotisa. Voc  muito alm de uma caloura
normal e voc sempre ser. Ento suas aes tero um profundo afeto em outros."
"Voc sabe, eu s estou comeando a lidar com todo esse "wow sou to diferente," e
agora eu sinto que estou me afogando nisso."
Afrodite recolocou Malvola de volta no colo dela e ento virou no banco para poder
me olhar nos olhos. "Yeah, ser extra-especial no  to incrvel como a gente acha que
, huh?"
Eu esperei que ela me dissesse um dos sarcsticos e nojentos "eu te disse," mas ao
invs disso os olhos dela eram cheios de entendimento.
"Voc est sendo gentil," eu disse.
"Isso porque voc  uma m influncia em mim," ela disse. "Mas eu vou tentar olhar
pelo lado positivo."
"Lado positivo?"
"O lado positivo  que quase todo mundo acha que eu ainda sou uma terrvel vadia do
inferno," ela disse, sorrindo feliz e acariciando a gata dela.
"Eu acho que voc  espetacular," Darius disse, acariciando Malvola, que comeou a
ronronar.
"E voc est absolutamente certo." Ela se inclinou e, esmagando a gata que reclamava
entre eles, o beijou fazendo muito barulho na bochecha.
Eu fiz barulhos de risada e fingi vomitar no meu leno, mas eu sorri quando Afrodite
piscou para mim, e me senti um pouco melhor. Pelo menos acabou, eu disse a mim
mesma. Erik me odeia. Stark est morto, ou morto vivo, e eu vou ajudar ele a ir para o
subsolo.  isso. Ento depois do horrvel confronto com Heath, eu definitivamente vou
parar com os namorados, por um longo tempo.
Naturalemente eu estava atrasada para a aula de teatro. Mudando meu horrio, eu fui
colocada numa aula de teatro mais avanada, o que estava tudo bem. Eu estava em
Teatro II na Escola Secundaria South Intermediate quando fui Marcada, e eu gosto de
teatro (no palco, no fora dele). Ok, isso no significa que eu seja uma atriz muito boa,
mas eu tento.  claro, mudar de horrio me fez ir para aula com uma nova turma. Eu
parei na porta, tentando saber onde sentar e realmente, realmente no querendo
interromper Erik (Professor Night?) no meio do discurso dele sobre peas de
Sheakespeare.
"S sente em qualquer lugar, Zoey." Erik falou sem olhar na minha direo. A voz dele
era rapida e profissional e at um pouco chata. Em outras palavras, ele soava
exatamente como qualquer outro professor. No, eu no tenho idia como ele sabia
que eu estava na porta.
Eu corri pela sala e sentei na primeira mesa vazia que eu encontrei. Infelizmente era na
frente. Eu acenei para Becca Adams, que estava sentada a minha direita. Ela acenou de
volta, mas estava claramente distrada pela necessidade de encarar Erik. Eu no
conhecia Becca muito bem. Ela era loira e bonita, como o normal para um calouro na
House of Night (parece haver 5 loiras para cada pessoa "normal"), e ela recentemente
se juntou as Filhas Negras. Eu acho que lembro ver ela andar com alguns dos amigos
antigos de Afrodite, mas eu no tinha nenhuma opinio particular sobre ela.  claro,
ela levantar a cabea ao redor e babar em Erik no estava exatamente me agradando.
No! Erik no  mais meu namorado. Eu no posso ficar fula com outra garota por ir
atrs dele. Eu tenho que ignorar. Talvez eu at tente ser amiga dela e mostrar a todos
que eu o superei. Yeah, eu s vou 
"Oi, Z!"
Um muito loiro, muito fofo, e muito alto Cole Clifton, que estava saindo com Shaunee
(o que tambm significa que ele  muito corajoso), sussurrou animadamente para
mim, quebrando minha tagarelice interior. "Oi," eu disse, dando a ele um enorme
sorriso.
"Oh, hey, isso  excelente. Obrigado por se voluntariar, Zoey."
"Huh?" eu pisquei para Erik.
O sorriso dele era frio. Os olhos dele eram um azul gelado. "Voc estava falando, ento
eu assumi que isso significa que voc est se voluntariando para ler comigo uma
improvisao de Shakespeare."
Eu engoli. "Oh. Bem. Eu " Eu comecei a tentar implorar a no fazer o que diabos que
seja uma improvisao de Shakespeare, mas quando o riso frio dele ficou zombador,
como se estivesse esperando que eu amarelasse como uma abobada, eu mudei de
idia. Erik Night no ia me embaraar e me gozar o semestre todo. Ento eu limpei a
garganta e me ajeitei na minha cadeira. "Eu adoraria ser voluntaria."
A onda rapida de surpresa que alargou aqueles lindos olhos azuis me deram um
instante de diverso. Esse instante evaporou assim que ele disse, "timo. Ento venha
aqui e pegue uma cpia da sua cena."
Ah, droga droga droga!
"Muito bem." Erik e eu paramos no palco e olhamos para a turma de teatro. "Como eu
estava explicando antes de Zoey chegar tarde e me interromper, improvisao com
Shakespeare  um grande jeito de exercitar suas habilidades de caracterizao. 
incomum, sim, porque Shakespeare normalmente no  improvisado. Os atores falam
o mais perto possvel as palavras, e  por isso que mudar uma famosa cena pode ser
interessante." Ele apontou para o roteiro que eu segurava nervosa com minha mo
suada. "Esse  o comeo da cena entre Otelo e Desdemona "
"Vamos fazer Otelo?" eu surtei, sentindo meu estmago se apertar e ficar nauseada.
Foi o monlogo de Otelo que Erik recitou para mim com os olhos e uma voz de amor
na frente da escola toda.
"Sim." Os olhos dele encontraram os meus. "Voc tem um problema com isso?"
Sim! "No," eu menti, "s fiquei curiosa, s isso." Oh, Deus! Ele iria me fazer melhorar
uma das cenas de amor em Otelo? Eu no sabia dizer se meu estmago estava ficando
mais enjoado a cada segundo porque eu queria isso ou porque eu no queria.
"timo. Ento voc conhece a histria da pea, certo?"
Eu acenei.  claro que eu conhecia. Otelo, o Mouro (AKA um cara negro), casou com
Desdemona (uma garota extremamente branca). Eles estavam muito apaixonados at
que Iago, um cara invejoso de Otelo, decidiu fazer parecer que Desdemona estava
traindo Otelo. Otelo acabou estrangulando Desdemona. At a morte.
Ah, merda.
"timo," ele repetiu. "Ento a cena que vamos melhorar  o fim da pea. Otelo vai
confrontar Desdemona. Vamos comear lendo as falas de verdade. Eu as copiei num
script para ns. Quando eu perguntar se voc rezou, essa  sua deixa para improvisar.
Tente ficar prxima a trama, mas faa ela funcionar na linguagem de hoje. Entendeu?"
Infelizmente, eu entendi, "Sim."
"Muito bem. Vamos comear."
E ento, como eu assisti muitas vezes antes, Erik Night entrou no personagem e de
alguma forma se tornou o personagem. Ele virou para no ter mais que me olhar e
comeou a dizer as falas de Otelo. Eu notei que ele largou o script e tinha decorado as
falas:

Esta  a causa, minha alma;
No vo-la nomearei, castas estrelas
Esta  a causa! No quero verter sangue,
nem ferir-lhe a epiderme ainda mais branca do que neve...

Eu juro que ele mudou fisicamente, e embora eu pudesse sentir meus nervos e a
mortificao que crescia dentro de mim porque eu sabia que isso estava fadado a se
tornar um muito pblico, e muito embaraosa cena, eu podia apreciar o talento dele.
Ento ele virou para mim e eu mal pude pensar alm da batida do meu corao
quando ele pegou meus ombros com as mos.

... de onde o fogo
trazer de Prometeu, para dar nova luz  tua chama. Se tua rosa colher,
-me impossvel o vital crescimento restituir-lhe,
Vou aspir-la no prprio galho.

Ento, me chacoalhando, Erik se curvou e beijou meus lbios. O beijo dele foi grosso e
carinhoso  apaixonado com raiva e traio, mas ainda sim parecia que ele no queria
afastar os lbios dele dos meus. Ele me deixou sem flego. Ele me deixou nauseada.
Ele fez minha cabea girar.
Eu tooooo quero ser a namorada dele de novo!
Eu me ajeitei enquanto ele falava as falas que eram a deixa para o comeo das minhas.

Chorar preciso lgrimas impiedosas;  celeste meu sofrimento,
pois castiga ao que ama. Vai acordar.

"Quem est a? Otelo?" Eu olhei do papel para Erik, piscando meu olho e tentado
parecer como se o beijo dele tivesse acabado de me acordar.

"Sim, Desdmona."

Oh, jeesh! Eu no podia acreditar em qual era minha prxima fala! Eu engoli, o que me
fez soar sem ar. "No vindes para o leito, meu senhor?"

"Desdmona, rezastes esta noite?"

O rosto bonito de Erik ficou todo tenso e assustado, e eu juro que se no fosse uma
atuao eu teria ficado assustada. "Oh, decerto, senhor," Eu li as duas ltimas falas do
roteiro rapidamente.

"timo. Voc vai precisar de uma alma limpa para o que vai acontecer com voc hoje a
noite!"
Ele improvisou, ainda parecendo Otelo que tinha sido levado a um insano cimes.
"Qual o problema? Eu no fao idia do que voc est falando." Improvisar no  to
difcil. Eu esqueci sobre a turma e todos que observavam. Tudo o que eu via era Erik
como Otelo, e eu sabia do medo e desolao de Desdemona em pensar perder ele.
"Pense mais!" ele falou entre os dentes cerrados. "Se no tem nada pelo que voc se
arrepende, voc precisa pedir perdo agora. Nada ser o mesmo para voc de novo,
no depois do que vai acontecer hoje a noite."
Os dedos dele estavam se afundando nos meus ombros com tanta fora que eu sabia
que iria deixar marcas, mas eu no recuei. Eu s continuei a encarar aqueles olhos que
eu conhecia to bem, tentando encontrar o Erik neles que eu esperava que ainda se
importasse comigo quando meu esquecido script caiu das minhas mos.
"Mas eu no sei o que voc quer que eu diga!" eu chorei, tentando lembrar que
Desdemona no era eu. Ela no era culpada de nada.
"A verdade!" ele disse, os olhos dele parecendo selvagens. "Eu quero que voc admita
o quanto voc me traiu!"
"Mas eu no trai!" Eu podia sentir lgrimas saindo dos meus olhos. "No no meu
corao. Eu nunca trai voc no meu corao."
O Otelo de Erik fez tudo sair da minha mente  Heath, Stark, Loren. S havia ele e eu e
a necessidade de fazer ele entender que eu no queria trair ele.
"Ento seu corao  algo negro e frio, porque voc absolutamente me traiu."
As mos dele comearam a passar dos meus ombros para o meu pescoo, e eu sabia
que ele podia sentir meu pulso batendo como um frentico passarinho. "No! As
coisas que eu fiz foram erros! Eu quebrei meu prprio corao, no apenas uma vez
mas trs."
"Ento voc quebrou o meu junto com o seu?" Os dedos dele se fecharam no meu
pescoo, e eu podia ver que haviam lgrimas nos olhos dele tambm.
"No, meu senhor," eu disse, tentando manter alguma parte de Desdemona. "Eu s
quero que voc me perdoe e "
"Perdoar voc!" ele gritou, me interrompendo. "Como eu deveria fazer isso? Eu te
amei, e voc me traiu com outro cara."
Eu balancei a cabea. "Foi tudo mentira."
"Voc est admitindo que voc fez nada a no ser mentir para mim?" Os dedos dele se
apertaram ao redor do meu pescoo.
Eu arfei. "No! No foi isso que eu quis dizer. Voc entendeu tudo errado. O que eu
tive com ele foi a mentira. Ele era a mentira. Voc esteve sempre certo sobre ele."
"Tarde demais," ele disse travessamente. "Voc percebeu tarde demais."
"No tem que ser tarde demais. Me perdoe e me de outra chance. No deixe a gente
terminar assim."
Eu vi vrias emoes passarem pelo rosto de Erik. Eu podia facilmente ver raiva e at
odio, mas tambm havia tristeza e talvez, s talvez, o que parecia ser esperana
esperando silenciosamente no quente cu de vero dos olhos azuis dele.
Ento de repente a tristeza e esperana sumiram da expresso dele. "No! Voc age
como uma vadia, ento agora voc ter a recompensa de uma vadia."
Com um olhar maluco, ele pareceu ficar ainda mais alto at que ele se elevou por cima
de mim. Ele deu um passo mais para perto, tirando uma mo da minha garganta para
poder usar aquele brao para me segurar com fora contra ele. A outra mo dele era
grande o bastante que alcanava quase todo o redor do meu pescoo. Quando ele
apertou nossos corpos foram pressionados juntos, e eu senti uma onda de um desejo
selvagem por ele. Eu sabia que era errado. Eu sabia que era estranho, mas meu
corao estava batendo com mais do que medo e nervos. Eu encarei os olhos dele,
sentindo o terror de Desdemona junto com nossa prpria paixo, e eu sabia pela
dureza do corpo dele que ele estava sentindo a mesma coisa. Ele era Otelo  louco
com cimes e raiva, mas ele tambm era Erik  o cara que estava se apaixonando por
mim e que ficou to magoado quando ele me encontrou com outro cara.
O rosto dele estava to prximo ao meu que eu podia sentir a respirao dele contra a
minha pele. O cheiro dele era familiar, e foi essa familiaridade que me fez decidir. Ao
invs de me afastar dele ou continuar com o improviso e "desmaiar" nos braos dele
para fingir estar morta, eu envolvi meus braos ao redor dele e o puxei para mim,
terminando a curta distncia entre nossos lbios.
Eu o beijei com tudo dentro de mim. Eu pus toda a minha dor e pesar e paixo e amor
por ele nesse beijo, e a boca dele se abriu embaixo da minha, encontrando minha
paixo com paixo, dor com dor, e amor com amor.
E ento o estpido sino tocou.
VINTE


Oh.Meu.Deus. O sino tocando foi como o alarme de incndio. Erik se afastou de mim, e
a turma comeou um coro de "Whooo-Hoo!"
" assim que se faz!" Eu teria cado se Erik no tivesse continuado a segurar minha
mo.
"Faa uma reverencia," ele disse. "Sorria."
Eu fiz o que ele disse, de alguma forma fazendo uma reverencia e me forando a sorrir
como se meu mundo no tivesse acabado de explodir. Enquanto o pessoal saia, Erik
falou com sua voz de professor de novo.
"Ok, lembrem-se de dar uma olhada em Julio Cesar. Amanh vamos improvisar desse.
E vocs fizeram um bom trabalho hoje."
Quando o ltimo garoto saiu pela porta, eu disse, "Erik, temos que conversar."
Ele soltou minha mo como se ela tivesse queimado ele. " melhor voc ir. Voc no
quer se atrasar para a prxima aula tambm." Ento ele virou e foi at o escritorio da
aula de teatro, fechando a porta com uma enorme batida atrs dele.
Eu mordi meu lbio com fora para no comear a chorar enquanto eu saia da sala de
teatro, o rosto corado de humilhao. O que diabos tinha acabado de acontecer? Bem,
eu sei uma coisa com certeza, mesmo que fosse s uma coisa, era que Erik Night ainda
estava interessado em mim. Claro, o interesse dele podia estar focado na maior parte
em querer me estrangular. Mas ainda sim. Pelo menos ele no foi todo frio e sem
sentimentos ou algo assim sobre mim como ele tentou fingir que era. Meus lbios
estavam doloridos devido a intensidade do nosso beijo. Eu ergui minha mo, passando
um dedo pelo meu lbio inferior gentilmente.
Eu comecei a andar, sem olhar para os calouros que passavam por mim a caminho da
aula, e no prestei ateno de para onde eu estava indo at que o ouvi o barulho de
um corvo vir dos galhos de uma rvore perto da calada.
Com um calafrio eu parei bruscamente e olhei para a rvore. Enquanto eu observava, a
noite se ondulou e desdobrou, como cera sendo derramada de uma vela preta. Tinha
algo  algo sobre o que quer que fosse que estava na rvore que fez meus joelhos
ficarem fracos e meu estmago doer.
Desde quando eu me tornei uma vitima  uma garotinha assustada?
"Quem  voc!" eu gritei para a noite. "O que voc quer?" Eu endireitei os ombros,
decidindo que estava cheia do jogo de esconde esconde. Eu posso estar com o corao
partido sobre Heath e confusa sobre Stark, e eu posso no poder fazer nada sobre a
confuso com Erik, mas eu podia fazer algo sobre isso. Eu ia andar at aquelas rvores
e chamar o vento para derrubar o que quer que fosse que estava me observando para
eu poder chutar a bunda dele. Eu estava cansada de me sentir estranha e com medo e
totalmente diferente de mim mesma, e 
Antes de eu dar um passo para fora da calada, Darius pareceu se materializar ao meu
lado. Jeesh, para um cara enorme, ele com certeza pode se mover assustadoramente
rpido e silenciosamente.
"Zoey, voc precisa vir comigo," ele disse.
"O que est acontecendo?"
" Afrodite."
Meu estmago se apertou com tanta fora, que eu achei que fosse vomitar. "Ela no
est morrendo, est?"
"No, mas ela precisa de voc. Agora."
Ele no precisou dizer mais nada. O estresse no rosto dele e o tom de voz mortalmente
srio dizia tudo. Ela no estava morrendo, ento Afrodite deveria estar tendo uma
viso.
"Ok, estou indo." E eu comecei a correr em direo ao dormitrio, tentando
acompanhar Darius.
O guerreiro parou por um segundo, me dando um olhar to intenso, que me fez querer
me contorcer. "Voc confia em mim?" ele perguntou bruscamente.
Eu acenei.
"Ento relaxe e acredite que est segura comigo."
"Ok." Eu no fazia idia do que ele estava falando, mas eu no protestei quando ele
agarrou meu brao.
"Lembre-se, fique relaxada," ele disse.
Eu abri minha boca para repetir o ok (e talvez virar os olhos para ele), quando todo o
ar foi tirado dos meus pulmes quando Darius correu para frente, de alguma forma me
levando com ele. Foi a coisa mais bizarra que eu j experimentei, o que  dizer algo,
porque eu j tive vrias experincias bizarras nos ltimos meses. Mas isso era como
estar numa daquelas caladas do aeroporto, s que a "calada" era a aura de Darius ou
algo assim, e o movimento estava acontecendo to rpido que o mundo ao redor era
um borro.
Estavamos no dormitrio das garotas em alguns segundos, e eu no estou exagerando.
"Puxa vida! Como voc fez isso?" Eu estava ofegando um pouco, e assim que ele me
soltou, eu comecei a tirar meu cabelo do rosto. Era como se eu tivesse dado uma volta
supersnica numa Harley*.
(*moto)
"Os Filhos de Erebus so guerreiros com vastas habilidades," ele disse cultamente.
"Huh. No brinca?" Eu ia dizer que ele tambm soava como se devesse estar no
Senhor dos Anis, mas eu no queria ser rude.
"Ela est no quarto," ele disse, meio que me empurrando pelas escadas at o
dormitrio enquanto ele pegava a dianteira e abria a porta. "Ela me disse para te
chamar imediatamente."
"Bem, voc certamente fez isso," eu disse por cima dos ombros. "Oh, voc pode
encontrar Lenobia e dizer a ela porque no estou na aula?"
" claro, Sacerdotisa," ele disse. Ento ele desapareceu de novo. Jeesh. Eu me apressei
para o dormitrio, ainda me sentindo meio cansada. A sala estava vazia  todos (a no
ser Afrodite e eu) estavam em aula, ento eu pude correr pelas escadas e ir at o
quarto de Afrodite sem ter que responder vrias perguntas das garotas curiosas
demais. Eu bati duas vezes na porta de Afrodite antes de abrir.
A nica luz do quarto estava vindo de uma pequena vela. Afrodite estava sentada na
cama com os joelhos no peito, os cotovelos em cima dos joelhos, e o rosto dela
enterrado nas mos. Malvola estava empoleirada em uma bola branca fofa ao lado
dela. A gata olhou para mim quando eu entrei no quarto e rosnou suavemente.
"Hey, voc est bem?" eu perguntei.
O corpo dela tremeu, e com o que era obviamente um enorme esforo, ela ergueu a
cabea e abriu os olhos.
"Oh meu Deus! O que aconteceu!" Eu corri at ela, acendendo o abajur Tiffany que
estava na cabeceira. Quando Malvola comeou a assobiar em aviso para mim, eu
disse a besta, "Tente e eu te jogo da janela e chamo a chuva para te encharcar."
"Malvola est tudo bem. Zoey  odiosa, mas no vai te machucar," ela disse
cansadamente.
A gata rosnou de novo, mas voltou a ser uma bola de pelos. Eu voltei minha ateno
para Afrodite. Os olhos dela estavam injetados de sangue  era to ruim que o branco
dos olhos estava totalmente vermelho. No rosa ou inflamado como se ela fosse
alrgica a plen e tivesse caminhado num campo deles. Eles estavam vermelho. Como
em sangue. Como em sangue enchendo os olhos dela e os manchado de escarlate.
"Essa foi realmente ruim." Ela soava horrvel. A voz dela estava trmula, e o rosto dela
estava assustadoramente branco. "V-voc pode pegar uma garrafa da minha gua de
Fiji na galadeira?"
Eu corri at o mini bar e peguei a garrafa de gua. Ento eu entrei no banheiro, onde
peguei um pano bordado a ouro. (Jeesh, ela  to rica!) Eu rapidamente joguei um
pouco de gua fria nele antes de correr at ela.
"Beba um pouco disso, e ento feche os olhos e coloque isso no rosto."
"Eu estou terrvel, no ?"
"Yep."
Ela deu vrios goles da garrafa de gua como se estivesse morrendo de sede, ento
ps o gelado e molhado pano por cima dos olhos e se inclinou nos travesseiros de
marca dela com um exausto suspiro. Malvola me observou com olhos maldosos de
gato, que eu ignorei.
"Seus olhos j fizeram isso antes?"
"Voc diz doerem para caramba?"
Eu hesitei e decidi contar a ela. No era como se Afrodite evitasse espelhos. Ela iria ver
sozinha em breve. "Eu quero dizer ficarem completamente vermelhos feito sangue."
Eu vi o pequeno empurro de surpresa que o corpo dela deu, e ela comeou a pegar o
pano, mas a mo dela parou e voltou para a cama e os ombros dela desmoronaram.
"No foi atoa que Darius surtou e correu para pegar voc como se cachorros
assassinos estivessem correndo atrs dele."
"Tenho certeza que vai passar. Voc provavelmente deveria manter os olhos fechados
por um tempo."
Ela suspirou dramaticamente. "Vai realmente me irritar se essas vises comearem a
me deixar feia."
"Afrodite," eu disse, tentando manter o sorriso fora da minha voz, "Voc  bonita
demais para ficar feia. Ou pelo menos foi isso que voc disse a todos ns um zilho de
vezes."
"Voc tem razo. Mesmo com olhos vermelhos, eu sou mais bonita que qualquer um.
Obrigada por me lembrar. Isso s mostra o quo estressante essa droga de viso est
me deixando para eu sequer considerar me preocupar com isso."
"Em falar coc de viso. Voc quer me contar sobre essa?"
"Voc sabe, voc realmente no iria derreter nem nada disso se xingasse um pouco.
Minha deusa, falar coc  muito idiota."
"D para ficar no assunto?"
"Tudo bem. Mas no me culpe quando as pessoas te falam que voa soa irritante. Na
minha mesa tem um pedao de papel com um poema escrito. Voc v?"
Eu fui at a cara mesa dela, e certa, havia um pedao de papel sozinho contra a mesa
de madeira. Eu o peguei. "Eu vejo," eu disse.
"Bom. Voc deve ler ele, e eu espero que voc entenda o que significa. Eu nunca sei
sacar poesia.  uma merda chata."
Ela deu nfase da parte da merda. Eu ignorei ela e me concentrei no poema. Assim que
eu olhei para ele, minha pele comeou a formigar e calafrios ergueram os pelinhos dos
meus braos como se um frio vento tivesse passado por mim.
"Voc escreveu isso?"
"Oh, , claro. Eu nem gostava do Dr. Seuss quando eu era criana. De jeito nenhum eu
iria escrever esse poema."
"Eu no me referi a voc compor ele. Eu quis dizer voc fisicamente escreveu isso?"
"Voc est ficando burra? Sim, Zoey. Eu escrevi o poema que eu vi na minha horrvel e
muito dolorosa viso. No, eu no o compus. Eu o copiei. Satisfeita?"
Eu olhei para ela deitada nos travesseiros no meio da super cara cama com o pano
bordado a ouro por cima do rosto e uma mo acariciando a horrivel gata dela e
balancei a cabea irritada. Ela parecia um zilho por cento como uma diva vadia.
"Sabe, eu poderia te sufocar com seu travesseiro e ningum iria sentir sua falta.
Quando te achassem, essa odiosa gata teria te comido e todas as evidncias do meu
crime."
"Malvola no me comeria. Ela te comeria se voc tentasse qualquer coisa. Alm do
mais, Darius iria sentir minha falta. S leia a porcaria do poema e me diga o que
significa."
"Voc  a Garota das Vises. Voc deveria saber o que significa." Eu virei minha
ateno de volta para o poema. O que tinha sobre a escrita que estava me fazendo
sentir to estranha?
"Isso mesmo, eu tenho vises. Eu no as interpreto. Eu s sou um orculo muito
atraente. Voc  a Alta Sacerdotisa em treinamento, lembra? Ento descubra voc."
"Est bem  est bem. Me deixe ler em voz alta. As vezes ajuda fazer um poema ficar
compreensivo quando voc consegue ouvir ele."
"Tanto faz. S vamos para a parte do descobrir."
Eu limpei a garganta e comecei a ler.

Antigo dormindo, esperando acordar
Quando o poder da terra sangra num vermelho sagrado
A marca padece verdadeira; a Rainha Tsi Sgili arquitetar
Ele ser lavado da cama que o enterra

Atravs da mo da morte ele  liberto
Terrvel beleza, monstruosa viso
Governados novamente eles sero
Mulheres ajoelhar-se-o ante sua vontade sombria

A msica de Kalona soa doce
Enquanto ns morremos com a fria onda

Quando eu terminei eu pausei, tentando entender o que isso significa e tentando
descobrir porque ele me deixou to assustada.
" assustador, no ?" Afrodite disse. "Quero dizer, definitivamente no  amor e
rosas e felizes para sempre."
"Definitivamente no  isso. Ok, vamos ver. O que  o poder da terra, e quando ele
sangra vermelho?"
"No fao idia."
"Hum." Eu cerrei os dentes pensando. "Bem, a terra pode parecer estar sangrando
quando algum  morto e tem sangue no cho. E talvez a parte do poder venha do que
quer que seja que  morto. Como uma pessoa poderosa."
"Ou um vampiro poderoso.  como quando encontrei o corpo da professora Nolan." O
tom de espertinha na voz de Afrodite foi subjulgado pela memria. "A terra parecia
estar sangrando."
"Yeah, voc tem razo. Ento pode ter algo a ver com essa Rainha Tsi Sgili morrer ou
ser morta porque uma rainha  definitivamente uma pessoa poderosa."
"Quem diabos  essa Rainha Tsi tanto faz?"
"Parece familiar para mim. O nome parece Cherokee. Eu me pergunto se pode ser "
Minhas palavras se quebraram com meu arfar de choque e de repente eu sabia porque
a escrita me fez sentir to estranha.
"O que?" Afrodite sentou de novo, tirando o pano do rosto e apertando os olhos para
mim. "Qual problema?"
"Essa escrita," eu disse atravs dos lbios que tinham ficado frios. "Essa  a letra da
minha av."
VINTE E UM


"A letra da sua av?" Afrodite disse. "Tem certeza?"
"Absoluta."
"Mas isso  impossvel. Eu escrevi a porcaria a apenas alguns minutos."
"Olha, eu fui praticamente transportada aqui por Darius, e isso deveria ser impossvel,
mas eu definitivamente fiz isso."
"Sim, nerd, j que no existe tal coisa a no ser em Star Trek."
"Voc reconhece a referencia do meio de transporte. Voc  uma nerd tambm." Eu
disse presumidamente.
"No, eu s estou rodeada de amigos nerds."
"Olha, eu tenho certeza que essa  a letra da minha v, mas espera. Eu tenho uma
carta dela no meu quarto. Eu vou pegar. Talvez voc tenha razo..." Eu ergui minhas
sobrancelhas para ela e acrescentei, "... para variar, e ele s me lembra a letra dela."
Eu comecei a correr para o meu quarto, mas pensando bem eu parei para mostrar o
poema para Afrodite. "Essa  sua letra normal?"
Ela pegou o papel da minha mo e piscou vrias vezes para clarear a viso. Eu vi o
choque passar pelo rosto dela e sabia o que ela ia dizer antes de dizer. "Bem, merda!
Essa com certezaaaa no  minha letra."
"Eu j volto."
Eu tentei no pensar demais no que estava acontecendo enquanto eu corria pelo
corredor at o meu quarto, abria a porta, e recebi o "mee-uf-ow!" de surpresa de Nala
quando interrompi o sono de beleza dela.
Eu s levei um segundo para pegar o ltimo carto que vov tinha me mandado. Ele
estava na minha mesa (uma verso muito mais barata que a de Afrodite). Na frente
havia uma figura de trs freiras sorrindo (freiras!). Embaixo delas estava escrito, A BOA
NOTICIA  QUE ESTAMOS REZANDO POR VOC. Virando o carto havia uma
continuao, A M NOTCIA  QUE S TEM TRS DE NS. Eu ainda estava rindo
quando voltei para o quarto de Afrodite, enquanto imaginava se Irm Mary Angela iria
achar o carto engraado ou um insulto. Eu apostei em engraado, e fiz uma nota
mental para perguntar para ela uma hora dessas.
Afrodite j estava com a mo para fora quando voltei para o quarto dela. "Ok, me
deixa ver." Eu dei a ela o carto e olhei para ela enquanto ela segurava a curta nota
que vov tinha me escrito. Ento ela segurou o papel que tinha o poema do lado dele
e ficou olhando de um para o outro, comparando a letra.
"Isso  muito estranho!" Afrodite disse, balanando a cabea para as caligrafias
similares. "Eu juro que escrevi esse poema 5 minutos atrs, mas essa definitivamente 
a letra da sua av e no minha." Ela olhou para mim. O rosto dela estava ultra branco
em comparao com os horrveis olhos vermelhos. " melhor ligar para ela."
"Yeah, eu vou. Primeiro eu quero saber tudo que voc lembra sobre a viso."
"Tudo bem por voc se eu fechar os olhos e colocar o pano de volta no rosto enquanto
conversamos?"
"Yeah, e eu vou pegar gua fresca. Falando nisso, beba um pouco mais da sua garrafa.
Voc parece, bem, mal."
"No  de se admirar. Eu me sinto mal." Ela bebeu o resto da gua Fiji enquanto eu
molhava o pano de novo. Depois de eu dobrar ele o entregar para ela, ela deitou e se
ajeitou nos travesseiros de novo, distraidamente acariciando Malvola. "Eu queria
saber sobre o que  isso," ela disse.
"Eu acho que eu sei."
"No brinca? Voc descobriu o poema?"
"No, no quis dizer isso. Eu acho que isso  sobre o mal pressentimento que Stevie
Rae e eu estamos sentindo em relao a Neferet. Ela est aprontando algo  algo
muito pior do que o normal. Eu acho que ela estava aprontando quando Loren foi
morto."
"Eu no ficaria surpresa se voc estivesse certa, mas eu tenho que te dizer Neferet no
teve nenhum papel na minha viso."
"Ento me explique."
"Bem, foi meio que estranhamente claro diferente do tipo das vises que eu tenho
tido ultimamente. Era um bonito dia de vero. Eu no sei dizer quem eu era, mas tinha
uma mulher sentada no meio de um campo ou, no, era mais como um pasto ou algo
assim. Eu podia ver um pequeno penhasco no muito longe, e eu podia ouvir gua de
uma corrente ou um pequeno rio perto. De qualquer forma, a mulher estava sentada
em um grande e branco acolchoado. Eu lembro de pensar que no era muito
inteligente da parte da mulher ter um acolchoado branco no cho daquele jeito. Ia
ficar todo manchado."
"No fica." Eu falei atravs da dormncia e do frio. "Ele  feito de algodo, e lava fcil."
"Ento voc conhece o que estou descrevendo?"
" o acolchoado da vov."
"Ento devia ser sua av que estava segurando o poema. Eu no vi o rosto dela. Na
verdade eu no vi muito dela. Ela estava sentada com as pernas cruzadas, e era como
se eu estivesse parada atrs dela, espiando por cima do ombro dela. S que, quando
eu vi o poema, tudo saiu da minha viso e eu s me foquei nele."
"Porque voc o copiou?"
Ela deu nos ombros. "No sei. Eu s precisava, s isso. Ento eu o escrevi enquanto
ainda estava tendo a viso. Ento eu sai dela, procurei por Darius, pedi para ele te
chamar, e ento eu acho que eu desmaiei."
" isso?"
"O que mais voc quer? Eu copiei toda a porcaria do poema."
"Mas suas vises normalmente so avisos sobre coisas realmente ruins que vo
acontecer. Ento onde est o aviso?"
"No teve um. Na verdade, eu no tive nenhum mal pressentimento. S havia o
poema. O campo era bem legal  quer dizer por ser da natureza. Como eu disse, era
um bonito dia de vero. Tudo parecia bem e feliz at eu sair da viso e minha cabea e
olhos doam pra caramba."
"Bem, eu tenho mal pressentimentos o bastante por ns duas," eu disse, tirando meu
telefone da bolsa. Eu olhei para a hora. Quase trs da manh. Droga! Vov ia estar
dormindo. Eu tambm percebi que perdi todas as minhas aulas hoje a no ser por
aquela cena pblica com Erik na aula de teatro. timo. Eu suspirei. Eu sabia que vov
ia ser compreensiva  eu s esperava que meus professores tambm fossem.
Ela atendeu no primeiro toque.
"Oh, Zoeybird! Estou to feliz por voc ter ligado."
"Vov, desculpe ligar to tarde. Eu sei que voc estava dormindo, e eu odeio te
acordar," eu disse.
"No, u-we-tsi-a-ge-ya, eu no estava dormindo. Eu acordei horas atrs por causa de
um sonho com voc, e estive acordada e rezando desde ento."
A palavra Cherokee familiar para "filha" me fez sentir amada e segura, e de repente eu
desejei tanto que a fazenda de lavanda dela no fosse a uma hora e meia de Tulsa. Eu
queria poder ver ela agora e deixar ela me abraar e me dizer que tudo ficaria bem,
como ela costumava fazer quando eu era pequena e ficava com ela depois que a
minha me casou com meu padrasto-perdedor e virou uma ultra-religiosa verso da
Esposa de Stepford.
Mas eu no era mais pequena, e vov no podia me abraar e espantar meus
problemas. Eu estava me tornando uma Alta Sacerdotisa, e pessoas dependiam de
mim. Nyx tinha me escolhido, e eu tinha que aprender a ser forte.
"Querida? O que ? O que aconteceu?"
"Est tudo bem, vov; estou bem," Eu a assegurei rapidamente, odiando ouvir a
preocupao na voz dela. " s que Afrodite teve outra viso, e tem algo a ver com
voc."
"Estou em perigo de novo?"
Eu no pude me impedir de sorrir. Ela soava preocupada e chateada quando achou
que algo estava errado comigo, mas quando era apenas ela que podia estar em perigo,
ela soava durona e pronta para dominar o mundo. Eu realmente amo minha v!
"No, eu acho que no," eu disse.
"Eu tambm acho que no," Afrodite disse.
"Afrodite disse que voc no est em perigo. Pelo menos no nesse instante."
"Bem, isso  bom," vov disse, soando muito "alis."
"Isso definitivamente  bom. Mas, vov, o negcio  que eu realmente no entendo
sobre o que foi a viso de Afrodite dessa vez. Normalmente tem um aviso. Dessa vez
ela te viu segurando um pedao de papel com um poema nele, e ela sentiu que
precisava copiar o poema." Eu no mencionei a parte sobre ela copiar a letra da vov.
Isso parecia acrescentar uma coisa super estranha no que j era muito estranho.
"Ento ela copiou, mas no faz sentido para nenhuma de ns."
"Bem, talvez voc devesse ler o poema para mim. Talvez eu reconhea."
"Yeah, foi o que eu pensei. Ok, aqui vai." Suspirando Afrodite me entregou o pedao
de papel com o poema nele. Eu peguei da mo dela e comecei a ler:

Antigo dormindo, esperando acordar
Quando o poder da terra sangra num vermelho sagrado
A marca padece verdadeira; a Rainha Tsi Sgili arquitetar

Aqui vov me parou. "Se pronuncia t-sis-gi-li," ela disse, com uma nfase especial na
ltima palavra. A voz dela soava estrangulada e ela falou quase como um sussurro.
"Voc est bem, vov?"
"Continue lendo, u-we-tsi-a-ge-ya," ela mandou, soando mais como ela mesma. Eu
continuei lendo, repetindo a ltima linha com a pronncia certa:

A marca padece verdadeira; a Rainha Tsi Sgili arquitetar
Ele ser lavado da cama que o enterra
Atravs da mo da morte ele  liberto
Terrvel beleza, monstruosa viso
Governados novamente eles sero
Mulheres ajoelhar-se-o ante sua vontade sombria

A msica de Kalona soa doce
Enquanto ns morremos com a fria onda

Vov arfou e chorou, "Oh Grande Espirito nos proteja!"
"Vov! O que foi?"
"Primeiro a Tsi Sgili e agora Kalona. Isso  ruim, Zoey. Isso  muito, muito ruim."
O medo dela estava totalmente me assustando. "O que  Tsi Sgili e Kalona? Porque 
to ruim?"
"Ela conhece o poema?" Afrodite perguntou, sentando e tirando o pano do rosto. Eu
notei que os olhos dela estavam comeando a parecer mais normais e o rosto dela
tinha um pouco mais de cor.
"Vov, voc se importa se eu colocar no viva voz?"
"No,  claro que no, Zoeybird."
Eu pressionei o boto do viva voz e coloquei ele na cama ao lado de Afrodite. "Ok,
voc est no viva voz agora, vov. Estamos apenas eu e Afrodite aqui."
"Afrodite e eu," ela automaticamente me corrigiu.
Eu virei meus olhos para ela. "Desculpe, vov, Afrodite e eu."
"Sra. Redbird, voc reconhece o poema?" Afrodite perguntou.
"Querida, me chame de Vov. E, no, eu no o reconheo, como se tivesse lido ele
antes. Mas eu ouvi ele, ou pelo menos ouvi sobre o mito, passado de gerao em
gerao pelo nosso povo."
"Porque voc surtou sobre a parte do Tsi Sgili e Kalona?" eu perguntei.
"Eles so demnios Cherokee. Espritos malignos do pior tipo." Vov hesitou, e eu
podia ver ela mexendo em algo. "Zoey, eu vou acender a panela de ervas antes de
continuarmos falando sobre essas criaturas. Estou usando salva e lavanda. Vou
assoprar a fumaa com uma pena enquanto falamos. Zoeybird, sugiro que voc faa o
mesmo."
Eu senti uma onda de surpresa. Fazer fumaa era usado em rituais dos Cherokee a
mais de centenas de anos  especialmente quando limpeza, purificao, e proteo
eram necessrios. Vov se esfumaava e se limpava regularmente  eu cresci
acreditando que era s um jeito de honrar o Grande Espirito e manter meu prprio
esprito limpo. Mas nunca na minha vida vov sentiu a necessidade de fazer isso
devido a meno de algum ou alguma coisa.
"Zoey, voc deveria fazer isso agora," vov disse afiadamente.
VINTE E DOIS


Como sempre, quando vov me dizia para fazer algo, eu fazia. "Ok, yeah. Eu vou. Eu
tenho um galho no meu quarto. Eu vou pegar." Eu dei um olhar para Afrodite e ela
acenou, me enxotando em direo a porta com a mo tremula.
"Quais ervas?" Vov perguntou.
"Salva branca e lavanda.  as que eu mantenho na minha gaveta," eu disse.
"timo, timo. Isso  bom.  pessoal para voc, mas a mgica no foi liberada ainda.
Bom."
Eu voltei para o quarto de Afrodite.
"Eu tenho a parte da panela coberta," Afrodite disse, me entregando uma tigela que
estava decorada com uvas tridimensionais e uma videira que decorava toda ela. Era
absolutamente linda e parecia cara e velha. Ela deu nos ombros. "Yeah,  cara."
Eu virei os olhos para ela. "Ok, eu tenho a tigela, vov."
"Voc tem uma pena? De um pssaro pacifico, como um pombo, ou um pssaro
protetor, como um falco ou uma guia seriam melhor."
"Uh, vov, no. Eu no tenho nenhuma pena." Eu olhei questionadoramente para
Afrodite.
"Eu tambm no tenho," ela disse.
"No importa, podemos fazer sem. Est pronta, Zoeybird?"
Eu acenei o pequeno galho com as ervas at o fogo se espalhar e a fumaa comear a
se erguer. Ento eu coloquei na tigela e a coloquei entre ns. "Estou pronta. Esta
esfumaando perfeitamente."
"Passe ela ao redor de vocs. Garotas, as duas precisam se concentrar em proteo e
espritos protetores. Pense na deusa de vocs e no quanto ela ama vocs."
Fizemos o que vov disse. Ns duas passamos a fumaa gentilmente ao nosso redor
com nossas mos enquanto inalvamos devagar.
Malvola espirrou, rosnou, e pulou da cama para desaparecer no banheiro de Afrodite.
Eu no posso dizer o quanto eu sinto que ela tenha sado.
"Agora mantenha a panela perto enquanto me ouve com muita ateno." Vov disse.
Eu ouvi ela respirar fundo a fumaa antes de comear, "Primeiro voc deveria saber
que Tsi Sgili so bruxas Cherokee, mas no se engane pelo titulo "bruxa". Elas no
seguem os caminhos lindos e pacificos das Wicca. E nem so sbias sacerdotisas que
voc conhece e respeita que servem Nyx. Uma Tsi Sgili vive como uma rejeitada,
separada da sua tribo. Elas so ms, completamente. O prazer delas  matar; elas se
alegram com a morte. Eles tem poderes mgicos garantidos pela dor e medo de suas
vitimas. Eles se alimentam da morte. Eles podem torturar e matar com o ane li sgi."
"No sei o que isso significa, vov."
"Significa que so poderosos psiquicamente e podem matar com a mente."
Afrodite olhou para mim. Nossos olhos se encontraram e eu percebi que estavamos
pensando a mesma coisa: Neferet  uma poderosa psquica.
"Quem  rainha de quem o poema fala?" Afrodite perguntou.
"No conheo nenhuma rainha Tsi Sgili. Eles so seres solitrios e no tem hierarquia.
Mas eu no sou uma autoridade para falar sobre eles."
"Ento Kalona  um Tsi Sgili?" eu perguntei.
"No. Kalona  pior. Muito pior. Os Tsi Sgili so maus e perigosos, mas so humanos e
podem ser lidados como qualquer humano pode." Vov pausou, e eu podia ouvir ela
respirando mais a fumaa. Quando vov comeou a falar de novo, a voz dela abaixou,
como se ela estivesse preocupada em ser ouvida. Ela no soava exatamente assustada.
Ela soava cautelosa. Cautelosa e muito, muito sria.
"Kalona  o pai dos Corvos Escarnecedores e ele no  humano. Podemos chamar ele e
seus filhos de demnios, mas isso no  muito certo. Acho que o melhor jeito que eu
posso descrever Kalona  que ele  um anjo."
Um frio calafrio passou pelo meu corpo quando vov disse a palavra Corvos
Escarnecedores; ento eu percebi o que mais ela disse, e pisquei surpresa. "Um anjo?
Como na bblia?"
"Eles no deveriam ser bons?" Afrodite perguntou.
"Eles devem ser. Mantenha em mente que a tradio crist diz que Lucifer era o mais
brilhante e lindo anjo, mas ele caiu."
" mesmo. Esqueci disso," Afrodite disse. "Ento esse Kalona era um anjo que caiu e
virou mal?"
"De certa forma. Em tempos antigos, anjos andavam na terra e procriavam com
humanos. Muitas pessoas tem histrias para descrever essa poca. A bblia chama de
Nefilim* Os gregos e os romanos chamam de Deuses do Olmpio. Mas seja como for
que eles so chamados, de todas as histrias existem dois pontos: Primeiro, que eles
so lindos e poderosos. Segundo, eles acasalam com humanos."
(* http://pt.wikipedia.org/wiki/Nefilim )
"Faz sentido," Afrodite disse. "Se eles so to lindos,  claro que as mulheres querem
estar com eles."
"Bem, eles so seres excepcionais. As pessoas Cherokee contam sobre um anjo em
particular, lindo alm de qualquer comparao. Ele tem asas da cor da noite, e pode
mudar de forma em uma criatura que parece um enorme corvo. A principio nosso
povo deu boas vindas a ele como um bom visitante. Cantamos msicas para ele e
danamos por ele. Nossa colheita teve sucesso. Nossas mulheres eram frteis. Mas
gradualmente tudo mudou. Eu no sei porque. As histrias so muito antigas. Muitas
foram perdidas pelo tempo. Meu palpite  que  difcil ter uma boa vida entre ns, no
importa o quo lindo ele seja."
"A msica que eu lembro que minha v cantava conta que Kalona mudou quando ele
comeou a mentir para as virgens da nossa tribo. A histria conta que depois da
primeira vez que ele cruzou com uma virgem, ele ficou obcecado. Ele precisava ter
mulheres  ele as deseja constantemente, e ele tambm as odiava por causarem a ele
a luxuria e a necessidade que ele sentia por elas."
Afrodite fez uma careta. "Eu aposto que ele que sentia a luxuria, no elas. Ningum
quer um cara que  um mulherengo, no importa o quo gostoso ele seja."
"Voc tem razo, Afrodite. A msica da minha av dizia que as virgens viravam seus
rostos para ele, e foi a que ele virou um monstro. Ele usou o poder divino dele para
governar nossos homens enquanto ele sujava nossas mulheres. E nesse tempo o dio
dele por mulheres cresceu com uma intensidade que era muito assustadora por causa
da obsesso dele por elas. Eu ouvi uma velha Sbia Mulher falar uma vez, e ela disse
que para Kalona as mulheres Cherokee eram gua e ar e comida  a vida dele, embora
ele odiasse precisar delas to desesperadamente." Ela pausou de novo, e eu pude
facilmente ver o olhar de nojo no rosto dela que estava espelhado na voz enquanto ela
continuava a histria.
"As mulheres que ele estuprou engravidaram, mas a maior parte delas deu a luz a
coisas mortas, irreconhecveis crianas de qualquer espcie. Mas de vez em quando,
um dos filhos dele sobrevivia, embora claramente no fosse humano. As histrias
dizem que os filhos de Kalona so corvos, com os olhos e membros de um homem."
"Eeeewww, o corpo de um corvo e as pernas e olhos de um homem? Isso  nojento,"
Afrodite disse.
Um calafrio passou por mim. "Eu estive ouvindo corvos, muitos deles. Eu acho que um
deles tentou me atacar. Eu bati nele, e ele arranhou minha mo."
"O que! Quando?" Vov surtou.
"Eu estive ouvindo eles a noite. Eu achei que era estranho eles fazerem tanto barulho.
E... e ento ontem a noite algo que eu no conseguia ver bateu asas perto de mim,
como um horrvel pssaro invisvel. Eu bati nele e ento corri para dentro da escola e
chamei o fogo para fazer o frio ir embora."
"E funcionou? O fogo o espantou?" vov disse.
"Yeah, mas eu sinto olhos em mim desde ento."
"Corvos Escarnecedores," a voz de vov era dura como ao. "O que voc est lidando
so espiritos dos filhos demnios de Kalona."
"Eu tambm tenho escutado eles," Afrodite disse, parecendo plida de novo. "Na
verdade estive pensando o quo irritante eles tem sido nas ltimas noites."
"Desde que a professora Nolan foi morta," eu disse.
"Eu acho que foi a que eu comecei a notar tambm. Ohmeudeus, Vov! Eles podem
ter algo a ver com a morte da professora Nolan e de Loren?"
"No, eu acho que no. Os Corvos Escarnecedores perderam sua forma fsica. Eles s
tem seus espritos sobrando e podem fazer pouco mal a no ser para aqueles que
esto perto da morte. O quo mal eles machucaram sua mo, querida?"
Automaticamente eu olhei para minha mo sem marcas. "No muito. O arranho
desapareceu alguns minutos depois."
Vov hesitou antes de dizer, "Eu nunca ouvi falar de Corvos Escarnecedores serem
capazes de machucar uma pessoa jovem. Eles so travessos  espritos negros que tem
prazer em irritar os vivos e atormentar aqueles prestes a morrer. Eu no acredito que
eles podem causar a morte de um vampiro saudvel, mas eles podem ter sido atrados
a House of Night pela morte desses vampiros, e de alguma forma ter ficado mais fortes
por causa deles. Cuidado. Eles so criaturas terrveis, e a presena deles sempre  um
mal pressgio."
Enquanto vov falava meus olhos se alargaram e voltaram para o poema. De novo e de
novo em fiquei lendo a linha:

Atravs da mo da morte ele  liberto.

"O que aconteceu com Kalona?" eu perguntei bruscamente.
"Foi a insacivel luxuria dele por mulheres que eventualmente o destruiu. Os
guerreiros da tribo tentaram por anos sobrepujar ele. Eles simplesmente no
conseguiram. Ele era uma criatura de mito e magia, e s mito e magia podia derrotar
ele."
"Ento o que aconteceu?" Afrodite disse.
"A Ghigua chamou um conselho secreto de Mulheres Sbias de todas as tribos."
"O que  Ghigua?" eu perguntei.
" o nome Cherokee para Mulheres Amadas da nossa tribo. Ela  uma Mulher Sbia
com dons, uma diplomata, e geralmente muito prxima do Grande Espirito. Cada tribo
escolhe uma, e ela serve no conselho de mulheres."
"Basicamente so Alta Sacerdotisas?" eu perguntei.
"Sim, essa  uma boa maneira de pensar nelas. Ento Ghiagua juntou as Mulheres
Sbias, e elas se encontraram num lugar secreto onde Kalona no poderia as ouvir 
uma caverna na terra."
"Porque ele no podia ouvir elas l?" Afrodite perguntou.
"Kalona tem uma averso a terra. Ele  uma criatura do cu, que  onde ele pertence."
"Bem, porque o Grande Espirito ou algo assim no o fez voltar para onde ele
pertencia?" eu disse.
"Livre Arbitrio," vov disse. "Kalona era livre para escolher seu caminho, assim como
voc e Afrodite so livres para escolher o de vocs."
"Livre arbtrio as vezes  uma droga," eu disse.
Vov riu com um som feliz e familiar e eu relaxei um pouco. "De fato as vezes ele 
uma droga, u-we-tsi-a-ge-ya. Mas nesse caso, o livro arbtrio das Ghigua  o que salvou
nossa gente."
"O que elas fizeram?" Afrodite disse.
"Usaram a mgica das mulheres para criar uma virgem to linda, que seria impossvel
Kalona resistir."
"Criaram uma garota? Voc quer dizer que elas fizeram algum tipo de transformao
mgica em algum?"
"No, u-we-tsi-a-ge-ya, eu quis dizer criaram uma virgem. A Ghigua que era a que tinha
mais dons criou o corpo de uma virgem do barro, e criou um rosto que era lindo alm
da comparao. A Ghigua criou a mais bem dotada de todas as tribos ela tinha longos
cabelos negros que caiam em ondas ao redor da fina cintura dela. A Ghigua desenhou
um vestido para ela que era branco como a lua cheia, e todas as mulheres o decoraram
com conchas e contas e penas. A Ghigua que era a mais dotada com os ps deu a ela
longas pernas e a dotou de velocidade. E a Ghigua que era conhecida como a mais
talentosa cantora de todas as tribos sussurrou doces palavras para ela, dando a ela a
mais agradvel de todas as vozes."
"Cada uma das Ghigua cortaram suas palmas e usaram seu prprio sangue como tinta
para desenhar no corpo dela smbolos de poder representando o Sete Sagrado: norte,
sul, leste, oeste, acima, abaixo, e esprito. Ento elas juntaram as mos na linda figura,
e usando seus poderes combinados, deram vida a ela."
"Voc tem que estar brincando, vov! As mulheres fizeram o que era basicamente
uma boneca ganhar vida?" eu disse.
" o que a histria conta," ela disse. "Mocinha, porque isso  mais difcil acreditar do
que uma garota que pode chamar os cinco elementos?"
"Huh," eu disse, me sentindo corar com repreenso dela. "Eu acho que voc tem
razo."
"Claro que ela tem razo. Agora fique quieta e deixe ela contar o resto da histria,"
Afrodite disse.
"Desculpe vov," eu murmurei.
"Voc deve lembrar que mgica  real, Zoeybird," vov disse. " perigoso esquecer
isso."
"Eu vou lembrar," eu assegurei a ela, pensando sobre o quo irnico era eu poder
duvidar do poder da mgica.
"Ento, continuando," vov disse, me fazendo voltar minha ateno de volta para a
histria. "As mulheres Ghigua deram vida a ela e colocaram um propsito na mulher
que elas chamaram de A-ya."
"Hey, eu conheo essa palavra. Significa `eu'," eu disse.
"Muito bom, u-we-tsi-a-ge-ya. Eles a chamaram de A-ya porque ela tinha um pedao
de cada uma delas dentro dela  ela era, para cada mulher Ghigua, eu."
"Isso  bem legal, na verdade," Afrodite disse.
"As Ghigua no contaram a ningum sobre A-ya  nem a seus maridos ou filhos, netos,
ou pais. No amanhecer seguinte, eles a levaram para fora da caverna em um lugar
perto de uma corrente onde Kalona ia toda manh para se banhar, sempre
sussurrando para ela o que ela deveria fazer."
"Ento foi l, sentada no caminho no sol da manh, tranando o cabelo e cantando a
msica de uma virgem, que Kalona a viu, e  como as mulheres sabiam que ele faria 
ele ficou instantaneamente obcecado em possuir ela. A-ya fez o que ela foi criada para
fazer. Ela correu de Kalona com a mgica velocidade. Kalona a seguiu. Na feroz
necessidade dele para a ter, ele mal hesitou na boca da caverna na qual ela
desapareceu, e ele no viu que as mulheres Ghigua o seguiram, nem ele ouviu o
encantamento mgico delas."
"Kalona pegou A-ya nas profundezas de terra. Ao invs de gritar e lutar contra ele, a
mais linda das virgens deu boas vindas a ele com braos suaves e um corpo
convidativo. Mas no instante em que ele a penetrou, aquele suave, e convidativo
corpo voltou a ser o que tinha sido antes  terra e esprito de mulheres. Os braos e
pernas dela se tornaram barro que o seguraram, o esprito dela a areia movedia que o
prendeu, enquanto as Mulheres Ghigua chamavam a Me da Terra para selar a
caverna, prendendo Kalona no abrao eterno de A-ya. E ele ainda est l at hoje,
firmemente seguro no seio da terra."
Eu pisquei, como se estivesse emergindo depois de um longo e profundo mergulho, e
meus olhos passaram pelo poema ao lado da cama e ao vaso de lavanda. "Mas e
quanto ao poema?"
"Bem, a priso de Kalona no foi o fim da histria. No momento que o tmulo dele foi
selado, cada uma das crianas dele, os terrveis Corvos Escarnecedores, comearam a
cantar uma msica com uma voz humana que prometia que Kalona algum dia
retornaria, e descreveram a horrvel vingana que ele faria contra os seres humanos,
especialmente mulheres. Hoje os detalhes da msica dos Corvos Escarnecedores esto
basicamente perdida. At minha av sabia apenas partes do que dizia, e eram apenas
palavras sussurradas pela av dela. Poucas pessoas quiseram lembrar da msica. Elas
achavam que daria azar se aprofundar em tamanho horror, embora o suficiente
sobreviveu para ser passado de me para filha para eu poder te contar sobre o Tsi Sgili
e a terra que sangra, e como o pai deles uma pessoa terrivelmente linda iria se erguer
novamente." Vov hesitou enquanto Afrodite e eu encarvamos o poema
horrorizadas. Finalmente ela disse, "Eu tenho medo que o poema da sua viso seja a
msica que os corvos cantaram. E eu acho que  um aviso de que Kalona est prestes a
retornar."
VINTE E TRS


" um aviso," Afrodite disse solenemente. "Todas as minhas vises so avisos de
tragdias que podem acontecer. Essa no foi diferente."
"Eu acho que voc tem razo," Eu disse para Afrodite e vov.
"E as vises de Afrodite so avisos que, se prestarmos ateno, podemos impedir que
as coisas terrveis aconteam?" Vov disse.
Afrodite parecia em dvida, ento eu respondi por ela, fazendo minha voz soar muito
mais certa do que eu me sentia. "Sim, elas so. A viso dela salvou voc, vov."
"E vrias outras pessoas que teriam morrido na ponte aquele dia tambm," vov disse.
"Tudo que tivemos que fazer foi descobrir como impedir o acidente de acontecer do
jeito que ela viu, ento isso  tudo que temos que fazer com o aviso tambm," eu
disse.
"Eu concordo, Zoey. Afrodite  um vaso de Nyx, e a deusa claramente est avisando."
"Ela tambm claramente quer que voc nos ajude," Afrodite disse. "Foi voc que eu vi
lendo o poema." Ela hesitou, olhando para mim, e eu acenei, entendendo o que mais
ela queria dizer para vov. "Quando eu copiei o poema, saiu com a sua letra."
Eu ouvi o pequeno arfar de surpresa. "Voc tem certeza?"
"Yeah," eu disse. "At peguei uma das suas cartas para checar. Definitivamente  a sua
letra."
"Ento eu devo concordar com Nyx que eu tenha um papel nisso," vov disse.
"Isso no  surpreendente," eu disse. "Voc  a nica Mulher Ghigua."
"Oh, querida! Eu no sou uma Mulher Ghigua. Isso  algo que uma tribo toda vota, e
alm do mais, no existe uma mulher Ghigua a geraes."
"Bem, voc tem meu voto," Afrodite disse.
"E o meu," eu disse. "E eu aposto que do Damien e as Gmeas. Alm do mais, ns
somos meio que uma tribo prpria."
Vov riu. "Bem, eu no iria discutir com a tribo."
"Voc deveria vir aqui," Afrodite disse de repente.
Eu olhei para ela surpresa, e ela acenou a cabea devagar, muito sria. Eu ouvi meus
instintos e eu soube com cada batida do meu corao que Afrodite estava certa.
"Oh, Afrodite, obrigado, mas no. Eu realmente no gosto de sair da minha fazenda de
lavanda. Vamos apenas conversar no telefone e mandar mensagens enquanto
descobrimos isso."
"Vov, voc confia em mim?" eu disse.
" claro que confio em voc, filha," ela disse sem hesitar.
"Voc precisa vir aqui," eu disse simplesmente.
O telefone ficou silncioso, e eu quase podia ouvir vov pensando. "Eu vou pegar
apenas algumas coisas," ela finalmente disse.
"Traga um pouco daquelas penas," Afrodite disse. "Eu aposto que vamos ter que fazer
mais fumaa."
"Eu vou, criana," vov disse.
"Venha agora, vov." Eu odiava o senso de urgncia que eu estava sentindo.
"Hoje a noite, Zoeybird? No posso esperar at o amanhecer?"
"Hoje a noite." Como se fosse para pontuar o meu pedido pelo telefone, Afrodite e eu
ouvimos um assustador som de um profundo e bizarro choro de um corvo. Foi to alto,
que podia estar na quente e limpa sala dela. "Vov! Voc est bem?"
"Eles so espiritos, u-we-tsi-a-ge-ya. Eles no podem me fazer mal algum a no ser que
eu esteja prxima da morte, e eu posso te assegurar  no estou nem perto de
morrer," ela disse firmemente.
Eu lembrei do medo que eles traziam com eles e do calafrio que se ergueu na minha
mo, e no estava certa dela estar 100% convencida sobre isso. "S se apresse, vov.
Vou me sentir muito melhor quando voc estiver aqui," eu disse.
"Eu tambm," Afrodite disse.
"Estarei com voc em duas horas. Eu te amo, Zoeybird."
"Eu tambm te amo."
Eu estava pronta para desligar quando vov disse, "e eu tambm te amo, Afrodite.
Essa pode ser a segunda vez que voc salva a minha vida."
"Tchau. Vejo voc logo," Afrodite disse.
Eu desliguei e fiquei supresa pelos olhos de Afrodite, que agora estavam quase
completamente azuis de novo, tinham se enchido de lgrimas e ela estava corada. Ela
sentiu eu a observar deu nos ombros e limpou os olhos, parecendo desconfortvel. "O
que? Ento eu meio que gosto da sua av. Isso  um crime?"
"Sabe, estou comeando a achar que em algum lugar dentro de voc existe uma
Afrodite boa."
"Bem, no fique toda alegrinha e entusiasmada. Assim que eu encontrar ela, eu vou
afogar ela na banheira."
Eu s ri para ela.
"Voc no acha que precisa ir? Voc tem muitas coisas pra fazer."
"Huh?" eu disse.
Ela suspirou. "Voc tem que encontrar a horda de nerds, informar a eles sobre o
poema e tudo mais, e descobrir onde sua av vai ficar, o que significa que voc vai
precisar da aprovao da Shekinah, j que eu aposto que voc no quer uma
conversinha com Neferet, e ainda tem a cmera bab que voc tem que pedir para
Jack instalar no necrotrio. Boa sorte com isso."
"Merda, voc tem razo. Enquanto eu fao tudo isso, o que voc vai fazer?"
"Eu vou estar aqui descansando para ficar pronta para colocar os super poderes do
meu crebro para trabalhar no quebra cabea do poema."
"Ento voc vai dormir?"
"Basicamente. Hey, se anime. Conseguimos matar um dia todo de aula," ela disse.
"Voc conseguiu matar um dia todo de aula. Eu consegui ir para a aula que meu ex-
namorado est ensinando um tempo de ter uma desconfortvel e mais do que
embaraosa improvizao de uma cena com ele na frente da turma toda."
"Oooohh! Eu quero saber de tudo!"
"Vai esperar sentada," eu disse por cima dos ombros quando fui para a porta.
Damien e as Gmeas no foram dificeis de encontrar. Eles estavam no andar debaixo,
comendo pretzels e batatinhas. (Ugh!  uma droga vampiros fazerem a gente comer
coisas saudveis.) Ficou bvio quando todos calaram a boca quando me virei e ento
comearam a falar ao mesmo tempo que eles estavam fofocando sobre mim.
"Oh, querida. Ficamos sabendo sobre Erik e a aula de teatro," Damien disse, me dando
uma batidinha simptica no meu brao.
"Yeah, mas no ouvimos o bastante sobre isso," Shaunee disse.
" a gente definitivamente precisa de detalhes dos envolvidos," Erin disse.
"Voc  a envolvida," Shaunee terminou.
Eu suspirei. "Ns fizemos uma improvisao. Ele me beijou. A turma enlouqueceu.
Todos sairam quando o sino tocou. Eu fiquei. Ele me ignorou. O fim."
"Oh, nuh-uh. Voc no vai se safar com s esses detalhes," Erin disse.
"Yeah, ns conseguimos mais detalhes com Becca. Voc sabe, Gmea, eu acredito que
aquela garota gosta do Erik," Shaunee disse.
" mesmo, Gmea? Devemos arrancar os olhos dela pela Z?" Erin disse. "Eu no fao
isso a um bom tempo."
"Vocs so to banais," Damien disse. "Erik e Zoey terminaram, lembram?"
"Yeah, bem, seu vocabulrio  uma droga," Erin disse.
"Exato," Shaunee disse.
"Nossa senhora! D para vocs pararem de brigar? Ns temos muita coisa
acontecendo o que faz minha pattica vida amorosa parecer ainda mais ridcula do que
ela j . Agora eu vou pegar uma coca e tentar como o inferno achar uma batatinha de
verdade na cozinha. Enquanto eu fao isso, levantem as bundas subam e me
encontrem no quarto de Afrodite. Temos mais coisas para conversar."
"Coisas?" Damien disse. "Que tipo de coisa?"
"As mesmas velhas e assustadoras coisas, que so um risco de vida, e sobre o fim do
mundo que estamos to acostumados," eu disse.
Damien e as Gmeas piscaram para mim por alguns segundos; ento os trs
murmuram, "Ok, legal. Estamos nessa."
"Oh, e Damien," eu disse. "Chame o Jack. Ele  parte disso tambm."
Damien parecia surpreso e ento feliz, e ento um pouco triste. "Z, est tudo bem
trazer Duquesa? A cadela no o tira de vista."
"Yeah, ela pode vir. Mas avise ele que Afrodite tem uma gata, e a gata  uma estranha
e peluda clone de Afrodite."
"Oh, ewwwww," as Gmeas falaram.
Balanando a cabea, eu desapareci na cozinha, determinada a no deixar nenhum
deles me dar uma dor de cabea.


"Ohmeudeus, eu acho que vou desmaiar," Jack se imitou de desmaiar enquanto ele
parecia muito, muito palido e continuava olhando para a janela. Duquesa, que estava
estufada no quarto de Afrodite no meio de todos ns e do gato dela, inclinado contra
ele e reclamando. Jack foi o primeiro a falar depois de um longo silncio que se seguiu
depois que Afrodite e eu falamos sobre a viso dela, o poema, a histria da vov sobre
o Tsi Sgili, Corvos escarnecidores, e Kalona.
"Ok, essa  a historia mais assustadora que eu j ouvi." Shaunee soava quase sem ar.
"Eu juro que  mais assustadora do que todos os filmes do sexta feira 13 juntos."
"Ohmeudeus, Gmea. Sexta feira 13 quatro me assustou pra caramba," Erin disse.
"Mas voc tem razo. Essas coisas sobre Kalona so muito mais assustadoras. E eu
acho que  uma boa idia chamar a sua av aqui, Z."
"Idem, Gmea." Shaunee disse.
"Oh, Z!" Jack chorou, acariciando as orelhas de Duquesa frenticamente. "S de
pensar nesses corvos nojentos com a sua doce av sentada ali no meio da casa
naquela fazenda de lavanda me d arrepios."
"Muito bom," Afrodite disse. "Como se Zoey j no estivesse assustada o bastante sem
vocs trs sentindo a necessidade de torcer a faca no estmago dela."
"Oh, jeesh! Desculpa, Zoey!" Jack instantaneamente disse, segurando Damien com
uma mo e acariciando Duquesa com a outra. Ele parecia que ia chorar.
Eu esperei que as Gmeas bufassem e assoviassem para Afrodite como sempre, mas
ao invs disso elas trocaram um olhar e viraram para mim.
"Desculpa, Z," Erin disse.
"Yeah, a vadia  digo, Afrodite  est certa. Ns no deveramos ter assustado voc
sobre sua av," Shaunee disse.
"Droga. As Gmeas Nerds acabaram de dizer algo bom sobre mim?" Afrodite
pressionou a mo contra a testa e fingiu desmaiar.
"Se te faz sentir melhor," Shaunee disse.
"Ainda odiamos voc," Erin terminou.
"Uh, por favor podemos lembrar que Duquesa s passou por coisas o suficiente ruins
nos ltimos dias?" Me curvando na frente do grande labrador, eu coloquei o rosto dela
entre as minhas mos. Os olhos dela eram calmos e sbios, como se ela j entendesse
muito mais do que ns. "Voc  uma garota melhor que ns, no ?"
Duquesa lambeu meu rosto, e eu sorri. Ela me lembrava do Stark  o vivo, e
respirando, e confiante Stark  e eu senti uma onda de esperana de que talvez ele
voltasse por seu cachorro (e por mim). Mesmo que ele fosse s fazer minha vida ficar
mais complexa, de alguma forma isso me faz sentir que as coisas no so to
assustadoras quanto eu acho que so. Ento Damien quebrou minha iluso.
"Me deixe ver o poema." Tipico para o Sr. Estudioso, ele foi logo ao ponto, cortando
uma boa parte do drama.
Me sentindo aliviada por ter outro crebro pra desvendar ele, eu levantei e entreguei
para ele o poema.
"Primeiro, voc sabe que chamar de poema est errado," Damien disse.
"Vov chamou de msica," eu disse.
"Tambm no  isso. Ou pelo menos na minha opinio no ."
Eu tinha muito respeito pela opinio de Damien, especialmente em algo vagamente
acadmico, ento eu disse, "se no  um poema ou uma msica, o que  ento?"
" uma profecia," ele disse.
"Bem, merda! Ele tem razo," Afrodite disse.
"Infelizmente, tenho que concordar," Shaunee disse.
"Puxa vida que porcaria de confuso com a linguagem. Sim  defitivamente uma
profecia," Erin disse.
"Profecia, como em O senhor dos Anis sobre o retorno do rei?" Jack disse.
Damien sorriu para ele. "Sim, exatamente assim."
Ento todos olharam para mim. "Para mim parece certo," eu disse idiotamente.
"Certo. Vamos trabalhar em decifrar ela." Damien estudou a profecia. "Ok, ento, est
escrito num esquema abab cdcd esquema de ritmo, quebrando em trs estrofes."
"Isso  importante?" eu perguntei. "Quero dizer, estamos chamando de profecia ao
invs de um poema, ento a gente se importa com esse negcio de abab?"
"Bem, no tenho 100% de certeza, mas est escrito numa forma potica, ento meu
palpite  que devemos usar as regras da poesia para decifrar ele."
"Ok, parece lgico," eu disse.
"Estrofes poticas so sinnimos a pargrafos em prosa  cada um contm um
assunto, embora tenha que se encaixar no todo."
"Esse  meu garoto!" Jack disse, rindo e abraando Duquesa.
"Droga, o garoto  inteligente," Shaunee disse.
"Um srio nerd," Erin disse.
"S estou vendo ele me dar uma dor de cabea," Afrodite disse.
"O que significa que precisamos olhar para cada estrofe separadamente primeiro," eu
disse. "Certo?"
"No vai doer," Damien disse.
"Leia em voz alta," Afrodite disse. "Foi mais fcil entender quando Zoey leu em voz
alta."
Ele clareou a garganta e leu a primeira estrofe com uma excelente voz de leitura.

Antigo dormindo, esperando acordar
Quando o poder da terra sangra num vermelho sagrado
A marca padece verdadeira; a Rainha Tsi Sgili arquitetar
Ele ser lavado da cama que o enterra

"Bem,  obvio que o antigo a quem est se referindo  Kalona," Damien disse.
"E Afrodite e eu j decidimos que a terra sangrando pode ser de algum ser morto,
como a professora Nolan." Eu pausei e engoli. Eu deveria ter acrescentado Loren, mas
eu no conseguia me fazer dizer o nome dele.
"Quando eu encontrei ela, foi  havia muito sangue por cima da grama  ele no tinha
se afundado ento parecia como se a terra estivesse sangrando." A voz de Afrodite era
abatida com a memria.
"Yeah, definitivamente pode ser descrito como a terra sangrando," eu concordei. "E se
a pessoa ou vampiro que for morta  poderosa, isso encaixaria na referencia ao
poder."
"Ok, isso funciona, especialmente quando voc acrescenta as prximas duas linhas.
Obviamente essa Rainha Tsi Sgili orquestra a coisa toda." Damien parou e enrugou a
testa, ento acrescentou, "Sabe, pode ser um truque. Tsi Sgili orquestra, ou faz o que
est para acontecer, mas e o poderoso sangue dela que faz a terra sangrar e ser lavado
da cama dele."
"Ugh, nojento," Shaunee disse.
"Ento quem  a Rainha Tsi Sgili?" Erin perguntou.
"No temos certeza. Vov no faz idia. Na verdade, ela no sabe muito sobre os Tsi
Sgili, a no ser que so perigosos e se alimentam da morte," eu disse.
"Est bem, ento devemos manter os olhos abertos para uma rainha em potencial,"
Damien disse.
"Embora no faamos idia de quem ela possa ser?" Shaunee disse.
"Ns temos idia sim," Erin disse. "A v de Zoey disse que Tsi Sgili se alimentam da
morte, ento tem que ser algum que fica mais forte depois que algum morre."
"E a v de Zoey tambm disse que os Tsi Sgili usam algo chamado... uh... ane li  era
isso, Zoey?" Afrodite disse.
"Ane li sgi," eu disse. "Significa que so fortes psquicos." Eu respirei fundo e continuei.
"Eu acho que todos conhecemos um vampiro em particular que se encaixa nessa
descrio."
"Neferet," Damien sussurrou.
"Ok, todos sabemos que ela no  o que parece ser," Erin disse.
"Mas isso significa que ela  do mal e pode ser uma possvel Tsi Sgili?" Shaunee disse.
Afrodite e eu nos olhamos. Eu tomei uma deciso e acenei.
"Ela escolheu um caminho diferente do de Nyx," Afrodite disse.
As Gmeas arfaram. Jack abraou Duquesa, e eu juro que ele fez um som canino de
reclamao.
"Tem certeza?" Damien disse, a voz dele um pouco trmula.
"Sim. Temos certeza," eu disse.
"Ento tem grandes chances de Neferet ser a rainha da qual a profecia se refere." Eu
senti meu estmago revirar enquanto mais pedaos do quebra cabea se encaixavam.
"Neferet est diferente desde as mortes da professora Nolan e de Loren."
"Oh, deusa! Voc est dizendo que ela teve algo a ver com aquelas mortes horrveis?"
Jack arfou.
"Eu no sei se ela teve algo a ver com eles, ou se ela s se aproveitou do efeito deles,"
eu disse. Ento eu lembrei da cena que eu testemunhei entre Loren e Neferet logo
depois dele ser morto. Eles eram amantes  era to bvio. E ele estava apaixonado por
ela, mas ela fez ele me usar  usar o amante dela para me seduzir e ento ter um
Imprint comigo. Como ela podia amar ele e o mandar fazer isso?
E se a verso dela para amor fosse to distorcida quanto ela tinha se tornado? Isso
significa que ela poderia assassinar algum que ela amava?
"Mas pensamos que as Pessoas de F tinham algo a ver com essas mortes," Shaunee
estava dizendo.
"Talvez seja isso que a rainha Tsi Sigili quer que a gente pense," Damien disse, evitando
o uso do nome de Neferet, o que eu achei que era inteligente.
"Voc tem razo. Primeiro esses assassinatos, ento Afrodite tem algumas vises uma
logo depois da outra sobre eu ser morta  e Neferet est definitivamente envolvida em
pelo menos uma delas, e ento aparece outra viso sobre essa profecia?  muita
coincidncia. Talvez devesse parecer um crime de dio religioso," eu disse, pensando
sobre as freiras legais que eu tinha encontrado e sobre como elas fizeram eu repensar
sobre acreditar que todos os cristos tem mente pequenas e so uns idiotas com quem
acreditar em algo diferente deles.
"Quando na verdade foi um crime de poder," Afrodite disse.
"Porque Neferet quer que Kalona se levante."
"Uh, vamos apenas chamar ela de rainha por agora, ok?" eu disse rapidamente.
Todos acenaram  Afrodite deu nos ombros. "Tudo bem por mim."
"Espera, a profecia pode significar que a morte da rainha torne possvel a asseno de
Kalona. Vamos apenas dizer que a gente conhece essa rainha, e se ela for quem a
gente est pensando, no tem jeito dela se sacrificar para algum reinar," Damien
disse.
"Talvez ela s conhea parte da profecia. Quero dizer, vov disse que ningum
escreveu a msica dos Corvos Escarnecedores  que s partes so lembradas, ento
basicamente ele est perdido a zilhes de anos."
"Uh-oh," Afrodite disse.
Todos olhamos para ela. "O que?" Eu disse.
"Ok, eu posso estar errada, mas e se Kalona estiver de alguma forma falando do
tumulo dele ou seja l como voc quiser chamar? Ele est l a muito tempo. E se a
terra que o est segurando est se soltando? Ele  imortal. Talvez ele consiga entrar na
mente das pessoas. Nyx pode fazer. Ela pode sussurrar coisas para ns. E se ele
tambm puder?"
"Sussurros! Foi o que a Nyx disse  que Neferet estava ouvindo os sussurros de outra
pessoa." Eu tremi com a ideia e tive um pressentimento que me disse que estavamos
no caminho certo.
"Seria logico que as pessoas cujas mentes ele pode alcanar mais fcil sejam aquelas
que esto abertas a morte e ao mal," Damien disse.
"Como as Tsi Sgili," Erin disse.
"Especialmente a rainha deles," Shaunee disse.
"Ah, droga," eu disse.
VINTE E QUATRO


"Ok, vamos passar para a prxima estrofe," Damien disse. Ento ele leu:

Atravs da mo da morte ele  liberto
Terrvel beleza, monstruosa viso
Governados novamente eles sero
Mulheres ajoelhar-se-o ante sua vontade sombria

"Ento,  claro, as duas linhas no final concluem." Damien terminou de ler:

A msica de Kalona soa doce
Enquanto ns morremos com a fria onda

"Infelizmente, a maior parte no  difcil de entender," Erin disse. Fizemos uma careta
para ela. "Ok, eu admito  sobre protesto  que eu de fato aprendi algo no ltimo
semestre sobre poesia. Ento me processe. De qualquer forma, a no ser pela primeira
linha, o que est sendo dito  que ele vai comear a estuprar e roubar mulheres de
novo quando estiver livre."
"Mas  como ele se liberta que  descrito na primeira linha," Damien disse. "Atravs
da mo da morte, e se mantivermos a primeira estrofe em mente, essa mo vai causar
algo sangrento e ruim, e vai fazer o cho sangrar."
"Yeah, e na primeira estrofe parece que a pessoa que vai fazer o cho sangrar  a
Rainha Tsi Sgili. Se ela  quem achamos, isso no parece certo. Ela no est morta," eu
disse.
"No poderia ser apenas simbolismo? Porque como algo que j est morto pode fazer
algo sangrar? No faz sentido, que  outra razo para eu nunca gostar de poesia,"
Afrodite disse. "Alm do mais, vamos dizer que tudo depende de uma pessoa e essa
Tsi Sgili est morta e ela sangra  pessoas mortas no sangram. Ou pelo menos no
muito tempo depois que morreram."
"Oh! Oh, no!" Eu de repente sabia o que significava a profecia, e eu sentei na cama
enquanto meus joelhos tremiam.
"Zoey? O que ?" Damien perguntou, me abanando com o pedao de papel.
"Se voc vomitar na minha cama, eu te mato," Afrodite disse.
Eu ignorei Afrodite e agarrei o brao de Damien. " Stevie Rae  ela estava morta, e
agora ela est viva. Ela sangra. Ela sangra bastante. Alm do mais ela tem poderes
psquicos, junto com vrios outros poderes da terra. E se ela for a rainha?"
"E ela tem uma tatuagem vermelha. Como na histria sobre a garota que as Ghigua
fizeram para Kalona," Erin disse.
"Isso definitivamente  uma conexo," Shaunee disse.
"Stevie Rae! Ohmeudeus! Stevie Rae!" Jack disse, parecendo ainda mais palido.
"Eu sei, querido, eu sei.  muita coisa para absorver," Damien disse.
Afrodite encontrou meus olhos. "Eu tenho que concordar com a teoria de que pode
ser Stevie Rae."
"Mas no. Stevie Rae era horrvel quando estava perdendo a humanidade," Damien
disse devagar, pensando em voz alta. "Mas ela Mudou, e agora ela voltou a si. Eu no
acho que ela pode ser a rainha Tsi Sgili, porque Stevie Rae definitivamente no  m."
Afrodite me deu um olhar duro, e disse, "Olha, Stevie Rae no  a mesma que
costumava ser."
"O que  lgico porque ela passou por muita coisa," eu disse rapidamente. No
importa o que, eu no iria acreditar que Stevie Rae era m. Diferente, sim. Mas m, de
jeito nenhum. Ento eu tive outro pensamento. "Sabe, faz mais sentido um daqueles
outros garotos nojetos ser o Tsi Sgili. Quero dizer, voc at disse que eles ainda esto 
" eu parei, finalmente percebendo que Afrodite estava fazendo um pequeno gesto de
Corta! Enquanto Damien e as Gmeas me olhavam de boca aberta.
"Uh, yeah. Finalmente lembrou que nem todo mundo sabe sobre os outros garotos?"
Afrodite disse. Ento ela virou os olhos para o olhar de descrena dos meus amigos.
"Bem, oopsie. Hey, eu vou deixar Zoey lidar com essa. V em frente, explique sobre os
bizarros para os nerds, Z."
Ah, droga. Eu esqueci que eles no sabem sobre os calouros vermelhos.
Eu decidi ser firme. S dizer a verdade toda e nada a no ser a verdade e acabar com
isso. E se todo o resto falhasse, eu sempre poderia chorar.
"Ok. Lembram dos outros garotos mortos?"
Eles acenaram meio duros para mim.
"O nojento Elliott e Elizabeth Sem Sobrenome, e bem, alguns outros garotos
tambm?"
Eles acenaram de novo.
"Eles no morreram. Eles fizeram o que Stevie Rae fez  s que, bem, de forma
diferente.  bem constrangedor explicar." Eu hesitei, tentando encontrar as palavras
certas. "Mas eles basicamente ainda esto vivos, e as luas crescentes azuis deles
mudaram e ficaram vermelhas e eles vivem nos tneis com Stevie Rae."
Estranho o bastante, foi o doce Jack que me salvou. "Quer dizer que isso  mais
aquelas coisas que voc no podia nos contar porque voc no queria que a gente
acidentalmnete pensasse sobre isso e ter Neferet, que no  uma das mocinhas,
ouvindo nossa mente e descobrindo o que voc sabe?"
"Jack, eu podia te beijar," eu disse.
"Oh, hee hee!" Jack riu, esfregando a orelha de Duquesa.
Ento olhei dele para meus outros amigos. As Gmeas e Damien iriam descontar outra
onda de mentiras to facilmente? Eu vi os trs dividir um longo olhar.
Damien falou primeiro. "Neferet est por trs desses garotos mortos vivos, no est?"
Eu hesitei, querendo poupar eles da verdade o mximo possvel.
"Sim." Afrodite tirou a escolha de mim. "Neferet definitivamente est por trs deles. 
por isso que Zoey no queria contar a vocs sobre os outros garotos. Neferet 
perigosa, e ela queria manter vocs seguros." Ela pausou e olhou para mim. "Mas 
muito tarde agora. Eles tem que saber."
"Yeah," eu disse devagar. "Todos vocs tem que saber."
"timo," disse Damien resolutamente. Ele pegou a mo de Jack que no estava
acariciando Duquesa. "Est na hora de sabermos tudo. Estamos prontos e no estamos
assustados."
"Pelo menos no muito," Jack disse.
"Yeah, voc sabe o quanto adoramos uma fofoca boa," Erin disse.
"E isso  uma tima fofoca," Shaunee disse.
"Gmeas Nerds, vocs no podem contar a ningum sobre a fofoca," Afrodite disse,
claramente enojada.
"Oh, por favor, sabemos disso," Shaunee disse.
"Yeah, agora a gente no pode, mas no futuro, essa vai ser uma tima fofoca," Erin
disse.
"Est certo." Damien interrompeu. "Nos conte, Zoey."
Eu respirei fundo e contei tudo para eles. Sobre a primeira vez que eu pensei ter visto
"fantasmas," que tinha sido com aquele nojento Elliott e Elizabeth Sem Sobrenome
(que eu tive que botar fogo e fazer realmente, realmente morrer para tirar Heath dos
tneis) quando estavam mortos vivos. Eu contei a eles sobre os tneis e o que
aconteceu quando eu resgatei Heath. Eu contei sobre Stevie Rae, tudo sobre ela. Eu
at disse a eles que Stark poderia voltar como morto vivo.
Quando eu terminei, houve um longo silncio chocado dos meus amigos.
"Wow," Jack disse. Ele olhou para Afrodite. "Ento voc  a nica a quem ela pode
contar essas coisas porque por alguma razo vampiros no podem ler sua mente?"
"Sim," ela disse. Eu podia ver que Afrodite se ergueu e colocou aquele olhar frio e
maldoso por cima dela o que significa que ela estava se preparando para eles se
virarem contra ela  dizer a ela que agora que eles sabiam tudo ela no era mais
necessria.
"Isso deve ter sido difcil, especialmente quando estavamos sendo to maus com
voc," Jack disse.
Afrodite piscou surpresa.
"Yeah," Damien disse. "Desculpe sobre algumas coisas que eu disse. Voc estava sendo
uma boa amiga para Zoey, mesmo quando a gente no estava."
"Idem," disse Shaunee.
"Infelizmente, idem aqui tambm," disse Erin.
Afrodite parecia chocada. Eu sorri e dei a ela uma rapida piscada. Eu no disse em voz
alta, mas defitivamente parecia que ela estava entrando na horda de nerds.
"Ento, agora que vocs sabem tudo, temos muito trabalho a fazer," eu disse. Eu tinha
a ateno de todos. "Como Stevie Rae disse, temos que nos certificar que se Stark
acordar, ele no vai fazer o que Neferet espera que ele faa."
"Ugh," Shaunee disse.
"Isso  nojento, porque ele  to bom," Erin disse.
"Ele pode ainda ser bom," Jack disse. Ento ele arfou e cobriu as orelhas de Duquesa.
"Se voc vai falar sobre ele eu acho que s deveramos chamar ele de J.S. ou soletrar o
nome dele. Voc sabe, em respeito a Duquesa."
Eu olhei para os olhos marrons de Duquesa. Por um momento eu fiquei presa ali, e eu
juro que eu vi dor e perda e uma profunda gentileza sem limites.
"Ok, vamos apenas usar as iniciais," eu disse, aliviada porque talvez se eu s usasse as
iniciais de Stark, eu no pensaria sobre ser realmente ele que estavamos discutindo, e
ento no pudesse lembrar no quanto nos conectamos antes dele morrer.
"Ento, ao invs de tentar raptar, uh, o corpo de J.S e o esconder no armrio de Z ou
algo assim, eu,  claro, tive uma idia muito melhor." Afrodite pausou para ter certeza
que tinha ateno de todos. "Eu comprei uma cmera bab."
"Oh, legal!" Jack disse. "Eu vi isso no Dr. Phil outro dia. Deus,  horrvel. Alguma
horrvel e, devo dizer, gorda e m vestida bab foi pega por uma maltrando uma pobre
criancinha."
"Ento voc conhece elas?" Afrodite disse.
"Yep," ele disse.
"Bom. Voc precisa ir at o necrotrio. Instalar a cmera, e ento trazer o monitor
remoto para Zoey. Acha que consegue?" Afrodite disse.
Jack empalideceu. "O necrotrio? Como em onde eles mantm os corpos?"
"No pense desse jeito," eu disse rapidamente. "J.S pode s estar dormindo, s que
sem a parte de respirar."
"Oh," Jack disse, parecendo totalmente no convencido.
"Voc consegue?" Eu perguntei, aliviada por no saber nada sobre eletrnicos e isso
no poder ser meu trabalho.
"Sim. Eu posso. Prometo," Jack disse firmemente, passando um brao ao redor do
pescoo de Duquesa.
"Bom, ento esse problema est resolvido." Pelo menos at ele acordar, se ele
acordar, mas eu estava esperando ter alguns dias antes de ter que lidar com as
conseqncias disso. Na verdade, era difcil para mim pensar sobre Stark, ento eu
rapidamente mudei de assunto. "Precisamos voltar para a profecia. Estou realmente
preocupada sobre a linha que diz "Atravs da mo da morte" esteja falando sobre
Stevie Rae."
"Eu ainda no acho que Stevie Rae estaria envolvida em erguer um anjo cado,"
Damien disse.
"Mas tem mais daquele novo tipo de vampiro, certo?" Jack perguntou.
"Bem, na verdade no mais vampiros," eu expliquei. "Stevie Rae  a nica que
completou a Mudana. Mas tem vrios calouros."
"Eu acho que faz mais sentido ser um deles," Damien disse.
"Yeah, Stevie Rae no vai se misturar com um cara mal," Erin disse.
"No, sem chance," Shaunee concordou.
Afrodite s olhou para mim. Ela e eu no falamos nada.
"Mas Zoey disse que os outros garotos so, bem, nojentos," Jack disse.
"Eles so," Afrodite disse. "Eles so como"  ela pausou, e ento os olhos dela se
acenderam  "eles so como trabalhadores de colarinho azul. Eesh."
"Afrodite, no tem nada errado com trabalhadores de colarinho azul," eu disse,
completamente exasperada.
"Huh? Eu ouo as palavras, mas elas no fazem sentido."
Eu virei os olhos. "Ok, a verdade  que, os calouros vermelhos podem ser nojentos
apenas no estranho mundo de Afrodite. Eu no vi nenhum deles desde que Stevie Rae
mudou, e ela me disse que eles esto sobre controle e tem a humanidade deles de
volta, ento vou tentar no julgar ainda."
"Bem, sejam eles muito nojentos ou s alunos- estereotipados da Gossip Girl, eu acho
que precisamos manter o olho neles," Damien disse. "Precisamos saber o que eles
esto fazendo. Com quem eles esto falando. O que esto pensando. Se soubermos
tudo isso, tambm vamos saber se o cara demnio est tentando conectar um deles
para usar para esses meios nefandos."
"Nef  o que?" Shaunee disse.
"andos  quem?" Erin disse.
"Significa maldoso ao extremo," Jack sussurrou para as Gmeas.
"Bem, ento  uma boa coisa Stevie Rae e os calouros vermelhos virem ao ritual
amanh," eu anunciei.
Meus amigos ficaram boquiabertos.
Eu olhei para Afrodite. Ela suspirou. "Eu no tenho mais uma afinidade com a terra,"
ela admitiu. Ento ela passou as costas da mo na testa, borrando a lua crescente
safira falsa que ela desenhou ali. "Eu no sou mais uma caloura. Eu sou humana de
novo."
"Bem, ela no  exatamente uma humana normal," eu acrescentei. "Ela ainda tem
vises, o que  obvio pela profecia que ela copiou para ns. Ela tambm  muito
importante para Nyx." Eu sorri para Afrodite. "Foi o que eu ouvi a deusa dizer."
"Ok, isso  muito bizarro!" Jack disse.
" totalmente estranho*," Shaunee disse.
(*em ingls a palavra  queer, que tambm pode significar homossexual)
"E ela no se refere ao sentido de gay," Erin acrescentou.
"Ento, como Stevie Rae e os calouros vermelhos, Afrodite  algo que nunca aconteceu
antes," Damien disse pensativo.
" o que parece," eu disse.
"As coisas esto mudando," Damien disse devagar. "A ordem do mundo est sendo
mudada para algo novo."
Um calafrio passou por mim. "Isso  bom ou ruim?"
"Eu acho que no podemos saber ainda," ele disse. "Mas acho que vamos saber em
breve."
" assustador," Jack disse.
Eu olhei para meus amigos. Todos eles pareciam assustados e inseguros, e eu sabia
que assim no dava. Tinhamos que ser forte. Tinhamos que ficar juntos e acreditar um
nos outros.
"Eu no acho que  assustador." Quando eu comecei a dizer, era uma enorme mentira.
Mas quanto mais eu falava, mas eu comecei a acreditar. "Mudana pode ser estranha,
ou at bizarra." Eu ri para Damien e Jack, e eles sorriram hesitantemente para mim.
"Mas mudana tem que acontecer para as coisas crescerem  para ns crescermos.
Hey, se no fosse por essa mudana, Stevie Rae estaria morta. Eu lembro disso quando
estou me sentido sobrepujada. Alm do mais"  eu olhei para cada um deles  "ns
temos uns aos outros. E mudana no  to ruim quando voc no est sozinho."
O olhar deles de crescente confiana me fez pensar que, algum dia, eu poderia me
tornar uma decente Alta Sacerdotisa.
"Ento qual  o plano?" Damien perguntou.
"Bem, voc e Jack tem que instalar a cmera no necrotrio. Acham que podem fazer
isso sem serem pegos?" Eu disse.
"Eu acho que podemos criar uma distrao," Jack disse devagar, olhando de Duquesa
para Malvola, que tinha passado a "Reunio" toda rosnando nada amigavelmente
para o cachorro do banheiro. "Se pudermos contar com a ajuda de Afrodite."
"Tudo bem. Mas se minha gata comer esse cachorro, eu no quero nem saber, mesmo
se S-t-a-r-k acordar e ficar bravo sobre o porque do focinho do labrador dele ter sido
despedaado."
"Uh, tente fazer s uma distrao, no um banho de sangue," eu disse.
"feito," Damien e Jack falaram juntos.
"Eu vou procurar Shekinah e dizer a ela que minha av est vindo visitar, e que ela
precisa ficar no quarto de hspedes," eu disse.
"E ns vamos ficar longe de Neferet," Erin disse.
"Idem," Shaunee disse. "E isso deveria ser idem para todos ns a no ser Z e Afrodite."
Eu estava abrindo a boca para concordar quando Afrodite deu um grito de "No!" e
chocou a todos ns.
"Como assim no? Temos que ficar longe de Neferet. Se ela comear a ouvir nossas
mentes, ela vai saber que sabemos sobre Stevie Rae e os outros garotos. E se ela
realmente for a Rainha do Tsi Sgili, ela ser avisada que sabemos sobre ela, os Corvos
Escarnecedores, e at Kalona," Damien disse soando totalmente exasperado.
"Espera um segundo. Me diga porque voc acha que eles no devem evitar Neferet,"
eu perguntei a Afrodite.
"Simples. Se a horda de nerds evitar ela, Neferet com certeza comear a ouvir o
pensamento deles. Ela vai ouvir bastante e com fora e profundamente. Mas e se
Damien e Jack e as Gmeas Nerds agirem como sempre, sem ter noo de nada? E se
eles no evitarem ela, e sim talvez at dizer oi para ela, fazer perguntas sobre dever de
casa, e inventar reclamaes sobre comida ser saudvel demais?"
"Ns realmente no teramos que inventar essa," Jack disse.
"Exato, e enquanto eles esto ao redor de Neferet, vamos dizer que Jack no est
pensando em nada a no ser sobre quo estressante  tentar lidar com um cachorro
triste o tempo todo. Damien est pensando sobre dever de casa e quo fofo so os
olhos de Jack. E as Gmeas esto pensando em passar na liquidao de fim da estao
da Saks, que  semana que vem por sinal."
"De jeito nenhum! J vai comear!" Shaunee disse.
"Eu sabia. Eu sabia que iria ser cedo esse ano. Com aquela estpida tempestade de
neve que tivemos, eles devem ter aumentado a liquidao, ento mudou as datas da
liquidao," Erin disse.
"Trgico, Gmea, s trgico," Shaunee disse.
"V, se os nerds e bizarros comearem a agir como cabeas ocas com Neferet
realmente, no fundo, acreditar que eles so, ela no vai olhar mais profundamente,"
Afrodite disse.
"Voc realmente acredita que Neferet acha que somos cabeas ocas?" Damien disse.
"Neferet constantemente me subestima. Faz sentido ela subestimar vocs tambm,"
eu disse.
"Se isso  verdade, temos uma enorme vantagem," Damien disse.
"At ela perceber que est enganada," Afrodite disse.
"Bem, vamos esperar que isso leve um tempo," eu disse. "Ok, eu vou procurar
Shekinah. Daqui por diante, eu acho que devemos ficar juntos o mximo possvel. Eu
sei que vov disse que os Corvos Escarnecedores so apenas espritos, mas tenho
quase 100% de certeza que um deles me atacou ontem  e doeu. Alm do mais, eu
tenho um sentimento assustador sobre eles. Ela tambm disse que eles podem
machucar pessoas mais velhas que esto prximas da morte. Bem, e se Kalona est
ficando mais forte, e eles tambm esto ficando mais fortes? E se eles puderem
machucar as pessoas que no so to velhas e no esto to prximas da morte?"
"Voc est me assustando," Jack disse.
"Bom," eu disse. "Se voc est assustado, vai tomar mais cuidado."
"Eu no quero estar assustado enquanto eu entro de fininho num necrotrio," Jack
disse.
"Lembre-se, ele pode estar s dormindo," Damien disse. Ele ps os braos ao redor de
Jack. "Vamos levar Duquesa de volta para meu quarto e bolar um plano para
distrao." Ele olhou para Afrodite. "Voc vem com a gente, no ?"
Ela suspirou. "Voc vai usar minha gata."
No era uma pergunta, mas os dois garotos acenaram e riram.
"Bem, ento eu vou com voc. Vou deixar Malvola aqui at estarmos prontos."
"Definitivamente," Damien disse.
Eu olhei para as Gmeas. "Eu no preciso dizer para vocs ficarem juntas, preciso?"
"No," Erin disse.
"Hey, e se juntarmos mais coisas para esses galhos de fumaa," Shaunee disse.
"Boa idia. Esfumaar todos os nossos quartos no vai machucar," eu disse.
"Tudo," Shaunee disse.
"Bem," Erin disse.
"Mas esperem nisso," Jack disse. "Vocs podem ser capaz de ajudar no nosso plano de
distrao tambm."
"Voc sabe que Beelzebub no  gentil," Shaunee disse.
Jack riu e acenou. "Exatamente do porque ser to perfeito."
"Pobre Duquesa," Erin disse.
"Hey, o que voc vai fazer, Z?" Jack perguntou.
"Ver Shekinah e perguntar sobre vov ficar aqui." Eu olhei para o relgio. "Na verdade,
ela deve chegar logo."
"Ok, todos sabemos o que fazer. Ento vamos fazer," Damien disse.
Todos fomos para a porta, Afrodite ficou para trs. "Hey, eu encontro voc aqui logo.
Parece que voc e eu vamos ficar juntas por um tempo."
Eu sorri para ela. "Voc est numa porcaria de situao, no ?"
Ela virou os olhos, tirou um espelho da bolsa, e redesenhou a falsa tatuagem, e
enquanto eu a seguia at a porta, eu ouvi ela murmurando, "Yeah... yeah... yeah...
estpida viso que causa olhos vermelhos, amigos nerds, antigo mal... eu mal consigo
esperar para ver o que acontece em seguir..."
VINTE E CINCO


Andando pela calada que saia do dormitrio das garotas at o prdio principal, eu
decidi que no seria inteligente ver Shekinah tensa e estressada, ento eu respirei
fundo vrias vezes para me acalmar, organizar meus pensamentos, e disse a mim
mesma para relaxar a apreciar a beleza, da noite quente fora de estao. As luzes
faziam sombras bonitas contra as rvores de inverno e os arbustos, e havia um suave
vento soprando o cheiro de canela e terra das folhas cadas que formavam um carpete
no cho. Grupos de garotos andavam entre os prdios, na maior parte indo para os
dormitrios perto da onde ficava a cafeteria da escola. Eles andavam e riam juntos.
Vrios deles deram ol para mim, e muitos deles me saudaram com respeito. Apesar
dos problemas que eu estava enfrentando, eu percebi que estava me sentindo
otimista. Eu no estava sozinha nisso. Meus amigos estavam comigo, e pela primeira
vez em muito tempo, eles sabiam tudo. Eu no estava mentindo ou sendo evasiva. Eu
estava dizendo a verdade e estava realmente, realmente feliz por isso.
Nala pareceu nas sombras e pulou em mim dando um, "mee-uf-owing" e olhar de
repreenso. Com uma breve pausa, ela se empoleirou no meus braos e eu tive que
fazer malabarismo para pegar ela.
"Hey! Voc pode me dar um aviso antes, sabe!" eu disse, mas ento beijei a mancha
branca em cima do nariz dela e acariciei as orelhas dela. Andamos pela calada, nos
afastando da parte cheia de garotos para uma sesso mais quieta onde ficava a
biblioteca e a sala dos professores. A noite estava realmente bonita, um cu limpo de
Oklahoma cheio de estrelas. Nala colocou a cabea dela contra meu ombro e estava
ronronando contente quando eu senti o corpo todo dela ficar tenso.
"Nala? Qual o problema com -?"
E eu ouvi. Um nico corvo fazendo um barulho que soava estar to perto que eu
deveria ser capaz de ver ele atravs das sombras da rvore mais perto. O choro dele
foi tomado por outro, e ento outro e outro. Esse simples so era aterrorizante. Eu
entendi porque eles se chamavam corvos escarnecedores, porque mesmo que eles
possam facilmente ser confundidos com pssaros normais, se voc ouvir com um
pouco mais de ateno, voc ouve o suspeito chamado mundano do eco de morte e
medo e loucura. A brisa que estava quente e cheirando docemente foi substituda por
um gelado nada, como se eu tivesse entrado num mausolu. Meu sangue ficou frio.
O assovio de Nala foi longo e ameaador, encarando por cima dos meus ombros para a
escurido que cercava os grandes carvalhos que normalmente eram to familiares e
acolhedores. No hoje a noite. Hoje a noite eles abrigavam monstros. Eu
automaticamente comecei a andar mais rpido, olhando ao redor frenticamente
procurando garotos que um momento atrs pareciam estar me cercando. Mas Nala e
eu tnhamos entrando num canto da calada, e estavamos totalmente sozinhas com a
noite e tudo que nos cercava.
Os corvos choraram de novo. O som fez o cabelo do meu brao e da minha nuca se
levantarem. Nala rosnou baixo e assoviou de novo. Asas bateram ao meu redor, to
perto, que eu podia sentir o frio vento que elas estavam deslocando. Eu senti o cheiro.
Eles fediam a carne podre e pus. Um cheiro que era mortal, e asquerosamente doce.
Eu senti o gosto amargo do medo na minha garganta.
Mais corvos grasnando encheram a noite, e agora eu podia ver a escurido entre a
escurido das sombras. Eu vi um deslumbre de algo brilhante, afiado em forma de
gancho. Como eles podiam ter bicos que brilhavam grotescamente na suavidade da luz
se eles eram apenas espritos? Como espritos podiam ter o cheiro da morte e
decadncia? E se eles no eram apenas espritos mais, o que isso significa?
Eu parei, insegura se deveria correr ou voltar. E enquanto eu fiquei parada ali, eu
congelei com pnico e indeciso, a escurido na rvore mais prxima tremeu e se
lanou em mim. Meu corao estava batendo dolorosamente, e eu estava com tanto
medo que eu estava ficando entorpecida de medo. Tudo o que eu podia fazer era
ofegar de terror enquanto eu ficava mais perto. As horrveis asas se mostrando
congelavam e deixava o ar ptrido, e vieram para mim. Eu podia ver  eu podia ver os
olhos de homem no mutante rosto de uma ave... e braos... os braos de um homem
com distorcidas e grotescas mos que tinham a forma de speras e sujas garras. A
criatura abriu o bico em forma de gancho e gritou para mim, a lngua em formato de
garfo estendida.
"No!" eu chorei, tropeando para trs, segurando firme meu gato assoviando. "V
embora!" eu virei e corri.
Ele me alcanou. Eu podia sentir as horrveis mos frias se prendendo no meu ombro.
Eu gritei e derrubei Nala, que estava abaixada nos meus ps, encarando a criatura. As
horrveis asas dele abriram nos meus dois lados, me segurando ali. Eu senti elas se
inclinarem nas minhas costas em um abrao escarnecedor. A cabea dele estava por
cima do meu ombro para que o bico dele ficasse ao redor do meu pescoo,
descansando contra o lugar onde meu pulso batia freneticamente em minha garganta.
Eu fiquei ali, e o bico se abriu o suficiente para deixar a fina lngua de garfo sair e
provar meu pescoo, como se estivesse me saboreando antes de me devorar.
Eu fiquei congelada de medo. Eu sabia que ele ia abrir minha garganta. A viso de
Afrodite ia se tornar realidade, s que um demnio ia me matar e no Neferet! No!
Oh deusa, no! Minha mente gritou. Espirito! Encontre algum para me ajudar!
"Zoey?" A voz de Damien era repentina em um vento que me cercava.
"Damien, me ajude..." eu consegui dizer em um sussurro.
"Salve Zoey!" Damien gritou.
Uma violenta rajada de vento bateu na criatura nas minhas costas, mas a coisa ainda
foi capaz de deslizar seu bico pela minha garganta. Eu cai de joelho, minhas mos
foram parar no meu pescoo intocado, esperando sentir o sangue sendo derramado
quente e espesso, mas no havia nada ali a no ser uma linha cortada que doa pra
caramba.
O som de asas batendo se reagrupando atrs de mim me fez ficar de p e olhar ao
redor. Mas dessa vez o vendo que passava suavemente contra a minha pele no era
frio e cheirava a morte. Era familiar e cheio da fora da amizade de Damien. O
conhecimento de que eu no estava sozinha  que meus amigos no tinham me
abandonado  cortou o medo paralisante que tinha incapacitado meus pensamentos
como a espada da deusa, e minha mente congelada comeou a trabalhar de novo.
Espiritos ou monstruosos pssaros ou companheiros dos desejos malucos de Neferet 
no importava. Eu conhecia algo que iria lidar com essas coisas.
Eu rapidamente me orientei, olhando para a direo que eu sabia que era o leste.
Ento eu ergui minhas duas mos por cima da cabea, fechei os olhos, e bloqueei os
chamados daqueles horrveis pssaros. "Vento! Assopre com fora  assopre
duramente  assopre verdadeiramente  e mostre a essas criaturas o que  atacar
algum que  devota da deusa!" Eu joguei minhas mos em direo as criaturas que
tinham tomado a noite. Eu vi a que estava mais perto  a que tinha tentando cortar
minha garganta, ser pega primeira na ventania. O vento a levou para longe e a jogou
contra o muro de pedra que passava no territrio da escola. Ele se dobrou e ento
pareceu dissolver no cho, desaparecendo completamente.
"Todos eles!" eu gritei, meu medo levantou poder e urgncia na minha voz. "Assopre
todos para longe!" Eu passei minhas mos para fora de novo e fiquei contente quando
os chamados das criaturas que estavam nas rvores se tornaram gritos de pnico e
ento eles morreram completamente. Quando eu soube que eles tinham ido embora,
eu deixei meus braos tremendo carem dos meus lados. "Em nome da deusa, Nyx, eu
te agradeo, vento. Eu te libero, e por favor diga a Damien que estou bem agora. Estou
ok."
Mas antes do vento me deixar, ele encontrou meu rosto, me acariciou brevemente, e
ento eu estava cheia com mais do que a presena de Damien. Na brisa demorada de
repente havia um distinto calor que me lembrou de Shaunee com seu tempero e
chiado, assim como o cheiro da chuva de primavera, que tinha que ter sido enviada
por Erin. Os trs elementos dos meus amigos se juntaram, e o vento se tornou uma
brisa curadora que circulou ao redor do meu pescoo como um cachecol, suavizando o
ferimento deixado pelo Corvo Escarnecedor. Quando a dor ao redor da minha garganta
sumiu completamente, o vento gentilmente foi para longe, levando consigo o calor do
fogo e o poder curador da gua, deixando s a paz da noite e o silncio.
Eu ergui minha mo, deixando meus dedos passarem pela minha garganta. Nada. No
havia nenhum arranho ali. Eu fechei meus olhos e mandei um silencioso obrigado por
meus amigos para Nyx. Com a ajuda deles, eu superei uma das vises que Afrodite
teve da minha morte. Uma j foi... falta uma...
Eu peguei Nala e, segurando ela prxima de mim, corri pela calada, tentando parar
com a tremedeira do meu corpo.
Eu estava me sentindo abatida e ultra sensvel, e quando eu tive um pressentimento
de que realmente no deveria ser vista aqui agora, eu chamei o esprito para mim e
entrei silenciosamente no prdio da escola, me jogando uma capa de silncio e
sombras. Ento eu andei pelos quase desertos corredores da escola indetectvel. Era
estranho eu fazer isso dentro do prdio da escola, e me fez sentir deslocada, como se
eu estivesse escondendo no apenas meu corpo, mas meus pensamentos tambm, e
eu gradualmente fiz meu caminho at a sala do conselho, o medo e o triunfo que ainda
tremiam dentro de mim suavizaram e eu comecei a respirar com mais facilidade.
Embora no fosse Neferet que literalmente havia tentado cortar minha garganta, eu
soube dentro de mim que o que eu tinha acabado de evitar no foi minha morte, ou
pelo menos o sinal dela. Se Damien ainda estivesse bravo comigo, eu no acho que ele
teria afastado o terror que os Corvos Escarnecedores passaram para mim e ter
alcanado o elemento para proteo. E embora Neferet no estivesse segurando a
lmina no meu pescoo, eu no conseguia me impedir de pensar que de alguma forma
ela tinha tentado fazer isso acontecer.
Eu ainda estava assustada? Diabos sim!
Mas eu tambm estava respirando mais ou menos normal. (Ok, eu estava atualmente
invisvel, mas ainda sim.) Eu poderia derrotar um Corvo Escarnecedor de novo? Na
forma atual deles parte esprito, parte corpo, sim  com a ajuda dos meus amigos e
dos elementos.
Eu poderia derrotar eles se eles tivessem uma forma completa e viessem at mim com
todos os seus poderes?
Eu tremi. S a idia disso me aterrorizava.
Ento eu fiz o que qualquer pessoa razovel faria  eu decidi pensar sobre isso mais
tarde. Eu me agarrei no pedao da citao que estava surgindo na minha mente,
dando um basta ao dia do seu prprio mal, e eu afundei na adorvel Terra da Negao,
enquanto mantinha minha mente ocupada tentando prestar ateno para onde eu
estava indo.
Sem fazer qualquer som, eu flutuei pelas escadas at a sala do Conselho, do outro lado
da biblioteca, onde achei que provavelmente iria encontrar Shekinah. No foi at eu
chegar no corredor fora da sala dela que eu ouvi uma voz familiar-demais, e eu estava
muito, muito feliz por seguir meus instintos e me esconder.
"Ento voc admite sentir tambm? Esse senso de que algo no est certo?"
"Sim, Neferet. Eu admito que estou sentido que tem algo errado nessa escola, mas se
voc se lembra, eu fui firmemente contra comprar esses campos dos monges de Cascia
Hall cinco anos atrs."
"Ns precisvamos de uma House of Night nessa parte do pas," Neferet insistiu.
"E foi esse o argumento que venceu o Conselho e os convenceu a abrir essa House of
Night. Eu no concordei naquela poca, e no concordo agora. As mortes recentes
simplesmente provam que no deveramos estar aqui."
"Os recentes assassinatos provam que a nossa presena  mais necessria aqui e no
mundo todo!" Neferet surtou. Eu a ouvi respirar fundo, como se ela estivesse
trabalhando duro para se controlar. Quando ela falou de novo, a voz dela era muito
mais subjugada. "Esse mal pressentimento do qual eu falo  no  todo devido aos
recentes problemas da escola.  diferente, mais malvolo, e cresceu nos ltimos
meses."
Houve uma longa pausa antes de Shekinah responder. "Eu senti algo malvolo aqui,
mas no posso nomear ele. Ele parece escondido, embora seja algo que eu no ache
familiar."
"Eu acho que posso nomear ele," Neferet disse.
"O que voc suspeita?"
"Eu fui levada a acreditar que esse mal est escondido, abrigado, na aparncia de uma
criana, e  por isso que  to difcil expor ele," Neferet disse.
"Eu no entendo o que voc est dizendo, Neferet. Voc est dizendo que um dos
calouros est escondendo o mal?"
"Eu no quero dizer, mas eu fui levada a acreditar que sim." A voz de Neferet era cheia
de tristeza, como se o que ela estava dizendo fosse difcil de admitir, ela estava quase
chorando.
Eu sabia que era um fingimento.
"De novo eu te pergunto, do que voc suspeita?"
"No  do que, mas de quem. Shekinah, irm,  penoso dizer, mas o profundo mal que
estive sentindo, que voc tambm est sentindo, comeou a crescer e se intensificar
quando um estudante entrou nessa House of Night." Ela pausou, e embora eu
soubesse o que ela ia dizer, foi um choque realmente ouvir ela falando as palavras.
"Temo que Zoey Redbird esteja escondendo um terrvel segredo."
"Zoey! Mas ela  a mais talentosa caloura da histria. No apenas nenhum outro
calouro j dominou o poder dos cinco elementos, mas nenhum outro calouro foi
cercado por tantos companheiros dotados. Cada um dos amigos prximos dela pode
manifestar um elemento. Como ela pode ter tantos dons e esconder o mal?" Shekinah
disse.
"Eu no sei!" A voz de Neferet se quebrou, e eu percebi que ela estava chorando. "Eu
sou a mentora dela. Voc consegue imaginar o quanto me di sequer pensar nessas
coisas, muito mais dizer em voz alta?"
"Que evidncia voc tem por sua crena?" Shekinah perguntou, e fiquei feliz por ouvir
que ela no soava particularmente convencida que Neferet tinha algo.
"Um garoto adolescente que costumava ser amante dela quase foi morto por espritos
que ela conjurou dias depois de ser Marcada."
Eu pisquei chocada. Heath e eu ramos amantes? Dificilmente! Neferet sabia disso. E
eu tambm no tinha conjurado aqueles espritos malignos  Afrodite tinha. Sim, eles
quase comeram Heath  bem, e tambm Erik  mas com a ajuda de Stevie Rae,
Damien, e as Gmeas, eu os impedi.
"Ento no um ms depois, mais dois garotos adolescentes, de novo dois humanos
que eram, vamos apenas dizer ntimos dela, foram seqestrados e brutalmente
assassinados  todo o sangue drenado. Um terceiro garoto, outro humano perto dela
foi levado tambm. A comunidade estava frentica, e foi a que Zoey resgatou o
garoto."
Oh.Minha.Deusa! Neferet estava distorcendo tudo e mentindo pra caramba! Foram
aqueles nojentos garotos mortos vivos que tinham matado os dois jogadores de
futebol, com quem eu definitivamente no era ntima. Sim, eu salvei Heath (de novo 
suspiro), mas eu salvei ele dos nojentos e sugadores de sangue dos companheiros (no
que eu esteja dizendo que tem algo errado nisso) dela!
"O que mais?" Shekinah disse. Eu estava feliz por ouvir que a voz dela continuou calma
e ela ainda no soava convencida que Neferet estava certa sobre mim.
"Essa ltima parte  difcil de admitir, mas Zoey era especial para Patricia Nolan. Ela
passou bastante tempo com ela antes dela ser assassinada."
Minha cabea estava zunindo. Claro, eu gostava da professora Nolan, e eu acho que
ela tambm gostava de mim, mas eu definitivamente no era especial para ela, e
tambm no tinha passado tempo extra com ela.
E ento eu soube do que mais ela ia me acusar, embora fosse difcil acreditar.
"E eu tenho razes para acreditar que Zoey se tornou amante de Loren Blake logo
antes dele, tambm, ser assassinado. Na verdade, eu tenho certeza que os dois
tiveram um Imprint." Neferet parou, soluando tristemente.
"Porque voc no reportou nada disso para o Conselho?" Shekinah perguntou
firmente.
"O que eu deveria dizer? Eu acho que a mais talentosa caloura de todos os tempos se
aliou ao mal? Como eu podia acusar uma garota to jovem com nada alm de
coincidncias, suposies, e um pressentimento?"
Bem, era exatamente o que ela est fazendo agora!
"Mas Neferet, se um calouro se envolve com um professor,  o dever da Alta
Sacerdotisa parar isso, e reportar para o Conselho."
"Eu sei!" Eu podia ouvir que Neferet ainda estava chorando. "Eu estava errada. Eu
deveria ter dito algo. Talvez se eu tivesse, a morte dele pudesse ter sido impedida."
Houve uma longa pausa, e ento Shekinah disse, "Voc e Loren eram amantes, no
eram?"
"Sim!" Neferet chorou.
"Voc percebe que sua relao com Loren pode estar atrapalhando seu julgamento de
Zoey?"
"Sim." Eu ouvi ela "ventilando" (vomito!) e tentando se ajeitar. "Que  outra razo
porque de eu ter hesitado ao contar para algum sobre minhas suspeitas."
"Voc olhou na mente dela?" Shakinah perguntou.
Eu tremi enquanto esperei Neferet responder.
"Eu tentei. Eu no posso ler a mente dela."
"E os amigos dela? Os outros calouros com afinidades especiais?"
Droga! Droga! Droga!
"Eu olho para eles periodicamente. No encontrei nada perturbador. Ainda."
Eu ouvi Shekinah suspirar. " bom eu ficar aqui o resto do semestre. Eu tambm, vou
observar e ouvir ao redor de Zoey e dos outros calouros. Sempre existe uma chance, e
uma muito boa, que Zoey possa parecer no meio desses eventos porque ela , de fato,
uma muito poderosa e dotada jovem mulher. Ela pode no estar causando os eventos,
mas sim ser colocada ali por Nyx para ajudar a batalhar contra o mal que ela no est
fazendo."
"Eu sinceramente espero que sim," Neferet disse.
Ela  uma mentirosa!
"Mas vamos observar ela. De perto," Shekinah disse.
"Tenha cuidado com os favores que ela pede," Neferet disse.
Huh? Favores? Eu nunca pedi nenhum favor a Neferet! E ento, com um choque, eu
percebi o que Neferet estava fazendo. Ela estava me atrapalhando para mim ter que
pedir para vov vir visitar e ficar aqui no campos. Vadia!
E com um choque de entendimento eu fiquei com um medo doente. Como Neferet
sabia que vov estava vindo?
De repente, uma onda de comoo do lado de fora parou a resposta de Shekinah. Eu
estava ouvindo do corredor, ento foi fcil para mim ir at a cortina de uma das
enormes janelas. Porque era noite, as cortinhas estavam abertas e eu olhei para o
campo do colgio. O que eu vi fez eu pressionar minha mo contra a minha boca para
no comear a gargalhar.
Duquesa estava latindo enquanto ela perseguia uma rabugenta, assobiando, e gritante
bola de pelos brancos, Malvola. Afrodite estava perseguindo o cachorro, gritando
para ela "Vem! Fica! Se comporte, droga!" Damien estava logo atrs dela, batendo os
braos e gritando, "Duquesa! Vem!" E de repente o gato das Gmeas, o enorme e
muito metido Beelzebubu, se juntou a perseguio, s que ele estava perseguindo
Duquesa.
"Ohmeudeus! Beelzebub! Querido!" Shaunee correu, gritando a plenos pulmes.
"Beelzebub! Duquesa! Parem!" Erin gritou, logo atrs de sua Gmea.
Darius de repente apareceu no corredor, e eu fui para trs das cortinas, sem ter
certeza se eu seria detectada por ele. Aparentemente ele no me notou, nem mais
nada, porque ele entrou na sala da Conselho. Eu espiei por entre as cortinas e pude
ouvir ele dizer a Neferet que ela precisava ir para a grama da escola  que havia uma
"alterao." Ento Neferet estava saindo com pressa da sala e pelo corredor, seguindo
Darius at a loucura do cachorro-latindo, o gato-uivando, e dos garotos-gritando.
Eu notei que nisso tudo eu no tinha visto nem o cabelo de Jack.
Em falar em uma excelente distrao!
VINTE E SEIS


De novo eu ouvi meus instintos, e ao invs de libertar meu esprito escondido do lado
da sala do Conselho, eu me movi rapidamente pelo corredor, fazendo meu caminho de
volta at estar na ponta das escadas. Ento eu tirei meu encobrimento, agradecendo
ao esprito, e voltei a subir pelas escadas completamente visvel e dizendo a mim
mesma, fique calma... fique normal... Neferet  uma mentirosa e Shekinah  muito,
muito sbia...
Fora da sala do Conselho, eu pausei e bati na porta duas vezes.
"Voc pode entrar, Zoey!" Shekinah disse.
Eu tentei no me perguntar se ela sabia que eu estava do lado de fora antes.
Colocando um sorriso no rosto, eu entrei na sala. Eu coloquei meu punho por cima do
corao e fiz uma reverencia respeitosa. "Merry meet, Shekinah."
"Merry meet, Zoey Redbird." Ela disse. Eu no notei nada estranho na voz dela.
"Ento, como foi sua primeira visita aos Gatos de Rua?"
Eu ri. "Voc sabia que os Gatos de Rua so controlados pelas freiras Beneditas?"
Ela sorriu para mim. "No, embora eu esperasse que a caridade fosse controlada por
mulheres. Mulheres tem uma forte conexo com gatos. As boas irms foram abertas
ao seu trabalho voluntario?"
"Definitivamente. Elas foram muito gentis. Oh, e Afrodite adotou uma gata enquanto
estvamos l, embora Malvola ter adotado Afrodite seja uma descrio mais precisa
do que aconteceu."
"Malvola? Esse  um estranho nome."
"Yeah, mas combina com ela. Todo aquele barulho que estava vindo de fora." Eu
apontei minha cabea na direo do corredor e para frente da escola. Ns duas
ouvimos para poder ouvir um co latindo, um gato miando, e os garotos gritando. "Eu
acho que voc vai descobrir que tem a ver com Malvola."
"Ento o que voc est dizendo  que as freiras tiveram que agradecer duplamente.
Pelo trabalho voluntrio e pela ajuda para se livrarem desse felino muito difcil?"
"Sim,  exatamente o que estou dizendo. Oh, e Irm Mary Angela me perguntou se eu
poderia checar com voc sobre o data do mercado de pulgas. Ela disse que ela vai
fazer o horrio dela atravs do nosso. Alm disso, eles vo ficar abertos at mais tarde
nos sbados a noite para que a gente possa ser voluntrios uma vez por semana."
"Isso parece timo. Vou me encontrar com Neferet e falaremos sobre uma data que
seja melhor para a escola." Shekinah pausou por um momento, e ento acrescentou,
"Zoey, Neferet  sua mentora, no ?"
Eu ouvi sinos de aviso na minha cabea, mas me forcei a relaxar. Eu iria responder a
Shekinah da forma mais honesta que eu pudesse a tudo que ela me perguntasse. Eu
no tinha feito nada errado!
"Sim. Neferet  minha mentora."
"E voc  prxima a Neferet?"
"Costumava ser. Eramos muito prximas quando eu cheguei. Na verdade, minha me
no  prxima de mim a vrios anos, e eu meio que sentia que Neferet era a me que
eu queria ter," eu disse verdadeiramente.
"Mas isso mudou?" ela perguntou gentilmente.
"Sim," eu disse.
"E porque?"
Eu hesitei, escolhendo minhas palavras com cuidado. Eu queria dizer o mximo
possvel da verdade para Shekinah, e por um instante eu considerei contar a ela tudo 
a verdade toda sobre Stevie Rae e a profecia e do que tnhamos medo que
acontecesse, mas meus instintos me falaram que eu no deveria revelar nada.
Shekinah saberia a verdade amanh. At l, eu no queria que Neferet tivesse
qualquer pista sobre o que iria acontecer  sobre o fato de que ela iria ter que
enfrentar o que ela fez, e o que ela estava se tornando.
"No tenho muita certeza," eu disse.
"Qual seu melhor palpite?"
"Bem, eu acho que ela mudou ultimamente, e no tenho certeza do porque. Uma
parte pode ser devido a umas coisas pessoais que aconteceram entre a gente. Mas eu
prefiro no falar disso, se estiver tudo bem por voc."
" claro. Eu entendo sua necessidade de manter coisas privadas para si mesma. Mas,
Zoey, voc deve saber que estou aqui se voc precisar conversar. Embora faa muito
tempo, eu lembro muito bem o que  ser uma caloura poderosa e sentir como se
estivesse carregando tantas responsabilidades que o fardo delas as vezes parece
demais para suportar."
"Yeah," eu disse, de repente tendo que lutar com as lgrimas. " exatamente assim
que parece as vezes."
O leal sorriso dela era quente e gentil. "Vai melhorar. Eu te prometo isso."
"Eu realmente espero que sim," eu disse. "Oh, e falando em deixar as coisas melhores
 minha av gostaria de vir para uma visita. Ela e eu somos muito prximas. Eu ia
passar um pouco do feriado de inverno com ela, mas, bem, voc sabe que o feriado foi
cancelado. Ento vov disse que ela gostaria de vir aqui passar um tempo comigo.
Voc acha que teria problemas se ela ficasse na escola?"
Shekinah me estudou cuidadosamente. "Tem quartos de hspede no prdio dos
professores, mas acredito que estejam todos preenchidos agora devido a minha visita
e ao Filhos de Erebus."
"Ela poderia ficar no meu quarto comigo? Minha colega de quarto, Stevie Rae, morreu
ms passado, e eu no tenho uma nova, ento eu tenho uma cama vazia e tudo mais."
"Eu suponho que eu no veja nenhum mal nisso. Se sua av estiver confortvel em
estar cercada por tantos calouros."
Eu ri. "Vov gosta de adolescentes. Alm do mais, ela conhece vrios dos meus
amigos, e eles todos gostam dela."
"Ento vou falar aos Filhos de Erebus, assim como Neferet, que voc tem permisso
para sua av visitar e ficar no seu quarto. Zoey, voc sabe que pedir por um favor
especial nem sempre  sbio, mesmo que voc tenha habilidades especiais."
Eu olhei Shekinah nos olhos firmemente. "Esse  o primeiro favor que eu peo desde
que cheguei na House of Night." E ento eu pensei sobre isso e ento me corrigi. "No,
espera. Foi o segundo. O primeiro favor que eu pedi foi para ficar com algumas coisas
da minha colega de quarto depois que ela morreu."
Shekinah acenou devagar, e eu esperei o mximo que pude que ela tivesse acreditado
em mim. Eu queria gritar: cheque com os outros professores! Eles sabem que eu no
peo tratamento especial! Mas eu no podia dizer nada que fizesse Shekinah acreditar
que eu ouvi a conversa dela com Neferet.
"Bem, timo. Ento voc est no caminho certo. Dons da nossa deusa no significam
privilgios  eles significam responsabilidade."
"Eu entendo isso," eu disse firmemente.
"Eu acredito que sim," Ela disse. "Agora, eu tenho certeza que voc tem dever de casa
para fazer e um ritual para se preparar para liderar amanh, ento vou te dar boa
noite e espero que voc seja abenoada," ela disse.
"Abenoada seja." Eu saudei ela formalmente de novo, fiz uma reverencia, e sai da
sala.
As coisas realmente no saram to ruins. Claro, Neferet estava mentindo pra caramba
sobre mim e era claramente uma vadia do inferno, mas eu j sabia disso. Shekinah no
era idiota, e ela certamente no iria ser feita de boba por Neferet (como Loren tinha
sido, minha mente sussurrou). Vov estava a caminho da escola, e ela iria ficar comigo
enquanto eu descubro todo esse negcio da profecia. Meus amigos finalmente sabem
tudo, ento eu no tinha que constantemente dar desculpas e ser evasiva com eles, e
eles estavam me protegendo, embora s de pensar nos Corvos Escarnecedores me
assustava completamente. Mas eu poderia lidar com a parte assustadora com meus
amigos do meu lado. E amanh todos saberiam sobre Stevie Rae e os calouros
vermelhos, e Neferet iria perder o poder do segredo. Ento talvez Stark no estivesse
realmente morto, e voltasse. As coisas realmente esto parecendo boas! Eu estava
abrindo a porta do prdio principal e rindo como uma boba quando dei de cara com
Erik.
"Oh, desculpe eu no estava olhando " ele comeou, automaticamente me
segurando antes dele perceber quem ele quase derrubou. "Oh," ele repetiu, dessa vez
com uma voz muito menos gentil. " voc."
Eu tirei meus braos da mo dele e dei um passo para trs, tirando meu cabelo do
rosto. Olhar para os olhos azuis e frios dele era como mergulhar na gua fria  e eu j
tinha tido o bastante de gua fria jogada no meu rosto por ele.
"Olha, eu preciso de te dizer algo." Eu me movi para a frente dele, bloqueando o
caminho dele at o prdio.
"Ento diga."
"Voc gostou de me beijar hoje. Voc gostou muito."
O sorriso dele era de zombao e muito bem ensaiado. "Yeah, e da? Eu nunca disse
que no gosto de beijar voc. O problema  que muitos caras gostam de beijar voc."
Eu me senti corar. "No se atreva a falar comigo assim!"
"Porque no?  verdade. Voc estava beijando seu namorado humano. Voc estava
me beijando. E voc estava beijando Blake. At onde eu sei, isso so muitos caras."
"Desde quando voc se tornou to idiota? Voc sabia sobre Heath. Eu nunca tentei
esconder ele de voc. Voc sabia que era difcil para mim j que eu tinha um Imprint
com ele e me importava com voc ao mesmo tempo."
"Yeah, e quanto a Blake? Explique isso."
"Loren foi um erro!" eu gritei, finalmente perdendo o controle. Eu estava cansada de
Erik me julgar por algo que eu j estava me remoendo a mais tempo do que podia
dizer. "Voc estava certo. Ele estava me usando. Mas no era para sexo  esse foi s o
jeito que ele conseguiu para me fazer acreditar que ele me amava. Voc ouviu a cena
entre Neferet e eu. Voc sabe que tem mais acontecendo aqui do que todos pensam.
Neferet mandou Loren, o amante dela, me seduzir  me fazer acreditar que ele me
amava porque eu sou especial." Eu pausei, limpando com raiva as lgrimas que de
alguma forma encheram meus olhos. "Mas na verdade ele estava atrs de mim para
eu poder irritar todos os meus amigos e ficar sozinha e magoada e distrada para meus
poderes no significarem mais nada. E teria funcionado se Afrodite no tivesse me
apoiado. Voc com certeza no se importou em me dar uma chance para explicar."
Erik passou a mo pelo cabelo preto dele. "Eu vi ele fazer amor com voc."
"Quer saber o que voc viu, Erik? Voc viu ele me usar. Voc me viu cometer o maior
erro da minha vida. Pelo menos at agora. Foi isso o que voc viu. Eu sei e eu sinto
muito. Mas eu acho que no teremos muito juntos se no podemos aprender a
perdoar um ao outro por essa baguna."
"Voc acha que precisa me perdoar?"
Ele comeou a parecer um idiota de novo. Eu definitivamente tinha tido o bastante do
idiota Erik. Meus olhos se estreitaram e eu surtei, "Yeah! Eu preciso perdoar voc.
Voc disse que se importava comigo, mas voc me chamou de vadia. Voc me
envergonhou na frente de todos os meus amigos. Voc me envergonhou na frente de
uma turma toda. E voc fez tudo isso porque s sabia parte da histria, Erik! Ento,
yeah, voc no  totalmente santo nessa coisa toda tambm!"
Erik piscou surpreso com minha exploso. "Eu no sabia que s tinha parte da
histria."
"Talvez da prxima vez voc devesse pensar antes de explodir sem saber a histria
toda."
"Ento voc me odeia agora?" ele disse.
"No. Eu no te odeio. Eu sinto sua falta."
Ns nos olhamos, nenhum de ns sabendo o que fazer a partir da.
"Eu tambm sinto sua falta," ele finalmente disse.
Meu corao parou de bater por um segundo.
"Talvez possamos conversar de novo," eu disse. "Eu quero dizer, sem a parte da
gritaria."
Ele olhou para mim por um longo, longo tempo. Eu tentei ler os olhos dele, mas eles s
refletiam a minha prpria confuso.
Meu telefone tocou, e eu o tirei do meu bolso. Era vov. "Oh, desculpe.  minha av,"
eu disse a Erik. Ento eu abri o celular. "Oi, vov, voc chegou?" eu acenei enquanto
ele me dizia que ela tinha acabado de parar no estacionamento. "Ok, te encontro a
em alguns minutos. Mal posso esperar pra te ver! Tchau!"
"Sua av est aqui?" Erik perguntou.
"Yeah." Eu ainda estava sorrindo. "Ela veio ficar um tempo. Voc sabe, j que o feriado
de inverno foi curto e tudo mais."
"Oh, yeah. Isso faz sentido. Ok, eu acho, que te vejo por ai."
"Uh, quer me levar at o estacionamento? Vov disse que ela est trazendo umas
coisas, o que significa que ela provavelmente trouxe uma enorme mala e 10 pequenas,
e ela definitivamente vai precisar de um vampiro adulto carregando para ela, j que eu
sou s uma caloura pequena."
Eu segurei o folego, achando que tinha feito besteira (de novo) e passei dos limites
muito cedo com ele. E, certa o bastante, o olhar cuidadoso estava de volta nos olhos
dele.
Foi exatamente a que um vampiro Filho de Erebus apareceu na porta atrs de mim.
"Desculpe," Erik disse para ele. "Essa  Zoey Redbird. Uma convidada dela acabou de
chegar. Voc est disponvel para ajudar a trazer a bagagem?"
O guerreiro me saudou respeitosamente. "Eu sou Stephan, e ser um prazer ajudar
voc, jovem Sacerdotisa."
Eu me fiz sorrir e disse obrigado. Ento eu olhei para Erik. "Ento, te vejo mais tarde?"
eu disse.
" claro. Voc est na minha aula." Ele me saudou e ento entrou no prdio.
O estacionamento era depois de uma volta ao redor do prdio principal. Ento, graas
a Deus, eu no tive que caminhar muito tempo em um silncio desconfortvel com o
guerreiro. Vov acenou para mim do estacionamento bem lotado. Eu acenei em
resposta, e Stephan e eu fomos at ela.
"Wow, tem vrios vampiros aqui," eu disse, olhando para os desconhecidos carros.
"Muitos Filhos de Erebus foram chamados para essa House of Night," Stephan disse.
Eu acenei pensativa.
Eu podia sentir os olhos dele em mim. "Sacerdotisa, voc no precisa temer sua
segurana," ele disse com uma quieta autoridade.
Eu sorri para ele e pensei, se apenas voc soubesse, mas no disse nada.
"Zoey! Oh, querida! Aqui est voc." Vov me enrolou nos braos dela, e eu a abracei
com fora, sentindo o cheiro familiar de lavanda e de casa.
"Vov, estou to feliz que voc esteja aqui!"
"Eu tambm, querida. Eu tambm." Ela me apertou com fora.
Stephan fez uma reverencia respeitosa para vov antes de juntar a bagagem dela.
"Vov, voc est planejando ficar um ano?" eu perguntei, jogando uma risada por
cima dos ombros para a enorme quantidade de bagagem.
"Bem, querida, devemos sempre estar preparados para tudo." Vov Redbird enrolou
os braos ao redor dos meus, e comeamos a andar pela calada que levava para o
dormitorio das garotas, com Stephan nos seguindo atrs de ns.
Logo ela colocou a cabea dela perto da minha e sussurrou, "a escola est
completamente cercada."
Eu senti uma onda de medo. "Pelo que?"
"Corvos." Ela disse a palavra como se tivesse um gosto ruim na boca. "Esto todos ao
redor do territrio, mas nenhum deles est dentro dos muros da escola."
"Isso  porque eu os afastei," eu disse.
" mesmo?" ela sussurrou. "Muito bem, Zoeybird!"
"Eles me assustam, vov," eu respondi sussurrando. "Eu acho que eles esto ganhando
o corpo deles de volta."
"Eu sei, querida. Eu sei."
Tremendo, nos abraamos com fora enquanto corramos para meu quarto. A noite
parecia observar ns andarmos.
VINTE E SETE


No surpreendentemente, todos estavam no meu quarto.
"Vov Redbird!" Damien chorou, e correu at os braos dela. Houve uma agitao
quando ele apresentou Jack para ela, as Gmeas dando ol, e finalmente, Afrodite,
parecendo desconfortvel mas feliz, dando um bem apertado, e muito sincero abrao
em Vov. Durante a comoo, Damien e as Gmeas olharam para mim.
"Z, voc est bem"? Damien perguntou numa voz baixa.
"Yeah, estavamos preocupados," Shaunee disse.
"Alguma merda assustadora est acontecendo," Erin disse.
"Estou bem." Eu dei um olhar furtivo para onde Jack estava conversando sobre algo
com vov sobre o quanto ele adorava lavanda. "Por causa da ajuda de vocs, estou
bem."
"Estamos aqui por voc, Z. Voc no est nisso sozinha," Damien disse.
"Idem," disseram as Gmeas juntas.
"Zoey? Isso  um cachorro?" Vov tinha acabado de notar o calombo de pelo loiro
esticado no fim da minha cama que se mexeu e fez todos os gatos no quarto
assoviarem ao mesmo tempo.
"Yep, vov.  um cachorro.  uma longa histria."
"A quem ela pertence?" Vov perguntou, dando a Duquesa uma tentativa de esfregar
a cabea.
"Bem, eu. Pelo menos temporariamente," Jack disse.
"Talvez essa seja uma boa hora para explicar para sua av sobre Stevie Rae e todos os
outros," Afrodite disse.
"Stevie Rae? Oh, querida. Voc ainda est sofrendo com a perda dela?"
"No exatamente, vov," eu disse devagar. "Realmente tem muito para explicar."
"Ento  melhor comear. Algo me diz que estamos ficando sem o luxo de ter tempo,"
vov disse.
"Primeiro, voc deveria saber que no te contei tudo isso, porque Neferet est
envolvida  de um mal jeito. E ela tem muitos poderes psquicos. Ento o que quer que
te conte, ela pode ser capaz de captar no seu crebro, e isso no  bom," eu disse.
Vov pensou sobre isso enquanto pegava a cadeira da minha escrivaninha, e sentava.
"Jack, querido," ela disse. "Eu realmente gostaria de um copo de gua. Voc acha que
consegue um pouco para mim?"
"Eu tenho gua Fiji na minha geladeira no meu quarto," Afrodite disse.
"Isso seria timo," vov disse.
"V em frente e pega para ela. Mas no toque em nada mais," Afrodite disse.
"Nem mesmo o seu "
"Nem ele."
Jack ficou azedo, mas ele correu para pegar gua para vov.
"Ento, eu suponho que todos vocs sabem o que Zoey vai me contar?" Vov
perguntou para o grupo em geral quando Jack voltou.
Eles acenaram, com os olhos enormes e parecendo filhotinhos de pssaros.
"E como vocs esto mantendo Neferet fora da mente de vocs?"
"Bem,  s uma teoria agora, mas achamos que devemos nos concentrar em coisas
superficiais, bobas e de adolescentes," Damien disse.
"Como liquidaes de sapato e algo assim," Erin explicou.
"Yeah, algo assim sendo caras bonitos e estresse de dever da casa," Shaunee
acrescentou.
"Ento ela no vai achar melhor em olhar mais profundamente," eu terminei. "Mas
Neferet nos subestima. Eu no acho que ela vai cometer o mesmo erro com voc,
vov. Ela j sabe que voc segue o caminho dos Cherokee  que voc est em contato
com o esprito da terra. Ela pode olhar mais profundamente em voc no importa o
que esteja passando pela sua mente."
"Ento vou ter que limpar minha mente e praticar meditao que eu estive usando
desde que era uma garotinha." O sorriso de vov era confiante. "Ela no pode se
forar a entrar na minha mente, no se eu a bloquear primeiro."
"E se ela for a Rainha Tsi Sgili?"
O sorriso de vov sumiu. "Voc realmente acredita nisso, u-we-tsi-a-ge-ya ?"
"Achamos que ela pode ser," eu disse.
"Ento todos esto em perigo. Voc deve me contar tudo."
E ento eu contei  com a ajuda de Afrodite, Damien, as Gmeas, e Jack, contamos
tudo para vov, embora eu devo admitir ter disfarado a parte sobre Stevie Rae no
ser totalmente ela mesma. Afrodite me olhou durante essa parte, mas no disse nada.
Enquanto ouvia tudo, vov se enrugou cada vez mais. Eu tambm dei a todos detalhes
sobre o ataque do Corvo Escarnecedor. Finalmente eu conclui e expliquei a ela sobre
como a morte de Stark pode no ser permanente, e como Stevie Rae e Afrodite e eu
tnhamos decidido que, por mais mrbido e perturbador que isso possa parecer, que
precisvamos manter um olho no, bem, cadver dele.
"Ento Jack deveria ter instalado a cmera no necrotrio," eu disse. "Voc conseguiu,
Jack? Eu vi uma parte da sua ttica de distrao." Eu dei a Duquesa um sorriso e
esfreguei as orelhas dela. Ela deu um suave latido e lambeu meu rosto. Malvola e
Beelzebub, que estavam enrolados juntos perto da porta (parece que gatos odiosos
atraem um aos outros  quem diria?) ergueram as cabeas e assoviaram juntos. Nala,
que estava dormindo no meu travesseiro, mal abriu os olhos.
"Oh, yeah, com toda essa excitao eu quase esqueci!" Jack deu um pulo e foi at
onde ele tinha deixado a bolsa de homem  ou "mochila" como ele gosta de chamar 
no cho perto da porta. Ele a trouxe com ele e tirou uma estranha, mini TV. Ele mexeu
com alguns botes e ento, com um sorriso de vitria, me entregou. "Voil! Aqui est
o seu  esperamos  belo adormecido."
Todos se juntaram, espiando por cima do meu ombro. Me segurando, eu pressionei o
boto de ligar. Certo o bastante, a pequena tela mostrava uma imagem preto e branco
de uma pequena sala com um grande negcio parecendo um forno no fim dela, vrias
prateleiras de metal alinhadas pela parede visvel, e uma nica mesa de metal (do
tamanho de um corpo), em que estava deitado um humano coberto por um lenol.
"Icky," as Gmeas falaram.
"Nada agradvel," Afrodite disse.
"Talvez devssemos desligar enquanto o c--o est aqui," Jack disse.
Eu era totalmente a favor de desligar, no gostando do sentimento de espionar os
mortos.
"Esse  o corpo do garoto?" vov perguntou, parecendo meio plida.
Jack acenou. "Yep. Eu tive que olhar por baixo do lenol para me certificar." Os olhos
dele ficaram tristes, e ele comeou a acariciar Duquesa um pouco frenticamente. A
grande labradora deitou a cabea no colo dele e suspirou, o que pareceu acalmar ele
porque Jack tambm suspirou, e abraou a cachorra antes de dizer, "eu s, voc sabe,
estou fingindo que ele est morto."
"Ele parecia morto?" eu tive que perguntar.
Jack acenou de novo. Ele pressionou os lbios juntos e no disse mais nada.
"Voc est fazendo a coisa certa," vov proclamou firmemente. "O poder de Neferet
tem muito a ver com segredo. Ela  vista como uma poderosa sacerdotisa de Nyx 
uma fora do bem. Ela est se escondendo por trs da mscara por um bom tempo
agora, e isso a permitiu liberdade para fazer tais coisas, se voc estiver certa sobre a
extenso dela, ento so atrocidades."
"Voc concorda que mostrar Stevie Rae e os calouros vermelhos amanh  o que
devemos fazer?" eu perguntei.
"Eu concordo. Se segredos so aliados do mal, ento vamos trazer conhecimento."
"Ok!" eu disse.
"Ok!" todos falaram.
E ento Jack bocejou. "Oopsie! Desculpe. Eu no estou entediado nem nada," ele
disse.
" claro que no est, mas j  quase o amanhecer. Voc teve um dia exaustivo," vov
disse. "Talvez todos devssemos dormir? Alm do mais, no passou do toque de
recolher para garotos estarem no dormitrio das garotas?"
"Uh-oh! Totalmente esquecemos disso. Como se precisssemos de uma droga de
deteno para se preocupar alm de todo o resto!" Jack disse. Ento, parecendo um
pouco decepcionado, ele acrescentou, "Desculpe, Vov. Eu no quis dizer droga."
Vov sorriu para ele e deu tapinhas na bochecha dele. "Nenhum mal feito, querido.
Agora, para cama."
No surpreendentemente, todos respondemos instantaneamente ao comando de me
de vov. Jack e Damien levantaram com Duquesa atrs.
"Hey," eu chamei antes deles sarem pela porta. "Duquesa no teve problemas por ser
parte da distrao, teve?"
Damien balanou a cabea. "No. Ns culpamos Malvola, e esse gato estava agindo
to loucamente, que ningum achou que fosse Duquesa."
"Minha gata no  maluca," Afrodite disse. "Ela s  uma tima atriz."
As Gmeas foram a seguir, abraando vov e pegando Beelzebub que estava
dormindo. "Vejo vocs no caf da manh," elas falaram.
Elas deixaram vov e eu sozinhas com Afrodite, Malvola, e uma Nala totalmente
adormecida.
"Bem, eu acho que deveria ir tambm," Afrodite disse. "Amanh vai ser muito
importante."
"Talvez voc devesse dormir aqui hoje a noite," eu disse.
Afrodite ergueu uma perfeita sobrancelha e me deu um olhar de desdm.
Eu virei os olhos. "Voc  to mimada. Voc pode dormir na minha cama. Eu uso um
saco de dormir."
"Afrodite j ficou no seu quarto antes?" Vov perguntou.
Afrodite bufou. "Dificilmente. Vov, se voc ver meu quarto, voc vai saber porque
prefiro ficar l."
"Alm do mais, Afrodite tem uma reputao de ser uma vadia odiosa. Ela no dorme
no quarto de outras pessoas," eu falhei em mencionar que ela talvez dormisse no
quarto de caras  isso definitivamente seria muita informao para vov.
"Obrigada," Afrodite disse.
"Se ela ficar no seu quarto, especialmente j que eu suponho que Shekinah contou a
Neferet que estou aqui, isso no seria um comportamento estranho para ela?"
"Sim," eu admiti relutantemente.
"Seria mais do que estranho  seria bizarro," Afrodite disse.
"Ento voc deve voltar para o seu quarto para no darmos ainda mais razo para
Neferet olhar ainda mais de perto do que ela j olha," vov disse. "Mas voc no ir
dormir desprotegida." Vov levantou um pouco dura e foi at a pilha de malas. Ela
comeou a procurar algo na bolsa azul que ela gostava de chamar de "bolsa para
noite."
Primeiro ela tirou um lindo apanhador de sonhos. Era um circulo enrolado com couro e
cordas da cor de lavanda que formavam uma teia dentro, e no centro da teia havia
uma pedra turquesa, a pedra azul como o cu de tirar o flego. As penas que estavam
penduras em trs tiras dos lados e da ponta eram cinzas de uma pomba. Vov
entregou o apanhador de sonhos para Afrodite.
" lindo!" ela disse. "Verdade. Eu absolutamente adorei."
"Estou feliz que tenha gostado, criana. Eu sei que muitas pessoas acreditaram que
apanhadores de sonho no fazem nada mais do que filtrar bons sonhos  ou talvez
nem isso. Eu fiz vrios deles, eu entrelacei o poder de proteo da turquesa no centro
de cada um deles, eu pensei sobre a necessidade de filtrar mais do que pesadelos da
nossas vidas. Pegue isso e pendure na sua janela. Que os espritos pretejam sua alma
adormecida do mal."
"Obrigado, vov," Afrodite disse sinceramente.
"E mais uma coisa." Vov virou de volta para a mala, procurando por um tempo, e
ento pegou uma vela que era branca. "Acenda isso na sua cabeceira enquanto dorme.
Eu falei palavras protetoras em cima dela na ltima lua cheia e deixei os raios da lua
cheia encharcarem ela."
"Esteve um pouco obsessiva com proteo ultimamente, vov?" eu perguntei com
uma risada. Depois de 17 anos, eu estava acostumada com o estranho jeito de vov
saber coisas que ela no devia  como quando convidados estavam vindo, ou um
tornado se formando (muito antes de Doppler 8*  ou, nesse caso, quando riamos
precisar de proteo.
(*aparelho que informa sobre formao de tornados)
" sempre sbio ter cuidado, u-we-tsi-a-ge-ya." Ela botou o rosto de Afrodite entre
suas mos e beijou de leve a testa dela. "Durma bem, pequena filha, e que seus sonhos
sejam felizes."
Eu vi Afrodite piscar os olhos com fora e sabia que ela estava lutando para no chorar.
"Noite," ela disse. Acenando para mim, ela saiu do quarto.
Vov no disse por um tempo; ela s olhou pensativa para a porta fechada.
Finalmente ela disse, "No acredito que aquela garota nunca conheceu o calor do
amor de uma me."
"Voc est certa, vov," eu disse. "Ela costumava ser horrvel, ningum suportava ela,
especialmente eu, mas eu acho que a maior parte era fingimento. No que ela seja
perfeita. Ela  muito mimada e superficial, e as vezes ela pode ser muito odiosa, mas
ela ..." eu parei, tentando descrever Afrodite com palavras.
"Ela  sua amiga," vov terminou por mim.
"Sabe, voc  bizarramente perto da perfeio," eu disse a ela.
Vov sorriu com travessura. "Eu sei. Mal de famlia. Agora, me ajude a pendurar nosso
apanhador de sonhos e acender nossa vela da lua  ento voc precisa dormir."
"Voc tambm no vai dormir? Eu te acordei no meio da noite, e voc disse que j
estava de p a horas."
"Oh, eu vou dormir um pouco, mas tenho planos. Eu no venho para a cidade com
muita freqncia, e enquanto minha famlia vampira dorme, eu vou fazer umas
compras e vou ter um adorvel almoo em Chalkbord*."
(*restaurante)
"Yum! Eu no vou l desde a ltima vez que a gente foi."
"Bem, cabea de vento, eu te digo se  to bom quanto lembramos, e ento talvez no
prximo dia de chuva, voc e eu possamos visitar juntas."
"Ento voc comer l vai ser s um reconhecimento para se certificar que ele no ficou
ruim?" Eu pus a cadeira perto da janela e procurei um lugar para pendurar o
apanhador de sonhos que vov tinha me dado.
"Exatamente. Querida, o que voc quer fazer com a bab cmera?" Vov ergueu uma
das tevezinhas. Embora estivesse desligada, ela a segurou com cuidado, como se
pudesse ser uma bomba.
Eu suspirei. "Afrodite me disse que tem udio junto. Voc consegue ver o boto para
som?"
"Sim, acredito que seja essr." Vov pressionou o boto, e uma luz verde se acendeu.
"Ok, bem, porque no deixamos apenas com udio, sem o vdeo? Eu vou pr na minha
cabeceira. Se houver algum tumulto, eu vou ser capaz de ouvir."
"Muito melhor do que ver o morto a noite toda," Vov disse fazendo uma careta
enquanto colocava a pequena tela na minha cabeceira. Ento ela olhou para mim.
"Querida, porque voc no abre as cortinas por um segundo e pendura o apanhador
de sonhos perto da janela? Estamos protegendo de fora para dentro  no de dentro
para fora."
"Oh, ok."
Eu usei as duas mos para abrir a cortina. Elas abriram, e eu senti uma facada de medo
quando olhei diretamente para o rosto horrvel de um gigante pssaro preto com
terrveis olhos brilhantes vermelhos com formato de um homem. A criatura estava
presa no lado de fora da minha janela com braos e pernas que eram humanos. O
perigoso bico em forma de gancho se abriu, mostrando uma lngua em forma de garfo.
A coisa soltou um suave "Crooo-ak" que soava zombador e ameaador ao mesmo
tempo.
Eu no consegui me mexer. Eu estava congelada pelos olhos vermelhos  humanos
num rosto de um terrvel pssaro  uma criatura que existia apenas por causa de um
antigo mal. Eu podia sentir pontas frias nos meus ombros onde uma daquelas criaturas
tinha se pegado mais cedo. Eu lembrei do toque da nojenta lngua e da dor que o bico
tinha causado quando tentou cortar minha garganta.
Enquanto Nala comeou a assoviar e rosnar, vov correu para o meu lado. Eu podia
ver o reflexo dela no vidro da janela. "Chame o vento para mim, Zoey!" ela mandou.
"Vento! Venha at mim  minha av precisa de voc," eu chorei, ainda presa no olhar
monstruoso do Corvo Escarnecedor.
Eu senti o vento passar inquieto embaixo e do meu lado, onde Vov estava.
"U-no-le!" Vov chamou. "Carregue isso com meu aviso para a besta." Eu vi vov
erguer as mos e assoprar o que estava na palma dela direto para a criatura que
estava enrolada do outro lado da janela. "Ahiya'a A-s-gi-na!" ela disse.
O vento, conjurado por mim mas comandado por minha av, a Mulher Ghigua, jogou o
p azul que ela tinha na palma das mos e o passou atravs da pequena abertura entre
o vidro da janela. O vento passou a poeira ao redor do Corvo Escarnecedor para ficar
preso no tufo de poeira brilhante. A besta com olhos to humanos reclamou
enquanto as fascas o cercava e ento, enquanto o vento circulava ferozmente,
pressionando o p no corpo da criatura, um terrvel grito saiu do bico aberto, e numa
batida de asas, ele desapareceu.
"Mande embora o vento, u-we-tsi-a-ge-ya ," Vov disse enquanto pegava minha mo
para me firmar.
"O-obrigado vento. Eu te libero," eu disse abatida.
"Obrigado, u-no-le," vov murmurou. Ento ela disse, "O apanhador de sonhos  se
certifique de pendurar ele."
Com mos trmulas, eu o pendurei ao redor da parte de dentro da cortina e a fechei.
Ento vov me ajudou a sair da cadeira. Fazendo Nala levantar, ns trs nos enrolamos
juntas enquanto tremamos e tremamos e tremamos.
"Acabou... acabou agora...," vov continuou murmurando.
Eu no percebi que ns duas estavamos chorando at que vov me deu um ltimo
aperto e foi procurar um leno. Eu afundei na cama, acariciando Nala.
"Obrigado," eu disse, limpando o rosto e assoprando o nariz. "Devemos ligar para os
outros?" eu perguntei.
"Se voc ligar, o quo assustados eles vo ficar?"
"Aterrorizados," eu disse.
"Ento eu acho que faria mais bem voc chamar o vento de novo. Voc pode enviar
um enorme tufo ao redor dos dormitrios para que se algum deles estiver do lado de
fora, seja mandado para longe?"
"Yeah, mas eu acho que deveria parar de tremer primeiro."
Vov sorriu e tirou o cabelo do meu rosto. "Voc fez bem, u-we-tsi-a-ge-ya. "
"Eu me apavorei e congelei, bem como aconteceu da ltima vez!"
"No, voc encontrou o olhar do demnio sem se acovardar e conseguiu conjurar o
vento e o fazer me obedecer," ela disse.
"S porque voc me disse para fazer isso."
"Mas da prxima vez no ser porque eu te disse. Da prxima vez voc ser mais forte
e far o que precisa sozinha."
"O que era aquele p azul?"
"Turquesa esmagada. Vou te dar um pote.  uma poderosa pedra protetora."
"Voc tem o bastante para dar aos outros tambm?"
"No, mas vou pr na minha lista de compras. Eu posso pegar umas pedras turquesas
e as amassar com um pilo para transformar em p. Isso vai me dar algo construtivo
para fazer enquanto voc dorme."
"O que foi que voc disse?" eu perguntei.
"Ahiya'a A-s-gi-na, significa v embora, demnio."
"E u-no-le  vento?"
"Sim, querida."
"Vov, ele tinha forma fsica, ou era s um esprito?"
"Eu acho que um pouco dos dois. Mas  muito prximo da forma fsica."
"O que significa que Kalona est ficando forte," eu disse.
"Eu acredito que sim."
" assustador, vov."
Vov me colocou em seus braos e acariciou minha cabea como ela costumava fazer
quando eu era uma garotinha. "No tema, u-we-tsi-a-ge-ya. O pai dos demnios ir
descobrir que as mulheres de hoje no so to fceis de subjugar."
"Voc arrasou, vov."
Ela sorriu. "Sim, filha, ns certamente arrasamos."
VINTE E OITO


Com vov observando com aprovao, eu chamei o vento de volta e o mandei passar
ao redor do campus, especialmente me focando nos dormitrios. Ouvimos
cuidadosamente para o som dos demnios gritando, mas tudo que ouvimos foi o som
do vento. Ento, exausta, eu coloquei meu pijama e finalmente fui para cama. Vov
acendeu a vela protetora da lua cheia para ns, tambm, e eu me aconcheguei com
Nala, gostando do som de vov escovando o longo cabelo prateado enquanto ela
passava pelos rituais noturnos normais.
Eu estava pegando no sono quando a voz dela me pegou. "U-we-tsi-a-ge-ya, eu quero
que voc me prometa algo."
"Ok, vov," eu disse adormecidamente.
"No importa o que acontea, eu quero que voc prometa que vai lembrar que Kalona
no deve se erguer. Nada e ningum  mais importante que isso."
Uma pequena preocupao me fez despertar completamente. "Como assim?"
"Exatamente o que eu disse. No deixe nada te distrair do seu propsito."
"Voc soa como se no fosse estar aqui para me manter forte," eu disse, sentindo uma
onda de pnico comear no meu peito.
Vov foi at mim e sentou na ponta da minha cama. "Eu pretendo estar por perto por
muito tempo, querida, voc sabe disso. Mas eu ainda quero que voc prometa. Pense
nisso como em ajudar uma velha senhora a dormir bem."
Eu franzi para ela. "Voc no  uma velha senhora."
"Prometa," ela insistiu.
"Eu prometo. Agora prometa que no vai deixar nada acontecer com voc," eu disse.
"Vou fazer meu melhor: prometo," ela disse com um sorriso. "Vire sua cabea, e vou
escovar seu cabelo enquanto voc adormece. Vai te dar bons sonhos."
Com um suspiro eu virei de lado e cai no sono com o adorado toque da minha v e o
suave murmrio da cano de ninar Cherokee.
Primeiro eu achei que o som abafado estava vindo da cmera, e no muito acordada,
eu sentei e peguei a pequena telinha. Segurando o flego, eu liguei o vdeo, e ento
dei um suspiro de alivio quando a mesa solitria apareceu inalterada, ainda com um
ocupante. Eu desliguei o vdeo e olhei para a cama vazia mas bem feita de vov. Eu
sorri enquanto olhei ao redor do quarto. Na verdade, vov tinha feito uma limpeza
antes de sair para o seu dia de compras e almoo. Eu olhei para Nala, que piscou para
mim sonolenta.
"Desculpe. Deve ter sido a minha exagerada imaginao que me fez ouvir coisas." A
vela da lua cheia ainda estava queimando, embora estivesse definitivamente menor do
que estava quando eu adormeci. Eu olhei para o relgio e sorri. Eram apenas duas da
tarde. Eu tinha vrias horas de um bom sono antes de ter que acordar. Eu deitei e
puxei meu edredom at meu pescoo.
Vozes abafadas, dessa vez acompanhadas por vrias suaves batidas na minha porta
definitivamente no eram minha imaginao. Nala deu um sonolento mee-uh-ow, o
que eu no pude deixar de concordar.
"Se as Gmeas quiserem ir para a liquidao de sapatos, eu vou estrangular elas," eu
disse a minha gata, que parecia alegre com a perspectiva. Ento eu tirei o sono da
minha garganta e gritei, "Yeah! Entre."
Quando a porta abriu, eu estava surpresa por ver Shekinah parada ali, junto com
Afrodite e Neferet. E Afrodite estava chorando. Eu sentei rapidamente, tirando meu
cabelo do rosto. "O que foi?"
As trs entraram no meu quarto. Afrodite andou at mim e sentou na cama ao meu
lado. Eu olhei dela para Shekinah e finalmente para Neferet. Eu no podia ler nada a
no ser tristeza nos olhos delas, mas eu continuei a encarar Neferet, desejando poder
ver alm da atuao dela  desejando que todos pudessem.
"O que foi?" eu repeti.
"Criana," Shekinah comeou em uma triste e gentil voz. " a sua av."
"Vov! Onde ela est?" Meu estmago se apertou quando ningum disse nada. Eu
agarrei a mo de Afrodite. "Me diga!"
"Ela esteve num acidente de carro. Um bem ruim. Ela perdeu o controle quando estava
andando pela rua Principal porque... porque um enorme pssaro preto voou pela
janela dela. O carro dela saiu da estrada e bateu num poste de luz." Lgrimas estavam
caindo pelo rosto de Afrodite, mas a voz dela era firme. "Ela est na UTI do hospital St.
John."
Eu no pude dizer nada por um segundo. Eu s fiquei olhando para a cama vazia da
minha v e o pequeno travesseiro cheio de lavanda colocado ali. Vov sempre se
cercava pelo cheiro de lavanda.
"Ela ia ao Chalkboard para almoar. Ela me disse ontem a noite antes " eu parei,
lembrando como vov e eu estavamos conversando sobre ela ir almoar no
Chalkboard logo antes deu abrir a cortina e encontrar o horrvel Corvo Escarnecedor.
Ele deveria estar ouvindo, e iria saber exatamente onde vov iria hoje. Ento ele tinha
ido para l para tirar ela da estrada e causar o acidente.
"Antes do que?" Para um observador desavisado, a voz de Neferet teria soado
preocupada  como uma amiga e mentora. Mas quando eu olhei nos olhos esmeralda
dela, eu vi o frio calculo de um inimigo.
"Antes da gente ir para cama." Eu estava tentando no mostrar o quanto Neferet me
enojava  o quo vil e virada eu sabia que ela era. " assim que eu sei que ela ia dirigir
hoje. Ela disse o que ia fazer hoje enquanto eu dormia." Eu tirei os olhos de Neferet e
falei com Shekinah. "Eu preciso ir ver ela."
" claro que sim, criana," Shekinah disse. "Darius est esperando com um carro."
"Eu posso ir com ela?" Afrodite perguntou.
"Voc j perdeu muitas aulas ontem, e eu no "
"Por favor," Eu interrompi Neferet, falando diretamente com Shekinah. "Eu no quero
ficar sozinha."
"Voc no concorda que famlia  mais importante que aulas?" Shekinah disse a
Neferet.
Neferet hesitou por apenas um segundo. "Sim,  claro que sim. S estou preocupada
com Afrodite ficar para trs."
"Eu vou fazer meu dever no hospital. Eu no vou me atrasar." Afrodite deu a Neferet
um grande sorriso que era to falso quando os seios de Pamela Anderson.
"Ento est decidido. Afrodite ir acompanhar Zoey at o hospital, e Darius ir cuidar
das duas. Leve o tempo que precisar, Zoey. E se certifique de me dizer se tem algo que
a escola possa fazer por sua av," Shekinah disse gentilmente.
"Obrigado."
Eu nem olhei para Neferet quando as duas saram do meu quarto.
"Vadia Fudida!" Afrodite disse, olhando para a porta fechada. "Como se ela algum dia
estivesse preocupada sobre eu ficar para trs em algo! Ela s odeia que ns duas
sejamos amigas."
Ok... ok. Eu tenho que pensar. Eu tenho que ir ver vov, mas tenho que pensar e me
certificar que tudo esteja pronto aqui, antes. Eu tenho que lembrar da minha
promessa com vov.
Eu limpei as lgrimas do meu rosto com as costas da minha mo e corri at meu
armrio, tirando uma jeans e um moletom. "Neferet odeia que sejamos amigas porque
ela no pode entrar nas nossas mentes. Mas ela pode entrar nas de Damien, Jack, e as
Gmeas, e eu te prometo que ela vai xeretar hoje."
"Temos que avisar eles," Afrodite disse.
Eu acenei. "Sim, temos. A cmera no pega no St. John, pega?"
"Provavelmente no. Eu acho que o alcance  s alguns quilmetros."
"Ento enquanto me visto, leve ela para o quarto das Gmeas. Conte a elas o que
aconteceu, e tambm diga a elas para avisar Damien e Jack sobre Neferet." Ento eu
respirei fundo e acrescentei, "ontem a noite, havia um Corvo Escarnecedor na minha
janela."
"Oh minha deusa!"
"Foi horrvel." Eu tremi. "Vov soprou turquesa nele, e o vento a ajudou, e isso o fez
desaparecer, mas eu no sei a quanto tempo ele estava nos ouvindo."
"Foi isso que voc comeou a dizer. O corvo Escarnecedor sabia que sua av ia para
Chalkboard."
"Ele causou o acidente," eu disse.
"Ele ou Neferet," ela disse.
"Ou os dois juntos." Eu fui para minha cabeceira e peguei meu monitor da cmera
bab. "Entregue isso para as Gmeas. Espera." Eu a parei antes dela sair do quarto. Eu
fui at a bolsa azul da minha v e procurei no compartimento que ela tinha deixado
aberto. Certa o bastante, dentro a havia um bolso escondido. Eu o abri e olhei duas
vezes, e ento, satisfeita, entreguei para Afrodite. "Isso  mais p de turquesa. Faa as
Gmeas dividirem com Damien e Jack. Diga a elas que  uma poderosa proteo, mas
no temos muito."
Ela acenou. "Entendi."
"Depressa. Eu vou estar pronta quando voc voltar."
"Zoey, ela vai ficar bem. Eles falaram que ela est na UTI, mas ela estava de cinto e ela
ainda est viva."
"Ela tem que ficar bem," eu disse a Afrodite quando meus olhos se encheram de
lgrimas de novo. "Eu no sei que vou fazer se ela no ficar bem."
A curta viagem ao hospital St. John foi silenciosa. Era,  claro, um dia odiosamente
ensolarado. Ento, embora todos estivssemos de culos de sol e o Lexus tivesse
janelas escuras, foi desconfortvel para todos ns. (Bem, ns sendo Darius e eu 
Afrodite parecia estar tendo dificuldades de no abrir a janela e assar no sol.) Darius
nos largou na entrada e disse que iria estacionar o carro e nos encontrar na UTI.
Embora eu no tenha passado muito tempo dentro de um hospital, o cheiro pareceu
ativar uma memria, e uma que no era positiva. Eu realmente odeio o cheiro de anti-
sptico-que-cobre-o-senso-das-doenas. Afrodite e eu paramos na mesa de
informaes, e uma simptica senhora em um avental salmo nos disse onde era a
UTI.
Ok, foi muito assustador na UTI. Ns hesitamos, sem ter certeza se podamos passar
pela porta que dizia UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVA em vermelho. Ento eu
lembrei que a minha av estava ali, e eu marchei segura atravs das portas
intimidadoras para dentro da Cidade Assustadora.
"No olhe," Afrodite sussurrou quando comecei a tropear porque meus olhos
automaticamente estavam sendo atrados pelas paredes de vidro onde ficavam os
quartos dos pacientes. Srio. As paredes dos quartos no eram nem paredes. Eram
janelas  para que todos pudessem olhar as pessoas velhas morrendo usando pinico e
tudo mais. "S continue andando at a estao das enfermeiras. Elas devem te falar
sobre a sua av."
"Como voc sabe tanto sobre isso?" Eu sussurrei.
"Meu pai teve uma overdose duas vezes e acabou aqui."
Eu dei a ela um olhar chocado. "Verdade?"
Ela deu nos ombros. "Voc no teria uma overdose se fosse casada com minha me?"
Eu suponho que sim, mas achei que era melhor dizer no. Alm do mais, tnhamos
chegado na estao das enfermeiras.
"Como posso ajudar?" disse a loira que estava dura como tijolo.
"Estou aqui para ver minha av, Sylvia Redbird."
"E voc ?"
"Zoey Redbird," eu disse.
A enfermeira checou a ficha, e ento sorriu para mim. "Voc est listada como o
contato de emergncia. S um segundo. O doutor est com ela agora. Se voc esperar
na sala familiar que  no fim do correr, eu vou avisar ele que voc est aqui."
"Posso ver ela?"
"Claro que pode, mas o doutor precisa terminar de examinar ela primeiro."
"Ok. Vou estar esperando." Depois de dar apenas alguns passos, eu parei. "Ela no
est sozinha, est?"
"No,  por isso que os quartos tem janelas como paredes. Nenhum dos pacientes na
UTI ficam sozinhos."
Bom, espiar por uma janela no iria ser o bastante para o que estava acontecendo com
vov. "S se certifique que o mdico me chame imediatamente, ok?"
" claro."
Afrodite e eu fomos para a sala familiar, que era quase to estril e assustadora
quanto o resto da UTI.
"Eu no gosto." Eu no consegui sentar, ento eu andava para frente e para trs na
frente de um horrvel sof.
"Ela precisa de mais proteo do que enfermeiras olhando atravs de uma janela de
vez em quando," Afrodite disse.
"Mesmo antes do que aconteceu recentemente, os Corvos Escarnecedores tinham a
habilidade de mexer com pessoas velhas que esto a beira da morte. Vov  velha, e
ela  ela..." Eu tropecei nas palavras, sem ser capaz de dizer a assustadora verdade.
"Ela est ferida," Afrodite disse firmemente. "S isso. Ela est ferida. Mas voc tem
razo. Ela est vulnervel agora."
"Voc acha que eles deixariam eu ligar para os Homens da Medicina por ela?"
"Voc conhece um?"
"Bem, mais ou menos. Tem esse cara velho, John Whitehorse, que  um amigo da vov
a muito tempo. Ela me disse que ele  um Ancio. O nmero dele provavelmente est
no celular da vov. Eu tenho certeza que ele conhece um Homem da Medicina."
"No vai doer tentar achar um," Afrodite disse.
"Como ela est?" Darius perguntou quando entrou na sala familiar.
"No sabemos ainda. Estamos esperando o mdico. Estavamos conversando sobre
talvez ligar para um amigo da Vov Redbird para chamar um Homem da Medicina aqui
para ficar com ela."
"No seria mais fcil s pedir para Neferet vir? Ela  nossa Alta Sacerdotisa e tambm
uma Curadora."
"No!" Afrodite e eu falamos ao mesmo tempo.
Darius franziu, mas a entrada do doutor nos salvou de ter que explicar mais para o
guerreiro.
"Zoey Redbird?"
Eu virei para o alto e magro homem e ergui minha mo. "Eu sou Zoey."
Ele a pegou e apertou solenemente. O aperto dele era firme, e as mos eram fortes e
suaves. "Eu sou Dr. Ruffing. Estive cuidando da sua av."
"Como ela est?" Eu estava surpresa por soar to normal, porque minha garganta
parecia estar obstruda de medo. "Vamos sentar aqui," ele disse.
"Eu prefiro ficar de p," eu disse. Depois tentei dar a ele um sorriso de desculpas.
"Estou nervosa demais para sentar."
O sorriso dele foi mais sucedido, e estava feliz por ver tanta bondade no rosto dele.
"Muito bem. Sua av sofreu um srio acidente de carro. Ela tem ferimentos na cabea,
e o brao direito dela est quebrado em trs lugares. O cinto feriu o peito dela, e os
airbags explodindo queimaram o rosto dela, mas os dois salvaram a vida dela."
"Ela vai ficar bem?" Eu estava achando difcil falar acima de um sussurro.
"As chances dela so boas, mas saberemos mais nas prximas vinte e quatro horas,"
Dr. Ruffing disse.
"Ela est acordada?"
"No. Eu a coloquei em coma induzido para que "
"Coma!" Eu me senti oscilar. Eu de repente estava corada e com calor, e havia
espectros brilhantes nas pontas da minha viso. Ento Darius me segurou pelo
cotovelo, e ele estava me guiando para meu assento.
"S respire devagar. Concentre-se em respirar." Dr. Ruffing estava acocado na minha
frente, e ele tinha meu pulso entre os grandes dedos dele, tomando minha pulsao.
"Desculpe, desculpe. Estou bem," eu disse, limpando o suor da minha testa. " s que
um coma parece terrvel."
"Na verdade no  to ruim. Eu a coloquei em coma induzido para dar uma chance do
crebro dela se curar," Dr. Ruffing disse. "Com sorte, vamos ser capazes de controlar o
inchao assim."
"E se no der pra controlar o inchao?"
Ele deu tapinhas no meu joelho antes de levantar. "Vamos s dar um passo de cada
vez  um problema por vez."
"Eu posso ver ela?"
"Sim, mas ela precisa de silncio." Ele comeou a ir at a ala dos pacientes.
"Afrodite pode vir comigo?"
"S um por vez agora," ele disse.
"Est tudo bem," Afrodite disse. "Estaremos aqui esperando por voc. Lembre-se 
no fique assustada. No importa o que, ela ainda  sua av."
Eu acenei, mordendo o interior da minha bochecha para no chorar.
Eu segui o Dr. Ruffing at um quarto de vidro no muito longe da estao das
enfermeiras. Ele pausou do lado de fora. O doutor olhou para mim. "Ela vai estar
ligada a vrias mquinas e tubos. Eles parecem pior do que so."
"Ela est respirando sozinha?"
"Sim, e o batimento cardaco  bom e firme. Est pronta?"
Eu acenei, e ele abriu a porta para mim. Quando eu entrei no quarto, eu ouvi o som
distintamente assustador de asas de pssaros.
"Voc ouviu isso?" Eu sussurrei para o doutor.
"Ouviu o que?"
Eu olhei para os olhos completamente ingnuos dele e soube alm de qualquer dvida
que ele no tinha ouvido o som das asas dos Corvos Escarnecedores.
"Nada, desculpe."
Ele tocou meu ombro. " muito para absorver, mas sua av est saudvel e forte. Ela
tem uma excelente chance."
Eu andei devagar at o lado da cama dela. Vov parecia to pequena e frgil que eu
no consegui impedir as lgrimas de sarem dos meus olhos e carem pelas minhas
bochechas. O rosto dela estava terrivelmente machucado e queimado. O lbio dela
estava partido, e ela tinha pontos nele e em outro lugar no queixo dela. A maior parte
da cabea dela estava coberta de ataduras. O brao direito estava completamente
preso num grosso gesso que tinha um estranho parafuso de metal saindo dele.
"Voc tem alguma pergunta que eu possa responder?" Dr. Ruffing perguntou
suavemente.
"Sim," eu disse sem hesitar e sem tirar os olhos do rosto da minha av. "Minha av 
Cherokee, e eu sei que ela se sentiria melhor se eu chamasse um Homem da
Medicina." Eu tirei meu olhar do rosto quebrado de vov e olhei para o mdico. "Eu
no quero ser desrespeitosa com voc, e no  pela parte da medicina.  para a parte
espiritual."
"Bem, eu suponho que voc poderia, mas no at mais tarde, quando ela sair da UTI."
Eu tive que controlar a urgncia de gritar para ele,  porque ela est na UTI que ela
precisa do Homem da Medicina!
O Dr. Ruffing continuou a falar baixo, mas ele soou muito sincero. "Voc tem que
entender que esse  um hospital catlico, e ns s permitimos aqueles "
"Catlico?" eu interrompi, sentindo uma onda de alivio. "Ento voc vai permitir que
uma freira fique com a minha av."
"Bem, sim,  claro. Freiras e padres freqentemente visitam nossos pacientes."
Eu sorri. "Excelente. Eu conheo a freira perfeita."
"Bom, bem, tem outra pergunta que eu possa responder?"
"Yeah, voc poderia me dizer onde fica o telefone?"
VINTE E NOVE


Eu no sei quantas horas passaram. Eu mandei Darius e Afrodite de volta para a escola
 sob protesto  mas Afrodite sabia que eu precisava dela para se certificar de que
tudo estava bem l, ento eu no teria que me preocupar enquanto estivesse aqui, me
preocupando com vov, e lembrar isso a ela finalmente fez ela ir embora. E eu prometi
a Darius que no sairia do hospital a no ser que eu chamasse uma carona para ele,
embora a escola fosse a menos de um quilometro de distncia, e seria mega-facil eu
voltar a p.
O tempo passa estranhamente na UTI. No havia uma janela para o lado de fora e, a
no ser pelos instrumentos de fico cientifica e batidas e cliques das mquinas do
hospital, o quarto era escuro e quieto. Eu imaginei que era como esperar no quarto da
morte, o que totalmente me assustou. Mas eu no poderia deixar vov. Eu no
poderia deixar ela, no a no ser que algum pronto para batalhar com demnios
tomasse meu lugar. Ento eu sentei e esperei e continuei olhando o corpo adormecido
dela enquanto lutava para se curar.
Eu estava sentada ali, segurando a mo dela e suavemente cantando as palavras de
uma cano Cherokee que ela gostava de cantar para mim quando Irm Mary Angela
finalmente entrou no quarto.
Ela olhou para mim, olhou para minha av, e ento abriu os braos. Eu corri at os
braos dela, reprimindo meu choro contra o suave material do hbito dela.
"Shh, agora. Tudo ficar bem, criana. Ela est na mo da nossa Senhora agora," ela
murmurou enquanto dava tapinhas nas minhas costas.
Quando eu finalmente consegui falar, eu olhei para ela e pensei que nunca tinha ficado
to feliz por ver algum na minha vida. "Muito obrigado por vir, Irm."
"Fiquei honrada por voc me chamar, e sinto muito por ter demorado tanto para
chegar aqui. Eu tive que apagar algumas fogueiras antes de sair do mosteiro," ela
disse. Ainda mantendo um brao ao meu redor, ela andou at o lado de vov.
"Est tudo bem. S estou feliz que voc esteja aqui agora. Irm Mary Angela, essa 
minha v, Sylvia Redbird," eu disse em uma voz meio estrangulada. "Ela tem sido
minha me e pai. Eu a amo muito."
"Ela deve ser uma mulher bem especial para ter uma neta to devotada."
Eu olhei rapidamente para Irm Mary Angela. "Esse hospital no sabe que sou uma
caloura."
"No deveria importar o que voc ," a freira disse firmemente. "Se voc ou seu
familiar precisa de companhia e cuidado, eles devem prover isso."
"Nem sempre funciona assim," eu disse.
Os olhos sbios dela me estudaram. "Infelizmente, eu devo concordar com voc."
"Ento voc me ajudar sem dizer a eles quem eu sou?"
"Eu vou," ela disse.
"Bom, porque vov e eu precisamos da sua ajuda."
"O que eu posso fazer?"
Eu olhei para vov. Ela parecia estar descansando pacificamente como ela tinha estado
desde que eu havia sentado ao lado dela. Eu no ouvi mais asas de pssaros, e no
senti nenhuma premonio do mal. E ainda sim eu estava relutante em deixar ela
sozinha, mesmo que fosse apenas por alguns minutos.
"Zoey?"
Eu olhei para os sbios e gentis olhos dessa incrvel freira e contei a ela a verdade. "Eu
preciso falar com voc, e eu no quero fazer aqui, onde podemos ser interrompidas ou
ouvidas, mas estou assustada por deixar minha av sozinha e sem proteo."
Ela me olhou calmamente, nem um pouco perturbada por minha estranheza. Ento ela
colocou a mo num dos bolsos da frente do volumoso habito preto e tirou uma linda e
detalhada estatueta da Virgem Maria.
"Iria acalmar sua mente se eu deixasse Nossa Senhora aqui com sua av enquanto
voc e eu conversamos?"
Eu acenei. "Eu acho que iria, Irm," eu disse, tentando no analisar do porque eu ficar
to segura por um cone da me do cristianismo que uma freira tinha trazido consigo.
Eu s tinha um pressentimento que estava dizendo que eu podia confiar na freira e na
"mgica" que ela carregava.
Irm Mary Angela colocou a pequena estatua da Maria na cabeceira de vov. Ento ela
curvou a cabea e junto as mos. Eu podia ver ela movendo os lbios, mas as palavras
dela eram to suaves que eu no podia as ouvir. A freira fez o sinal da cruz, beijou seus
dedos, e tocou a estatua de leve, e ento ela e eu samos do quarto de vov.
"Ainda  dia do lado de fora?" eu perguntei.
Ela olhou para mim surpresa. "No  dia a horas, Zoey. So 10 da noite."
Eu esfreguei meu rosto. Eu estava exausta. "Voc se importa de andar l fora um
pouco comigo? Eu tenho que te contar muitas coisas complexas, e vai ser mais fcil se
eu puder sentir o ar da noite me cercando."
"Est uma adorvel noite fresca. Ficaria feliz por dar uma volta com voc. "
Ns andamos pelo labirinto de St. John e finalmente samos pelo lado leste, do lado da
rua Utica e da linda fonte de cachoeira do outro lado da rua no canto da Vinte e um
com a Utica.
"Quer andar at a fonte?" eu perguntei.
"Lidere o caminho, Zoey," Irm Mary Angela disse com um sorriso.
No conversamos enquanto andvamos. Eu olhei ao nosso redor, tendo cuidado com
imagens de pssaros distorcidos escondidos nas sombras, ouvindo os sons que
passavam muito facilmente por simples corvos. Mas no havia nada. A nica coisa que
eu senti na noite ao nosso redor foi espera. E eu no sabia se esse era um bom ou um
mal sinal.
Havia um banco perto da fonte. Ele ficava na frente da estatua de mrmore de Maria
cercada por cordeiros e pastores que decoravam a parte sudeste do hospital. Tambm
havia uma bonita estatua de Maria totalmente colorida, usando a famosa manta azul,
dentro da emergncia. Estranho como eu no notei quantas estatuas haviam de Maria
por aqui at agora.
Eu fiquei sentada no banco por um tempo, s descansando na brisa silenciosa da noite,
quando eu respirei fundo e virei no banco para poder olhar para Irm Mary Angela.
"Irm, voc acredita em demnios?" Eu decidi ir direto ao assunto. No havia porque
enrolar. Alm do mais, eu no tinha o tempo ou a pacincia para isso.
Ela ergueu as sobrancelhas cinzas. "Demnios? Bem, sim, eu acredito. Demnios e a
igreja catlica tem uma longa e turbulenta histria."
Ento ela s olhou firmemente para mim, esperando como se fosse minha vez. Essa
era uma das coisas que eu mais gostava na Irm Mary Angela. Ela no era um daqueles
adultos que acham que  seu trabalho terminar uma frase por voc. Ela tambm no
era um daqueles adultos que no agentava ficar quieto e esperar enquanto um
garoto colocava os pensamentos em ordem.
"Voc j conheceu algum pessoalmente?"
"No um real, no. Eu tive alguns contatos prximos, mas todos eles acabaram sendo
ou pessoas muito doentes ou pessoas muito desonestas."
"E que tal anjos?"
"Se eu acredito ou conheo algum?"
"Os dois," eu disse.
"Sim e no, nessa ordem. Embora eu prefira encontrar um anjo do que um demnio,
se for minha escolha."
"No tenha tanta certeza."
"Zoey?"
"A palavra Nefilim soa familiar para voc?"
"Sim, so referencias no Antigo Testamento. Alguns teolgicos assumem que Golias
era um Nefilim, ou o filho de um."
"E Golias no era um cara bom, certo?"
"No de acordo ao Velho Testamento."
"Ok, bem, eu preciso te contar uma histria sobre outro Nefilim. Ele tambm no era
um cara bom.  uma histria que vem do povo da minha av."
"O povo dela?"
"Ela  Cherokee."
"Oh, ento prossiga, Zoey. Eu gosto dos contos Nativo Americanos."
"Bem, segure sua felicidade. Essa no  uma histria para dormir." Ento eu contei
uma verso abreviada do que vov tinha me dito sobre Kalona, os Tsi Sgili, e os Corvos
Escarnecedores.
Eu terminei a histria com a priso de Kalona e a msica perdida dos Corvos
Escarnecedores que profetizaram que o pai deles retornaria. Irma Mary Angela no
disse nada por vrios minutos. Quando ela falou, foi estranho o quanto ela ecoou a
minha primeira reao a histria.
"As mulheres fizeram o que era um pouco mais do que uma mulher de barro ganhar
vida?"
Eu sorri. "Foi o que eu disse para vov quando ela me contou a histria."
"E como ela respondeu?"
Eu podia ver pela expresso serena no rosto dela que ela esperava que eu risse e
falasse que vov tinha explicado que era um conto de fadas, ou talvez uma alegoria
religiosa. Ao invs disso eu contei a ela a verdade.
"Vov me lembrou que mgica existe. E que os ancestrais dela, que so meus
ancestrais tambm, no so menos acreditveis do que uma garota que pode convocar
os cinco elementos."
"Voc est dizendo que esse  o seu dom e  por isso que voc  to importante a
ponto de precisar um guerreiro te escoltar aos Gatos de Rua?" Irm Mary Angela disse.
Eu podia ver nos olhos dela que ela no queria me chamar de mentirosa e quebrar
nossa amizade recm formada, mas ela no acreditava em mim. Ento eu levantei dei
um breve passo para longe do banco para ficar fora da luz abrasiva do poste de luz. Eu
fechei meus olhos e respirei profundamente o frio ar da noite. Eu no tive que pensar
muito para encontrar o leste. Ele veio para mim naturalmente. Eu virei para o St. John,
que era do outro lado da rua e na direo do leste de onde eu estava. Eu abri meus
olhos, e sorrindo eu disse, "Vento, voc respondeu meu chamado freqentemente nos
ltimos dias. Eu honro voc por sua lealdade e peo que voc me responda mais uma
vez. Venha at mim, vento!"
No havia virtualmente nenhuma brisa na noite, mas no momento que eu invoquei o
primeiro elemento, uma doce e provocadora brisa comeou a passar por mim. Irm
Mary Angela estava perto o bastante para sentir o vento me obedecer. Ela teve que
colocar uma mo na touca para que ela no sasse voando da cabea dela. Eu ergui
minhas sobrancelhas para o olhar surpreso dela. Ento virei a minha direita, olhando
para o sul.
"Fogo, a noite est fria e, como sempre, precisamos da sua proteo e calor. Venha at
mim, fogo!"
O frio vento de repente ficou morno, at quente. Eu podia ouvir o som de uma lareira
me cercando, e pareceu que Irm Mary Angela e eu estavamos prontas para assar
salsichas numa noite quente de vero.
"Meu Deus!" eu a ouvi arfar.
Eu sorri e virei para a minha direita de novo. "gua, precisamos da sua limpeza e a
alivio que o calor do fogo trs. Venha at mim, gua!"
Eu fiquei mais do que um pouco aliviada quando senti o calor instantaneamente parar
com o cheiro e toque de uma chuva de primavera. Minha pele no se molhou, mas
deveria. Era como estar no meio de uma tempestade e ser lavada, esfriada, e
renovada.
Irm Mary Angela ergueu o rosto para o cu e abriu a boca, como se ela achasse que
podia pegar uma gota de chuva.
Eu continuei a minha direita. "Terra, eu sempre me sinto prxima a voc. Voc nutre e
protege. Venha at mim, terra!"
A chuva de primavera se metaforizou em um recm cortado campo de feno. A chuva
que esfriou a brisa agora estava cheia do cheiro de alfafa e sol e o som feliz de crianas
brincando.
Eu olhei para a freira. Ela ainda estava sentada no banco, mas ela tirou a touca para
que o curto cabelo cinza soprasse ao redor do rosto dela e ela riu e respirou
profundamente a brisa de vero, fazendo ela parecer uma bonita criana de novo.
Ela sentiu meu olhar nela e encontrou meus olhos logo antes de eu erguer meus
braos por cima da minha cabea. " o esprito que nos une, e o esprito que nos faz
nicos. Venha at mim, esprito!"
Como sempre uma familiar sensao da minha alma sendo erguida me pegou e me
encheu enquanto o espirito respondia meu chamado.
"Oh!" o arfar da Irm Mary Angela no soou assustado ou irritado. Soava apavorado.
Eu observei a freira curvar a cabea e pressionar o rosrio que ela usava no pescoo
sobre o corao.
"Obrigado, esprito, terra, gua, fogo, e vento. Vocs podem partir com meu
agradecimento. Eu aprecio vocs!" Eu disse, jogando meus braos abertos para os
elementos que me circulavam brincando e ento desapareceram na noite.
Devagar, eu voltei para o banco e sentei ao lado da Irm Mary Angela, que estava
alisando o cabelo e recolocando a touca. Finalmente ela olhou para mim.
"Eu suspeitava a muito tempo."
No era isso que eu esperava que ela dissesse. "Voc suspeitava que eu podia
controlar elementos?"
Ela riu. "No, criana. Eu suspeitava que o mundo est cheio de poderes no vistos."
"Sem ofensa, mas  estranho ouvir uma freira dizer isso."
"Verdade? Eu no acho que  to estranho quando voc lembra que eu estou casada
com o que em essncia  um esprito." Ela hesitou, ento continuou, "E eu tenho
sentido as ondas desses poderes "
"Elementos," eu interrompi. "Eles so os cinco elementos."
"Eu me corrijo. Eu tenho sentido a onda desses elementos freqentemente antes no
nosso mosteiro. Diz a lenda que o mosteiro foi construdo num antigo lugar de poder.
Voc v, Zoey Redbird, caloura Sacerdotisa, o que voc me mostrou hoje  mais uma
validao do que um choque."
"Huh, bem,  bom ouvir isso."
"Ento, voc estava explicando como as Mulheres Ghigua criaram uma virgem de
barro para prender o anjo cado, e os Corvos Escarnecedores cantaram uma cano
sobre o retorno deles, e eles se transformaram em espritos? Ento o que acontece?"
Eu ri para o jeito "alis" que ela falou antes da minha expresso ficar sria de novo."
Aparentemente nada aconteceu por muitos anos  como mil anos ou algo assim.
Ento, alguns dias atrs, eu comecei a ouvir o que eu achei que eram corvos fazendo
barulhos odiosamente na noite."
"Voc no acha que eles so corvos?"
"Eu sei que no so. Primeiro, cacarejar no  o que eles fazem  eles grasnam."
Ela acenou. "Urubus cacarejam. Corvos grasnam."
Eu acenei. "Foi o que eu recentemente aprendi. Segundo, no s eu fui atacada por
dois deles, mas eu vi um ontem a noite. Ele estava ouvindo na minha janela enquanto
vov e eu estvamos dizendo que ela iria vir para c enquanto eu dormia. Foi
enquanto ela estava dirigindo que ela teve esse estranho, e quase fatal, `acidente'." Eu
fiz aspas no ar quando falei acidente. "Testemunhas dizem que o que causou foi um
enorme pssaro preto voando diretamente para o carro dela."
"Me de Deus! Porque um Corvo Escarnecedor estava atrs da sua av?"
"Eu acho que ele estava atrs dela para me atingir e se certificar que ela no nos ajude
mais do que j ajudou."
"Ajudar voc e quem mais com o que?"
"Me ajudar e meus amigos calouros. A maior parte deles tem afinidades singulares
com os elementos, e um dos meus amigos tem vises que avisam sobre coisas ruins
que vo acontecer  normalmente morte e destruio, voc sabe, coisas normais para
uma viso."
"Essa seria Afrodite, a adorvel mocinha que  graas a Deus  adotou Malvola
ontem?"
Eu ri. "Yeah, essa  a Garota da Viso. E no, nenhum de ns est muito feliz com a
adoo de Malvola." Irm Mary Angela riu, e eu continuei. "De qualquer forma,
Afrodite viu o que achamos que seja a profecia dos Corvos Escarnecedores na ltima
viso, e ela a escreveu."
O rosto de Irm Mary Angela ficou plido. "E a profecia prev o retorno de Kalona?"
"Sim, o que aparentemente est acontecendo agora."
"Oh, Maria!" ela perdeu o folego, fazendo o sinal da cruz.
" por isso que preciso da sua ajuda," eu disse.
"Como posso ajudar em impedir a profecia de se tornar realidade? Eu sei algumas
coisas sobre os Nefilim, mas nada especifico sobre as lendas Cherokee."
"No, eu acho que descobrimos a maior parte, e hoje a noite vamos comear algumas
coisas que vo prejudicar a habilidade da profecia se cumprir completamente. O que
eu preciso que voc me ajude  com vov. Veja bem, os Corvos Escarnecedores
estavam certos. Mexendo com ela, eles mexem comigo. Eu no vou deixar ela sozinha
para eles a atormentarem. O pessoal em St. John no vai chamar um Homem da
Medicina porque eles no gostam de coisas pags. Ento eu preciso de algum que 
espiritualmente poderoso, e que acredita em mim."
"Ento  a que eu entro," ela disse.
"Sim. Voc vai me ajudar? Voc vai ficar com minha av e a proteger dos Corvos
Escarnecedores enquanto eu tento mandar a profecia de volta para milhares de anos
atrs?"
"Eu adoraria." Ela levantou e comeou a andar firmemente pela calada. Ela olhou
para trs para mim. "O que? Voc achou que teria que conjurar o vento para me
empurrar de volta para l?"
Eu ri e atravessei a rua com ela. Dessa fez quando ela parou diante da estatua de Maria
diante da sala de espera, curvando a cabea e sussurrando uma breve reza, eu no
esperei impaciente. Dessa vez eu olhei para a estatua da Virgem, notando pela
primeira vez a bondade no rosto dela e a sabedoria nos olhos dela. E enquanto Irm
Mary Angela estava de joelhos, eu sussurrei, "Fogo, preciso de voc." Quando senti o
calor crescer ao meu redor, eu o coloquei na minha mo e ento passei minha mo por
uma das velas que estava, apagada, no p da estatua. Instantaneamente, junto com
mais meia dzia, elas se acenderam. "Obrigado, fogo. Voc pode ir brincar agora," eu
disse.
A Irm Mary Angela no disse nada; ela s pegou uma das velas acessas e olhou para
mim com expectativa. Quando eu no disse nada, ela falou, "Voc tem 25 centavos?"
"Yeah, eu acho que sim." Eu afundei minha mo no bolso da minha jeans e tirei o troco
que eu recebi da mquina de coca mais cedo. Havia duas de 25 centavos, duas de 10, e
uma de cinco centavos. Sem tem certeza do que ela queria que eu fizesse, eu
entreguei o troco para ela.
Ela sorriu e disse, "Bom, coloque tudo no lugar dessa vela, e vamos subir."
Eu fiz o que ela mandou e ento andamos de volta para o quarto da vov enquanto ela
protegia a vela com a mo.
O barulho de asas no nos saudou quando entramos no quarto da minha av. E no
haviam sombras negras que passavam repentinamente pela minha viso. Irm Mary
Angela foi para a estatua de Maria e colocou a vela na frente dela; ento ela sentou na
cadeira que eu estava usando para ficar sentada o dia toda e tirou o rosrio do
pescoo dela. Sem olhar para mim, ela disse, "No  melhor voc ir, criana? Voc tem
sua prpria batalha para travar."
"Yeah, eu tenho." Eu corri para o lado da cama da vov. Ela no se moveu, mas eu
tentei acreditar que a cor dela parecia um pouco mais saudvel e que o corao dela
ainda batia forte. Eu beijei a testa dela e sussurrei, "Eu amo voc, vov. Eu volto logo.
At l, Irm Mary Angela vai ficar com voc. Ela no vai deixar os Corvos
Escarnecedores levarem voc."
Ento eu me virei para a freira que parecia to serena e de outro mundo sentada na
cadeira do hospital, segurando o rosrio na pequena luz da vela que fazia sombra nela
e na deusa dela. Eu estava abrindo a boca para agradecer quando ela falou primeiro.
"No precisa me agradecer, criana.  meu trabalho."
"Sentar com os doentes  seu trabalho?"
"Ajudar o bem a manter o mal longe  meu trabalho."
"Estou feliz por voc ser bom nele," eu disse.
"Como eu."
Eu me curvei e a beijei suavemente, e ela sorriu. Mas havia mais uma coisa que eu
precisava dizer antes de sair. "Irm, se eu no fizer... se meus amigos e eu no
impedirmos Kalona de se reerguer, vai ser ruim para as pessoas ao redor daqui,
especialmente mulheres. Voc precisa ir para algum lugar subterrneo. Voc conhece
algum lugar, como um poro ou um adega ou at uma caverna, que voc possa ir
rapidamente e ficar por um tempo?"
Ela acenou. "Debaixo do nosso mosteiro tem uma enorme adega que foi usada para
muitas coisas. Incluindo esconder bebida ilegal nos anos 20, se podemos acreditar em
antigas histrias."
"Bem,  para onde voc deve ir. Pegue as outras freiras  diabos, leve todo o Gatos de
Rua tambm. S v para o subterrneo. Kalona odeia a terra, e ele no vai seguir voc
para l."
"Eu entendi, mas vou acreditar que voc ser vitoriosa."
"Eu espero que voc tenha razo, mas prometa que voc vai para o subterrneo se eu
no for, e que voc ir levar vov com voc." Eu olhei nos olhos dela, esperando que
ela me lembrasse que levar uma mulher ferida para fora da UTI e levar para uma adega
no seria fcil.
Ao invs disso ela sorriu serenamente. "Voc tem minha palavra."
Eu pisquei surpresa para ela.
"Voc achou que era a nica que podia fazer mgica?" A sobrancelha da freira se
ergueu para mim. "Pessoas raramente questionam as aes de uma freira."
"Huh. Bem, timo. Ok, ento, eu tenho o seu celular. Mantenha ele prximo. Eu te ligo
assim que puder."
"No se preocupe com sua av ou eu. Mulheres velhas sabem cuidar de si."
Eu beijei a bochecha dela de novo. "Irm, voc  exatamente como minha av. Vocs
duas nunca sero velhas."
TRINTA


Eu no queria esperar por Darius quando eu poderia praticamente andar uma curta
distncia at a escola no tempo que levaria para ele pegar o carro, ligar, e dirigir at o
hospital, mas eu no consegui me fazer ir. A noite tinha passado de amigvel para
assustadora, um inimigo elusivo. Enquanto eu esperava por ele, eu disquei o nmero
de Stevie Rae.
Mas ela no atendeu. Nem tocou, caiu direto na caixa postal. E de novo eu imaginei
que tipo de mensagem eu deveria deixar. Oi, Stevie Rae, grande profecia e antigo mal
que eu quero conversar sobre isso com voc antes de voc entrar no meio do meu ritual
hoje a noite, mas acho que falo com voc depois. De alguma forma eu achei que no
seria muito esperto. Ento enquanto eu esperava por Darius, eu briguei comigo
mesma por no ligar para Stevie Rae antes, mas o acidente de vov me consumiu.
Que era exatamente o que os Corvos Escarnecedores pretendiam.
O Lexus preto de Darius parou na entrada da emergncia, e ele abriu a porta para
mim.
"Como est sua av?"
"No houve mudana, o que o doutor diz ser uma boa coisa. Irm Mary Angela est
com ela hoje a noite, ento eu posso ir liderar o ritual de limpeza."
Darius acenou e deu a volta com o carro para podermos fazer a curta distncia de volta
para a escola. "Irm Mary Angela  uma poderosa sacerdotisa. Ela teria sido uma
excelente vampira."
Eu sorri. "Vou dizer a ela isso. Algo aconteceu na escola hoje que eu deveria saber?"
"Houve alguma conversa sobre adiar o ritual quando a noticia sobre o acidente da sua
av se espalhou."
"Oh, no! No devemos fazer isso," eu disse rapidamente. " muito importante para
adiar."
Ele me deu um olhar curioso, mas s disse, " o que Neferet disse. Ela convenceu
Shekinah a seguir o horrio de hoje."
" mesmo?" eu meditei em voz alta, me perguntando do porque ser to importante
para Neferet que eu continuasse com o ritual hoje a noite. Talvez ela tenha tido uma
insinuao de que Afrodite perdeu sua afinidade com a terra e est ansiosa para ver o
que ela espera ser uma grande vergonha para mim. Bem, Neferet iria ter uma grande
surpresa se era isso que ela esperava.
"Mas voc tem pouco tempo," Darius disse, olhando para o relgio digital no painel.
"Mal tem tempo para trocar de roupa e ir para o muro leste."
"No tem problema. Sou tima sob presso," eu menti.
"Bem, eu acredito que Afrodite e o resto do grupo tem tudo preparado para voc."
Eu acenei e sorri para ele. "Afrodite, huh?"
Ele sorriu de volta. "Sim, Afrodite."
Ele estacionou perto da calada, e Darius desceu para abrir a porta para mim.
"Obrigado, namorado," eu provoquei. "Te vejo no ritual."
"No perderia por nada no mundo," ele disse.
"OhmeuDeus! A sua av est bem? Fiquei to chateado quando eu soube!" Jack
entrou como um pequeno tornado gay no meu quarto, praticamente me sufocando
com um exuberante abrao. Duquesa se apertou comigo, balanando o rabo e me
dando umas boas vindas caninas.
"Yeah, ficamos realmente assustados sobre sua av," Damien disse, aparecendo atrs
de Jack e Duquesa e esperando sua vez para me abraar. "Eu acendi uma vela de
lavanda por ela e mantive acessa o dia todo."
"Vov iria gostar disso," eu disse.
"Ento, quais as noticias? Ela vai ficar bem?" Erin perguntou.
"Yeah, Afrodite no nos contou nada," Shaunee disse.
"Eu disse tudo que eu sabia," Afrodite disse, seguindo todos para dentro do meu
quarto. "E isso  que no d pra saber com certeza, s daqui mais ou menos um dia."
"Isso ainda  tudo que sabemos," eu disse. "Mas parece bom ela no estar piorando."
"Foi realmente um Corvo Escarnecedor que causou o acidente?" Jack perguntou.
"Tenho certeza, havia um no quarto dela quando cheguei l."
"Tem certeza que deveria deixa ela sozinha? Quero dizer, eles no podem machucar
ela?" Jack disse.
"Tenho certeza que podem, mas ela no est sozinha. Lembra da freira que Afrodite eu
contamos a vocs que comanda os Gatos de Rua? Ela est l com ela, e ela no vai
deixar nada acontecer com vov."
"Freiras me assustam," Erin disse.
"Elas me assustam, com certeza. Eu passei cinco anos numa escola catlica privada, e
eu posso prometer que elas so umas mulheres maldosaaaaas," Shaunee disse.
"Irm Mary Angela definitivamente pode cuidar de si mesma," Afrodite disse.
"E qualquer Corvo Escarnecedor que tente mexer com vov," eu disse.
"Ento a freira sabe sobre os Corvos Escarnecedores?" Damien perguntou.
"Ela sabe de tudo  a profecia tudo. Eu tive que contar a ela para ela saber porque 
to importante no deixar vov sozinha." Eu pausei, e decidi admitir tudo. "Alm do
mais, eu confio nela. Eu sinto uma grande fora do bem saindo dela. Na verdade, ela
me lembra muito a vov."
"Alm disso, ela acha que Nyx  s outra verso da Virgem Maria, o que significa que
ela no nos v como maus que vieram direto do inferno," Afrodite acrescentou.
"Isso  interessante," Damien disse. "Eu gostaria de conhecer ela  assim que essa
loucura do Kalona estiver resolvida."
"Oh, falando em loucura. Vocs tem mantido um olho na cmera bab?" eu perguntei.
Jack acenou e deu uma batida da mochila dele. "Yep, eu tenho, e tudo ainda est,
bem, mortalmente silencioso." Ele riu e colocou a mo na boca. "Desculpe! Eu no
quero soar desrespeitoso com o m-o-r-t-o," ele soletrou.
"Querido, est tudo bem," Damien colocou um brao ao redor dele. "Humor ajuda
nesse tipo de situao. E voc fica muito fofo quando ri."
"Ok, antes de eu ficar enjoada e talvez vomitar no meu lindo vestido novo, podemos
repassar o plano para o ritual e ento ir? Se atrasar hoje no vai ser uma boa coisa,"
Afrodite disse.
"Yeah, voc tem razo. Devemos ir indo. Mas vocs realmente esto bonitos," eu
disse, olhando para todos eles. "Somos um grupo bonito."
Todos sorriram e fizeram uma reverencia, uma saudao, e ento deram voltinhas.
Tinha sido idia das Gmeas que todos usassem roupas novas para esse ritual de
limpeza. E para simbolizar o ano novo e renovao da um ritual de limpeza precisava
de coisas novas. Eu achei que isso era muito "novo," mas estive muito ocupada para
me importar. Ento enquanto eu estava ao lado da vov, as Gmeas foram as compras
(eu no perguntei como elas mataram aula  algumas coisas so melhores quando
voc no tem detalhes.) Estavamos todos usando preto, mas cada roupa era diferente.
O vestido de Afrodite era de veludo preto, com uma linha do pescoo arredonda e
uma saia totalmente curta. Parecia matador com as botas pretas dela. Meu palpite era
que ela ia com seu lema de No importa o que acontea, se voc est bonita, tudo fica
melhor. Damien e Jack estavam usando roupas de garoto pretas. Eu no sei nada sobre
roupas de garotos, mas eles definitivamente estavam fofos. As Gmeas estavam
usando saias pretas e aquelas tnicas pretas que eu no sei se so bonitas ou se do
visual de mulher grvida.  claro eu nunca mencionei isso para as Gmeas. Eu estava
usando um novo vestido que Erin tinha escolhido para mim. Era preto, mas tinha
pequenas contas vermelhas ao redor da linha do pescoo e longas mangas, assim
como um balano da saia que terminava logo abaixo dos meus joelhos. Ele me servia
perfeitamente, e eu sabia que quando erguesse meus braos para evocar os
elementos, a luz da lua iria brilhar como sangue nas contas de decorao. Em outras
palavras, seria muito legal.
 claro, todos estavamos usando nosso pingente de trs luas das Filhas e Filhos Negros.
O meu era feito com uma pedra vermelha que brilhava como meu vestido.
Eu ri para meus amigos, me sentindo orgulhosa e confiante. Vov estava nas
excelentes mos de Irm Mary Angela. Meus amigos estavam ao meu lado  dessa vez
sem segredos entre ns. O ritual iria correr bem, e Stevie Rae e os calouros vermelhos
iriam ser expostos, o que significa que Neferet no ser mais capaz de esconder, ela
admitindo o papel dela na existncia deles ou no. Erik meio que comeou a falar
comigo de novo. E, falando em caras, eu estou me sentindo esperanosa sobre Stark
voltar como morto vivo. Dessa vez um garoto voltar dos mortos seria testemunhado
por Shekinah. E eu no iria me preocupar com a possibilidade de ficar interessada em
dois caras ao mesmo tempo (de novo). Ou pelo menos no iria me preocupar com isso
agora.
Basicamente, eu estava me sentindo bem e pronta para derrubar qualquer estpido
antigo mal que tentasse mexer com a gente.
"Ok, ento o ritual vai ser basicamente como sempre. Eu vou entrar com a musica que
Jack tocar."
Jack acenou entusiasmado. "Estou pronto! A melhor parte da trilha sonora de
Memrias de uma Gueixa misturado com outra coisa  o que voc vai entrar. Mas vou
te surpreender com a `outra coisa'."
Eu franzi para ele. Como se eu precisasse de uma surpresa hoje a noite?
"No se preocupe," Damien disse. "Voc vai gostar."
Eu suspirei. Era tarde demais para mudar o que quer que fosse agora mesmo. "Ento
eu vou lanar o circulo evocando os elementos. Afrodite, vamos nos certificar que voc
fique na frente do enorme carvalho no muro leste. "
"J cuidamos disse, Z," Erin disse.
"Yeah, arrumamos as velas e a mesa do ritual quando Jack e Damien fizeram o negcio
do udio. Ento colocamos a vela de terra perto da rvore."
"Uh, vocs no viram Stevie Rae, viram?"
"No," as Gmeas, Damien, e Jack falaram.
Eu suspirei de novo.  melhor ela aparecer.
"No se preocupe. Ela vai estar l," Damien disse.
Afrodite e eu trocamos um rpido olhar. "Eu espero que sim," eu disse. "Ou eu no sei
o que diabos vamos fazer quando a vela da terra voar das suas mos quando eu tentar
evocar ela."
"Afrodite pode sempre colocar a vela no cho enquanto voc acende e interpreta uma
dana da terra," Jack disse.
Afrodite virou os olhos, mas eu disse, "Vamos considerar esse o plano B que a gente
espera que nunca acontea. Ento quando Stevie Rae aparecer e todos os elementos
forem invocados no circulo, eu vou fazer algum tipo de anncio geral sobre os calouros
vermelhos e como o aparecimento deles devem limpar os segredos da escola."
"Esse  um ponto excelente para se fazer," Damien disse.
"Obrigado," eu disse. "E estou esperando precisarmos dar muitas explicaes depois
do ritual, ento vou ser bem rpida."
"Ento ns vemos Neferet cair," Afrodite disse.
"Se ela for a Rainha Tsi Sgili, como achamos que ela pode ser, ela vai estar ocupada
demais tentando fugir j que Shekinah vai ficar muito irritada e ela vai estar muito
ocupada para tentar cumprir a profecia de Kalona," eu disse. "E se a pior coisa
acontecer, e a Rainha Tsi Sgili for Stevie Rae ou um dos garotos dela, eu confio em
Shekinah e Nyx para lidarem com isso." Em voz alta acrescentei, "Damien, mantenha
os olhos abertos para Corvos Escarnecedores. Se voc achar que viu um, ou at ouviu
um, mande ele para longe com o vento."
"Pode deixar," Damien disse.
"Esto prontos?" Perguntei a meus amigos.
"Sim!" Eles gritaram.
Ento todos samos correndo do dormitrio, com confiana em nossos coraes, e
fomos direto para nossos ltimos momentos de inocncia.
TRINTA E UM


Pareceu que a escola toda j estava l esperando por ns. Posicionando as velas, as
Gmeas j tinham preparado o palco, ento calouros e vampiros fizeram um enorme
circulo ao redor da rea, com o grande carvalho servindo com o ponto principal e
cabea do circulo que logo seria lanado.
Eu estava feliz por ver todos os Filhos de Erebus. Os guerreiros estavam situados em
toda a extenso do circulo, mas eles tambm mantiveram suas posies no topo do
grande muro que cercava a escola. Eu sabia que isso provavelmente seria uma droga
para Stevie Rae e os calouros vermelhos poderem entrar na escola, mas entre os
Corvos Escarnecedores, Kalona, e quem quer que estivesse matando vampiros  eles
me faziam sentir segura.
Jack e eu ficamos de lado enquanto Damien, as Gmeas, e Afrodite tomavam seus
lugares nas velas coloridas representando o elementos deles. Se eu ficasse na ponta
dos ps, eu poderia ver a mesa de Nyx que ficava no meio do circulo. Hoje a noite eu
imaginei que ela teria frutas e vegetais, como seria o apropriado para o inverno, junto
com a taa do ritual com vinho, e eu achei ter visto algum parado perto da mesa, mas
tinha tantas pessoas no caminho que eu no podia ter certeza.
"Merry meet!" Shekinah me saudou.
"Merry meet." Eu sorri e a saudei.
"Como est sua av?"
"Est se agentando," eu disse.
"Eu considerei cancelar o ritual, ou pelo menos adiar, mas Neferet estava determinada
dizendo que deveramos continuar como o planejado. Ela parece acreditar que seria
importante para voc."
Eu fixei minha expresso para parecer interessada mas neutra sobre o que ela disse.
"Bem, eu acho que o ritual  importante, e eu no gostaria de ser a causa para o
cancelamento dele," eu disse. Eu olhei ao redor. Estranho a prpria Neferet no estar
aqui para falar comigo. Eu tinha certeza que a nica razo para ela insistir com isso
hoje a noite era porque ela sabia que eu estaria magoada e distrada com o acidente
de vov. "Onde est Neferet?" eu perguntei.
Shekinah olhou atrs dela, e ento eu vi ela franzir e olhar rapidamente na multido.
"Ela estava logo atrs de mim.
Estranho eu no conseguir encontrar ela agora..."
"Ela provavelmente j est no circulo." Eu esperei que meu rosto no mostrasse todo o
aviso que os sinos comearam a dar dentro da minha cabea. Eu olhei para onde Jack
estava com o equipamento de udio. "Bem, eu deveria comear."
"Oh, eu quase esqueci de mencionar isso. Na verdade eu esperava que Neferet te
falasse." Shakinah pausou e olhou ao redor procurando Neferet de novo. "No
importa, eu posso te falar. Neferet mencionou que voc nunca fez um ritual de
limpeza to grande antes e que talvez voc no soubesse, porque voc  uma caloura
to nova, que durante um ritual desse tipo voc deve misturar sangue de um vampiro
com o vinho de sacrifcio que voc vai oferecer para os elementos."
"O que?" Eu no podia ter ouvido certo.
"Sim,  bem simples na verdade. Erik Night se ofereceu no apenas para te chamar
para o circulo, assumindo o lugar do pobre Loren Blake, mas Erik tambm tomar o
lugar tradicional como o acompanhante da sacerdotisa e oferecer o sangue dele para
voc como sacrifcio. Eu fiquei sabendo que ele  um excelente ator, ento ele vai se
sair muito bem hoje a noite. S siga a deixa dela."
"Essa era a surpresa da qual eu estava falando!" Jack disse, aparecendo atrs de
Shekinah. "Bem, a parte sobre Erik te chamar para o circulo, eu quis dizer. A parte do
sangue  s tanto faz." Disse o garoto que  jovem o bastante para no ser afetado
profundamente por sangue como, vamos dizer, eu sou. "No  legal Erik ser
voluntario!"
"Oh, yeah, legal," foi tudo que eu consegui me fazer dizer.
"Eu devo tomar meu lugar agora," Shekinah disse. "Abenoado seja."
Eu murmurei "Abenoado seja" para ela, ento virei para Jack.
"Jack," eu sussurrei violentamente. "Erik tomar o lugar de Loren hoje no  o que eu
chamo de uma boa surpresa!"
Jack franziu. "Damien e eu achamos que seria. Isso s mostra que vocs podem talvez
tentar conversar."
"No na frente de toda escola!"
"Oh. Um. Eu no pensei dessa forma." Os lbios de Jack comearam a tremer.
"Desculpe. Se eu soubesse que voc iria ficar brava, teria te contado imediatamente."
Eu passei a mo pela minha testa, tirando meu cabelo do rosto. A nica coisa que eu
precisava era que Jack comeasse a chorar. No, a ltima coisa que eu precisava era
ter que encarar o seriamente gostoso Erik e seu delicioso sangue na frente da escola
toda! Ok, ok, s respire... voc passou por situaes mais embaraosas que essa.
"Zoey?" Jack fungou.
"Jack, est tudo bem. Verdade. Eu s estava, bem, surpresa. Com o intuito da surpresa.
Vou ficar bem agora."
"O-ok. Tem certeza? Est pronta?"
"Sim e sim," eu disse antes de poder gritar e correr na direo oposta. "Comece a
msica para mim."
"Arrase, Z!" ele disse, e correu para o equipamento de udio, comeando o inicio da
msica.
Eu fechei meus olhos e comecei a respirar fundo para ajudar a clarear minha mente e
me preparar para chamar os elementos no circulo  e por causa da surpresa de Erik,
totalmente esqueci de pedir para Jack checar a cmera.
Como sempre, eu estava uma bola de nervos at eu olhar o circulo e a msica me
encher. Hoje a noite a trilha sonora de Memrias de Uma Gueixa era sedutora e linda.
Eu ergui meus braos e deixei meu corpo se mexer graciosamente ao som da
orquestra. Ento a voz de Erik se juntou a msica e a noite, criando mgica.

Sob as brilhantes estrelas,
Sob a brilhante lua,
Quando a noite curar as cicatrizes
Da tarde que queima...

As palavras do poema me preencheram, carregadas pela voz de Erik. Eu curvei minha
cabea e deixei meu cabelo cair ao meu redor enquanto eu me movia devagar at o
circulo, enquanto as palavras se juntavam a msica e a dana e a mgica.
... e ento, eu digo a voc,
Eu odeio possuir seu corao,
Quando o dia quente passa por ele
Oferto ao dio que parta...

Eu me movi ao redor do circulo, adorando a perfeio do poema que Erik estava
recitando. Parecia to certo, e eu sabia disso antes, quando Loren me chamava para o
circulo, ele usou essa oportunidade para me seduzir e encantar. Ele no tinha pensado
sobre o que ritual significa para mim, ou o resto dos calouros, ou at Nyx. Os motivos
de Loren sempre foram egostas. Eu podia ver isso to facilmente agora que me
perguntei como ele me enganou to completamente. Erik no gostava dele tanto
quanto a lua no gostava do sol. O poema que ele escolheu era sobre perdo e cura, e
embora fosse bom pensar que ele queria dizer parte dele para mim, eu sabia que o
primeiro pensamento dele foi sobre o que seria melhor para a escola e os garotos que
estavam tentando se curar da morte dos dois professores.

O dia decepcionante,
Esteja errado ou no, ou como,
Algumas vezes passa longe,
Acabou agora.
Esquea, perdoe, as cicatrizes,
E o sono te encontrar em breve
Sob as brilhantes estrelas,
Sob a brilhante lua.

O poema acabou quando eu me juntei a Erik no meio do circulo na frente da mesa de
Nyx. Eu olhei para ele. Ele era alto e lindo vestido de preto, que complementava o
cabelo escuro dele e intensificava os seus olhos azuis.
"Ol, Sacerdotisa," ele disse suavemente.
"Ol, Consorte," eu respondi.
Ele me saudou formalmente, tocando o punho direito perto do corao; ento ele
virou para a mesa. Quando ele virou de volta para mim, ele estava segurando a taa
ornamentada de Nyx numa mo, e uma faca cerimonial na outra. Ok, por "cerimonial"
eu no me refiro de brinquedo. Era afiada, muito afiada, mas tambm era linda e
estava entalhada com palavras e smbolos que eram sagrados para Nyx.
"Voc vai precisar disso," ele disse, me entregando a faca.
Eu a peguei, perturbada por ver como a luz da lua refletia na lmina, sem ter idia do
que fazer a seguir. Graas a Deus, a msica ainda estava tocando e a horda de pessoas
que assistia estava se balanando gentilmente com a linda melodia da Gueixa. Em
outras palavras, eles estavam nos vendo, mas apenas com uma leve antecipao, e
enquanto mantivssemos nossas vozes baixas, eles no poderiam nos ouvir. Eu olhei
para Damien, e ele remexeu as sobrancelhas para mim e piscou. Eu tirei meus olhos
dele rpido.
"Zoey? Voc est bem?" Erik sussurrou. "Voc sabe que no vai me machucar muito."
"No vai?"
"Voc no fez isso antes, fez?"
Eu balancei minha cabea.
Ele tocou minha bochecha por s um segundo. "Eu fico esquecendo que voc  nova
em tudo isso. Est certo,  fcil. Eu vou erguer minha mo direita, palma para cima,
por cima da taa." Ele ergueu a taa, que ele j tinha passado para a mo esquerda. Eu
podia sentir o cheiro do vinho tinto que preenchia quase toda ela. "Voc ergue a adaga
por cima da cabea, sada as quatro direes com ela, ento corta minha palma."
"Corta!" eu engoli em seco.
Ele sorriu. "Corta, talha, tanto faz. S passe a lmina pela parte mais grossa de baixo
do polegar. Ela  bem afiada, ento vai fazer o trabalho por voc. Eu vou virar minha
mo e enquanto voc me agradece em nome de Nyx por meu sacrifcio por ela, um
pouco do meu sangue vai cair no vinho. Depois de um tempo eu fecho a mo, e voc
pega a taa e leva at Damien para poder comear a lanar o circulo. Hoje voc d a
cada um dos representantes dos elementos um gole do vinho, ritualisticamente
limpando os elementos antes de fazer a limpeza de toda a escola. Entendeu?"
"Yeah," eu disse abatida.
"Melhor comear ento. No se preocupe. Voc vai se sair bem," ele disse.
Eu acenei, e ergui a adaga por cima da minha cabea. "Vento! Fogo! gua! Terra! Eu
sado vocs!" Eu disse, virando a lmina de leste para sul, oeste, e norte enquanto
chamava o nome de cada elemento. Meus nervos comearam a baixar quando eu j
podia sentir o poder dos elementos passarem por mim, ansiosos para responder meu
chamado. Enquanto eu ainda podia sentir o eco da minha saudao, eu abaixei a
adaga. Eu pressionei a ponta dela contra a base do polegar de Erik, que ele segurou
firme para mim, e ento com um movimento rpido, deslizei a lmina afiada pela
palma dele, exatamente onde ele me disse para cortar.
O cheiro do sangue dele me atingiu imediatamente, quente e escuro e
indescritivelmente delicioso. Travada eu observei as gotas, como rubis, e ento Erik
virou a mo dele para que elas pudessem cair do vinho. Eu olhei nos olhos azuis dele.
"Em nome de Nyx, eu te agradeo por seu sacrifcio hoje a noite e por seu amor e
lealdade. Voc  abenoado por Nyx e amado pela Sacerdotisa dela." E ento eu me
curvei e gentilmente beijei as costas da mo ensangentada dele.
Quando eu encontrei os olhos dele de novo, eu vi que eles estavam mais brilhantes
que o normal, e eu achei que o rosto dele estava frgil, a expresso intimidada, mas eu
no sabia dizer se ele s estava agindo como parte do consorte de Nyx, ou se ele
realmente estava experimentando aqueles sentimentos que ele estava me mostrando.
Ele colocou a mo em punho e me saudou de novo dizendo, "Eu sou agora, e sempre
serei, leal a Nyx e a Alta Sacerdotisa dela."
Ento no havia mais tempo para mim me perguntar se ele estava falando sobre mim,
ou se ela estava atuando com o resto do papel dele. Eu tinha um trabalho para fazer.
Ento peguei minha taa de sangue com vinho e andei at parar na frente de Damien.
Ele ergueu a vela amarela e sorriu para mim.
"Vento, voc  to querido para mim e familiar como o ar da vida. Hoje eu preciso da
sua fora para limpar o ar estagnado de morte e medo de ns. Eu peo que voc venha
at mim, vento!" Esse ritual era um pouco diferente, e Damien que tinha obviamente
mais informaes do que eu, ento ele estava pronto para o isqueiro tocar a vela dele.
No momento que ela se acendeu, fomos cercados por um mini-tornado de um vento
totalmente controlado. Damien e eu rimos um para o outro, ento eu ergui a taa para
que ele pudesse tomar um gole.
Eu me movi na direo do relgio, ao redor do circulo at Shaunee, que j estava
segurando a vela vermelha e sorrindo ansiosa.
"Fogo, voc esquenta e limpa. Hoje eu preciso do seu poder de limpeza para queimar a
escurido dos nossos coraes. Venha at mim, fogo!" Como sempre, ningum
precisou tocar a vela de Shaunee para ela se acender, ela pegava fogo com uma chama
gloriosa sozinha enquanto ramos preenchidas pelo calor e luz do calor do fogo. Eu
ergui a taa para Shaunee, e ela tomou um gole.
Do fogo eu me movi para gua e Erin segurando a vela azul dela.
"gua, vamos at voc sujos e nos erguemos de voc limpos. Hoje eu peo que voc
nos lave de qualquer coisa que queira nos manchar. Venha at mim, gua!"Erin
acendeu a vela, e eu juro que podia ouvir o barulho das ondas contra a praia e sentir o
frio do orvalho contra minha pele. Eu ergui a taa para Erin, e depois de um gole, ela
sussurrou, "Boa sorte, Z."
Eu acenei e me movi segura para Afrodite, que estava plida e tensa enquanto
segurava a vela verde que ela sabia que iria voar da mo dela se tentssemos chamar a
terra. "Onde ela est?" eu sussurrei, mal movendo meus lbios.
Afrodite deu nos ombros nervosamente.
Eu fechei meus olhos e rezei. Deusa, estou contando com voc para fazer isso
funcionar. Ou pelo menos se eu fizer papel de boba, pelo menos consiga me tirar
dessa. De novo. Quando eu abri meus olhos, eu estava decidida. As coisas realmente
no iriam mudar se Stevie Rae no aparecesse. Eu iria contar a todos de qualquer
forma. Alguns iriam acreditar em mim sem prova. Alguns no. Eu iria arriscar. Eu sabia
que estava dizendo a verdade, e meus amigos tambm.
Ento ao invs de comear minha invocao a terra, eu pisquei para Afrodite e
sussurrei, "Bem, aqui vamos ns," e virei para olhar o circulo e os olhares de
questionadores da multido.
"Eu precisava invocar a terra a seguir. Todos sabemos disso. Mas tem um problema.
Vocs todos viram que Nyx deu a Afrodite uma afinidade com a terra. E ela tinha. Mas
acontece que foi apenas um dom temporrio que Afrodite estava guardando
mantendo ele seguro para quem realmente representa a terra, Stevie Rae."
Assim que eu disse o nome dela, houve um movimento no grande carvalho e os galhos
que estavam em cima de nossas cabeas se mexeram, e ento Stevie Rae caiu
graciosamente de um galho em cima de ns.
"Droga, Z, parece que voc demorou para me alcanar," ela disse. Ento ela andou at
o lugar de Afrodite e pegou a vela verde dela. "Obrigada por manter meu lugar
quente."
"Fico feliz que tenha conseguido vir, "Afrodite disse, dando um passo para o lado para
que Stevie Rae pudesse tomar seu lugar.
Stevie Rae tomou o lugar da terra, virou, e tirando os cachos loiros do rosto, rindo para
todos enquanto o intricado padro de videiras e pssaros e flores que faziam as
tatuagens escarlates dela ficarem to claras quanto o sorriso dela. "Ok, agora voc
pode invocar a terra."
TRINTA E DOIS


Naturalmente uma confuso se instalou. Filhos de Erebus gritaram e comearam a ir
at o circulo. Vampiros estavam chorando em choque, e eu juro que uma garota
comeou a gritar.
"Ah, oh," eu ouvi Stevie Rae sussurrar, "Melhor consertar isso, Z."
Eu virei para olhar para Stevie Rae. Sem tempo para gentilezas, eu disse, "Terra, venha
at mim!" Por um segundo eu quis surtar porque eu no tinha isqueiro e nem Stevie
Rae, mas Afrodite, fria como nunca, se inclinou, e acendeu o isqueiro que ela segurava,
e acendeu a vela. O cheiro e sons de uma campina no vero instantaneamente nos
cercou. "Aqui, tome um gole." Eu ergui a taa, e Stevie Rae deu um grande gole. Eu
franzi um pouco para ela.
"O que?" Ela sussurrou. "Erik tem um gosto bom."
Eu virei os olhos para ela e voltei para o centro do circulo, onde Erik estava olhando de
boca aberta para Stevie Rae. Eu ergui um brao por cima da minha cabea. "Espirito!
Venha at mim," eu disse sem tempo para um prembulo. Enquanto meu esprito
acordava dentro de mim, eu peguei o isqueiro cerimonial da mesa de Nyx e acendi a
vela prpura que estava ali. Ento eu, tambm, tomei um enorme gole do vinho com
sangue.
E que incrvel sensao! Stevie Rae tinha razo, Erik era gostoso, mas eu j sabia disso.
Cheia com o regojizo do vinho misturado com sangue e do esprito, eu caminhei
rpido. Eu no poderia estar mais orgulhosa dos meus amigos. Todos ficaram nos seus
lugares no circulo, erguendo suas velas e mantendo o controle de seus elementos para
que nosso circulo ficasse forte e inquebrvel. Caminhando ao redor da circunferncia
com o cordo brilhante no circulo que eu tinha acabado de lanar, eu ergui minha voz
e comecei a gritar sobre o pandemnio que nos cercava.
"House of Night, me escute!" Todos ficaram em silncio quando ouviram o poder da
deusa aumentar minha voz. Eu quase fiquei em silncio tambm, por mais chocante
que isso possa ser. Ao invs disso eu limpei minha garganta e comecei de novo, dessa
vez no tendo que dar um grito para a horda de pessoas. "Stevie Rae no morreu. Ela
passou por outro tipo de Mudana. Foi difcil para ela, e quase custou a humanidade
de Stevie Rae, mas ela superou, e agora ela  um novo tipo de vampiro." Eu caminhei
devagar dentro do circulo, tentando olhar o mximo de olhos possveis para poder
explicar. "Mas Nyx nunca a abandonou. Como vocs podem ver, ela ainda tem sua
afinidade com a terra, um dom dado por ela, e ento dado a ela de novo por Nyx."
"Eu no entendo. Essa criana era uma caloura que morreu e ento foi ressussitada?"
Shekinah tinha dado um passo para frente e estava parada perto de Stevie Rae,
encarando ela com fora.
Antes de eu poder responder, Stevie Rae falou. "Sim, senhora. Eu morri. Mas ento eu
voltei, e quando voltei, eu no era mais a mesma. Eu me perdi, ou pelo menos quase
me perdi, mas Zoey, Damien, Shaunee, Erin, e especificamente Afrodite, me ajudaram
a me encontrar de novo, e quando me encontrei, eu tambm passei pela Mudana
para um tipo diferente de vampiro." Ela apontou para as lindas tatuagens vermelhas.
Afrodite deu um passo para frente, entrando no fio prateado que circulava nosso
circulo como um. Eu esperava ver ela ser jogada ou perder o equilbrio e ir para trs ou
algo terrvel, mas ao invs disso o fio se soltou, deixando ela andar at mim. Quando
ela se juntou a mim, eu pude ver que o corpo dela estava alinhado com a mesma linha
prateada do nosso circulo.
"Quando Stevie Rae Mudou, eu tambm mudei." Afrodite ergueu a mo e com um
rpido movimento, ela limpou a lua crescente que estava desenhada ali. Eu ouvi vrias
pessoas arfando e ela continuou. "Nyx me Mudou para uma humana, mas eu sou um
novo tipo de humana, como Stevie Rae  um novo tipo de vampiro. Eu sou uma
humana que tambm foi abenoada por Nyx. Eu ainda tenho o dom das vises que Nyx
me deu quando eu era uma caloura. A deusa no virou seu rosto para longe de mim."
Afrodite ergueu sua cabea orgulhosa e olhou para a House of Night, como se
estivesse desafiando qualquer um a falar mal dela.
"Ento temos um novo tipo de vampiro e um novo tipo de humano," eu disse. Eu olhei
para Stevie Rae e ela riu e acenou. "E tambm temos um novo tipo de calouro." Assim
que eu terminei de falar, o carvalho pareceu chover calouros. Eu fiz uma nota mental
de perguntar a Stevie Rae como diabos ela conseguiu esconder todos aqueles garotos
ali, porque eu facilmente contei meia dzia deles. Eu reconheci Venus, que eu sabia
que tinha sido colega de quarto de Afrodite, e me perguntei brevemente se as duas j
tinham conversado. Eu tambm vi Elliott, que eu juro que ainda no ia gostar. Eles
estavam todos parados ali, dentro do circulo, espalhados do lado de Stevie Rae
parecendo mais do que um pouco nervosos, com suas brilhantes luas crescentes muito
visveis em suas testas.
Eu podia ouvir alguns dos garotos fora do circulo chorando e chamando o nome dos
calouros vermelhos que eles reconheciam como os colegas de quarto mortos e amigos,
e eu senti por eles. Eu sabia o que era pensar que sua amiga estava morta, e ento ver
eles andando e falando e respirando de novo.
"Eles no esto mortos," eu disse firmemente. "Eles so um novo tipo de calouros 
um novo tipo de pessoa. Mas eles so nossa gente, e est na hora de encontrarmos
um lugar para eles conosco e aprender do porque Nyx ter trazido ele de volta para
ns."
"Mentiras!" A palavra foi um grito, to alto que eu quase podia sentir um zunido nos
ouvidos. Houve um murmrio na multido, ento as pessoas perto da parte sul do
circulo se dividiram para deixar Neferet passar.
Ela parecia como uma deusa da vingana, e at eu fiquei sem fala pela beleza dela. Os
suaves ombros brancos estavam exposto por um lindo vestido preto de seda que
modelava o corpo gracioso dela. O grosso cabelo dela estava solto, caindo em ondas
at a fina cintura dela. Os olhos verdes dela brilhavam  os lbios dela eram de um
profundo vermelho como sangue fresco.
"Voc nos pede para aceitar essa perverso da natureza como algo que a deusa fez?"
ela falou numa linda e modulada voz. "Essas criaturas esto mortas. Elas devem
morrer de novo."
A raiva que passou por mim quebrou o magnetismo dela. "Voc deve saber sobre
essas criaturas, como voc as chamou." Eu ergui os ombros e a encarei. Eu posso no
ter a bem treinada voz dela, ou a incrvel beleza, mas eu tinha a verdade e tinha minha
deusa. "Voc tentou usar eles. Voc tentou distorcer eles. Foi voc que os manteve
prisioneiros at que atravs de ns Nyx curou e os libertou."
Os olhos dela se abriram num perfeito olhar de surpresa. "Voc me culpa por essas
monstruosidades?"
"Hey, eu e meus amigos no somos monstros!" veio a voz de Stevie Rae atrs de mim.
"Silncio, besta!" Neferet ordenou. "Chega!" Neferet virou para olhar para a multido.
"Hoje a noite eu descobri outra criatura que Zoey e o povo dela trouxe dos mortos."
Ela se curvou e pegou algo que estava nos ps dela, e o jogou no circulo. Eu reconheci
a mochila de Jack, aberta com o monitor da cmera bab e a prpria cmera expostos
(que deveria estar escondida segura no necrotrio). Os olhos de Neferet passaram pela
multido at eles encontrarem ele; ento ela surtou, "Jack! Voc nega que Zoey fez
voc plantar isso no necrotrio, onde voc mirou no corpo do recm falecido James
Stark, para que ela pudesse observar quando os feitios dela o trariam de volta?"
"No. Sim. No foi assim," Jack disse. Duquesa, que estava pressionada contra as
pernas dela reclamou penosamente.
"Deixe ele em paz!" Damien gritou do lugar dele do circulo.
Neferet olhou para ele. "Ento voc continua cego por ela? Voc continua a seguir ela
e no Nyx?"
Antes dele poder responder, Afrodite falou do meu lado. "Hey, Neferet. Onde est a
insgnia da nossa deusa?"
Neferet olhou de Damien para Afrodite, e os olhos dela se estreitaram em fria. Mas
todos agora olhavam para Neferet e notaram o que Afrodite tinha dito  que o lindo
vestido de Neferet no tinha o smbolo de Nyx no peito. E ento eu notei outra coisa.
Ela estava usando um pendente que eu nunca vi antes. Eu pisquei, sem ter certeza se
eu estava vendo corretamente, mas ento, yep, eu decidi, tinha certeza do que era.
Pendurado numa corrente dourada ao redor do pescoo dela estavam asas  grandes,
negras, asas de corvos talhadas em onyx.
"O que  isso no seu pescoo?" eu perguntei.
A mo de Neferet foi automaticamente acariciar as asas pretas que estavam
penduradas entre os seios dela. "So asas de Erebus, o consorte de Nyx."
"Um, desculpe, mas, no, elas no so," Damien disse. "Asas de Erebus so feitas de
ouro. Nunca so pretas. Voc mesma nos ensinou isso na aula de Sociologia Vampira."
"Eu cansei dessas conversas sem significado," Neferet surtou. " hora dessa pequena
charada chegar ao fim. "
"Sabe, eu acho que essa  uma idia excelente," eu disse.
Eu tinha comeado a procurar na multido tentando encontrar Shekinah quando
Neferet deu um passo para o lado, apontando seus dedos para uma forma que
pareceu se materializar atrs dela. "Venha at mim e mostre o que eles criaram hoje a
noite."
O uivo de agonia de Duquesa e as reclamaes que se seguiram ficaram para sempre
impressos em minha mente com meu primeiro vislumbre do novo Stark. Ele se moveu
para frente como um fantasma. A pele dele estava plida, e os olhos dele eram
vermelhos da cor de sangue velho. A lua crescente em sua testa tambm era
vermelha, como a dos calouros que preenchiam meu circulo, mas ele era diferente
deles. A coisa que Stark tinha se tornado ficou parado ao lado de Neferet, furioso,
loucura em seus olhos. Olhando para ele, eu senti que ia vomitar.
"Stark!" Eu queria chamar o nome dele alto e forte, mas quando saiu da minha boca
foi um pouco mais do que um sussurro quebrado.
Ainda sim ele virou o rosto na minha direo. Eu vi a cor de sangue nos olhos dele
sumir, e por um momento eu pensei ter visto um deslumbre do garoto que eu
conhecia.
"Zzzzzoey..." ele disse meu nome como um assovio, mas me deu uma onda
instantnea de esperana.
Eu dei um passo em direo a ele. "Sim, Stark, sou eu," eu disse, tentando com fora
no chorar.
"Dddddddissse que eu ia voltar para voc," ele murmurou.
Eu sorri atravs das lgrimas que encheram meus olhos e me movi cada vez mais perto
para onde ele estava parado do lado de fora do circulo. Eu tinha aberto minha boca
para dizer que tudo ficaria bem, que de alguma forma riamos achar um jeito de fazer
tudo ficar bem, mas de repente Afrodite estava ao meu lado. Ela agarrou meu pulso,
me puxando para longe da beira do circulo.
"No v at ele," ela sussurrou. "Neferet est armando para voc."
Eu queria chacoalhar ela, especialmente quando a voz de Shekinah veio do outro lado
do circulo. "O que foi feito com essa criana  bem horrvel. Zoey, eu devo insistir que
voc feche esse ritual pela noite. Vamos levar o calouro l dentro, e chamar o
Conselho de Nyx para vir julgar esses eventos."
Eu podia sentir os calouros vermelhos ainda inquietos nas minhas costas, tirando
minha ateno de Stark. Eu virei e encontrei os olhos de Stevie Rae. "Est tudo bem.
Essa  Shekinah. Ela saber a diferena entre mentiras e a verdade."
"Eu sei a diferena entre mentiras e verdade, e eu carrego um julgamento que  muito
maior que algum Conselho distante." Eu ouvi Neferet falar e virei para a encarar de
novo.
"Voc foi descoberta!" Eu gritei para ela. "Eu no fiz isso com Stark, ou com os outros
calouros vermelhos. Voc fez, e agora voc vai ter que enfrentar o que fez."
O sorriso de Neferet era mais uma careta. "E ainda sim a criatura chama o seu nome."
"Zzzzoey," Stark chamou de novo.
Eu olhei para ele, tentando ver o cara que eu conheci no rosto assombrado dele.
"Stark, eu sinto muito por isso ter acontecido com voc."
"Zoey Redbird!" A voz de Shekinah era um chicote. "Feche o circulo agora. Esses
eventos devem ser avaliados por aqueles cujo julgamento podem ser confiveis. E eu
vou levar esse pobre calouro para o meu cuidado."
Por alguma razo, o comando de Shekinah fez Neferet comear a rir.
"Eu tenho um mal pressentimento sobre isso," Afrodite disse, me puxando de volta
para o meio do circulo.
"Eu tambm," Stevie Rae disse da posio norte dela no circulo.
"No feche o circulo," Afrodite disse.
Ento no meio de tudo, a voz de Neferet foi sussurrada at mim, No feche o circulo e
voc parecer culpada. Feche e fique vulnervel. Qual voc escolhe?
Eu encontrei os olhos de Neferet do outro lado do circulo. "Eu escolho o poder do meu
circulo e a verdade," eu disse.
O sorriso dela era vitorioso. Ela virou para Stark. "Vire para a marca da verdade  o que
vai fazer a terra sangrar. Agora!" Neferet ordenou para ele. Eu vi ele pausar, como se
estivesse lutando contra si mesmo. "Faa o que eu mandei, e eu concederei o desejo
do seu corao." Neferet sussurrou as palavras no ouvido de Stark, mas eu ouvi as
palavras sarem dos lbios rubi dela. O efeito que elas tiveram nele foi instantneo. Os
olhos de Stark brilharam vermelhos e com a rapidez de uma cobra, ele ergueu o arco
que eu no notei que ele segurava do lado, colocou uma flecha, e atirou. Cortando o ar
como uma linha mortal, ela atingiu Stevie Rae no centro do peito dela com tamanha
fora que as penas escuras do final da flecha se enterraram nela.
Stevie Rae arfou e caiu no cho, se curvando. Eu gritei e corri at ela. Eu podia ouvir
Afrodite gritando para Damien e as Gmeas no quebrarem o circulo, e eu
silenciosamente abenoei ela por sua cabea fria. Eu alcancei Stevie Rae e cai no cho
ao lado dela. Ela estava respirando dolorosamente, e a cabea dela estava curvada.
"Stevie Rae! Oh, deusa no! Stevie Rae!"
Devagar ela ergueu a cabea e olhou para mim. Sangue estava saindo do peito dela 
mais sangue do que eu pensei que uma pessoa poderia ter. Estava ensopando o cho
ao redor dela, que era caloso devido as razes do grande carvalho. O sangue me
hipnotizou. No porque o cheiro era doce e embriagante, mas porque eu percebi o
que parecia. Parecia que a terra na base do grande carvalho estava sangrando.
Eu olhei por cima dos ombros para Neferet, que ficou parada sorrindo com triunfo do
lado de fora do meu circulo. Stark tinha cado de joelhos ao lado dela, e estava me
olhando com olhos que no eram mais vermelhos, mas agora estavam cheios de
terror. "Neferet, voc  a monstruosidade, no Stevie Rae!" Eu gritei.
Meu nome no  mais Neferet. Dessa noite em diante me chame de Rainha Tsi Sgili. As
palavras foram faladas dentro da minha mente como se Neferet as tivesse sussurrando
no meu ouvido.
"No!" eu chorei, e ento a noite explodiu.
TRINTA E TRS


O cho embaixo dos meus ps. Ensopado com o sangue de Stevie Rae, comeou a
tremer, a se abrir como se no fosse mais terra slida mas de repente tivesse virado
gua. Atravs dos choros de pnico, eu ouvi a voz de Afrodite de novo, to calma como
se ela estivesse apenas gritando com Damien e as Gmeas sobre as escolhas de moda
deles.
"Nos mova, mas no quebre o circulo!"
"Zoey." Stevie Rae arfou meu nome. Ela olhou para mim com olhos cheios de dor.
"Escute Afrodite. No quebre o circulo. No importa o que!"
"Mas voc est "
"No! Eu no estou morrendo. Eu prometo. Ele s tomou meu sangue, no minha vida.
No quebre o circulo." Eu acenei, e levantei. Erik e Venus estavam mais perto de mim.
"Fiquem um em cada lado de Stevie Rae. Ajudem ela a levantar. Ajudem ela a segurar
a vela, e no importa o que, no deixem apagar e no deixem o circulo se quebrar."
Venus parecia abatida, mas ela acenou e moveu Stevie Rae. Erik, com o rosto branco
de choque, s me encarou.
"Faa sua escolha agora," eu disse. "Ou voc est com a gente ou com Neferet e o
resto deles."
Erik no hesitou. "Eu fiz minha escolha quando fui voluntrio para ser seu consorte
hoje a noite. Estou com voc."
Ento ele correu para ir ajudar Venus a levantar Stevie Rae.
Tropeando pelo cho instvel, eu fui at a mesa de Nyx e peguei a vela prpura logo
antes de cair e apagar. Agarrando ela perto de mim, eu virei minha ateno para
Damien e as Gmeas. Eles estavam seguindo as instrues calmas de Afrodite e, no
meio dos gritos e do caos que havia do lado de fora do nosso circulo, eles estavam
andando devagar juntos, diminuindo a circunferncia do fio prateado em direo a
Stevie Rae, at que todos ns, Damien, as Gmeas, Afrodite, Erik, os calouros
vermelhos, e eu nos amontoamos juntos ao redor de Stevie Rae.
"Comecem a mover ela para longe da rvore," Afrodite disse. "Todos ns, sem quebrar
o circulo. Precisamos ir para a porta escondida no muro. Agora."
Eu encarei Afrodite, e ela acenou solenemente. "Eu sei o que vai acontecer a seguir, e
no vai ser bom."
"Ento vamos sair daqui," eu disse.
Comeamos a andar como um grupo, dando passos pequenos na terra quebrada,
tendo um ultra cuidado com Stevie Rae e as velas e tentando manter o circulo.  de se
imaginar que calouros e vampiros estariam em nosso caminho. Era de se imaginar que
pelo menos Shekinah teria dito algo para ns, mas parecia existir uma estranha bolha
de serenidade em um mundo repentino lavado em sangue e pnico e caos. Estavamos
nos mantendo longe das rvores, seguindo o muro, devagar e cuidadosamente
fazendo progresso. Eu notei que a grama embaixo dos nossos ps estava lisa e
completamente seca com o sangue de Stevie Rae quando a terrvel risada de Neferet
chegou at mim.
O carvalho, com um terrvel som de corte, se rasgou em dois. Eu estava andando de
costas, ajudando a levar Stevie Rae que estava na frente, ento eu tinha uma clara
viso da rvore quando ela se partiu. Debaixo do meio da rvore destruda uma
criatura surgiu. Primeiro o que eu vi foram asas negras que complemente cobriam
algo. Ento ele saiu do carvalho destrudo, endireitou o corpo e desdobrou suas noites
da cor da noite.
"Oh, deusa!" o choro saiu de mim no meu primeiro deslumbre de Kalona. Ele era a
coisa mais linda que eu j tinha visto. A pele dele era lisa e complemente ilesa, e era
dourada com o que parecia o beijo dos raios do sol. O cabelo dele era to negro
quanto as asas, e caia solto ao redor dos ombros dele, fazendo ele parecer um antigo
guerreiro. O rosto dele  como eu posso descrever completamente o lindo rosto dele?
Era como uma escultura que tinha ganhado vida, e fazia at o mortal mais lindo, seja
ele humano ou vampiro, parecer uma boba e falha tentativa de imitar a glria dele. Os
olhos dele eram mbar, to perfeitos, que eram quase dourados. Eu me encontrei
querendo me perder neles. Aqueles olhos me chamavam... eles me chamavam...
Eu parei, e eu juro que eu podia ter quebrado o circulo ali mesmo para poder correr de
volta e cair nos ps dele, se ele no tivesse erguido os lindos braos e chamado numa
voz que era profunda e rica e cheia de poder, "Levantem comigo, filhos!"
Corvos Escarnecedores saram do buraco no cho e encheram a noite, e foi o medo
que me encheu ao ver aquelas terrveis criaturas familiares que se dissipou pelo meu
corpo que quebrou o feitio de beleza que Kalona tinha lanado em mim. Eles
clamaram e circularam ao redor de seu pai, que riu e ergueu seus braos mais alto para
que as asas deles pudessem acariciar ele.
"Temos que sair daqui!" Afrodite assoviou.
"Sim, agora! Depressa," eu disse, voltando totalmente ao normal. O cho no estava
mais tremendo, ento fomos capazes de andar mais rpido. Eu ainda estava me
movendo de costas, ento eu observei com um horror fascinado enquanto Neferet se
aproximava do anjo recm libertado. Ela parou diante dele e deu uma graciosa
cortesia.
Ele inclinou a cabea, os olhos dele brilhando de luxuria enquanto ele olhava para ela.
"Minha Rainha," ele disse.
"Meu Consorte," ela disse. Ento ela virou para olhar para a multido que tinha parado
de correr em pnico e agora olhavam com fascinao para Kalona.
"Esse  Erebus, que finalmente veio para a terra!" Neferet proclamou. "Curvem-se ao
Consorte de Nyx, e nosso novo senhor na terra."
Muitos que observavam na multido, especialmente os calouros, instantaneamente
caram de joelhos. Eu olhei para Stark, mas ele no me viu. Eu vi Shekinah comeando
a andar, a expresso dela fixada com um profundo franzido. Enquanto ela andava,
muitos Filhos de Erebus se juntaram a ela, parecendo alerta, mas eu no sabia dizer se
eles estavam indo questionar Kalona, como Shekinah obviamente iria fazer, ou se eles
estavam pensando em proteger ele da Alta Sacerdotisa. Antes de Shekinah poder
passar pela multido e confrontar o anjo, Neferet ergueu a mo e fez um breve
movimento com o pulso. Foi um gesto to pequeno e insignificante que se eu no
tivesse olhando para ele, no teria notado.
Os olhos de Shekinah ficaram selvagens, ela arfou, segurou o pescoo, e caiu no cho.
Os Filhos de Erebus correram at o corpo dela.
Foi nesse momento que tirei meu celular do bolso e liguei para Irm Angela.
"Zoey?" ela atendeu no primeiro toque.
"Saia da. Saia agora," eu disse.
"Eu entendi." Ela soava calma.
"Leve vov! Voc tem que levar vov com voc!"
" claro que vou. Cuide de voc e do seu povo. Eu vou cuidar dela."
"Eu ligo quando puder." E desliguei.
Quando olhei para cima do meu telefone eu vi que Neferet tinha voltado sua ateno
para ns.
"Chegamos!" Afrodite disse. "Abra a porcaria da porta agora!"
"J est aberta," disse uma voz familiar. Eu olhei por trs de mim para o muro e vi
Darius parado do lado de uma porta aberta que parecia estar aparecendo
magicamente no muro de tijolos. E, com uma onda de alivio, eu vi que Jack estava
parado do lado do guerreiro, girando os olhos, mas inteiro com Duquesa do lado.
"Se voc est conosco, est contra eles," eu disse a Darius, apontando meu queixo em
direo a House of Night e aos Filhos de Erebus que encheram o campo da escola e
que no estavam fazendo nenhum ataque contra Kalona.
"Eu fiz minha escolha," disse o guerreiro.
"Podemos por favor sair daqui? Ela est olhando para ns!" Jack disse.
"Zoey! Voc tem que nos comprar um pouco de tempo," Afrodite disse. "Use os
elementos  todos eles. Nos proteja."
Eu acenei e fechei meus olhos, me concentrando. Vagamente no fundo da minha
mente eu sabia que Afrodite estava ordenando os calouros vermelhos e dizendo para
ficarem perto, dentro do circulo, mesmo que ele ficasse esmagado e no tivesse mais
uma forma de um circulo enquanto ns passvamos pela porta escondida. Mas havia
s uma parte minha ali. O resto de mim estava comandando o vento, fogo, gua, terra,
e esprito para nos cobrir, nos proteger, para nos tirar do campo de viso de Neferet.
Enquanto eles me obedeciam, eu senti minha fora ser drenada como nunca tinha
sentido antes.  claro eu nunca tentei comandar os cinco elementos de uma vez para
fazer um trabalho to poderoso por mim  eu sentia como se minha mente, minha
vontade, estavam tentando correr uma maratona.
Eu cerrei os dentes e continuei firme. Os elementos passaram abaixo e ao nosso redor.
Eu podia ouvir o vento e o cheiro do oceano enquanto uma forte brisa passava ao
nosso redor. Ento um trovo passou pelo repentino cu cheio de nuvens e com um
crack! Um trovo deslizou para baixo, atingindo uma rvore alguns metros de ns. A
rvore pareceu se estender enquanto a terra se aumentava, e quando abri meus olhos
enquanto um dos calouros vermelhos me guiava de costas pela porta escondida eu vi
nosso pequeno grupo complemente protegido pela fria dos elementos. No meio do
caos, eu vi um maravilhoso som de "mee-uf-ow!" e olhei para a porta escondida para
ver Nala sentada no cho do lado de fora da escola na liderana de vrios gatos,
incluindo a horrvel e com uma aparncia muito enganadora Malvola, que estava
perto do odioso Beelzebub das Gmeas.
Eu tive um ltimo deslumbre de Neferet enquanto ela olhava selvagemente ao redor,
claramente no querendo acreditar que de alguma forma tnhamos escapado dela. E
ento a porta se fechou, nos selando para fora da House of Night.
"Ok, reformem o circulo. Se apertem. Gmeas! Vocs esto muito prximas. Vocs
esto deixando um lado solto. Gatos! Parem de assoviar para Duquesa. No temos
tempo para isso." Afrodite estava dando ordens como um sargento.
"Os tneis." A voz fraca de Stevie Rae pareceu cortar a noite.
Eu olhei para ela. Ela no conseguia ficar de p. Erik a ergueu nos braos, e ele estava
segurando ela como um beb, tomando cuidado para no tocar a flecha que ainda
estava enfiada nas costas dela. O rosto dela estava completamente branco a no ser
pelas tatuagens vermelhas.
"Temos que ir para os tneis. Ficaremos seguros l," ela disse.
"Stevie Rae tem razo. Ele no ir nos seguir l, e nem Neferet ir," Afrodite disse.
"Que tneis?" Darius perguntou.
"Ficam abaixo da cidade, lugares velhos e proibidos. A entrada  no deposito do
centro," eu disse.
"O depsito. Isso  a alguns quilmetros de distncia, no corao da cidade," ele disse.
"Como vamos " As palavras dele se quebraram quando ele ouviu um terrvel grito
vindo do lado de dentro da House of Night. Bolas de fogo estavam florescendo no cu
como terrveis e mortais flores.
"O que est acontecendo?" Jack perguntou, se movendo mais para perto de Damien.
"So os Corvos Escarnecedores. Eles tem seu corpo de volta, e esto com fome. Esto
se alimentando de humanos," Afrodite disse.
"Eles podem usar fogo?" Shaunee perguntou, parecendo irritada.
"Eles podem," Afrodite disse.
"Diabos que eles podem!" Shaunee comeou a erguer os braos, e eu senti calor
passando no ar ao redor de ns.
"No!" Afrodite gritou. "Voc no pode chamar ateno para ns. No hoje. Se voc
fizer, estamos acabados."
"Voc viu isso?" Eu perguntei.
Ela acenou. "Tudo isso e mais. Aqueles que no foram para o subterrneo sero a
presa deles."
"Ento temos que ir para os tneis," eu disse.
"Como?" um dos calouros vermelhos que eu no reconheci perguntou. Ela soava
jovem e com muito medo.
Eu me segurei, j estava exausta por manipular os cinco elementos com tamanha
extenso. Eu no queria que eles soubessem que eu estava to drenada quanto me
sentia. Eles tinham que acreditar que eu era forte e segura e estava no controle. Eu
respirei fundo. "No se preocupe. Eu sei como andar sem ser vista. Eu j fiz isso antes."
Eu sorri para Stevie Rae. "Ns j fizemos isso antes." Olhei para Afrodite. "No 
mesmo?"
Stevie Rae conseguiu acenar fracamente.
"Yep, com certeza," disse Afrodite.
"Ento qual o plano?" Damien perguntou.
"Yeah, vamos trabalhar," Erin disse.
"Idem. Estou ficando com cimbras por ficar to perto de todo mundo," Shaunee
murmurou, obviamente ainda irritada por no poder lutar.
"Esse  o plano. Vamos nos tornar uma nvoa e sombra, noite e escurido. No
existimos. Ningum pode nos ver. Ns somos a noite e a noite  a gente." Enquanto eu
explicava, eu senti o calafrio familiar do meu corpo e vi os calouros vermelhos arfarem
e sabia quando eles olhavam para mim, que estavam vendo nada a no ser nvoa
coberta com escurido, escondida nas sombras. Eu pensei que era estranho ser to
fcil me misturar com a noite agora que eu estava to cansada... era como se eu
pudesse sumir e finalmente dormir...
"Zoey!" A voz de Erik quebrou meu perigoso transe.
"Estou bem! Estou bem," eu disse rapidamente. "Agora vocs faam. Concentrem-se.
No  diferente de quando vocs costumavam sair da House of Night para ver
namorados ou ir at o rituais fora do campus, s que vocs tem que se concentrar
ainda mais. Vocs conseguem. Vocs so nvoa e sombra. Ningum pode ver vocs.
Ningum pode ouvir vocs. S existe a noite aqui, e vocs so parte da noite."
Eu vi meu grupo tremer e comear a dissolver. No estava perfeito, e Duquesa ainda
era to solida como um grande labrador  diferente dos nossos gatos ela no podia se
misturar com a noite  mas o garoto com quem ela estava prxima era um pouco mais
do que uma sombra.
"Agora vamos. Fiquem juntos. Dem as mos. No deixem nada atrapalhar a
concentrao de vocs. Darius, lidere," eu disse.
Ns andamos no que tinha se tornado uma cidade de pesadelos vivos. Eu me
perguntei mais tarde como conseguimos, e percebi a resposta mesmo enquanto me
perguntava do porque. Conseguimos porque a mo de Nyx estava em ns. Nos
movemos na sombra dela. Cobertos com o poder dela nos tornamos a noite, embora o
resto da noite tivesse se tornado loucura.
Os Corvos Escarnecedores estavam em todo lugar. Era logo depois da meia noite do
ano novo, e as criaturas podiam escolher os humanos bbados que celebravam e
estavam juntos em clubes e restaurantes e manses velhas porque eles ouviram o fogo
das criaturas no humanas, pensando que a cidade tinha bolado fogos de artifcio, e
correram para ver o show. Eu me perguntei com horror quantos deles tinham olhado
para o cu apenas para ter seu ltimo suspiro de horror olhando para olhos vermelhos
de homens olhando para eles com rostos monstruosos.
Antes de alcanarmos o ponto entre Cincinnati e a Treze eu comecei a ouvir a policia e
sirenes de bombeiros, junto com tiros, o que me fez dar um sorriso. Isso era
Oklahoma, e ns Okies amvamos nossas armas. Yep, ns exercitamos nosso direito da
Segunda Emenda* com orgulho e vigor. Eu queria ter idia se armas modernas
poderiam fazer diferena com criaturas nascidas de magia e mito, e sabia que no iria
ter que imaginar isso por muito tempo. Logo todos iramos descobrir.
(*direito de portar armas)
A uma quadra do depsito abandonado de Tulsa, comeou uma fria e miservel chuva
que nos gelou at os ossos, mas ajudou a esconder nosso grupo ainda mais dos olhos
que sondavam  sendo eles humanos ou bestas.
Corremos para o poro do depsito abandonado, entrando facilmente pela grade de
metal aberta que parecia uma barreira. Assim que a escurido do porto nos engoliu,
demos um suspiro aliviado.
"Ok, agora podemos fechar o circulo."
"Obrigado esprito, voc pode partir." Eu comecei. Eu virei para Stevie Rae, ainda nos
braos de Erik. "Sou agradecida a voc, terra, voc pode partir." Erin estava a minha
esquerda, e eu sorri atravs da escurido para ela. "gua, voc se saiu bem hoje. Voc
pode partir." Ainda virando na minha esquerda, eu encontrei Shaunee. "Fogo,
obrigado, por favor parta." Ento eu fechei o circulo com o elemento que eu o abri.
"Vento, voc tem minha gratido como sempre. Voc pode partir." E com um pequeno
estouro, o fio prateado que nos ligava, desapareceu.
Eu cerrei os dentes contra a exausto que ameaava me sobrepujar, e eu acho que
teria cado se Darius no tivesse agarrado meu brao para firmar meus joelhos fracos.
"Vamos descer. Ainda no estamos completamente seguros," Afrodite disse.
Todos nos movemos para a parte de trs do poro na entrada que eu sabia que
escondia um sistema de tneis. Voltar nesses tneis era uma experincia to surreal
como a noite tinha se tornado. A ltima vez que estive aqui foi no meio de uma
nevasca. Eu estava lutando para salvar Heath de Stevie Rae e um bando de calouros
que eu agora lutava para salvar.
Heath!
"Zoey, vem," Erik disse quando eu hesitei. Ele passou Stevie Rae para Darius, para que
ele e eu fossemos os ltimos do grupo a descer.
"Tenho que fazer duas ligaes primeiro. No tem recepo l embaixo."
"Ento seja rapida," ele disse. "Eu vou dizer a eles que voc est indo."
"Obrigado." Eu sorri carinhosamente para ele. "Vou me apressar."
Ele me deu um acenou e ento desapareceu pelas escadas de ferro que levavam para
os tneis.
Eu fiquei surpresa quando Heath atendeu ao primeiro toque. "O que voc quer, Zoey?"
"Me escute, Heath, eu tenho que ser rapida. Algo terrvel foi solto na House of Night.
Vai ser ruim, muito ruim. Eu no sei por quanto tempo porque eu no sei como
impedir. Mas o nico jeito de voc ficar seguro  se voc for para o subterrneo. Ele
no gosta de terra. Voc entendeu?"
"Sim," ele disse.
"Voc acredita em mim?"
Ele nem hesitou. "Sim."
Eu suspirei aliviada. "Pegue sua famlia e quem mais voc gosta e v para o
subterrneo. A casa do seu av no tem um grande poro?"
"Yeah, podemos ir para l."
"Bom, te ligo de novo quando puder."
"Zoey, voc vai ficar segura tambm?"
Meu corao se apertou. "Eu vou."
"Onde?"
"Nos velhos tneis debaixo do depsito," eu disse.
"Mas eles so perigosos!"
"No, no  no  mais assim. No se preocupe. Fique a salvo tambm. Ok?"
"Ok," ele disse.
Eu desliguei antes de dizer algo que ns dois riamos lamentar. Ento eu disquei o
segundo nmero que eu precisava ligar. Minha me no atendeu. O telefone caiu na
caixa postal depois de alguns toques. Eu ouvi a voz animada dela dizer, "Aqui  a
residncia dos Heffer, ns amamos e tememos o Senhor e te desejamos um dia
abenoado. Nos deixe uma mensagem. Amm!" Eu virei meus olhos e quando o bip
veio eu disse, "Me, voc vai achar que Sat foi solto na terra, e pela primeira vez voc
est muito perto da verdade. Isso  ruim, e o nico jeito de ficar segura dele  ir para o
subterrneo, como um poro ou caverna. V para o poro da igreja e fique l. Ok? Eu
te amo, me, e me certifiquei que vov tambm fique segura, ela est no " O servio
de mensagens me cortou. Eu suspirei e esperei que ela fosse, pela primeira vez em
muito tempo, me ouvir. Ento segui todos para os tneis.
Meu grupo estava esperando por mim perto da entrada. Eu vi luzes pelo tnel que se
esticava, escuro e intimidador na nossa frente.
"Eu mandei os calouros vermelhos na frente para acender as luzes e tudo mais,"
Afrodite disse, ento ela olhou para Stevie Rae. "O `tudo mais'  catar uns cobertores e
roupas secas."
"timo. Isso  bom." Eu me forcei a pensar atravs da exausto. Eles j tinham
acendido algumas lanternas a leo, do tipo antigo que pode ser carregado, e colocado
em ganchos no nvel dos olhos, ento era fcil ver a expresso dos meus amigos
quando olharam para mim. A mesma coisa que estava em todos os rostos, at no de
Afrodite. Eles estavam com medo.
Por favor, Nyx, eu mandei uma silenciosa e fervorosa reza, me d a fora e me ajude a
dizer isso da maneira certa porque como comeamos aqui ser o primeiro passo de
como vamos viver aqui. Por favor no me deixe fazer besteira.
Eu no recebi uma resposta em palavras, mas senti uma onda de calor e amor e
confiana que fez meu corao parar e me encheu com fora.
"Yeah, isso  ruim," eu comecei. "No tem como negar. Somos jovens. Estamos
sozinhos. Estamos machucados. Neferet e Kalona so poderosos e, at onde eu sei,
eles podem ter todos os calouros e vampiros do lado deles. Mas temos algo que eles
no tem. Temos amor e verdade e uns aos outros. Tambm temos Nyx. Ela Marcou
cada um de ns, e de um jeito especial, nos Escolheu, tambm. Nunca houve um grupo
como ns  somos completamente novos." Eu pausei, tentando olhar todos nos olhos
e sorrir confiante para eles. Na minha pausa, Darius falou.
"Sacerdotisa, esse mal no  nada que eu j tenha sentido antes," ele disse. "Nada que
eu tenha ouvido falar antes.  uma coisa indomada que tem dio. Quando saiu da
terra, eu senti como se o mal tivesse renascido."
"Voc o reconheceu, Darius. Muitos dos outros guerreiros no reconheceram. Eu vi a
reao deles. Eles no pegaram suas armas ou saram de l, como ns."
"Talvez um guerreiro mais corajoso tivesse ficado," ele disse.
"Mentira!" Afrodite disse. "Um guerreiro estpido teria ficado. Voc est aqui
conosco, e agora tem a chance de lutar. At onde sabemos aqueles outros guerreiros
ou caram pela porcaria daqueles pssaros, ou esto sob um feitio como o resto dos
calouros."
"Yeah," disse Jack. "Estamos aqui porque tem algo diferente sobre ns."
"Algo especial," Damien disse.
"Muito especial," Shaunee disse.
"Estou com voc nessa, Gmea." Erin disse.
"Somos to especiais, que quando olhamos nos nibus, tem fotos do nosso grupo l."
Stevie Rae disse, soando fraca mas definitivamente viva.
"Est certo. Ento o que fazemos agora?" Erik disse.
Todos olharam para mim. Eu olhei para eles.
"Bem, uh, vamos fazer um plano," eu disse.
"Um plano?" Erik disse. "S isso?"
"No. Vamos fazer um plano, e ento vamos descobrir como tomar a escola de volta.
Juntos." Eu pus minha mo no meio deles, como uma nerd jogadora de algum time.
"Vocs esto comigo?"
Afrodite virou os olhos, mas a mo dela foi a primeira a cobrir a minha. "Yeah, estou
dentro," ela disse.
"E eu." Disse Damien.
"Eu tambm," disse Jack.
"Idem," falaram as Gmeas juntas.
"Estou dentro tambm," disse Stevie Rae.
"No perderia por nada no mundo," disse Erik, colocando a mo dele no topo da pilha
e sorrindo para mim.
"Muito bem, ento," eu disse. "Vamos pegar eles!" E enquanto todos eles gritavam em
resposta, eu senti um incrvel formigar se espalhar na ponta dos meus dedos e cobrir a
palma das minhas mos, e eu sabia que quando a tirasse da pilha de mos eu
encontraria novas tatuagens intrincadas decorando a palma das minhas mos, como
se eu fosse uma extica antiga sacerdotisa que foi Marcada com henna como especial
para a deusa. Ento, mesmo no meio de toda a loucura e exausto e o caos que iria
mudar nossas vidas, eu estava repleta de paz e um doce conhecimento de que eu
estava trilhando o caminho que minha deusa queria que eu tomasse.
No que esse caminho fosse suave e limpo. Mas ainda sim, era meu caminho, e como
eu, estava fadado a ser nico.




                              FIM!!!
 A srie House of Night continua com House of Night 5: Hunted




                                                              Crditos:
                                         Comunidade Tradues de Livros
                [http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=25399156]
                                              Traduo: Rafaela/Naru-Chan
         [http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=8671253721547740965]
                                                       Reviso: Carla Ferreira
         [http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=4119344552745363491]
